Brasil
Sicredi concede 34,2 bilhões à economia verde em 2022
Instituição financeira cooperativa lança Relatório de Sustentabilidade 2022 em que apresenta as principais ações e resultados obtidos ao longo do ano com base nos aspectos ESG
O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 6,5 milhões de associados e presença em todas as regiões do Brasil, lança seu Relatório de Sustentabilidade 2022, em que apresenta as principais ações e resultados obtidos ao longo do ano com base nos aspectos ESG (ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês). Conforme a publicação, a instituição destinou R$ 34,2 bilhões em 2022 em linhas de crédito alinhadas à Economia Verde – relacionadas à melhoria do bem-estar das pessoas, à igualdade social e à redução dos riscos ambientais e escassez ecológica. O montante representa um crescimento aproximado de 24% em comparação com 2021.
Entre os destaques dos produtos alinhados à Economia Verde está a liberação de R$ 12,5 bilhões para a Produção Rural Familiar. Também foram concedidos cerca de R$ 8,3 bilhões para a Agricultura de Baixo Carbono e R$ 6,1 bilhões para linhas voltadas à Energia Renovável e Sustentabilidade Ambiental. Vale destacar que o Sicredi utiliza como base a metodologia de taxonomia verde da Febraban, a qual considera critérios setoriais, de linhas e programas de financiamento com benefícios ambientais e sociais, permitindo maior padronização nas mensurações do sistema financeiro nacional.
“O Relatório de Sustentabilidade apresenta as nossas iniciativas referentes a questões ESG de forma transparente, evidenciando o quanto evoluímos em diversos aspectos ao longo de 2022, mesmo período em que comemoramos 120 anos de cooperativismo de crédito no Brasil. O balanço da nossa trajetória e principais ações realizadas demostra que impactamos positivamente não apenas na vida dos nossos mais de 6,5 milhões de associados, mas nas comunidades onde estamos presentes e, consequentemente, na sociedade como um todo, promovendo um ciclo virtuoso de prosperidade”, comenta César Bochi, diretor presidente do Banco Cooperativo Sicredi.
Captações sustentáveis
Em 2022, o Sicredi buscou intensificar a captação de recursos para crédito alinhado a sua Estratégia de Sustentabilidade, por meio de emissão de títulos atrelados aos aspectos sociais e ambientais. No período, realizou a primeira emissão de Green Bond junto ao BID Invest, no valor de US$ 100 milhões, com 100% dos recursos destinados ao financiamento de novos projetos de energia fotovoltaica e eficiência energética. Também foi emitida a primeira Letra Financeira Sustentável do mercado brasileiro, com uma captação de US$ 151,4 milhões e recursos convertidos em crédito para projetos alinhados à sustentabilidade.
Outra iniciativa de importante relevância social foi a captação de US$ 100 milhões voltados para o financiamento de micro, pequenas e médias empresas brasileiras lideradas por mulheres, com recursos mobilizados pela International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, e com participação do BNP Paribas e Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC). O financiamento é destinado para aquelas empresas com faturamento anual de até R$ 6 milhões e que tenham mulheres como donas ou sócias detendo mais de 50% do capital social.
Gestão de emissões
Ao mesmo tempo em que incentiva e financia projetos sustentáveis de seus associados, o Sicredi atua proativamente para uma gestão ecoeficiente, otimizando o uso de recurso materiais e naturais e com o mínimo de impacto adverso ao meio ambiente. Desde 2020 a instituição tem como premissa a compensação anual de todas as emissões de gases de efeito estufa, mensuradas no Inventário Sistêmico, através da compra de créditos de carbono.
Por meio do apoio a seis projetos de créditos de carbono localizados em diferentes regiões do Brasil, a instituição neutralizou mais de 45 mil toneladas de carbono relativas às emissões calculadas em seu inventário de 2021 e projetadas para todo o ano de 2022. O Sicredi também atuou na redução de emissões, com autogeração de energia fotovoltaica em mais de 500 unidades, evitando 574 toneladas de carbono. Além disso, a partir da liberação de recursos a seus associados em financiamentos de projetos de geração de energia fotovoltaica, foram evitadas as emissões de mais de 35 mil toneladas de carbono.
Desenvolvimento das comunidades
Além de gerar valor a seus associados, o Sicredi tem como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Nesse sentido, desenvolve a estratégia de investimento social alinhada aos princípios do cooperativismo. Em 2022, foram destinados R$ 301,3 milhões em investimento social para iniciativas sociais, ambientais, culturais e educacionais, representando um crescimento aproximado de 90% em comparação a 2021. Deste total, R$ 246,4 milhões foram investidos por meio do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES). Já por meio do Fundo Social, programa em que as cooperativas destinam um percentual do resultado do exercício anterior para apoiar projetos sociais locais, foram investidos R$ 40,3 milhões em 5.171 projetos sociais de interesse coletivo, impactando mais de 5,4 milhões de pessoas.
A instituição também seguiu fortalecendo seus programas de educação, como parte das iniciativas de responsabilidade social da Fundação Sicredi, que apoiam o desenvolvimento local das comunidades, por meio das práticas de educação cooperativa. O Programa A União Faz a Vida, por exemplo, impactou mais de 500 mil alunos de 575 municípios, tendo o envolvimento de mais de 42 mil educadores. O Programa contribui com as escolas no desafio de inovar nos modelos de educação e potencializar os princípios e valores de cooperação e cidadania entre crianças e adolescentes.
Com o propósito de cooperar para uma vida financeira sustentável, foram realizadas mais de 10 mil ações de educação financeira, entre elas, a Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF). As iniciativas impactaram mais de 20 milhões de pessoas dentre os diversos públicos contemplados pelo Programa Cooperação na Ponta do Lápis, programa de educação financeira, em 1.404 municípios.
Além dos benefícios sociais e ambientais, o Sicredi contribuiu com a geração de valor econômico para os associados, colaboradores, fornecedores, parceiros e comunidades onde está inserido. Em 2022, a instituição teve um total de R$ 40,9 bilhões em valor agregado para a sociedade. Esse monte é composto pelo valor econômico direto gerado de R$ 32,6 bilhões – receita que é utilizada para o pagamento de custos operacionais, salários e benefícios dos colaboradores, pagamentos a provedores de capital e ao governo e investimentos comunitários – somado à economia gerada pela utilização dos produtos de crédito do Sicredi em relação aos produtos de outras instituições, com valor aproximado de R$ 8,3 bilhões.
Valor para os associados
No Sicredi, os associados são os donos do negócio e exercem papel ativo nas assembleias, onde podem acompanhar a prestação de contas, avaliar as ações e iniciativas desenvolvidas, contribuir com sugestões e esclarecer dúvidas. Em 2022, mais de 120 mil pessoas foram capacitadas pelo Programa Crescer, voltado à formação educacional para que as pessoas – associados e não associados – conheçam mais sobre o Sicredi, sua governança, benefícios e diferenciais em relação a outras instituições financeiras. Também foram capacitados mais de 10 mil colaboradores sobre cooperativismo e mais de 7 mil sobre sustentabilidade.
“Nosso balanço não traz apenas números, mas evidencia o impacto gerado na vida das pessoas e de suas regiões, tanto pelo acesso a nossos serviços financeiros quanto por meio de nossos programas e iniciativas. Também demonstra que desenvolvimento econômico e cuidado com os aspectos ESG podem e devem andar juntos. Queremos levar nosso modelo cooperativo a ainda mais pessoas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais próspera e gerando desenvolvimento socioambiental para as comunidades”, afirma Romeo Balzan, superintendente de Cooperativismo e Sustentabilidade da Fundação Sicredi.
O Relatório de Sustentabilidade 2022 do Sicredi está disponível em sicredifazadiferenca.com.br/impactopositivo. O documento adota as normas da GRI (Global Reporting Initiative) e SASB (Sustainability Accounting Standards Board) para reportar todo o desempenho em sustentabilidade realizado pela instituição.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 6,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.400 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando mais de 300 produtos e serviços financeiros.
Brasil
Eldorado Brasil reúne mais de 400 mulheres em evento e reforça protagonismo feminino no campo
Três Lagoas, 30 de março de 2026 – A Eldorado Brasil Celulose, referência global em sustentabilidade e eficiência no setor, reuniu mais de 400 mulheres nesta quarta-feira (24), em Três Lagoas, para celebrar a diversidade e a presença feminina no campo. Na quarta edição, o encontro Mulheres em Campo, promove palestras, talk show e, principalmente, a promoção de troca de experiências entre profissionais que desafiam limites e rompem barreiras diariamente nas operações da companhia e no setor florestal de Mato Grosso do Sul.
De desafiar padrões, Milena da Silva Melo, 27 anos, entende bem. Mecânica na Eldorado Brasil Celulose, ela deixou por muito tempo o diploma na gaveta de casa até participar de uma seleção na empresa. “Desde criança eu sempre fui diferente das outras meninas. Enquanto elas brincavam de barbie e boneca, eu já era o tipo de criança que gostava de montar e desmontar brinquedos para ver como era. Adulta, eu fiz o curso técnico de Mecânica Industrial e como eu trabalhava, era casada, tinha minha casa, acabei deixando de lado”, relembra.

Durante uma seleção da Eldorado Brasil Celulose, um dos recrutadores pediu para analisar o currículo de Milena e deu a sugestão para que ela tentasse a vaga de mecânica da Florestal.
“Foi uma oportunidade que surgiu na hora certa, e eu a abracei da melhor forma possível. Quando cheguei ao campo, tive receio de ser deixada de lado por ser mulher em uma área predominantemente masculina, mas fui muito bem recebida pelos colegas, tanto da mecânica quanto pelas lideranças da manutenção. Posso não ter a mesma força física que um homem, mas tenho a minha força e a minha inteligência, que uso a meu favor no dia a dia no campo”, pontua.
Milena integra o quadro de colaboradores da Eldorado desde 2025 e faz parte de um movimento crescente de ampliação da presença feminina nas operações da companhia. No comparativo entre 2023 e 2024, a Eldorado registrou um aumento de 14% no número de mulheres em seu quadro de colaboradores. Na área administrativa, elas já são maioria.
Marilu Ramos, coordenadora de Treinamento Operacional e da equipe Nossa Gente Florestal, destaca a importância da iniciativa. “Estamos na quarta edição das Mulheres em Campo. É um evento pensado com muito carinho, ele é desenhado para ser um dia de celebração, de festa, de valorizar a presença feminina e o trabalho que cada uma delas desempenha”, ressalta.
Engenheira florestal, Marilu também reforça as transformações no setor. “Historicamente, essa é uma área predominantemente masculina, mas, nos últimos anos, o número de mulheres nesse setor tem aumentado, a presença feminina tem crescido — e eu sou um exemplo disso. A diversidade é fundamental para o mercado de trabalho, seja de gênero ou de qualquer outra natureza. Podemos contribuir com nosso jeito, com nosso preciosismo e qualidades”, pontua.
Sobre a Eldorado Brasil Celulose
A Eldorado Brasil Celulose, empresa do Grupo J&F, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 6 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.
Brasil
Pós-Carnaval sem perrengue: o que fazer (e o que não fazer) para melhorar da ressaca
Depois de dias de folia, pouca água e sono bagunçado, é comum a manhã seguinte pesar. Dor de cabeça, enjoo, boca seca, tontura e cansaço intenso são sinais frequentes no pós-Carnaval, e não é exagero: a ressaca tem explicação fisiológica.
“A ressaca alcoólica é definida, sob o aspecto farmacológico e fisiológico, como um conjunto de sinais e sintomas resultantes dos efeitos tóxicos do etanol e de seus metabólitos”, explica Denise Basílio, coordenadora do curso de Farmácia da Estácio. Segundo ela, mesmo quando a concentração de álcool no sangue cai, o organismo segue com alterações metabólicas e inflamatórias.
O principal fator é o acetaldeído, substância formada no fígado durante o metabolismo do álcool. “O etanol é metabolizado principalmente no fígado pela ação da enzima álcool desidrogenase, resultando na formação de acetaldeído, um metabólito altamente reativo e tóxico”, afirma Denise. “Esse composto está amplamente associado a manifestações como náuseas, cefaleia, rubor e mal-estar geral.”
Além disso, o álcool ativa processos inflamatórios. “O consumo provoca a ativação de vias inflamatórias sistêmicas, levando ao aumento de citocinas pró-inflamatórias”, aponta. Isso ajuda a explicar a fadiga, dores no corpo e a sensibilidade maior a luz e som.
Por que a ressaca dá tantos sintomas? – A desidratação é um dos mecanismos principais, já que o álcool aumenta a perda de líquidos e eletrólitos. “Isso aumenta a diurese e provoca a perda de água e eletrólitos”, destaca Denise. Com isso, aparecem sintomas como dor de cabeça, tontura, boca seca e fraqueza.
Já o enjoo e a dor no estômago costumam ser consequência da irritação gástrica. “Estão mais relacionados à irritação da mucosa gástrica e ao aumento da secreção ácida provocados pelo álcool”, explica.
“A sensibilidade à luz e ao som, além da cefaleia pulsátil, também tem relação com alterações no cérebro. ‘Estão associadas à vasodilatação cerebral e à inflamação neurovascular’, acrescenta Denise.
E há ainda um agravante importante: o sono. O álcool diminui a qualidade do sono REM, fase considerada essencial para a recuperação do cérebro, ligada à consolidação da memória e ao descanso mental. “Quando esse ciclo é prejudicado, a pessoa pode acordar mais cansada, irritada e com dificuldade de concentração, mesmo tendo dormido por várias horas”, pontua.
O que melhora – Quando a ressaca já chegou, não existe milagre. “A recuperação da ressaca baseia-se, essencialmente, em medidas de suporte”, orienta Denise.
A principal delas é beber água. “A hidratação adequada, de preferência com água e associada a soluções eletrolíticas, é essencial”, diz. Alimentação leve também contribui, especialmente com carboidratos, e o repouso ajuda o corpo a se recuperar do estresse metabólico.
O que piora – Na tentativa de melhorar rápido, muita gente se automedica e isso pode trazer risco. “O alívio dos sintomas deve ser feito com cautela, evitando a automedicação inadequada”, reforça Denise.
Ela alerta para o paracetamol: “Seu uso após a ingestão de álcool aumenta o risco de hepatotoxicidade, que é quando o órgão sofre dano por estar sobrecarregado ao metabolizar substâncias, como álcool e alguns medicamentos”. Anti-inflamatórios também exigem cuidado, pois podem agravar a irritação gástrica e aumentar riscos renais. Já medicamentos depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, podem ser perigosos quando associados ao álcool.
“A abordagem mais segura consiste em garantir hidratação, alimentação adequada, um ambiente tranquilo e descanso”, afirma Denise. “O uso de medicamentos deve ser reservado apenas para quando for estritamente necessário e sob orientação.”
Além disso, ela alerta que alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica. “Vômitos persistentes, confusão mental, dor abdominal intensa, sonolência excessiva, convulsões ou icterícia não são sinais de uma ressaca comum.”
Como prevenir – Para evitar a ressaca, Denise reforça que medidas simples funcionam melhor. “Evitar o consumo em jejum, alternar bebida alcoólica com água, alimentar-se adequadamente e respeitar os limites individuais são medidas embasadas em evidências”, orienta.
Ela também chama atenção para práticas comuns que podem aumentar riscos. “O uso preventivo de medicamentos e a combinação de álcool com bebidas energéticas carecem de fundamentação científica e podem piorar os danos à saúde”, conclui.
-
Mato Grosso do Sul7 dias atrásChuvas superam média histórica em Campo Grande e Três Lagoas, mas distribuição é irregular em MS
-
Policial2 dias atrásEm Três Lagoas| Homem morre em confronto com a Força Tática
-
Três Lagoas7 dias atrásPrefeitura, Polícia Militar e Polícia Civil iniciam segunda etapa da Operação Aproximatus no bairro Vila Guanabara
-
Polícia Civil5 dias atrásEm Três Lagoas| Golpe do falso intermediário causa prejuízo de R$ 7 mil à vítima no Jardim Alvorada