Notícias da Região
Após 12 dias de buscas, helicóptero desaparecido em SP é encontrado
Após 12 dias de intensas buscas, o helicóptero que desapareceu com quatro pessoas a bordo foi finalmente encontrado
O desfecho do mistério ocorreu na cidade de Paraibuna, localizada na região do Vale do Paraíba, a cerca de 120 quilômetros do Campo de Marte, em São Paulo, de onde a aeronave havia decolado originalmente.
A Polícia Militar de São Paulo anunciou a descoberta por meio das redes sociais, revelando que o helicóptero foi localizado em uma área de mata em Paraibuna.
A imagem divulgada mostrava uma clareira na vegetação e o que pareciam ser os destroços da aeronave entre as árvores. Essa descoberta veio após um esforço conjunto de várias equipes de resgate.
Veja a publicação da Policia Militar:
🚨ATUALIZAÇÃO🚨
Capitão PM Natália do Comando de Aviação da Polícia Militar fala sobre as buscas da aeronave. #190PMESP pic.twitter.com/yKKNel2Il7
— Polícia Militar do Estado de São Paulo (@PMESP) January 12, 2024
A operação de busca mobilizou diversas forças, incluindo a Força Aérea Brasileira, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros de São Paulo.
O helicóptero H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira foi deslocado para o local com uma equipe especial de resgate, incluindo nove pessoas capacitadas para descer de rapel e investigar a cena.
O helicóptero havia deixado a capital paulista no último dia do ano com destino a Ilhabela, no Litoral Norte do estado, mas nunca chegou ao seu destino.
Durante os 12 dias de buscas, que cobriram uma área total de cinco mil quilômetros quadrados, duas aeronaves da FAB cumpriram mais de 135 horas de voo, e a região da Serra do Mar foi intensamente vasculhada.
Os ocupantes da aeronave foram identificados como Luciana Rodzewics, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, Raphael Torres e Cassiano Tete Teodoro, o piloto. Este acontecimento, embora trágico, destaca a importância da coordenação e do esforço conjunto em operações de busca e resgate.
Notícias da Região
Projeto para instalação de 40 usinas solares em escolas do litoral paulista é apresentado ao Governo de São Paulo pela Neoenergia Elektro
A Neoenergia Elektro apresentou, nesta segunda-feira (17), ao Governo do Estado de São Paulo, por meio das Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e da Educação (Seduc), o plano de trabalho que prevê a instalação de 40 usinas solares em escolas da rede estadual de ensino em 12 cidades da área de concessão da distribuidora no litoral paulista. Com a iniciativa, estima-se reduzir em até 75% o consumo de energia elétrica das unidades beneficiadas. Serão investidos cerca de R$ 6 milhões por meio do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia Elektro, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A estimativa é de que as usinas solares beneficiem mais de 29 mil estudantes, professores e demais profissionais nas instituições de ensino contempladas. Os sistemas fotovoltaicos totalizam 1,3 MWp de potência instalada. A geração anual de energia das 40 usinas é estimada em 1,7 GWh, o suficiente para suprir o consumo de 770 residências por um ano. Os municípios cujas Escolas Estaduais receberão as usinas solares são: Bertioga, Cananéia, Guarujá, Ilhabela, Ilha Comprida, Iguape, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Registro e Ubatuba.
“A instalação das usinas solares fotovoltaicas em 40 escolas públicas transforma a transição energética em um benefício concreto para a população. Além de promover eficiência e reduzir custos, a iniciativa aproxima estudantes, educadores e comunidades dos benefícios da geração renovável e da importância do consumo consciente de energia. O projeto reforça uma trajetória consistente da Neoenergia em eficiência energética, que somente em 2025 investiu R$ 113 milhões em iniciativas que beneficiaram mais de 160 mil unidades consumidoras em todo o país”, destaca Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia.

Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, e Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia, durante apresentação do Plano de Trabalho que contempla instalação de 40 usinas solares em escolas da rede estadual de 12 municípios do litoral paulista dentro da área de concessão da Neoenergia Elektro
O Plano de Trabalho contempla, inicialmente, a realização de diagnósticos completos das instalações de cada unidade escolar. As análises têm como objetivo identificar oportunidades de redução no consumo de energia, incluindo a modernização dos sistemas de iluminação para garantir maior eficiência e conforto nos ambientes educacionais. As avaliações também incluem o estudo de viabilidade técnica para implantação de geração solar fotovoltaica.
Para a secretária da Semil, Natália Resende, a iniciativa se integra às políticas públicas nas áreas de eficiência e transição energética do Governo de São Paulo. “Esse projeto está alinhado com a estratégia climática do Estado, que inclui a expansão da geração local de energia limpa. Nesse desenho, tivemos cuidado com um desafio atual do setor elétrico: como parte das escolas tem um perfil de consumo predominantemente diurno, a geração solar é especialmente adequada, proporcionando eficiência não só para as unidades escolares, mas também para a gestão do sistema”, explica.
Educação Ambiental
Através do Programa de Eficiência Energética, a Neoenergia Elektro desenvolverá ações educativas nas escolas contempladas com a instalação das usinas solares. Essas ações visam promover a conscientização sobre o uso eficiente e seguro da energia elétrica. Por meio de ações inovadoras e parcerias estratégicas, alunos, professores e a comunidade são capacitados para construir um futuro de energia sustentável. Com educação e engajamento, o conhecimento é transformado em atitudes que fazem a diferença.
“Levar energia solar para nossas escolas é unir eficiência, economia e educação ambiental. Além de reduzir custos, o projeto transforma as unidades em espaços de inovação e sustentabilidade, aproximando os estudantes e suas famílias dos desafios e das oportunidades de um futuro mais sustentável”, afirma o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder.
Entre as ações desenvolvidas pela Neoenergia Elektro está a Unidade Móvel Educativa (UME), um caminhão adaptado em sala de aula que circula pelas cidades da área de concessão da distribuidora oferecendo oficinas interativas, palestras e experimentos práticos sobre o uso seguro e racional da eletricidade, além dos conceitos de eficiência energética. Em eventos em parceria com instituições públicas e assistenciais, são realizadas palestras e capacitação de profissionais na aplicação dos conceitos de sustentabilidade, mudanças climáticas e economia circular de forma interdisciplinar na grade escolar.
Em parceria com a Aneel, a distribuidora promove a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE), que é uma competição científica nacional voltada para estudantes do ensino fundamental e médio que estimula o aprendizado sobre o consumo consciente de energia. As inscrições para a ONEE 2026, inclusive, estão abertas no portal: https://onee.org.br/
Foto: Neoenergia / Divulgação
Notícias da Região
Casas Bahia fecha quase 300 lojas e prepara corte de milhares de trabalhadores
O Grupo Casas Bahia iniciou nesta sexta-feira (14) uma nova e ampla etapa de reestruturação de suas operações no país. A companhia decidiu encerrar as atividades de 298 lojas, número equivalente a quase 30% da rede física que permanecia em funcionamento, de acordo com informações publicadas pelo Valor Econômico. A medida deverá ser acompanhada por uma redução expressiva no quadro de funcionários.
O fechamento surpreendeu trabalhadores em diferentes cidades brasileiras. Há relatos de funcionários que chegaram às unidades para iniciar o expediente nesta sexta-feira e encontraram as lojas fechadas. A mudança ocorre em meio a um processo de enxugamento da estrutura da companhia, que deverá apresentar mais detalhes sobre seu plano de redução de despesas nos próximos dias.
DEMISSÕES PODEM CHEGAR A 3 MIL
Os desligamentos começaram antes mesmo do fechamento das unidades. Cerca de 600 funcionários teriam sido demitidos na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos estariam previstos para esta sexta-feira. Considerando outras áreas e etapas da reorganização, o corte total pode alcançar aproximadamente 3 mil trabalhadores.
Caso os números se confirmem, a operação representará uma das maiores reduções de pessoal promovidas pela Casas Bahia em sua história recente e aprofundará um movimento que já vinha sendo realizado ao longo do ano.
REDE JÁ VINHA REDUZINDO NÚMERO DE LOJAS
No balanço referente ao primeiro trimestre, encerrado em março, o grupo havia informado o fechamento de 26 pontos de venda, sendo 12 unidades da Casas Bahia e 14 do Pontofrio. A nova rodada de encerramentos, porém, ocorre em escala significativamente maior e reforça a estratégia de concentrar recursos em operações consideradas mais eficientes.
A reestruturação acontece em um momento delicado para o varejo de bens duráveis. O elevado endividamento das famílias limita a capacidade de consumo, especialmente em segmentos dependentes de crédito e parcelamento, como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos. Ao mesmo tempo, despesas financeiras elevadas e resultados negativos vêm pressionando as contas da companhia.
GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES EM DIFERENTES FRENTES
Além das lojas das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio, o grupo mantém operações no comércio eletrônico e em outras frentes de negócios. A estrutura inclui a fabricante de móveis Bartira, o Extra.com.br, a solução financeira Casas Bahia Pay e a plataforma logística CBfull.
A situação financeira da empresa já havia exigido medidas extraordinárias. Em 2024, a companhia entrou em processo de recuperação extrajudicial diante de um desequilíbrio em sua estrutura de capital. O processo foi posteriormente equacionado por meio de negociação com instituições financeiras, mas a pressão sobre vendas e os custos financeiros continuaram afetando os resultados.
EMPRESA BUSCA PRESERVAR CAIXA
Outro ponto de atenção está na relação com fornecedores e parceiros comerciais. Conforme apuração do Valor Econômico, o grupo tem buscado ampliar prazos de pagamento a fornecedores e vem adiando repasses a lojistas que utilizam seu marketplace em operações realizadas por Pix.
As medidas estariam relacionadas à tentativa de melhorar o ciclo financeiro e preservar caixa.
Em meio à nova reorganização, a companhia também alterou o calendário de divulgação de seus números. Os resultados referentes ao segundo trimestre, inicialmente previstos para quarta-feira (12), foram transferidos para as 17h desta sexta-feira (14).
MERCADO AGUARDA DETALHES DA REESTRUTURAÇÃO
Em comunicado aos acionistas divulgado na terça-feira (11), a empresa informou que o adiamento permitiria concluir os procedimentos necessários para finalizar as informações contábeis, assim como sua aprovação e posterior divulgação.
A expectativa agora se concentra nos números do segundo trimestre e nas explicações que deverão acompanhar o balanço. A teleconferência para apresentação e discussão dos resultados está prevista para segunda-feira (17), quando o mercado deverá buscar mais detalhes sobre os efeitos do fechamento das lojas, os cortes de pessoal e os próximos passos da estratégia de reestruturação do Grupo Casas Bahia.
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