Assembléia Legislativa MS
Após solicitação de deputados, Imol volta a atender na Casa da Mulher Brasileira
A Casa da Mulher Brasileira, importante local de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica em Campo Grande, voltou a contar com médicos para o atendimento no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), recém inaugurado no rol de serviços oferecidos no local, por força de medida judicial. A informação é do deputado Professor Rinaldo Modesto (Podemos), que subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) nesta quarta-feira (14), para agradecer atuação do Governo do Estado, que impetrou com ação contra a paralisação dos atendimentos, após denúncia dos deputados estaduais – reveja aqui e aqui.
“O serviço havia sido paralisado após o Conselho Regional de Medicina proibir a atuação dos profissionais, por seguir resolução do Conselho Federal de Medicina, de 2002, que vedaria médicos em exames de corpo de delito em dependências de delegacias. Isso prejudicou o atendimento na Casa da Mulher Brasileira e também no CEPOL, onde unidades do IMOL foram inauguradas para facilitar o atendimento das vítimas. Fizemos então um requerimento ao governador, que acionou a Procuradoria Geral do Estado, que ganhou liminar na Justiça Federal, para que não se prejudicasse a vítima mais uma vez”, explicou Rinaldo.
Para o deputado, a medida foi necessária, visto o alto índice de violência contra as mulheres no Estado. “Não é a toa que a primeira Casa da Mulher Brasileira fora instalada aqui. Esse é um tema recorrente no Parlamento. Assunto de várias leis. Precisamos fazer os meninos entenderem desde cedo que a mulher não é um objeto a seu bel prazer. Quero falar da importância da diminuição dos casos de feminicídios no Estado, mas que ainda continua dos mais violentos”, disse o parlamentar. De janeiro a junho de 2022, Mato Grosso do Sul registrou 26 casos de feminicídios. Em 2023, até o dia de hoje são nove casos, segundo as estatísticas da Polícia Civil.
108 mil registros de violência
Pedro Kemp (PT) também usou a tribuna para falar sobre o tema e pedir providências permanentes, visto que a decisão judicial é provisória. “Somente no período em que o trabalho no Imol foi suspenso, 40 mulheres deixaram de fazer o exame de corpo de delito, pois teriam que se deslocar ao Imol a nove quilômetros de distância. Há oito anos a Casa da Mulher Brasileira foi inaugurada e desde lá tivemos 108 mil registros de ocorrências de vítimas de violência. Número assustador. E muitos inquéritos abertos não foram adiante por conta da falta de exames comprobatórios que elas deveriam fazer e em decorrência do deslocamento. O Estado teve êxito com a decisão provisória, mas agora buscando uma solução definitiva. Temos que facilitar o acesso das vítimas aos exames, para que se possa punir os agressores e fazer o combate efetivo”, ressaltou.
Fonte: Assembleia Legislativa de MS
Assembléia Legislativa MS
II Concurso ALEMS: Apoio mútuo e elogios à organização marcam provas de Libras e do TAF Candidatos às vagas de tradutor de Libras e policial legislativo participaram de mais uma etapa do certame
Fonte: Assembleia Legislativa de MS
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Hashioka pede estudo técnico para melhorar tráfego na BR-158, em Três Lagoas
Durante a sessão plenária desta terça-feira, 26, da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) apresentou indicação solicitando, em regime de urgência, à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS), a realização de estudo de viabilidade técnica para implantação de uma terceira faixa na BR-158, no trecho que liga o município de Três Lagoas à fábrica da Eldorado Brasil Celulose, nas proximidades do km 231 da rodovia.
Na justificativa apresentada, Hashioka defendeu que a obra trará impactos positivos para toda a cadeia produtiva da região, fortalecendo a competitividade econômica de Três Lagoas e oferecendo melhores condições de circulação aos usuários da BR-158. O expediente foi encaminhado ao diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, e tem como objetivo melhorar as condições de trafegabilidade e segurança em um dos corredores logísticos mais movimentados da região leste do Estado.
Segundo o parlamentar, o trecho apresenta intenso movimento diário de caminhões de grande porte, ônibus de transporte de trabalhadores e veículos leves, cenário que exige intervenções estruturais para garantir maior segurança viária. “A ampliação da capacidade operacional da rodovia é necessária para reduzir os riscos de acidentes, especialmente em ultrapassagens, além de melhorar a fluidez do trânsito e proporcionar mais segurança aos motoristas e trabalhadores que utilizam a via diariamente”, argumentou.
Hashioka ressaltou ainda que a implantação de terceiras faixas é uma solução amplamente adotada em trechos rodoviários de pista simples com elevado volume de tráfego, sobretudo em regiões com forte presença logística e industrial. Ademais, o crescimento econômico de Três Lagoas tem provocado aumento contínuo da circulação de cargas, principalmente de madeira, insumos industriais e celulose, tornando necessária a modernização da infraestrutura viária para acompanhar a demanda regional.
Além da segurança, a proposta busca melhorar o tempo de deslocamento, reduzir congestionamentos e ampliar a eficiência logística, beneficiando diretamente trabalhadores, empresas transportadoras, moradores e o setor produtivo. “Investir em infraestrutura rodoviária é investir na preservação de vidas, na mobilidade e no desenvolvimento regional. Precisamos planejar e adequar nossas rodovias à realidade do crescimento econômico que Mato Grosso do Sul vive atualmente”, afirmou.
Agência ALEMS: https://al.ms.gov.br/Noticias/145257
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