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Mato Grosso do Sul

 Reforma tributária: Riedel se reúne com presidente da Câmara e demais governadores para debater proposta

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Discurtir pontos importantes da reforma tributária e colocar em pauta as questões de interesse de Mato Grosso do Sul. Essa foi a tônica da participação do governador Eduardo Riedel na reunião desta quinta-feira (22) em Brasília (DF) com o presidente da Câmara Federal, o deputado Arthur Lira, e o relator do projeto na Casa, o deputado Aguinaldo Ribeiro.

Ao lado dos demais governadores brasileiros, Riedel levou sugestões para enriquecer a proposta de um novo sistema tributário nacional e as principais preocupações regionais, tendo em vista que podem ocorrer perdas de arrecadação e até de competitividade caso a discussão não leve em conta aspectos regionais e, a partir daí, se criem mecanismos de compensação.

“Pontos de atenção novamente foram colocados, que eu trouxe com outros estados, e agora nos vamos conhecer o texto. Hoje o deputado Arthur Lira disse que libera o texto para conhercermos exatamente o que está posto ali. Assim, então, vamos começar o debate efetivo na Câmara dos Deputados sobre essa reforma tributária”, afirma o governador.

O chefe do Executivo sul-mato-grossense conta ainda que os deputados federais se comprometeram a fazer a colocar em votação o projeto já na primeira semana de julho. “Vamos nos reunir com nossa bancada federal para que tenhamos resguardado um Mato Grosso do Sul que queiramos ver, com capacidade de investimento e com resultado para a nossa gente”, diz, prosseguindo.

“A reforma é importante para melhorar o ambiente de negócios do Brasil, para que se destrave o crescimento do país. Mas a gente tem que ter muita responsabilidade com o nosso querido Mato Grosso do Sul. Esse é o debate que a gente vai fazer”, conclui Riedel.

Novo sistema tributário

Um dos principais objetivos da reforma tributária é a simplificação do sistema atual, considerado por muitos uma das barreiras para que se crie, além de um ambiente para a atração de negócio ao Brasil, um cenário positivo do ponto de vista de gestão governamental.

Contudo, existe a necessidade de se olhar além do impacto macroeconômico nacional, chegando a questões regionais em especial nos estados que, assim como Mato Grosso do Sul, passam por uma fase de desenvolvimento industrial, com empreendimentos que vão desde os de grande escala até os de pequeno e médio porte. A manutenção dos fundos regionais também estão em pauta.

“O que aconteceu hoje foi um gesto de parceria, de apelo. Convidamos todos os governador para que, em deferência a eles, pudessemos entregar o texto da reforma a partir desse encontro, para ouvir sugestões e críticas. A partir daí é que vamos levar o texto para todos os setores terem conhecimento dele”, explica o presidente da Câmara, Arthur Lira.

Parlamentar alagoano, Lira seguiu sua fala revelando que há uma extensa agenda de discussões a ser cumprida até a apresentação da questão, com previsão de ser votada entre os dia 3 e 7 de julho no plenário da Cãmara Federal, inclusive com convocações extras diárias dos deputados.

“Queremos um sistema com simplificação, segurança jurídica, menor Custo-Brasil, que ouça as preocupaçõe das mais diversas regiões do Brasil. Vamos fazer essas discussões ainda com prefeitos de capitais, de grandes cidades, assim como com o setor produtivo”, encerra.

Colaboração

Agnaldo Ribeiro, deputado relator da proposta na Câmara, já participou de outros encontros com os governadores e afirma que o espírito das discussões é de “colaboração”, visando construir em um momento próximo um novo Brasil. “Queremos um sistema tributário que permita a nossa entrada em um novo momento de crescimento econômico”, destaca, completando.

“Sempre tivemos resultados modestos nesse ponto, e um dos grandes entraves era o sistema tributário. Agora, vamos colocar a primeira versão do texto para todos os brasileiros e abrí-lo para críticas de todos os setores produtivos”, explica o deputado.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
*colaborou Guilherme Pimentel
Foto: Guilherme Pimentel

ATENÇÃO IMPRENSA: confira neste link o pack de imagens do evento

Fonte: Governo MS

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Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS

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Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.

Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.

O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.

O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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