Notícias da Região
Projeto para instalação de 40 usinas solares em escolas do litoral paulista é apresentado ao Governo de São Paulo pela Neoenergia Elektro
A Neoenergia Elektro apresentou, nesta segunda-feira (17), ao Governo do Estado de São Paulo, por meio das Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e da Educação (Seduc), o plano de trabalho que prevê a instalação de 40 usinas solares em escolas da rede estadual de ensino em 12 cidades da área de concessão da distribuidora no litoral paulista. Com a iniciativa, estima-se reduzir em até 75% o consumo de energia elétrica das unidades beneficiadas. Serão investidos cerca de R$ 6 milhões por meio do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia Elektro, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A estimativa é de que as usinas solares beneficiem mais de 29 mil estudantes, professores e demais profissionais nas instituições de ensino contempladas. Os sistemas fotovoltaicos totalizam 1,3 MWp de potência instalada. A geração anual de energia das 40 usinas é estimada em 1,7 GWh, o suficiente para suprir o consumo de 770 residências por um ano. Os municípios cujas Escolas Estaduais receberão as usinas solares são: Bertioga, Cananéia, Guarujá, Ilhabela, Ilha Comprida, Iguape, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Registro e Ubatuba.
“A instalação das usinas solares fotovoltaicas em 40 escolas públicas transforma a transição energética em um benefício concreto para a população. Além de promover eficiência e reduzir custos, a iniciativa aproxima estudantes, educadores e comunidades dos benefícios da geração renovável e da importância do consumo consciente de energia. O projeto reforça uma trajetória consistente da Neoenergia em eficiência energética, que somente em 2025 investiu R$ 113 milhões em iniciativas que beneficiaram mais de 160 mil unidades consumidoras em todo o país”, destaca Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia.

Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, e Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia, durante apresentação do Plano de Trabalho que contempla instalação de 40 usinas solares em escolas da rede estadual de 12 municípios do litoral paulista dentro da área de concessão da Neoenergia Elektro
O Plano de Trabalho contempla, inicialmente, a realização de diagnósticos completos das instalações de cada unidade escolar. As análises têm como objetivo identificar oportunidades de redução no consumo de energia, incluindo a modernização dos sistemas de iluminação para garantir maior eficiência e conforto nos ambientes educacionais. As avaliações também incluem o estudo de viabilidade técnica para implantação de geração solar fotovoltaica.
Para a secretária da Semil, Natália Resende, a iniciativa se integra às políticas públicas nas áreas de eficiência e transição energética do Governo de São Paulo. “Esse projeto está alinhado com a estratégia climática do Estado, que inclui a expansão da geração local de energia limpa. Nesse desenho, tivemos cuidado com um desafio atual do setor elétrico: como parte das escolas tem um perfil de consumo predominantemente diurno, a geração solar é especialmente adequada, proporcionando eficiência não só para as unidades escolares, mas também para a gestão do sistema”, explica.
Educação Ambiental
Através do Programa de Eficiência Energética, a Neoenergia Elektro desenvolverá ações educativas nas escolas contempladas com a instalação das usinas solares. Essas ações visam promover a conscientização sobre o uso eficiente e seguro da energia elétrica. Por meio de ações inovadoras e parcerias estratégicas, alunos, professores e a comunidade são capacitados para construir um futuro de energia sustentável. Com educação e engajamento, o conhecimento é transformado em atitudes que fazem a diferença.
“Levar energia solar para nossas escolas é unir eficiência, economia e educação ambiental. Além de reduzir custos, o projeto transforma as unidades em espaços de inovação e sustentabilidade, aproximando os estudantes e suas famílias dos desafios e das oportunidades de um futuro mais sustentável”, afirma o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder.
Entre as ações desenvolvidas pela Neoenergia Elektro está a Unidade Móvel Educativa (UME), um caminhão adaptado em sala de aula que circula pelas cidades da área de concessão da distribuidora oferecendo oficinas interativas, palestras e experimentos práticos sobre o uso seguro e racional da eletricidade, além dos conceitos de eficiência energética. Em eventos em parceria com instituições públicas e assistenciais, são realizadas palestras e capacitação de profissionais na aplicação dos conceitos de sustentabilidade, mudanças climáticas e economia circular de forma interdisciplinar na grade escolar.
Em parceria com a Aneel, a distribuidora promove a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE), que é uma competição científica nacional voltada para estudantes do ensino fundamental e médio que estimula o aprendizado sobre o consumo consciente de energia. As inscrições para a ONEE 2026, inclusive, estão abertas no portal: https://onee.org.br/
Foto: Neoenergia / Divulgação
Notícias da Região
Casas Bahia fecha quase 300 lojas e prepara corte de milhares de trabalhadores
O Grupo Casas Bahia iniciou nesta sexta-feira (14) uma nova e ampla etapa de reestruturação de suas operações no país. A companhia decidiu encerrar as atividades de 298 lojas, número equivalente a quase 30% da rede física que permanecia em funcionamento, de acordo com informações publicadas pelo Valor Econômico. A medida deverá ser acompanhada por uma redução expressiva no quadro de funcionários.
O fechamento surpreendeu trabalhadores em diferentes cidades brasileiras. Há relatos de funcionários que chegaram às unidades para iniciar o expediente nesta sexta-feira e encontraram as lojas fechadas. A mudança ocorre em meio a um processo de enxugamento da estrutura da companhia, que deverá apresentar mais detalhes sobre seu plano de redução de despesas nos próximos dias.
DEMISSÕES PODEM CHEGAR A 3 MIL
Os desligamentos começaram antes mesmo do fechamento das unidades. Cerca de 600 funcionários teriam sido demitidos na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos estariam previstos para esta sexta-feira. Considerando outras áreas e etapas da reorganização, o corte total pode alcançar aproximadamente 3 mil trabalhadores.
Caso os números se confirmem, a operação representará uma das maiores reduções de pessoal promovidas pela Casas Bahia em sua história recente e aprofundará um movimento que já vinha sendo realizado ao longo do ano.
REDE JÁ VINHA REDUZINDO NÚMERO DE LOJAS
No balanço referente ao primeiro trimestre, encerrado em março, o grupo havia informado o fechamento de 26 pontos de venda, sendo 12 unidades da Casas Bahia e 14 do Pontofrio. A nova rodada de encerramentos, porém, ocorre em escala significativamente maior e reforça a estratégia de concentrar recursos em operações consideradas mais eficientes.
A reestruturação acontece em um momento delicado para o varejo de bens duráveis. O elevado endividamento das famílias limita a capacidade de consumo, especialmente em segmentos dependentes de crédito e parcelamento, como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos. Ao mesmo tempo, despesas financeiras elevadas e resultados negativos vêm pressionando as contas da companhia.
GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES EM DIFERENTES FRENTES
Além das lojas das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio, o grupo mantém operações no comércio eletrônico e em outras frentes de negócios. A estrutura inclui a fabricante de móveis Bartira, o Extra.com.br, a solução financeira Casas Bahia Pay e a plataforma logística CBfull.
A situação financeira da empresa já havia exigido medidas extraordinárias. Em 2024, a companhia entrou em processo de recuperação extrajudicial diante de um desequilíbrio em sua estrutura de capital. O processo foi posteriormente equacionado por meio de negociação com instituições financeiras, mas a pressão sobre vendas e os custos financeiros continuaram afetando os resultados.
EMPRESA BUSCA PRESERVAR CAIXA
Outro ponto de atenção está na relação com fornecedores e parceiros comerciais. Conforme apuração do Valor Econômico, o grupo tem buscado ampliar prazos de pagamento a fornecedores e vem adiando repasses a lojistas que utilizam seu marketplace em operações realizadas por Pix.
As medidas estariam relacionadas à tentativa de melhorar o ciclo financeiro e preservar caixa.
Em meio à nova reorganização, a companhia também alterou o calendário de divulgação de seus números. Os resultados referentes ao segundo trimestre, inicialmente previstos para quarta-feira (12), foram transferidos para as 17h desta sexta-feira (14).
MERCADO AGUARDA DETALHES DA REESTRUTURAÇÃO
Em comunicado aos acionistas divulgado na terça-feira (11), a empresa informou que o adiamento permitiria concluir os procedimentos necessários para finalizar as informações contábeis, assim como sua aprovação e posterior divulgação.
A expectativa agora se concentra nos números do segundo trimestre e nas explicações que deverão acompanhar o balanço. A teleconferência para apresentação e discussão dos resultados está prevista para segunda-feira (17), quando o mercado deverá buscar mais detalhes sobre os efeitos do fechamento das lojas, os cortes de pessoal e os próximos passos da estratégia de reestruturação do Grupo Casas Bahia.
Notícias da Região
Profissionais da Educação: aqueles que fazem da escola um lugar de transformação
Quando pensamos em educação, é natural que a imagem do professor venha primeiro à mente. Afinal, é ele quem conduz o processo de ensino e aprendizagem, estimula a curiosidade e acompanha o desenvolvimento dos estudantes. Mas reduzir a educação apenas à sala de aula significa ignorar a complexa rede de profissionais que faz a escola funcionar todos os dias.
Instituído pela Lei nº 13.054/2014, o Dia dos Profissionais da Educação, celebrado em 6 de agosto, foi criado justamente para ampliar esse olhar. A data reconhece que a formação de crianças, adolescentes e jovens depende do trabalho integrado de professores, coordenadores pedagógicos, gestores, secretários escolares, inspetores, bibliotecários, monitores, profissionais da limpeza, da alimentação escolar, equipes administrativas e tantos outros colaboradores que garantem o funcionamento da instituição de ensino.
Autora: Profa. Ma. Glauce Soares Casimiro
Docente dos cursos de Administração, Pedagogia e Psicologia da Uniderp
Esse reconhecimento ganha ainda mais importância diante da dimensão da educação brasileira. Segundo o Censo Escolar, o país possui cerca de 178 mil escolas de educação básica, responsáveis pelo atendimento de aproximadamente 47 milhões de estudantes. Para que essa estrutura funcione diariamente, mais de 2,3 milhões de professores atuam em sala de aula, acompanhados por milhares de outros profissionais que garantem desde a gestão escolar até o acolhimento, a segurança, a alimentação e a organização dos ambientes de aprendizagem.
Nos últimos anos, o papel desses profissionais tornou-se ainda mais desafiador. A escola deixou de ser apenas um espaço de transmissão de conhecimento para assumir funções cada vez mais amplas: promover inclusão, fortalecer competências socioemocionais, combater a desinformação, preparar estudantes para um mercado de trabalho em constante transformação e ensinar o uso responsável das tecnologias, incluindo a inteligência artificial.
Nesse contexto, a educação acontece muito além do conteúdo curricular. Ela está presente na escuta atenta de um coordenador diante de um estudante em sofrimento emocional, na orientação de um inspetor durante um conflito, na organização da secretaria que garante o acesso aos direitos educacionais, no cuidado da equipe de alimentação escolar, no trabalho silencioso dos profissionais da limpeza que tornam os espaços seguros e acolhedores, e na atuação de gestores que planejam estratégias para melhorar a aprendizagem.
Cada um desses profissionais contribui para construir um ambiente onde o estudante se sente pertencente, respeitado e motivado a aprender. Pesquisas na área educacional mostram que o clima escolar influencia diretamente o desempenho acadêmico, a permanência dos alunos na escola e até mesmo sua saúde emocional. E esse ambiente positivo não depende exclusivamente do professor, mas da atuação articulada de toda a comunidade escolar.
Em um momento em que a tecnologia avança rapidamente, é comum surgir o debate sobre o futuro da educação. Ferramentas baseadas em inteligência artificial podem apoiar processos pedagógicos, personalizar atividades e ampliar o acesso à informação. Entretanto, nenhuma inovação tecnológica substitui aquilo que constitui a essência do trabalho humano na educação: a capacidade de acolher, compreender contextos, identificar dificuldades, desenvolver vínculos e inspirar pessoas.
Educar continua sendo, acima de tudo, um exercício de relações humanas. É por meio delas que se desenvolvem competências como empatia, ética, respeito, cooperação e pensamento crítico, habilidades cada vez mais valorizadas em uma sociedade marcada por transformações aceleradas e pelo excesso de informações.
Valorizar os profissionais da educação, portanto, vai além do reconhecimento simbólico de uma data comemorativa. Significa investir na qualidade da formação, oferecer condições adequadas de trabalho, fortalecer políticas de valorização profissional e reconhecer que uma educação de qualidade depende de pessoas preparadas, respeitadas e motivadas.
Neste 6 de agosto, o convite é ampliar nosso olhar sobre quem faz a escola acontecer. Que esta data seja mais do que uma celebração simbólica. Que ela desperte em toda a comunidade escolar a consciência de que respeitar quem educa é fortalecer o futuro. Cada profissional que atua dentro da escola merece reconhecimento não apenas por aquilo que faz, mas pelo impacto humano de sua missão. Afinal, enquanto muitas profissões transformam recursos em resultados, os profissionais da educação transformam pessoas em cidadãos. E poucas tarefas são tão nobres, desafiadoras e indispensáveis para a construção de uma sociedade mais justa, ética, solidária e verdadeiramente humana.
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