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Arapuá

Professor Jefferson Martins, de aluno da Escola de Arapuá a diretor da primeira Escola Integral de Três Lagoas

Publicado

Hoje (15) de outubro, comemoramos o Dia do Professor, que nestes quase dois anos, eles tiveram que reinventar com a chegada da Pandemia do Novo Coronavirus.

Uma dificuldade com a tecnologia, nova forma de criar aulas, e falta na qualidade de internet.

Mas exatamente neste mês de outubro, as Escolas Estaduais e Municipais começam a voltar com as aulas presenciais, um novo normal.

O ArapuáNews não poderia deixar de fazer homenagens a esses mestres, e assim iremos contar a história de Jefferson Martins, ex-aluno da Escola Estadual Afonso Trannin no Distrito de Arapuá, onde se formou no colegial em 2002, e assim após o termino teve que mudar para Três Lagoas, em voos mais altos.

Jefferson formado em Educação Física, está à frente como diretor da Escola Municipal Ramez Tebet em Três Lagoas, a primeira escola integral do Município e anteriormente na Escola Municipal Olintho Mancini.

Nasceu em Três lagoas-MS, em 4 de janeiro de 1984, filho do saudoso Wilson Pedro Martins e de Marta Rodrigues Martins. Tendo como irmãos, Wellington Roger Rodrigues Martins e Simone Rodrigues Martins.

O início de sua infância foi na região do interior de São Paulo, entre os municípios de Bauru e Penápolis, como seu pai Wilson era ferroviário, era comum a mudança de município, uma infância voltada ao exercício físico, como futebol e brincadeiras envolvendo corridas, uma grande convivência com vizinhos.

Aos 11 anos de idade, em 1996 veio para Arapuá, uma nova convivência, um lugar pacato, uma infância tranquila, as margens da ferrovia, com a convivência do trem, que movimentava a região.

Jefferson enaltece e sente prazer em ter ajudado a gramar o campo de futebol do Distrito, teve uma formação católica, onde participava do grupo de jovens, um esportista do futebol e voleibol, uma época boa.

Jefferson tem muita gratidão como a educação que recebeu na Escola de Arapuá, “tenho muita gratidão na educação que recebi da Tia Joci e Rosangela, fomos muito bem conduzidos, sabendo respeitar o próximo, sem ilícitos, fomos muito bem formados, uma geração onde saíram grandes profissionais e pessoas”.

“Infelizmente não tinha o curso superior, e tínhamos que vir para Três Lagoas, trabalhar durante o dia e estudar a noite”, um momento de muito sacrifico e dedicação do então universitário Jefferson.

A escolha para professor de Educação física, se deve a admiração pelo professor Décio, e a pratica esportiva que estava no sangue, gostava de ver Décio ensinando as crianças dando oportunidade na pratica esportiva. Como torneios intercalasses, jogos estudantis. “Me encantou todo esse momento, via o esforço do Marquinhos e Anselmo, que saiam todos os dias do Distrito de Arapuá à Andradina-SP, via a luta que eles tinham para serem professores de Educação Física.

Com 17 anos, Jefferson terminando o colegial em Arapuá, teve que mudar para Três Lagoas, em 2004 iniciou os estudos como aluno de Educação Física na Faculdade de Andradina-SP.

Com dificuldade, trabalhava na ABB com a professora Nilce, fazendo o primeiro ano na faculdade, com trabalho de dia e estudo a noite, uma rotina diária, e no intervalo do almoço e na ida do ônibus, era o momento que tinha para estudar.

No segundo ano de Faculdade em 2005, Jefferson começa a trabalha no Projeto do Salesiano do Mestre Armando, trabalhou com atividades esportivas, mas o que me chamou a atenção, foi a possibilidade de falar com as crianças e que poderia ensinar para eles, tudo que aprendeu no Arapuá, e começou a trilhar na profissão.

ESCOLA MUNICIPAL OLINTHO MANCINI

Em 2007, se formou na faculdade, em 2009 consegue passar no concurso do Munícipio de Três Lagoas. Então deu início a carreira de 2009 a 2012 como professor de Educação Física na Escola Municipal Olintho Mancini, e em 2012 recebe o convite de ser o vice-diretor adjunto, um novo desafio, um momento de aprendizagem, assumindo uma liderança com a comunidade, com respeito, união, dedicação e educação, conseguindo conquistar a comunidade.

Em 2016 assume como diretor da Escola Olintho Mancini com cerca de 589 alunos e 50 funcionários, onde ficou até 2020. Foi na Olintho que teve grande momentos de integração da comunidade, com grandes eventos: como dia dos pais, mães e festa julina.

Onde com a virtude do líder, em ser justo e valorizar o trabalho da equipe, com sua importância individual, soube criar um grupo forte, dando ênfase a Escola Municipal Olintho Mancini

ESCOLA MUNICIPAL RAMEZ TEBET

No meio do ano, teve a necessidade de fazer um trabalho na Ramez, a convite da Secretária Educação Angela Brito, para contribuir com a comunidade, prontamente aceitou e já convidou a professora Marcia Guimarães como diretora adjunta e assim está no terceiro mês de trabalho, organizando a escola em alguns sentidos, como muitos projetos para fazer pela Ramez, como desenvolvido na outra comunidade.

A primeira e única Escola integral do município de Três Lagoas-MS, a Ramez possui 480 alunos e 100 funcionários, um novo e desafiante sistema, a escola integral, tanto funcionalmente como questão documentacional.

“Tinha uma visão externa, mas um desafio enorme, também veio a força, temos um grupo grande para trabalhar e desenvolver. O maior desafio é estar o tempo todo com as crianças, com atividades dos professores regentes, que desenvolvem trabalho com a arte, educação física, inglês e professores de atividades complementar que são fundamentais como: projeto de vida, xadrez, praticas corporais, letramento, matemático, literatura, então imagina, se um pai tivesse que pagar por essas atividades externamente, quanto não teria que desembolsar. Então a criança, a nível municipal tem toda essa estrutura na Escola, no dia, esse aluno consegue desenvolver várias práticas”.

A MUDANÇA COM A PANDEMIA

Para o diretor Jefferson, esse momento foi um susto, um desafio muito grande para os professores, que ficaram sem entender o que estava acontecendo, assim como o mundo todo.

“Com a dispensa das aulas, todos em casa, mas o professor se reinventou, e nos 15 primeiros dias, toda a equipe como coordenação, diretores e gestão, já começaram a fazer vídeo chamadas, para que pudéssemos atender os alunos. Por mais que estávamos amedrontados no momento, nós buscamos forças, como sempre fizemos, o professor tem que ser valorizado por isso. Nesse período inicial, nós desenvolvemos as APCAS, que continham os cadernos com as atividades para os alunos, e posteriormente fizemos vídeos chamadas e atendimentos presenciais, nunca os alunos ficaram desassistidos, obviamente que nada substituiu o professor em sala de aula. Mas fizemos muito para que o prejuízo fosse menor, infelizmente o prejuízo existe, e estamos aqui para recupera-lo”.

LIÇÃO COM A PANDEMIA

Na crise buscamos oportunidades, antes da pandemia, tínhamos o contato com as tecnologias e mídias, mas não era tão inserida. Hoje vemos que era essencial, mesmo antes da pandemia, e agora com a volta da aula presencial, muitas ações vão se manter, como a grupo de pais no Whatt’s App, não foram excluídos, porque eles contribuem muito, um dinamismo com a interação com os pais.

EDUCAÇÃO

Minha vida, amo ser professor e diretor, está inserido na comunidade, liderando grupo, ver a evolução das crianças, proporcionando momentos de interação e de cultura.

SER PROFESSOR

Buscar todo o dia o que fazer para melhorar o aprendido, e poder contribuir na educação da criança. O jovem que tenha interesse em saber como funciona a profissão de professor, é algo prazeroso e gratificante, obviamente que vai ter que ter essa afinidade, carinho com a educação, com as crianças e comunidade. Espero que tenhamos sempre jovens motivados, para que tenhamos pessoas e sociedade educada, a Escola é uma luz para a comunidade.

FAMÍLIA

Meu Pai Wilson, infelizmente faleceu no começo da minha faculdade, era algo que sempre quis, ver o filho formado, sonhava bastante com esse momento, então sempre carrego meu pai em memória e no meu coração. Ele e minha querida mãe Marta, nos deixou um legado, que é a maior herança, a educação, o que tento também deixar para o meu filho Wilson Pedro de 12 anos, espero que ele aprenda um pouco o que meus pais deixo para nós. Hoje sou casado com a Ellen Rufino, também diretora, temos muitos assuntos em comuns, entre elas a educação. Meu irmão Wellington, formado em técnico em eletrônica, hoje mora no Rio Grande do Sul, minha irmã Simone, mora na Bélgica, então temos um convívio muito próximo, uma família e ferroviário, temos as diferenças, mas esse amor e respeito, são essenciais em nossa família, grato e feliz por ter minha família.

A DESPEDIDA DO AVÔ CLEMENTE

Foi uma surpresa, no meio da pandemia, tínhamos um cuidado com nosso avô, que não perdia uma feira. O Sr Clemente Rodrigues Neto de 90 anos  “Kelé”, ferroviário aposentado por Arapuá e Três Lagoas, que nos deixou em agosto de 2020, após complicações numa cirurgia.

Com 90 anos, parecia um menino, andava de bicicletas, não parava, nos finais de tarde tinha a oportunidade de sentar em frente à sua casa, para longas conversas, ouvindo histórias da época, sou muito feliz por ter convido com meu avô.  Uma pessoa simples, de muita batalha, tinha uma simplicidade muito grande de vivencia, um bom relacionamento com todas as pessoas, me deixou a herança de viver com simplicidade e humildade, e não ter muita importância com coisas fúteis do dia a dia.

A MÃE MARTA

Tenho com ela uma conversa diária, meus irmãos brincam que sou caçulinha, mas é o filho que fica mais próximo dela, quando tenho oportunidade, passo em sua casa, tomamos café e comemos a melhor pipoca da cidade. Minha mãe é minha vida, inspiração, devo tudo que eu sei hoje, graças a minha mãe Marta, me incentivou, na falta de meu pai na época de faculdade, a minha mãe sempre esteve presente.

O LAZER

Procuro está próximo da minha família, do meu filho, levá-lo para andar de bicicletas, gosto muito de corridas de ruas e jogar futebol.

Atualmente participo de vários grupos de corridas, como os Runners e Caveiras da Cascalheiras, esse último voltado as trilhas.

No futebol já participei de alguns campeonatos na posição de lateral, ultimamente estive participando do Campeonato da Assomasul, voltado aos funcionários públicos do Estado de Mato Grosso do Sul.

Algumas práticas esportivas e culturais, estando o máximo possível reunido com a família.

A CIDADE NATAL

Três Lagoas é a cidade que gosto muito de morar, mas, está muito diferente, eu gostava quanto era menor e mais tranquila. Uma cidade que amo muito, tive a oportunidade de ir para outros Municípios. Um lugar que quero ficar por muito tempo, que se desenvolveu muito, para melhor com o ótimo trabalho da gestão atual do Prefeito Angelo Guerreiro, e temos tudo para progredir em diversos âmbitos.

A educação com certeza é um destaque, tanto na questão estrutural como organizacional, temos dois lideres, que tenho admiração, que é nosso prefeito Angelo Guerreiro e a professora Ângela Brito, a qual tenho mais a proximidade, onde temos um diálogo muito bom, com uma ideia muito próximo, o que é educação e como fazer educação. Então Três Lagoas, é o lugar que quero viver por muitos anos ainda.

DISTRITO DE ARAPUÁ

Lugar que tenho muito carinho, onde passei boa parte de minha juventude, se começar a contar a história do Arapuá, terá muitas horas de conversar, de boas lembranças. É bem bacana a vivencia que tive na minha infância, sou privilegiando por ter minha primeira formação na Escola Estadual do Distrito de Arapuá.

Sofríamos até preconceito da cidade, por falar que morávamos no Distrito de Arapuá, quando chegávamos para jogar futebol em Três Lagoas, já vinha os comentários, e tinha o prazer de falar que realmente morava no Distrito de Arapuá. Tenho orgulho te ter feito parte daquela comunidade, que foi no Distrito que aprendemos a fazer amigos e desenvolver como ser humano. Trabalhamos em muitos sítios, e assim demos valor na profissão do trabalho pesado, da área rural. Tenho um carinho muito grande pelo Arapuá.

ADMIRAÇÃO PELO PROFESSOR

Tenho muita admiração por diversos professores que fizeram parte da minha vida, isso que a sociedade tem que fazer, ser grato aos professores, por que a formação de todas as profissões, se deve a um professor.

A formação dos integrantes de sua família, se deve a um professor, eu sinto privilegiado por ter tanto professores que fizeram parte de minha vida, meu muito obrigado.

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Arapuá

Perdemos uma Guerreira, Cleodete Araújo, a “Dona Dete”

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Hoje uma grande amiga nos deu adeus, apeou na estação derradeira, e seguiu rumo à Casa do Pai Celestial.

Passou para o Plano Superior, Cleodete de Araújo Souza, a “Dona Dete”, esposa do meu amigo Orvino Tiago de Souza.

Moradores no Sitio São Tome, próximo ao distrito do Arapuá, o casal construiu uma linda história de vida, ao longo dos 51 anos de união matrimonial.

Da união do casal, nasceram dois filhos, o Thomé e Marly, criados e educados com muito amor a carinho.

Recordo que no ano de 1990, o casamento da filha Marly foi tema do Globo Rural, onde o Jornalista José Hamilton Ribeiro, conduziu a equipe de reportagem que gravou uma cavalgada que acompanhou os nubentes no cortejo nupcial.

A dona Dete como a chamávamos carinhosamente, conduzia com maestria os serviços inerentes a cozinha do Sitio São Thomé.

Das laboriosas mãos do casal, saiam doces de variados sabores, geleia de mocotó, rapaduras, farinha de mandioca, polvilho e melado de canal.

Além de um cafezinho de sabor impar com bolinho de polvilho, a dona Dete fazia um frango caipira com marcarão de sabor inigualável.

Recordo das inúmeras vezes que eu trabalhando na região do Arapuá, e naquele tempo não existia nenhuma restaurante nas redondezas, eu chegava fora de hora, no Sitio São Thomé, e num piscar de olhos a dona Dete nos servia uma refeição digna dos melhores cardápios.

No Sitio São Thomé, ocorreram festas memoráveis, festas de Reis, comemorações, e a dona Dete conduzia com firmeza e alegria todos os trabalhos, a fartura era a marca registrada nesses eventos.

Hoje, porém, de braços dado com a tristeza, fui ao Sítio São Thomé, me despedir da minha amiga Dete, ela foi chamada de volta à Casa do Pai.

Levou consigo um grande legado, e deixou para nós a sua marca como um comenta que deixa um rastro de luz, amor ao próximo, bondade e compaixão.

A vida é feita de momentos, momentos pelos quais temos que passar, todos eles fazem parte do nosso aprendizado. Fizestes com maestria a tua parte, desempenhastes de forma brilhante do teu papel no palco da vida. Mesmo a vida não seguindo o nosso querer, ela é perfeita naquilo que tem que ser. Descanse em paz minha amiga Dete!

 

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Arapuá

Arapuá dá o último adeus a Cleodete de Araujo Souza “Dona Dete”

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Uma manhã de segunda-feira (06) de dezembro, marcada com intensa tristeza com o sepultamento da sitiante Cleodete de Araujo Souza “Dona Dete” de 71 anos.

Cleodete passou por uma cirurgia de hidrocefalia (acúmulo de líquido excedente nos espaços normais dentro do cérebro), e ficou internada no Hospital Auxiliadora por dezoito dias, uma pneumonia agravou o estado de saúde, vindo a falecer na tarde de ontem (05).

Seu corpo chegou em sua residência no Sitio São Thomé no Distrito de Arapuá, por volta das seis horas da manhã, centenas de pessoas estiveram no velório, entre eles sitiantes, fazendeiros, amigos e parentes de diversos municípios, professores, secretários municipais, ex-vereadores e o prefeito de Três Lagoas Angelo Guerreiro.

Às dez (10) horas saiu o cortejo fúnebre, pela estrada boiadeira ao Campo Santo do Distrito, passando pelas principais ruas de Arapuá.

Dete deixa o esposo Orvino Tiago de Souza,  a qual passou 51 anos de união, os filhos: Marly e Thomé, netos e bisnetos.

O Distrito de Arapuá está de luto com o passamento de uma ilustre moradora, que levou alegria a todos, que tinha o prazer de receber os amigos em sua residência.

Em sua rede social Luis Alberto deixa uma homenagem a Dete

Hoje uma grande amiga nos deu adeus, apeou na estação derradeira, e seguiu rumo à Casa do Pai Celestial.
Passou para o Plano Superior, Cleodete de Araújo Souza, a “Dona Dete”, esposa do meu amigo Orvino Tiago de Souza.
Moradores no Sitio São Tome, próximo ao distrito do Arapuá, o casal construiu uma linda história de vida, ao longo dos 51 anos de união matrimonial.
Da união do casal, nasceram dois filhos, o Thomé e Marly, criados e educados com muito amor a carinho.
Recordo que no ano de 1990, o casamento da filha Marly foi tema do Globo Rural, onde o Jornalista José Hamilton Ribeiro, conduziu a equipe de reportagem que gravou uma cavalgada que acompanhou os nubentes no cortejo nupcial.
A dona Dete como a chamávamos carinhosamente, conduzia com maestria os serviços inerentes a cozinha do Sitio São Thomé.
Das laboriosas mãos do casal, saiam doces de variados sabores, geleia de mocotó, rapaduras, farinha de mandioca, polvilho e melado de canal.
Além de um cafezinho de sabor impar com bolinho de polvilho, a dona Dete fazia um frango caipira com marcarão de sabor inigualável.
Recordo das inúmeras vezes que eu trabalhando na região do Arapuá, e naquele tempo não existia nenhuma restaurante nas redondezas, eu chegava fora de hora, no Sitio São Thomé, e num piscar de olhos a dona Dete nos servia uma refeição digna dos melhores cardápios.
No Sitio São Thomé, ocorreram festas memoráveis, festas de Reis, comemorações, e a dona Dete conduzia com firmeza e alegria todos os trabalhos, a fartura era a marca registrada nesses eventos.
Hoje, porém, de braços dado com a tristeza, fui ao Sítio São Thomé, me despedir da minha amiga Dete, ela foi chamada de volta à Casa do Pai.
Levou consigo um grande legado, e deixou para nós a sua marca como um comenta que deixa um rastro de luz, amor ao próximo, bondade e compaixão.
A vida é feita de momentos, momentos pelos quais temos que passar, todos eles fazem parte do nosso aprendizado. Fizestes com maestria a tua parte, desempenhastes de forma brilhante do teu papel no palco da vida. Mesmo a vida não seguindo o nosso querer, ela é perfeita naquilo que tem que ser. Descanse em paz minha amiga Dete!
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