Mato Grosso do Sul
Eleição de Eduardo Riedel foi a mais importante missão, diz Reinaldo Azambuja
Emocionado, Reinaldo Azambuja despediu-se neste domingo (1º) do cargo de governador, destacando os desafios, as mudanças de paradigmas e os resultados alcançados na Administração de Mato Grosso do Sul e enaltecendo as qualidades do seu sucessor, Eduardo Riedel. Ele contou ainda ter encarado a eleição estadual de 2022 como a última e mais importante missão delegada pela população. É a primeira vez na história de Mato Grosso do Sul que a população escolhe o candidato do governador para sucedê-lo.
“Pessoalmente, sempre encarei esta como a última e mais importante missão a mim delegada pela população: defender a escolha de um líder capaz de continuar o processo de mudanças e de modernização do estado, reunindo as qualidades de um governador preparado para moldar um novo futuro”, afirmou Reinaldo Azambuja.
Ainda segundo ele, as qualidades do novo governador são: honestidade; visão inovadora como gestor; juventude e capacidade de trabalho; conhecimento e densa experiência na vida pública; sensibilidade social para cuidar dos mais vulneráveis; coragem e responsabilidade administrativa, para fazer o que precisa ser feito; e apreço ao diálogo e respeito à toda representação da nossa sociedade organizada. “Hoje, aqui, posso dizer em alto e bom som: Mato Grosso do Sul estará em muitas boas mãos”, declarou.
O agora ex-governador lembrou dos desafios enfrentados, em especial a maior, mais longa e profunda recessão da história da República Brasileira e a pandemia de Covid-19 e das medidas tomadas para preparar o Estado para um futuro de prosperidade.
“Vocês se lembram: assistimos, perplexos, estados poderosos jogando a toalha, deixando de pagar a folha de servidores; suspendendo o 13º salário, interrompendo investimentos e serviços essenciais, como decorrência da aguda perda de arrecadação e receita. Aqui, a nossa história foi muito diferente. Em nenhum momento deixamos de cumprir os compromissos fundamentais do estado. Mato Grosso do Sul permaneceu firme, de pé”, disse.
“Mais do que a busca obstinada pela superação das dificuldades, transformamos crise em oportunidade, para fazer as reformas necessárias à mudança no modelo de gestão – mudança prometida na nossa primeira campanha, de 2014, sob o ousado slogan ‘Mudança de Verdade’”, acrescentou. Essas mudanças – explicou – foram as reformas estruturantes: administrativa, previdenciária, implantação de teto para os gastos públicos e renegociação da dívida.
Segundo ele, a dívida pública consumia R$ 100 milhões por mês dos cofres do Estado, montante que foi reduzido em dois terços, liberando recursos para investimentos. “Recebemos o estado com uma dívida pública no patamar de cerca de 106% das receitas correntes líquidas em 2015. Hoje, entregamos este mesmo estado reformado com uma dívida pública equivalente a apenas 57% das receitas correntes líquidas, redução exponencial que abre um amplo espaço fiscal para financiamentos e projetos de grande envergadura”.
Reinaldo Azambuja ressaltou também que Mato Grosso do Sul avançou da pior nota fiscal, “D”, na Capag (Capacidade de Pagamento), para a melhor, na avaliação do Tesouro Nacional: “A”.

Outras avaliações e resultados lembrados por Reinaldo Azambuja são: o 2º estado mais transparente do País, o governo que mais cumpriu promessas de campanha, o estado que mais investe por habitantes do Brasil, o 4º estado mais seguro do País, o que mais apreende drogas, o 2º em elucidação de homicídios e onde há mais presos trabalhando e estudando.
Ainda na segurança pública, outro destaque foi o investimento de R$ 1,2 bilhão em viaturas, coletes, armas, munições, equipamentos, novas tecnologias e milhares de promoções na carreira. Já na saúde, destaca-se a construção dos hospitais regionais. E na educação, a maior cobertura de escolas com ensino em tempo integral (40% da Rede Estadual de Ensino).
Ele recordou ainda do cumprimento de 85% das metas traçadas nos contratos de gestão, das mais de 200 obras inacabadas por outros governos que foram concluídas, dos empreendimentos nas 79 cidades, tirando o conceito de municipalismo do papel, e da atração de capital privado. Segundo ele, o governo conquistou R$ 60 bilhões de investimentos na agroindustrialização.
“Assim nos tornamos o estado que mais cresce no Brasil. Ocupamos a 3ª posição entre os estados com menor desemprego. Estamos gerando, neste ano, 150 empregos com carteira assinada por dia, quase 45 mil empregos no ano. Também somos o estado que já tem a 5ª maior renda média do país e a 7ª menor taxa de pobreza do Brasil”.
Investimentos em logística não foram esquecidos. Reinaldo Azambuja declarou que a gestão estadual construiu, os últimos 8 anos, quase 1.300 quilômetros de estradas, 130 pontes de concreto, reforma de portos e implantação de portos secos, além dos avanços no campo das concessões e parcerias público-privadas, como o maior investimento em saneamento da história, as Infovias Digitais que vão integrar o estado com fibra ótica e as usinas fotovoltáicas, que permitirão o consumo sustentável de energia para todas as unidades administrativas do governo.
“Apenas para que todos tenham uma ideia da relevância desta área, a soma do conjunto dos projetos de concessão representa cerca de R$ 10,9 bilhões em investimentos no estado”, disse.
Programas sociais
No discurso de 20 minutos, Reinaldo Azambuja também destacou a importância dos projetos ferroviários e da Rota Bioceânica, do projeto Carbono Neutro e do desafio de estender as mãos a quem mais precisa.
“Se estamos caminhando celeremente para um novo ciclo de crescimento sustentado e o pleno emprego, ainda há o desafio de cuidar das famílias mais vulneráveis, ou seja, crescer sem deixar nenhum sul-mato-grossense para trás. Nesta direção, estendemos a mão a quem mais precisa, com os maiores programas sociais da nossa história – o Mais Social, o Conta de Energia Zero, a CNH Social, o Vale Universidade, as políticas de segurança alimentar para atender os indígenas e ribeirinhos, entre tantas outras iniciativas de transferência de renda às famílias mais vulneráveis”.
Confira o discurso na íntegra:
“Senhoras e senhores,
Chego a este momento tomado por uma grande emoção e uma enorme esperança.
Confesso-lhes:
Em toda minha vida, jamais imaginei ser honrado com a responsabilidade de governar o nosso estado por duas vezes e, ao final deste longo ciclo, eleger, de forma inédita, o meu sucessor, prova maior do reconhecimento da nossa gente ao esforço empreendido nesses oito anos de trabalho incessante.
Como todos sabem, foram tempos extraordinários: extremamente difíceis para todos os governos.
Desde o alvorecer do nosso mandato, ainda em 2015, fomos sempre desafiados pela conjuntura.
Primeiro, por uma crise econômica sem precedentes – a maior, a mais longa e mais profunda recessão da história da República Brasileira. Uma crise que quase levou à ingovernabilidade estados e municípios em todo o país.
Vocês se lembram: assistimos, perplexos, estados poderosos jogando a toalha, deixando de pagar a folha de servidores; suspendendo o 13o salário; interrompendo investimentos e serviços essenciais, como decorrência da aguda perda de arrecadação e receita.
Aqui, a nossa história foi muito diferente. Em nenhum momento deixamos de cumprir os compromissos fundamentais do estado. O Mato Grosso do Sul permaneceu firme, de pé!
Mais do que a busca obstinada pela superação das dificuldades, transformamos crise em oportunidade, para fazer as reformas necessárias à mudança no modelo de gestão – mudança prometida na nossa primeira campanha, de 2014, sob o ousado slogan “Mudança de Verdade”.
Tocamos, nesses anos, uma pauta complexa e desgastante, debruçados sobre os grandes problemas de um estado antigo, oneroso e ineficiente.
Fomos às reformas conscientes do nosso papel, sabendo que sofreríamos críticas e incompreensões de toda ordem.
Neste tempo, jamais deixei de tomar as decisões necessárias, por temer o desgaste. Pelo contrário: do alto das minhas responsabilidades, enfrentamos esses momentos difíceis certo de que, mais adiante, seria compreendido. E todo sacrifício recompensado.
Com os olhos voltados para o futuro, fizemos, naquele momento, o que precisava ser feito.
Enquanto muitos reclamavam e terceirizavam responsabilidades, mergulhamos no itinerário das grandes mudanças e avanços no serviço público.
Com a reforma administrativa, reduzimos secretarias, despesas, acabamos com desperdícios e nos tornamos o estado mais enxuto do país.
Com coragem, viramos a complexa página da reforma da Previdência Estadual e eliminamos o risco iminente de insolvência e de comprometimento das aposentadorias e pensões no futuro.
Com a compreensão e solidariedade dos Poderes, implantamos um teto para os gastos públicos.
Renegociamos uma dívida draconiana, que subtraía dos cofres do estado cerca de 100 milhões todo mês, e reduzimos os custos do serviço a um terço desse montante, liberando mais espaço fiscal para a retomada dos investimentos.
Passados oito anos, reduzimos a relação dívida pública/ Receita Corrente Líquida para um patamar inimaginável, considerando a gravidade das múltiplas crises deste período.
Para se ter uma ideia dos frutos de uma gestão responsável, recebemos o estado com uma dívida pública no patamar de cerca de 106 % das receitas correntes líquidas em 2015.
Hoje, entregamos este mesmo estado reformado com uma dívida pública equivalente a apenas 57% das receitas correntes líquidas, redução exponencial que abre um amplo espaço fiscal para financiamentos e projetos de grande envergadura.
Saímos da pior avaliação fiscal, Capag D, em janeiro de 2015, para a maior nota de avaliação do Tesouro Nacional – Capag A, que traduz a solidez das contas públicas.
E encerro agora o meu ciclo de governança com uma carga tributária inferior à que recebemos no começo do nosso governo.
Mas não foram só esses avanços.
Para recuperar a credibilidade institucional, modernizamos processos e deixamos a última posição no ranking nacional da transparência e hoje somos o segundo estado mais transparente do país – classe Diamante – na avaliação dos Tribunais de Contas do Brasil.
Quando nos preparávamos para uma consistente retomada no horizonte de curto prazo, mais uma vez fomos surpreendidos: veio a pandemia – e mais três anos em que praticamente o mundo todo parou.
De novo convocamos a alta responsabilidade pública para derrotar o coronavírus e impedir um número ainda maior de perdas irreparáveis.
Aqui, lembro com grande saudade de familiares, amigos queridos e companheiros de trabalho que infelizmente ficaram pelo caminho.
Sentimos a dor de cada família enlutada e foi em nome delas que trabalhamos duro, sem descanso, obstinadamente, para controlar e superar a doença.
Não foi por mero acaso que o Mato Grosso do Sul foi um exemplo nacional, ao liderar o Programa de Imunização praticamente de ponta a ponta, e, ao mesmo tempo, o estado que mais cresceu nos anos de pandemia – resultado do equilíbrio entre as medidas sanitárias e o funcionamento seguro da nossa economia.
Crise após crise, jamais nos afastamos das nossas convicções.
Cada grande área de política pública foi guiada por um contrato de gestão, que estabeleceu responsabilidades e o monitoramento do trabalho. Fechamos os dois mandatos com resultados exponenciais – cerca de 85% das metas alcançadas.
Este desempenho se confirma também na plataforma de controle do G1: somos o governo que mais cumpriu promessas no país!
Isso aconteceu em função do regime de austeridade e da qualidade da gestão dos recursos públicos no estado. Transformamos gasto em investimento. E investimento em resultado.
Por isso estamos entre os estados que mais investem no País. E o que mais investe por habitante no Brasil.
O apreço ao investimento está concretamente expresso no conjunto de políticas públicas tocado nesses anos. Entre eles, o processo de regionalização da saúde.
Vejam as senhoras e os senhores: em 40 anos de história, o estado só conseguiu construir um único hospital regional – aqui em Campo Grande.
Hoje temos 3 – Ponta Porã e Três Lagoas em funcionamento; Corumbá recentemente inaugurado e Dourados na reta final de conclusão.
Eles se somam aos hospitais do Trauma, finalizado depois de 20 anos de obras paradas; a expansão do Hospital do Câncer; e a reforma completa do Hemosul. Mas não foi apenas isso.
Recursos diretos chegaram aos hospitais municipai em forma de obras e reequipamento.
Se a nossa celebrada caravana da saúde salvou 250 mil pessoas abandonadas à própria sorte lá no começo do nosso governo, a regionalização assumiu a responsabilidade de cuidar da nossa gente.
Hoje, temos estruturas de saúde prestando serviços em todo o estado e em cada município. Somente este ano, realizamos 70 mil procedimentos, entre exames complexos e cirurgias, em 33 cidades, na agenda do Examina e Opera MS.
Quando começamos, 45% dos atendimentos da saúde em Campo Grande eram a pacientes vindos do interior. Hoje, são apenas 9%.
Trabalhando em múltiplas frentes ao mesmo tempo, as mudanças de paradigma se espalharam por todas as áreas, como sempre acontece nos governos reformadores, como o nosso.
E é neste mesmo campo da saúde pública que daremos o próximo salto.
Nesta área, modelamos uma PPP exemplar para universalizar o serviço de saneamento, esforço que somará 3,8 bilhões em novos investimentos nos próximos anos.
Com isso, na prática, vamos eliminar a fonte de 80% das doenças que mais causam internações hospitalares e mortes no Brasil. É um novo patamar de qualidade de vida.
Na educação, investimos de forma determinada em todos os grandes ciclos de aprendizado, desde a alfabetização, em parceria com os municípios.
Com o programa MS Alfabetiza estamos capacitando professores e provendo material escolar, para melhorar a qualidade da educação infantil.
Temos orgulho de ter implantado uma grande rede de escolas com ensino em tempo integral – a maior cobertura nacional nesta modalidade – que hoje já representa 40% do total da rede e vamos avançar ainda muito mais com novas 44 escolas a serem abertas já este ano.
Com o ensino médio formativo, estamos preparando os nossos jovens para o primeiro emprego e a jornada do ensino superior, hoje em plena expansão. E celebramos juntos o estado brasileiro que mais oferece bolsas de pós-graduação e mestrado no país.
Não posso deixar de registrar que o nosso compromisso com a educação pública está expresso e consolidado no esforço gigantesco do nosso governo para pagar o maior salário de professor concursado do Brasil.
Na segurança, investimos mais de 1 bilhão e 200 milhões para recuperar as capacidades operacionais das nossas Forças. Foram investimentos cruciais em viaturas, coletes, armas, munições, equipamentos e novas tecnologias, além de milhares de promoções na carreira. Os resultados estão aí: o 4o estado mais seguro do Brasil; o que mais apreende drogas, o segundo em solução de homicídios e onde há mais presos trabalhando e estudando.
Cumpre-nos registrar também o investimento em equipamentos para o Corpo de Bombeiros Militar e nas brigadas de combate aos incêndios sazonais no estado. Hoje, monitoramos os pontos de calor e ocorrência de queimadas via satélite, para prevenir e evitar grandes desastres e perdas, como vivemos há dois anos atrás, no nosso Pantanal.
Mas como a vida acontece nas cidades, a alma do nosso governo foi o municipalismo. Tiramos este conceito do papel com o maior investimento da nossa história nos municípios – quase 8 bilhões em escolas, hospitais, habitação, pavimentação, saneamento, rodovias e obras estruturantes em todos, literalmente todos os 79 municípios.
Sem olhar ideologia e bandeira partidária, governamos com os prefeitos sem preconceito ou discriminação política, pensando sempre primeiro na população.
Escrevemos uma nova história de responsabilidade, ao terminar todas as obras dos governos estaduais anteriores e agora não deixaremos nenhuma obra sob o risco de interrupção e atraso, ou seja – todas com recursos já assegurados.
O forte investimento público do nosso governo se somou ao investimento privado, resultado do processo de modernização dos nossos incentivos fiscais, referência para outros estados, como Distrito Federal e Goiás.
Eles foram responsáveis pela atração do formidável saldo de 60 bilhões em novos investimentos produtivos, que representam, na prática, uma nova realidade, um novo ciclo de industrialização do estado de Mato Grosso do Sul.
Assim nos tornamos o estado que mais cresce no Brasil. Assim ocupamos a 3a posição entre os estados com menor desemprego. Estamos gerando, este ano, 150 empregos com carteira assinada por dia… quase 45 mil empregos no ano. Também somos o estado que já tem a 5a maior renda média do país; e o 7a menor taxa de pobreza do Brasil.
E este, para nós, sempre será o resultado mais importante do processo de crescimento.
Para dar suporte a este novo ciclo, era necessária uma logística robusta e por isso investimos tanto em infraestrutura.
São quase 1.300 quilômetros de novas rodovias; 130 pontes de concreto. Reforma de portos e implantação de portos secos. E avanços notáveis no campo das concessões e parcerias público-privadas.
Destaco a concessão dos aeroportos de Campo Grande, Bonito e Ponta Porã. Concessões rodoviárias estaduais e federais, já realizadas ou em processo de implementação, algumas em parceria com a União.
E como já disse, o maior investimento em saneamento da nossa história.
Se a moderna PPP das Infovias vai integrar todo o estado com fibra ótica em curto prazo, a das Usinas Fotovoltáicas permitirá o consumo sustentável de energia para todas as nossas unidades administrativas do governo.
Apenas para que todos tenham uma ideia da relevância desta área, a soma do conjunto dos projetos de concessão representa cerca de 10,9 bilhões em investimentos no estado.
Daqui a muito pouco, estaremos vendo o sonho da Rota Bioceânica sair do papel e se transformar em realidade;
Contaremos, ainda, com uma poderosa alavanca de crescimento, com a integração entre diferentes projetos ferroviários, com destaque para a Nova Ferroeste e a revitalização da Malha Oeste.
Assim, vamos nos preparando para ser o maior hub de distribuição de produtos para os mercados asiáticos, a um custo e a um tempo muito menor de operação.
É a maior e a mais nova fronteira de crescimento sustentado do Brasil.
Se estamos caminhando celeremente para um novo ciclo de crescimento sustentado e o pleno emprego, ainda há o desafio de cuidar das famílias mais vulneráveis – ou seja, crescer sem deixar nenhum sul-mato-grossense para trás.
Nesta direção, estendemos a mão a quem mais precisa, com os maiores programas sociais da nossa história – o Mais Social, o Conta de Energia Zero, a CNH Social, o Vale Universidade, as políticas de segurança alimentar para atender os indígenas e ribeirinhos, entre tantas outras iniciativas de transferência de renda às famílias com maio4 vulnerabilidade social.
Também tivemos o cuidado e a preocupação fazer tudo isso de forma responsável, preparando as bases para lidar com um outro gigantesco desafio que se impõe agora: o estado carbono zero, já em 2030.
Acabamos de concluir o inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa no estado, o primeiro passo do projeto a ser realizado nos próximos anos, aproveitando uma matriz energética 90% renovável.
Temos hoje programas considerados referência nacional, como o ProSolo, o Carne Orgânica e Carne Sustentável do Pantanal, o Novilho Precoce, e já somos a maior área do país em integração de Lavoura, Pecuária e Floresta.
Na área das cidades, já estão em pleno funcionamento o ICMS ecológico e a logística reversa de embalagens; a energia solar para comunidades isoladas e distantes do Pantanal, entre outras diferentes iniciativas portadoras de uma nova sustentabilidade.
Nossa produção hoje bate recordes seguidos, sem aumento expressivo da área cultivada, resultado da recuperação de grandes extensões de terras degradadas e do saldo exponencial da nossa produtividade.
Senhoras e senhores,
Meus amigos,
Poderia permanecer aqui por um longo tempo falando sobre as mudanças de paradigma e inovações implantadas no curso desses anos pelo nosso governo e, em especial, o compromisso com uma gestão transparente, eficiente e responsável.
Só neste fim de ano, como nos anos anteriores, estamos quitando, de uma só vez, três folhas de pagamento, uma injeção de algo em torno de 1 bilhão e 100 milhões de reais na nossa economia, sendo que metade do 13o salário já foi pago em junho do ano passado.
São, na prática, iniciativas com um poder fortemente transformador da nossa realidade. E também para um novo Mato Grosso do Sul que está sendo construído para as futuras gerações. Esse é o nosso grande legado.
Deixamos de ser um modesto estado, dependente e esquecido no Centro-Oeste brasileiro, para assumir as primeiras posições nos principais rankings de desempenho do país.
Esta foi a Mudança de Verdade. Tenho absoluta convicção que continuaremos trilhando este caminho nos anos vindouros.
Por isso, nosso grupo político e nossos aliados se uniram na difícil tarefa de escolher um nome capaz de liderar a próxima fase de transformação do estado.
Pessoalmente, sempre encarei esta como a última e mais importante missão a mim delegada pela população: defender a escolha de um líder capaz de continuar o processo de mudanças e de modernização do estado, reunindo as qualidades de um governador preparado para moldar um novo futuro:
Honestidade; visão inovadora como gestor; juventude e capacidade de trabalho; conhecimento e densa experiência na vida pública; sensibilidade social para cuidar dos mais vulneráveis; coragem e responsabilidade administrativa, para fazer o que precisa ser feito; e apreço ao diálogo e respeito à toda representação da nossa sociedade organizada.
Quem não se lembra? Seu nome surgiu, sob signo da dúvida e até da descrença…
Aos poucos, o gestor exponencial foi se impondo como um novo rosto da política sul–mato-grossense e com sua simplicidade conseguiu se aproximar e tocar o coração do nosso povo.
Hoje, aqui, posso dizer em alto e bom som: Mato Grosso do Sul estará em muito boas mãos.
Eduardo Riedel está pronto e, como governador, consciente da sua grande responsabilidade, de estar à altura dos sonhos da nossa gente.
Meus amigos, minhas amigas,
Não posso encerrar este último pronunciamento sem uma palavra de agradecimento.
Agradecimento aos Poderes Constituídos, que nunca me faltaram.
Agradecimento aos parlamentares e a esta Casa de Leis, que compartilharam responsabilidades de governança todos esses anos. Agradeço à nossa bancada federal pela confiança e solidariedade política.
Aos partidos, pelo bom diálogo neste longo período. E aqui incluo, além dos aliados da nossa base, parte importante dos nossos adversários – aqueles que souberam divergir sem atacar; divergir, sem destruir; e convergir acima das cores partidárias sempre que estiveram em jogo as grandes causas do nosso estado.
Agradeço aos prefeitos e prefeitas de todos os municípios; aos vereadores e vereadoras, lideranças comunitárias de todas as nossas cidades, pela grande parceria que fizemos o tempo todo e que – tenho certeza – continuará pelos próximos anos.
Agradeço aos nossos secretários, colaboradores e servidores pelos anos de convívio, nos bons e difíceis momentos. Conseguimos superar todos os obstáculos, porque jamais perdemos a unidade de propósitos.
E à minha família… meu esteio. À minha esposa, Fátima; meus filhos; minha mãe, Dona Zulmira; meus irmãos e amigos, e os companheiros de jornada que caminharam ao meu lado nesses anos, pelo apoio irrestrito que sempre generosamente me deram em todos os momentos.
Quando sobraram ataques, denúncias descabidas, injustiças de toda ordem, me sustentei de pé, com a cabeça erguida, o espírito alto, amparado pelo amor infinito de cada um de vocês.
Ao final, quero lhes dizer: deixo a governadoria com a mesma ficha limpa, sem registro de nenhuma condenação; com minha consciência absolutamente tranquila; com a alegria na alma, proporcionada pela sensação do dever cumprido.
Seja aonde estiver, continuem contando comigo.
Estarei sempre ao lado do nosso povo, a quem rendo, agora, minha última homenagem: é ele, o povo, a força que alimenta o homem público, a energia que nos move e nos engrandece perante as dificuldades.
Desejo ao meu amigo Eduardo Riedel, governador hoje empossado, uma jornada proveitosa, transformadora, longa e profícua.
Viva o povo do Mato Grosso do Sul!
E que Deus nos abençoe.”
Texto: Paulo Fernandes, da Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende (capa) e Chico Ribeiro (interna)
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
1 ano do Protege: política que fortalece prevenção e amplia rede de enfrentamento à violência contra mulheres em MS
Um ano após sua instituição como política pública de Estado, o Protege (Programa Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres) reúne resultados que evidenciam a consolidação de uma rede articulada de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Mato Grosso do Sul. Da formação de estudantes e profissionais à adesão de municípios, a iniciativa amplia a atuação integrada entre diferentes áreas do governo, fortalece a rede de atendimento e reafirma o compromisso do Estado com a prevenção da violência, a proteção das mulheres e a promoção da cidadania.

Coordenado pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, o programa foi estruturado sobre quatro pilares: prevenção e educação para igualdade de gênero; atendimento integral e proteção; autonomia, justiça e garantia de direitos; e governança e monitoramento. Em doze meses, o Protege mobilizou escolas, profissionais da segurança pública, saúde, assistência social, lideranças comunitárias, universidades, gestores municipais e organizações da sociedade civil, consolidando uma atuação transversal que já alcança dezenas de municípios sul-mato-grossenses.
Para a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, o principal resultado desse primeiro ano foi transformar a violência contra as mulheres em uma responsabilidade compartilhada por todo o Estado.
“O Protege fez com que a violência contra as mulheres deixasse de ser um tema tratado apenas pelas políticas públicas para mulheres e passasse a ser um problema de Estado. Hoje, educação, saúde, assistência social, segurança pública, justiça e os municípios trabalham de forma articulada para prevenir a violência, proteger as vítimas e construir uma cultura de respeito às mulheres.”
Prevenção começa na escola

Um dos principais investimentos do programa ocorreu justamente onde as mudanças sociais costumam produzir efeitos duradouros: dentro das escolas. Em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação) e com a Subsecretaria de Políticas Públicas para a Juventude, o Protege incorporou o enfrentamento à violência de gênero como tema permanente na formação dos grêmios estudantis da Rede Estadual de Ensino.

Em dois ciclos consecutivos de formação, mais de 340 grêmios estudantis passaram a desenvolver ações de conscientização sobre violência contra meninas e mulheres, alcançando diretamente cerca de 40 mil estudantes e, de forma indireta, mais de 100 mil jovens em todo o Estado. Ao todo, mais de 600 estudantes gremistas receberam formação específica para atuar como multiplicadores dentro das escolas, promovendo debates, rodas de conversa e atividades educativas sobre respeito, igualdade de gênero e prevenção da violência.
Segundo Manuela, os resultados começaram a aparecer ainda durante o desenvolvimento das atividades.
“Nós já identificamos estudantes que reconheceram situações de violência vividas pelas próprias mães depois das formações e buscaram conversar com elas, orientar sobre os canais de denúncia e incentivar a procura por ajuda. Isso demonstra que informação salva vidas e que a prevenção começa muito antes de uma ocorrência policial.”
A iniciativa também integra outro projeto permanente da Secretaria da Cidadania, o Intervalo da Cidadania, ampliando o espaço de diálogo dentro das escolas sobre cidadania, direitos humanos e prevenção das violências. Para a subsecretária, formar adolescentes significa investir na transformação cultural das próximas gerações.
“Muitos jovens iniciam seus primeiros relacionamentos reproduzindo comportamentos de controle, ciúme e violência que aprenderam ao longo da vida. Quando levamos informação para dentro das escolas, estamos formando uma consciência crítica sobre essas relações, prevenindo futuras violências e construindo uma sociedade mais igualitária.”
Formação permanente fortalece a rede de atendimento

Outro eixo estratégico do Protege foi a qualificação contínua dos profissionais que atuam diretamente ou indiretamente no atendimento às mulheres. Ao longo do primeiro ano, a Secretaria da Cidadania percorreu todas as regiões de Mato Grosso do Sul promovendo formações voltadas a profissionais da segurança pública, assistência social, saúde, educação, políticas públicas para mulheres e demais serviços que compõem a rede de enfrentamento à violência.
Mais de 150 profissionais participaram da formação intersetorial coordenada pela ex-ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, voltada à atualização dos marcos legais, dos conceitos relacionados à violência de gênero e dos fluxos de atendimento às vítimas.
Na sequência, outros 100 profissionais da rede especializada participaram de um curso de atualização promovido em parceria com a Faculdade Insted, reunindo pesquisadoras e especialistas nacionais na área das políticas públicas para mulheres. Além disso, 50 gestoras municipais de políticas para mulheres receberam, pela primeira vez, uma formação específica voltada ao fortalecimento da gestão municipal da política pública.
Para Manuela, preparar os profissionais é uma das estratégias mais importantes para prevenir casos graves de violência. “Apenas um terço das mulheres em situação de violência procura diretamente uma delegacia. Muitas chegam primeiro a uma unidade de saúde, a um CRAS, a uma escola ou procuram assistência psicológica. Quando capacitamos esses profissionais, aumentamos as chances de identificar precocemente uma situação de violência e impedir que ela evolua para um feminicídio.”
As formações também alcançaram profissionais da saúde indígena, ampliando a atuação da rede em territórios tradicionalmente mais vulneráveis e fortalecendo o atendimento intercultural às mulheres indígenas.

Outro avanço destacado foi a participação da Subsecretaria na construção do Protocolo de Atendimento às Meninas e Mulheres da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, além da capacitação de delegados, escrivães e investigadores para aplicação dos novos procedimentos.
Segundo a subsecretária, o objetivo é garantir que toda mulher, independentemente da porta de entrada do serviço público, encontre profissionais preparados para acolher, orientar e encaminhar sua situação de forma humanizada. “A violência contra as mulheres se transforma ao longo do tempo. Hoje enfrentamos também a violência digital, a misoginia nas redes sociais e novas formas de controle e opressão. Por isso a formação precisa ser permanente. Qualificar a rede significa fortalecer a prevenção, proteger as vítimas e evitar a revitimização.”
Mobilização social fortalece prevenção nos territórios


O primeiro ano do Protege também consolidou uma estratégia voltada à participação da sociedade no enfrentamento à violência contra as mulheres. Por meio das ações Liderança Também Protege e Vizinho Também Protege, desenvolvidas em parceria com a Subsecretaria de Assuntos Comunitários e integradas ao programa Perifeirarte, lideranças comunitárias, representantes de associações de moradores, clubes de mães, conselhos comunitários de segurança, instituições religiosas, organizações da sociedade civil e representantes do setor empresarial passaram a receber formações sobre prevenção, acolhimento e orientação às mulheres em situação de violência.
As ações têm como objetivo transformar pessoas que já exercem influência em seus territórios em multiplicadores de informação, capazes de identificar situações de violência, orientar sobre os serviços disponíveis e estimular o rompimento do ciclo de agressões.
Segundo Manuela Nicodemos Bailosa, fortalecer a comunidade é ampliar a própria rede de proteção. “As pesquisas mostram que, antes de procurar o Estado, a mulher procura a família, os amigos ou a comunidade. Muitas vezes ela conversa primeiro com alguém da igreja, da associação de moradores ou do bairro. Por isso precisamos formar essas lideranças para que saibam acolher, orientar e apoiar essas mulheres sem julgamento. É uma forma de fazer a proteção chegar onde o Estado, sozinho, nem sempre consegue chegar.”
A iniciativa tem percorrido diferentes municípios e bairros de Mato Grosso do Sul, ampliando o debate sobre violência de gênero para além dos espaços institucionais e estimulando uma responsabilidade coletiva na prevenção dos casos.
Atendimento integral amplia acolhimento às famílias

Outra frente fortalecida pelo Protege foi a qualificação do atendimento oferecido pelo Ceamca (Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Situação de Violência). A partir da atual gestão, o serviço passou a atender também crianças e adolescentes que fazem parte do contexto familiar das mulheres acolhidas, reconhecendo que a violência doméstica afeta toda a dinâmica familiar e que romper esse ciclo exige um cuidado mais amplo.
Além da ampliação da equipe técnica por meio de processo seletivo, a metodologia adotada pelo Ceamca começou a ser apresentada a municípios interessados em fortalecer seus CRAMs (Centros de Referência de Atendimento à Mulher), com a perspectiva de expandir esse modelo para outras regiões do Estado.
Para a subsecretária, o atendimento familiar representa uma mudança importante na forma de enfrentar a violência. “Nós percebemos que não bastava cuidar apenas da mulher de forma isolada. Quando acolhemos também seus filhos e filhas, trabalhamos o rompimento do ciclo da violência de maneira mais efetiva. É um processo que fortalece essa mulher e oferece às crianças novas referências de convivência baseadas no respeito e na proteção.”
Tecnologia aproxima informação e amplia o acesso aos serviços

Entre as inovações implementadas pelo programa está a Vitória, assistente virtual desenvolvida para orientar mulheres sobre direitos, serviços públicos e políticas disponíveis no Estado.
Disponível por meio do WhatsApp, pelo número 3348-6657, a ferramenta reúne informações sobre toda a rede de atendimento às mulheres, orienta sobre os canais de denúncia e apresenta os serviços oferecidos pelo Governo do Estado, funcionando como mais um instrumento de acolhimento e orientação.
Segundo Manuela, a tecnologia representa uma nova porta de entrada para a rede de proteção. “A Vitória amplia o acesso à informação e orienta as mulheres sobre onde procurar ajuda. Ela complementa serviços como o Ligue 180 e o 190, oferecendo um canal permanente para esclarecer dúvidas, apresentar direitos e fortalecer a autonomia das mulheres.”
A ferramenta tem sido amplamente divulgada durante as ações do programa no interior do Estado, especialmente em comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e rurais.
Ônibus Lilás leva cidadania aos territórios mais distantes

A interiorização das políticas públicas também ganhou reforço com a retomada do Ônibus Lilás, unidade móvel que passou a percorrer diferentes regiões de Mato Grosso do Sul levando informação, orientação e serviços às mulheres.
Fruto de um convênio entre Governo do Estado e o programa federal Mulher, Viver sem Violência, o veículo voltou a ser utilizado de forma permanente e já passou por diversos municípios, alcançando comunidades rurais, indígenas, quilombolas e ribeirinhas, muitas vezes distantes dos equipamentos especializados de atendimento.
Além da divulgação da assistente virtual Vitória e dos canais oficiais de denúncia, as equipes realizam palestras, orientações sobre direitos, encaminhamentos à rede de proteção e atividades educativas em parceria com programas como o MS em Ação.
“O Protege nos permitiu integrar diferentes políticas públicas em um mesmo território. Levamos informação sobre violência contra as mulheres, mas também aproximamos saúde, assistência social, justiça, segurança pública e cidadania das comunidades. Essa atuação intersetorial é um dos maiores diferenciais do programa”, afirma Manuela.
Adesão dos municípios fortalece a política pública

Um dos resultados mais expressivos do primeiro ano do Protege foi a adesão de 45 municípios ao programa estadual. Na prática, a adesão representa o compromisso das administrações municipais em implementar ações permanentes de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres, fortalecendo os serviços especializados, qualificando as equipes locais e integrando diferentes áreas da gestão pública.
Para a subsecretária, a institucionalização do Protege garante continuidade às políticas públicas. “Quando uma política pública se torna política de Estado, ela deixa de depender do gestor da vez. Ela passa a ser um direito das mulheres e um dever permanente do poder público. A adesão ao Protege significa exatamente esse compromisso institucional de implementar ações que envolvem educação, saúde, assistência social, segurança pública e políticas para as mulheres.”
Além da adesão municipal, o programa conta com um sistema de monitoramento baseado em indicadores e metas que permitirá acompanhar a execução das ações e avaliar seus resultados ao longo dos próximos anos.
Uma política pública construída para permanecer
Ao completar seu primeiro ano, o Protege consolida uma nova forma de atuação do Estado no enfrentamento à violência contra as mulheres. A proposta vai além da resposta às ocorrências e aposta na prevenção, na formação permanente, na articulação entre instituições e na participação da sociedade para reduzir os índices de violência e fortalecer a proteção às mulheres sul-mato-grossenses.
Para Manuela Nicodemos Bailosa, o principal legado desse primeiro ano está justamente na capacidade de integrar diferentes setores em torno de um objetivo comum. “O maior legado do Protege é mostrar que enfrentar a violência contra as mulheres exige planejamento, monitoramento e trabalho conjunto. Quando educação, saúde, assistência social, segurança pública, justiça, municípios e sociedade civil caminham na mesma direção, conseguimos construir uma política pública permanente, capaz de salvar vidas e transformar realidades. É esse compromisso que o Governo do Estado assume ao instituir o Protege como uma política de Estado para Mato Grosso do Sul.”
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Matheus Carvalho/SEC
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Referência em turismo de natureza, MS fecha primeiro semestre de 2026 consolidando protagonismo
Os seis primeiros meses de 2026 foram marcados por uma intensa agenda de promoção, inovação e fortalecimento institucional da FundturMS (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul).
Com ações realizadas no Brasil e no exterior, participação nos principais eventos do setor, reconhecimento nacional e internacional e novos projetos voltados à inclusão e à comercialização dos destinos, o estado consolidou seu posicionamento como uma das principais referências brasileiras em ecoturismo, turismo responsável e gestão pública do turismo.
O diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS analisa um primeiro semestre de muita produtividade.
“Tivemos um volume muito alto de ações variadas e bem trabalhadas, desde participação em feiras e eventos nacionais e internacionais sempre com destaque e com ativações dentro dos espaços. Posso destacar nossa participação na WTM LA, o projeto Pantanal Jam sendo distribuído em eventos internacionais segmentados, o lançamento da campanha de turismo acessível, o road show Isto é Mato Grosso do Sul que foi sucesso, a captação de voos que mostram avanço na malha aérea. Então foi um semestre muito positivo e de muita produção que, com certeza, vai refletir em bons resultados nos próximos meses”.
Ações de destaque
A estratégia de promoção nos seis eventos internacionais do semestre ganhou ainda mais força com a participação em importantes feiras e eventos voltados ao turismo de natureza e aventura, como a ITB Berlin, na Alemanha, considerada a maior feira de turismo do mundo.
Destaque também para o Remote Immersion, no Panamá, e das edições europeia e latino-americana do AdventureELEVATE, promovidas pela Adventure Travel Trade Association (ATTA).
Em todos esses encontros, Mato Grosso do Sul teve participação de destaque, apresentou seus destinos, participou de painéis sobre gestão de destinos e sustentabilidade e realizou dezenas de rodadas de negócios com operadores internacionais.
No mercado nacional foram 14 grandes eventos. Um dos grandes marcos do semestre foi a realização da segunda edição do “Isto é Mato Grosso do Sul – Especial por Natureza”, em São Paulo, que proporcionou uma experiência imersiva para operadores, companhias aéreas, imprensa especializada e parceiros estratégicos, com diversidade de experiências, gastronomia, cultura do estado. A iniciativa reforçou o posicionamento de Mato Grosso do Sul junto ao seu principal mercado emissor de turistas e ampliou oportunidades de negócios para o trade sul-mato-grossense.
O reconhecimento desse trabalho veio em forma de importantes premiações. O destaque ficou para o prêmio concedido pela Embratur, que reconheceu Mato Grosso do Sul como “Destaque de Destino na Promoção da Imagem do Brasil no Exterior”, considerado um dos principais reconhecimentos nacionais voltados à promoção internacional dos destinos brasileiros.
O Estado também foi eleito o melhor destino brasileiro de Ecoturismo pelo Mercado & Eventos e teve o Observatório do Turismo da Fundtur MS premiado como Observatório Destaque da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT), reforçando a excelência na produção de inteligência turística para subsidiar políticas públicas e decisões estratégicas.
Outro avanço importante do semestre foi a implementação do Programa de Turismo Acessível, iniciativa que amplia as políticas de inclusão e democratização do turismo em Mato Grosso do Sul. O programa reúne ações voltadas à qualificação do setor, adaptação de atrativos e sensibilização dos profissionais, promovendo experiências cada vez mais acessíveis para pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Na área de comercialização, a Fundtur MS intensificou as ações cooperadas com as principais OTAs (Online Travel Agencies), e ampliou a presença dos destinos sul-mato-grossenses nas plataformas digitais de venda de viagens.
O fortalecimento da promoção e da demanda também se reflete no aumento da conectividade aérea como o voo direto de Campo Grande para Belo Horizonte e, a partir de outubro, os três voos semanais entre Bonito e o Aeroporto Internacional de Guarulhos que serão ofertados pela LATAM, ampliando o acesso ao principal destino de ecoturismo do Brasil e fortalecendo sua integração com o principal hub aéreo do país.
As iniciativas ampliam a distribuição dos produtos turísticos, aumentam a visibilidade dos destinos e contribuem para o crescimento da comercialização de experiências em Mato Grosso do Sul.
O semestre também foi marcado pela realização da 15ª reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS/COP15), em Campo Grande. A Fundtur atuou na articulação entre o evento e o setor turístico, com a promoção de presstrips para jornalistas nacionais e internacionais de imprensa especializada com o intuito de posicionar Mato Grosso do Sul como referência mundial em turismo de observação de vida silvestre.
As ações desenvolvidas ao longo dos primeiros seis meses de 2026 refletem uma estratégia baseada na continuidade, inteligência de mercado, inovação, sustentabilidade, inclusão e promoção integrada. Mais do que ampliar a visibilidade dos destinos, a atuação da Fundação de Turismo fortalece a competitividade de Mato Grosso do Sul nos mercados nacional e internacional, impulsiona novos negócios e reafirma o estado como um dos principais destinos de ecoturismo e turismo de natureza do Brasil.
Débora Bordin, Comunicação Fundtur MS
Foto: Arquivo/Setesc
Fonte: Governo MS
-
Arapuá5 dias atrásArapuá está de luto, morre João Tragino da Silva, aos 63 anos
-
Política4 dias atrás“Não estou voltando, porque nunca fui embora”: Angelo Guerreiro confirma pré-candidatura a deputado estadual em vídeo nas redes sociais
-
Celulose em Destaque4 dias atrásArauco inicia obras sociais de R$ 9,2 milhões em Inocência (MS) e amplia legado para a comunidade
-
Três Lagoas4 dias atrás“Esse país vai construir sua soberania sendo independente de importação de fertilizantes”, diz Lula na retomada da UFN-III