Selvíria
Conheça a história de Selvíria que completa 41 anos
Há 41 anos atrás, eu trabalhava na fazenda São José da Terra Roxa de propriedade do Sr. José Carlos de Souza popularmente conhecido por “Coronel Bitão, no Distrito de Selviria, até então Município de Três Lagoas-MS.
A Vila Selviria como era conhecida, era minúscula, basicamente tinha a avenida principal, algumas ruas, onde estavam distribuídos, um ponto de ônibus com venda de passagens, o açougue do Cabeção, uma pequena sorveteria, alguns botecos, a Casa da Isaltina e suas “Meninas”, e o mais importante ponto comercial, era o Posto Novo Mato Grosso do Sr. José Visani, onde trabalhava o Barra, que além de excelente frentista do posto jogava o fino da bola, não ficava devendo nada para os craques da atualidade.
O Posto Novo Mato Grosso era ali mesmo no cruzamento da BR-158 com a MS-444 que liga o Estado de São Paulo a MS-112. As bombas de combustível do posto naquela época, eram defronte a um barracão de madeira, que salvo engano ainda existe anexo ao novo posto, situado à direita de quem vem de Aparecida do Taboado, tinha apenas duas bombas uma para gasolina e a outra para óleo diesel e uma pequena lanchonete anexa.
Era o Posto Novo Mato Grosso que abastecia toda demanda de óleo e lubrificantes das maquinas que faziam desmatamentos e formação de pastagens da região da barranca do Rio Paraná até o Distrito de São Pedro.
Recordo que naquela época a “Vila Selviria” foi tomada por grande euforia, pois havia um movimento encabeçado pelo Sr. Acir Kauás para que o até então Distrito de Selviria fosse alçado à condição de Município o que o ocorreu com a promulgação da Lei 79, de 12 de maio de 1980, sendo instalado em 16 de junho de 1981.
Aconteceu uma grande festa de comemoração, recordo que o governador à época era o Engenheiro Marcelo Miranda Soares, por lá desfilaram outros políticos, e o melhor de tudo, rolou churrasco e bebida à vontade, além de um grande baile no Grupo Escolar.
Nesse dia, eu o e Cidão tocamos direto na gradeação de terra, saímos mais cedo e fomos para a “Vila”, chegando lá cerveja corria a rodo, comemos e bebemos à vontade, lá pelas tantas, resolvemos voltar para a fazenda, era pertinho uns 8 quilômetros a pé.
Antes da saída encontramos um fotografo da Ilha Solteira que registrou aquele momento inesquecível, o Grupo escolar era meio afastado e dá para perceber pela altura do capim. Na foto eu estou à esquerda de calça verde e o Cidão a Direita de camisa escura.
Guardo com muito carinho essa fotografia, assim como a recordação dos bons tempos que trabalhei na Região de Selviria, um local que nem asfalto existia, hoje, porém quando passo por lá, um filme vai se rolando em minha mente.
Recordo dos dias de trabalho em cima de um trator sob o sol escaldante, das noites trabalhadas sob forte frio, das histórias dos barracos que morei, das viagens pé da fazenda até a Vila e da Vila até a fazenda, dos jogos de futebol, dos bailes na casa da Isaltina.
Recordo com saudades do dia em que pedi a conta na fazenda, andei os oito quilômetros até a Vila com uma mala nas costas, embarquei no coletivo para Ilha Solteira, e de lá peguei o ônibus da Reunidas para Três lagoas.
E da janela do ônibus, eu olhava o contraste entre a rica cidade paulista de Ilha Solteira e as casinhas de tom avermelhado de Selviria, adornadas pela fumaça das queimadas.
Eu não entendia o porquê de duas cidades coirmãs serem tão diferentes, enquanto uma tinha tudo a outra praticamente não tinha nada. Só fui entender esse contraste quando decidi a conhecer a política.
Na política estavam todas as respostas para as minhas dúvidas acerca do tema, e, fiquei muito feliz quando recentemente pelas vias da política uma das mais tristes páginas da história do Município foi reescrita, quando os Royalties da Usina de Ilha Solteira passou a ser incorporado na economia da Selviria.
Parabéns Selviria pelos 41 anos de emancipação política, desejo que continue crescendo, oportunizando melhorias de vida aos seus munícipes, que o progresso faça você pujante, apagando de vez as alcunhas pejorativas e mostrando o lindo cartão de visitas para aqueles que chegam por teus caminhos ao Mato Grosso do Sul!

Selvíria
Polícia Civil de Mato Grosso do Sul conclui que morte em Selvíria foi suicídio, e não feminicídio
A Delegacia de Polícia de Selvíria (MS) informou, por meio de nota oficial, que o caso inicialmente investigado como possível feminicídio foi reclassificado como suicídio após a conclusão das diligências.
De acordo com a investigação, os depoimentos colhidos e o laudo necroscópico indicam que a vítima teria empurrado a faca contra o próprio peito. Segundo a autoridade policial, a lâmina não estava totalmente cravada — característica considerada compatível com casos de autoferimento —, diferentemente do que normalmente ocorre em homicídios ou feminicídios. A angulação do golpe também reforça a hipótese de lesão autoprovocada.
O depoimento do filho da vítima, responsável pelo socorro, corroborou a conclusão dos investigadores. Ele relatou que a mãe enfrentava um tratamento contra câncer e teria manifestado anteriormente a intenção de tirar a própria vida. Conforme apurado, não havia registros de violência envolvendo o casal, e o interrogatório do então suspeito seguiu a mesma linha dos demais elementos coletados.
Diante das evidências, a autoridade policial determinou a exclusão da classificação inicial de feminicídio. Todos os laudos — necroscópico e de local de crime — foram anexados aos autos para os registros finais.
Com isso, a Polícia Civil declarou encerrada a apuração do caso, permanecendo à disposição para eventuais esclarecimentos.
Selvíria
Jovem assentada se matricula na universidade após ação da Defensoria
Maria Eduarda Soares Pereira Leal, assentada de Selvíria, é uma jovem de 18 anos cheia de sonhos… E o caminho para começar a concretizá-los está em outro Estado, mas a apenas 15 quilômetros: em Ilha Solteira/SP. Na cidade paulista, ela cursa o 1º bimestre do bacharelado em Engenharia Agronômica, algo conquistado com uma forcinha dada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.
Leal, após ter sido aprovada no vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), estava impedida de se matricular por causa de uma burocracia. Isso porque só iria concluir o 3º ano do ensino médio em dezembro de 2025 e a escola estadual onde estudava se negava a fornecer antecipadamente o certificado de conclusão da educação básica.
Assistida por Stephany Oliveira Giardini Fonseca, defensora substituta em Três Lagoas, a caloura conseguiu obter na Justiça de 1º Grau a tutela de urgência. Como resultado, a escola foi obrigada judicialmente a emitir o certificado e a jovem pôde, então, matricular-se na universidade. Fonseca, feliz com o resultado do processo, pontua que Leal “será a 1ª a conseguir essa grande conquista [formar-se num curso superior], capaz de mudar a realidade de um núcleo familiar para sempre”.
“Sempre foi um sonho meu entrar em uma universidade pública… Eu tinha 48 horas para fazer minha matrícula e o trabalho da defensora foi muito bem-feito! Nunca vou ser capaz de agradecer à altura”, emociona-se a futura engenheira.
Sobre nós
Há 43 anos, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul acolhe, orienta, faz educação em direitos e promove assistência jurídica integral e de graça a quem mais precisa. Estamos onde a população necessita: na comunidade, na aldeia, na rua, no Fórum… Nossa atuação é pela saúde, por moradia, proteção às mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas, povos indígenas, população em situação de rua, pessoas com deficiência, comunidade LGBTQIAPN+ e demais cidadãos e cidadãs em vulnerabilidade socioeconômica
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