Gospel
Robert Francis Prevost é o novo papa Leão XIV
Após 4 votações, Papa é escolhido pelos 133 cardeais do mundo todo. Sinos já badalam na Praça São Pedro. Escolha foi comunicada às 13h08 desta quinta-feira (08) , pelo horário de Brasília.
Papa Leão XIV, foi anunciado às 14h12.

Disse o Papa: “Quero que essa saudação de paz entre no coração de vocês, a todas as pessoas”, disse Leão, em sua primeira saudação. “Deus ama a todos, e o mal não prevalecerá.”
Ele usou o início de seu discurso para homenagear seu antecessor, papa Francisco, a quem agradeceu. Ele diz que quer “prosseguir com a bênção” do argentino.
“Sou um filho de Santo Agostinho. Um agostiniano”, afirmou, indicando um possível caminho para seu papado.
Em meio ao discurso, ele trocou o italiano para o espanhol e agradeceu o seu episcopado em Chiclayo, no Peru, onde passou boa parte de sua carreira eclesiástica.
Prevost se juntou à ordem dos agostinianos em 1985, já no Peru. Os devotos de Santo Agostinho são uma ordem mendicante, assim como os franciscanos e os dominicanos.
Ele encerrou sua primeira mensagem aos fiéis na Praça São Pedro com a oração da Ave Maria.
Ele foi escolhido por pelo menos 89 dos 133 cardeais – dois terços dos eleitores do conclave – e será o sucessor do papa Francisco na Cátedra de São Pedro.
Quem é o novo papa
Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Prevost tem 69 anos e se torna o primeiro papa norte-americano da história da Igreja. É também o primeiro pontífice vindo de um país de maioria protestante.
Apesar da origem norte-americana, Prevost construiu grande parte de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru. Foi lá que se destacou até alcançar os cargos mais altos da Cúria Romana.
Ao ser eleito, ocupava duas funções importantes no Vaticano: prefeito do Dicastério para os Bispos — órgão responsável pela nomeação de bispos — e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina.
De perfil discreto e voz tranquila, Prevost costuma evitar os holofotes e entrevistas. No entanto, é visto como um reformista, alinhado à linha de abertura implementada por Francisco. Tem formação sólida em teologia e é considerado um profundo conhecedor da lei canônica, que rege a Igreja Católica.
Entrou para a vida religiosa aos 22 anos. Formou-se em teologia na União Teológica Católica de Chicago e, aos 27, foi enviado a Roma para estudar direito canônico na Universidade de São Tomás de Aquino.
Foi ordenado padre em 1982 e, dois anos depois, iniciou sua atuação missionária no Peru — primeiro em Piura, depois em Trujillo, onde permaneceu por dez anos, inclusive durante o governo autoritário de Alberto Fujimori. Prevost chegou a cobrar desculpas públicas pelas injustiças cometidas no período.
Em 2014, foi nomeado administrador da Diocese de Chiclayo, cargo em que foi ordenado bispo e permaneceu por nove anos. Nesse período, enfrentou a principal crise de sua trajetória: em 2023, três mulheres acusaram Prevost de acobertar casos de abuso sexual cometidos por dois padres no Peru, quando elas ainda eram crianças.
Segundo as denúncias, uma das vítimas telefonou para Prevost em 2020. Dois anos depois, ele recebeu formalmente os relatos e encaminhou o caso ao Vaticano. Um dos padres foi afastado preventivamente e o outro já não exercia mais funções por questões de saúde. A diocese peruana nega qualquer acobertamento e afirma que Prevost seguiu os trâmites exigidos pela legislação da Igreja. O Vaticano ainda não concluiu a investigação.
Durante sua passagem pelo Peru, Prevost também ocupou cargos de destaque na Conferência Episcopal local e foi nomeado para a Congregação do Clero e, depois, para a Congregação para os Bispos. Em 2023, recebeu o título de cardeal — função que ocupou por menos de dois anos antes de se tornar papa, algo raro na Igreja moderna.
Durante a internação de Francisco, Prevost foi o responsável por liderar uma oração pública no Vaticano pela saúde do então pontífice.
Gospel
Diocese de Três Lagoas recebe Relíquia de Primeiro Grau de São Padre Pio entre os dias 14 e 17 de maio
A Diocese de Três Lagoas vive, neste ano de 2026, um momento especial de fé e espiritualidade com a peregrinação da Relíquia de São Padre Pio. A iniciativa partiu do Padre Fábio Alves, pároco da Paróquia Santa Luzia, com o objetivo de proporcionar que a Relíquia percorresse todas as paróquias da Diocese, incluindo a Área Pastoral Santa Dulce dos Pobres.
A Relíquia é composta por cinco fios de cabelo de São Padre Pio, preservados como sinal de devoção, oração e proximidade espiritual com um dos santos mais queridos da Igreja Católica. Neste ano, a Diocese de Três Lagoas torna-se a 14ª diocese do Brasil a receber a Relíquia, totalizando, desde o início de sua peregrinação, 63 dioceses visitadas em todo o país.
A peregrinação da Relíquia acontecerá entre os dias 14 e 17 de maio, período em que os fiéis poderão participar de momentos especiais de oração e veneração nas paróquias da cidade.
Embora a visita não esteja ligada a uma festividade específica, a presença da Relíquia mobilizou a comunidade católica da cidade. Foram organizados dias e horários especiais para visitação dos fiéis em todas as paróquias de Três Lagoas, oferecendo momentos de oração, veneração e fortalecimento espiritual.
Segundo o Padre Fábio Alves, a chegada da Relíquia representa uma oportunidade concreta de renovação da fé para toda a Diocese. “A relíquia nos recorda que a santidade não é algo distante, mas um chamado para todos os cristãos. A presença de São Padre Pio aproxima os fiéis de um testemunho profundo de oração, penitência e confiança na misericórdia de Deus”, destacou.
O sacerdote também ressaltou que esse momento fortalece a comunhão da Igreja e desperta nos fiéis o desejo de conversão e de uma vida espiritual mais intensa. Conhecido por sua dedicação ao confessionário, à Eucaristia e ao cuidado com os enfermos e sofredores, São Padre Pio continua sendo uma referência de fé e esperança para milhões de pessoas ao redor do mundo.
“Receber essa Relíquia em nossa Diocese é acolher também um convite à reconciliação, à esperança e à vivência profunda da fé católica. Tenho certeza de que muitos encontrarão conforto, fortalecimento e renovação espiritual diante desse sinal da presença de Deus na vida dos santos”, afirmou o pároco.
A peregrinação da Relíquia pelas paróquias deve reunir fiéis de diversas comunidades, fortalecendo a devoção popular e proporcionando experiências profundas de espiritualidade e encontro com a fé.
Gospel
A Paixão como plenitude do ser: a Páscoa com sentido mais profundo
A recente celebração da Sexta-feira Santa nos trouxe essas reflexões: que elas transcendam o rito e nos convoquem a essa urgência do ser.
A Sexta da Paixão é a data que relembra e indica o percurso imposto a Jesus, precedido pela flagelação, em que carrega a cruz com a qual seria crucificado no Monte Calvário. Paixão, neste contexto, significa sofrimento e a Sexta-feira Santa seria, assim, um dia de luto e comoção.
Paixão em seu significado comum quer dizer um conjunto de sentimentos que se opõem à razão e é um termo que vem do latim arcaico “passio”. “Passio” era um termo importante para a escola estóica do século III a.C., porque traduzia a ideia de “perturbatio”, ou seja, tudo aquilo que perturbava a alma do filósofo, que deveria ser “impassibilis”, vale dizer, deveria manter-se livre de qualquer perturbação ou inquietação, para fazer uso da tranquilidade da razão. Desta noção deriva-se o significado hoje atribuído comumente ao termo paixão.
Todavia, “passio” deriva da expressão grega “pathos”. Para os gregos, não havia nenhuma conotação pejorativa para o termo. Não era nenhuma perturbação ou inquietação, mas indicava a ideia de disposição da alma, que hoje pode ser traduzida por sentimento, entendida como uma disposição emocional complexa, a princípio, nem negativa, nem positiva. Sentimento pode ser de afeto, de tristeza, de amor, de aversão.
Não havia conotação pejorativa à priori que indicasse qualquer “perturbatio” para a razão. Ao contrário, podia mesmo servir de apoio para esta. “Pathos” para os gregos era algo suportado pela alma e a colocava em certa disposição, desta ou daquela maneira, dependendo de como era dado esse algo.
Somente no latim tardio e com os primeiros autores cristãos, “passio” começa a receber o sentido de submissão, principalmente submissão à injustiça. Com a ideia de submissão, o termo passa a ser sinônimo do verbo latino “suffrero”, que dá origem ao atual verbo “sofrer”. Com o caminhar da literatura cristã, paixão e sofrimento passaram a ser utilizadas largamente com o mesmo significado. Para os autores cristãos, porém, sofrimento era um mergulho apaixonado e fervoroso na direção da Graça divina.
O advento das chamadas escolas literárias após o renascimento, principalmente o Barroco e o Romantismo, conformaram a ideia de sofrimento à sua conotação negativa de padecimento, como um suportar de dores, injúrias e injustiças. O sofrimento tornou-se, assim, a experiência quase insuportável de algo que infundadamente se tem de carregar, com todo peso amargo e desprazeroso que isso provoca. Nos tempos modernos e atuais, em que a felicidade é um consumir e usufruir constantes, o sofrimento é quase uma maldição execrável e abominável e, mais ainda, injustificável.
Por conta disto, atualmente, somos inclinados a ver na Paixão de Cristo um dia de mortificação, no qual o enlutar-se é a conduta mais adequada e o entristecer-se o sentimento mais elocuente.
O exame acima mostra o contrário. O sofrimento de Cristo busca indicar um encontro. Um encontro da paixão como resgate daquela disposição da alma que nos leva ao sentido máximo de nossa existência. O sentido da existência de Cristo se deu na morte, porque com ela foi revelada sua natureza divina, seguida da ressurreição.
O sentido de nosso viver não é dado com a morte. Esta pode nos revelar o momento da nossa finitude. E essa angústia do fim pode vir a apontar para o real sentido da nossa existência. Aqui também reside o exemplo da Crucificação de Cristo.
Apartado do luto, o significado da Paixão pode ser pensado como uma reflexão sobre o sentido de nosso existir. A morte de Cristo foi sua finitude, mas foi também a plenitude de realização de seu existir, como promessa anteriormente dada. Na morte, ele se efetivou como ser que era possível ser.
Na morte, não efetivamos nosso existir. Ao contrário, é no existir que efetivamos nosso ser a cada possibilidade que se nos abre e é realizada. Na existência realizamos nosso poder-ser.
A Paixão de Cristo não é um dia para o luto, mas uma oportunidade de refletir e nos lançarmos perguntas. Qual a plenitude de meu existir? Quais as possibilidades de minha existência? Consigo vislumbrar aquilo que posso ser? Minha disposição de alma, meu “pathos”, é a que me permite encontrar-me com meu poder-ser?
Se a Paixão é a disposição da alma diante do destino, a Páscoa é a passagem — o movimento que atravessa a finitude para inaugurar o novo. Ela representa a vitória da possibilidade sobre a estagnação, confirmando que a plenitude do ser não se encerra no sofrimento, mas se realiza na capacidade de ressurgir.
Nesse horizonte de possibilidades, a Páscoa surge não apenas como um feriado no calendário, mas como o símbolo máximo dessa transição. Se a Paixão é o ‘pathos’ que nos coloca em movimento, a Páscoa é a celebração da vida que se renova, o instante em que o ‘power-ser’ finalmente desabrocha, vencendo a estagnação do luto e a paralisia do medo.
É sob essa perspectiva de renovação que a Páscoa ganha seu sentido mais profundo. Celebrar a Páscoa dentro desta reflexão é, portanto, assumir o compromisso com a própria existência. É compreender que, após o mergulho fervoroso na direção da Graça e o encontro com o sentido de nosso viver, o que nos resta é o florescimento constante desse ‘poder-ser’ que a vida, em sua face mais vibrante, nos oferece.
Celebrar a Páscoa, portanto, é validar o percurso da Paixão. É compreender que a plenitude do ser exige a coragem de atravessar os próprios desertos para, enfim, experimentar a ressurreição cotidiana de nossos propósitos e sonhos mais elevados.
Que essa disposição nos acompanhe para além do calendário.
João Ibaixe Jr. Advogado criminalista e ex-Delegado de Polícia. Doutor em Filosofia (UERJ) e mestre em Direito (PUC/SP), é coordenador do Grupo de Criminologia Filosófica (GCRIMFIL).
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