Mato Grosso do Sul
Projeto pioneiro levará água potável tratada para comunidades indígenas de Dourados
A Reserva Indígena de Dourados tem mais de 25 mil pessoas, o que representa 4% da população indígena que vive em Mato Grosso do Sul. E com o objetivo de atender essas pessoas com acesso à água potável com qualidade garantida, o Governo do Estado do Mato do Sul apresentou na sexta-feira (30) o projeto piloto de abastecimento de água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó.
Na ocasião, o vice-governador José Carlos Barbosa ressaltou o importante passo que o Estado está dando. “Esse projeto é o esforço do Governo do Estado para que possa ter o projeto além das medidas paliativas que a Sanesul realizou nesses meses, já atendendo 150 famílias que não recebiam água e eram abastecidas por caminhão pipa. Hoje, aqui apresentamos uma solução que será definitiva. Sabemos que o investimento não será pequeno, na casa dos R$ 34 milhões, mas é uma comunidade com 25 mil habitantes, a maior reserva urbana do País, e tem o compromisso do governador Eduardo Riedel, em trabalhar para que as comunidades indígenas, não apenas de Dourados, mas todas as do Estado, tenham saneamento”, disse.
A apresentação do projeto culmina nas metas estabelecidas pelo governador Eduardo Riedel, de reduzir os níveis de instabilidade social, principalmente entre os povos indígenas do Estado, o que levou a formação do Grupo de Trabalho em fevereiro deste ano, com integrantes da Setescc (Secretaria estadual de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), e sua vinculada Subsecretaria de Políticas Públicas para os Povos Originários; Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena); DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), MPF (Ministério Público Federal), Funai e Sanesul.
“Hoje é um marco para as políticas públicas e garantia da cidadania para os povos indígenas. É o resultado da união de esforços, do grupo de trabalho que começou com a primeira reunião em março deste ano, com a demanda do Governo do Estado para a segurança hídrica nas comunidades indígenas. E essa união resultou hoje neste projeto que será levado a Brasília pela bancada federal junto com o Senado. Nós, então, teremos a execução do primeiro projeto piloto com a garantia da água para todas as comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, pensando sempre em não deixar ninguém para trás”, reforça a secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, Viviane Luiza.
Com o aceite do projeto pelo Governo Federal, as famílias indígenas moradoras da RID terão acesso à água de qualidade, uma vez que a água sem tratamento é a porta de entrada para muitas doenças de veiculação hídrica, especialmente entre as crianças indígenas.
“Nós usamos as ferramentas que temos e a nossa equipe para construirmos esse projeto, pois não tem cabimento, em pleno século XXI, as pessoas enfrentarem esse problema de falta d’água. Hoje finalizamos essa etapa do projeto que compete a nós enquanto Sanesul e agora segue para a esfera federal em um esforço conjunto para a execução. Eu me sinto muito orgulhoso de ter liderado essa equipe”, ressalta o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio da Silva.
O projeto piloto a partir de sua implantação servirá de base para todas as comunidades indígenas do País e outras comunidades tradicionais. “Eu me sinto muito honrado de fazer parte deste governo que colocou como prioridade na pauta o problema da água nas comunidades indígenas que se arrasta por anos. E hoje vemos esse lindo projeto construído com parcerias para solucionar a falta d’água e oferecer uma vida com dignidade para essas famílias. Eu posso dizer com conhecimento de causa, por ser um morador da comunidade Jaguapiru”, finaliza o subsecretário de Estado de Políticas Públicas para os Povos Originários, Fernando Souza.
Participaram também da reunião: o procurador da República Marco Antonio Delfino; deputado federal Geraldo Resende; deputada estadual Lia Nogueira; coordenador estadual do Dsei, Arildo; vereador Laudir Munaretto; presidente da Câmara de Vereadores de Dourados, Márcia Brito; representando a Prefeitura de Dourados, Silvio Raimundo da Silva, coordenador adjunto da Funai/Dourados; além de servidores da Sanesul e Dsei e lideranças indígenas.
Jaqueline Tente, Setescc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Boletim Epidemiológico: MS registra 9.686 casos confirmados de chikungunya
Mato Grosso do Sul registrou 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 9.686 foram confirmados. Os dados constam no Boletim Epidemiológico referente à 28ª semana epidemiológica, publicado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na quinta-feira (23).
Até o momento, foram confirmados 28 óbitos por chikungunya nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque. Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.
Dengue
Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.718 casos prováveis, sendo 1.815 confirmados. Não há óbitos confirmados pela doença em 2026, e dois permanecem em investigação.
Nos últimos 14 dias, Praíso das Águas, Santa Rita do Pardo, Jaraguari, Fátima do Sul, Angélica, Dois Irmãos do Buriti, Paranhos, Nioaque, Chapadão do Sul, Sidrolândia, Itaquiraí, Ladário, Três Lagoas, Jardim, Caarapó e Campo Grande registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
Vacinação contra a dengue
Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
Orientação à população
Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.
Confira os boletins:
Comunicação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Dia do Motorista: número de habilitados cresce 19% em 10 anos e revela perfil diversificado dos condutores em MS
Em alusão ao Dia do Motorista, comemorado amanhã, 25 de julho, os dados do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) revelam uma evolução constante no número de condutores habilitados, que passou de 1,14 milhão de condutores em junho de 2016 para mais de 1,36 milhão em junho de 2026, representando um salto de 19% em uma década.
Atualmente, os homens continuam sendo a maioria no trânsito sul-mato-grossense, somando 847.307 habilitados, o que equivale a 62% do total, enquanto as mulheres somam 521.141 condutoras, representando 38%. No entanto, a presença feminina ao volante tem mostrado uma trajetória de crescimento constante, subindo de 40,9% para 43,5% no período analisado.
Outro ponto que ganha destaque é o papel essencial dos motoristas profissionais. Dos mais de 1,3 milhão de habilitados, 220.150 possuem a observação de Exerce Atividade Remunerada na carteira. É um grupo expressivo formado por caminhoneiros, taxistas, motoristas de aplicativo e condutores de transporte de carga e passageiros, que dependem diretamente da direção para movimentar a economia e garantir o sustento de suas famílias.
As estatísticas do Detran-MS mostram ainda que o perfil do condutor no Estado está mudando. A busca por habilitação cresceu de forma mais acelerada nos municípios do interior, com alta de 38,2%, do que na capital, que registrou 22,5%. A capital concentra 32,3% dos condutores do estado, enquanto o interior detém 67,7% das habilitações.
Ao mesmo tempo, os motoristas com 55 anos ou mais já representam 17,8% do total, e a tecnologia se consolidou de vez na rotina da população, com 87% de adesão à CNH Digital.
Comunicação Detran-MS
Fonte: Governo MS
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