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Mato Grosso do Sul

Plano para neutralizar carbono em MS é apresentado por Riedel em evento nacional sobre sustentabilidade

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As ações e projetos realizados em Mato Grosso do Sul, para obter o reconhecimento de “Estado Carbono Neutro” até 2030, são referência em sustentabilidade em todo o Brasil. Com o trabalho desenvolvido até agora o Governo do Estado reforça a meta e também apresenta dos resultados alcançados como modelo a ser seguido.

A expertise estadual é apresentada pelo governador Eduardo Riedel nesta segunda-feira (26) na abertura da 3ª edição do ‘Sustentabilidade Capixaba’, evento realizado em Vitória (ES). “Nós temos uma meta ousada de neutralizar nossas emissões em 2030. Mato Grosso do Sul é um estado que vem se aprimorando e buscando dentro da agenda do clima fazer o seu dever de casa, com educação e direcionamento das políticas públicas para uma economia de baixo carbono”.

O evento tem como anfitrião o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e também a participação do governador do Pará, Helder Barbalho. “É uma pauta mundial, e este evento, ‘Sustentabilidade Capixaba’ busca colocar o Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e outros estados nesta pauta, para dar nossa contribuição, participar de todo debate nacional e internacional, ajudar o Governo Federal a alcançar as metas de redução das emissões e transição energética”.

A atuação estadual que garante práticas exitosas em diversas áreas da economia, com a participação pública e privada, também foi lembrada pelo governador Eduardo Riedel. “Temos três biomas que são o Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado, uma agropecuária muito forte, uma industrialização muito forte, baseada nessa matriz de produção. Com isso vem toda a nossa responsabilidade e ações neste sentido, que envolve o setor público e o setor privado. Como incentivo fiscal do setor produtivo, lastreado em boas práticas de produção, agenda da biodiversidade. Juntos, estados que tem isso como prioridade, podem fazer a diferença para o Brasil”.

Riedel, ao lado dos governadores Casagrande e Barbalho, participa do painel “Ações dos governos estaduais diante dos impactos das Mudanças Climáticas: O que está sendo feito e os próximos passos necessários”.

“É uma alegria estar recebendo o governador Eduardo (Riedel) de Mato Grosso do Sul, que vem dar sua contribuição, pelo trabalho excelente que ele faz no seu estado. Temos um papel importante que é dos governos e também da sociedade, que não pode ficar fora do debate e tem que dar sua contribuição mudando cultura de consumo, comportamento e ajudando no trabalho de educação das novas gerações”, finalizou Casagrande.

O ‘Sustentabilidade Capixaba’ será realizado a partir de hoje (26) até quarta-feira (28), em Vitória (ES), prioriza ações sustentáveis e a preservação do meio ambiente. Nos três dias serão realizados debates sobre as mudanças climáticas e os impactos na sociedade. O evento é um grande encontro onde serão abordadas questões fundamentais para a definição de políticas públicas e privadas que ajudem na redução dos crescentes problemas causados pelas mudanças climáticas em todo o planeta.

Competência

Mato Grosso do Sul é referência em sustentabilidade em diversos setores e com reforço nas ações do Governo do Estado o objetivo é atingir a meta de obter o reconhecimento do território como ‘carbono neutro’ até 2030.

Isso significa reduzir, onde é possível, e balancear o restante das emissões por meio da compensação, que pode ser feita pela compra de créditos de carbono, recuperação de florestas em áreas degradadas e outras ações.

O projeto estratégico “MS Carbono Neutro” tem como objetivo gerar a base metodológica para uma economia de baixo carbono em Mato Grosso do Sul, desenvolvendo e adaptando tecnologias para a redução e mitigação das emissões de gases de efeito estufa em vários setores da economia, contribuindo para atingir os objetivos do Programa Estadual de Mudanças Climáticas – PROCLIMA. Com diversas ações na agropecuária já em execução pelo Governo do Estado por meio do manejo e conservação do solo e água, pecuária de baixo carbono, energia renovável, práticas agrícolas sustentáveis e desmatamento ilegal zero.

Além disso, no início deste ano, Mato Grosso do Sul deu mais um importante passo para obter o status de reconhecimento internacional como ‘carbono neutro’ com a criação do “Plano Estadual de Incentivo ao Desenvolvimento das Fontes Renováveis de Produção de Energia – MS Renovável”, política pública de incentivo as atividades de produção de energia renovável.

Participa também da agenda no Espírito Santo o secretário de Mato Grosso do Sul Jaime Verruck, da Semadec (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Helio Filho/Governo do ES

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Mato Grosso do Sul

Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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