Ambiental
PMA-MS| Operação Tiradentes teve 68 autuados, 22 presos e R$ 106 mil em multas
PMA bate recorde de autuações de todas as operações em feriados durante a Operação Tiradentes, com 68 autuados e 22 presos e R$ 106 mil em multas
A Polícia Militar Ambiental realizou, desde às 12h00 do dia 20, até as 8h00 de hoje (25), a “Operação Tiradentes”, que contou com 310 homens. Três equipes da sede (Campo Grande) realizaram trabalhos itinerantes, em áreas mais críticas, fiscalizando todos os tipos de crimes e infrações ambientais e duas equipes reforçam Subunidades do interior. Os Comandantes das 25 Subunidades da Polícia Militar Ambiental colocaram todo o efetivo, intensificando a fiscalização em suas respectivas áreas.
Foram desenvolvidas também barreiras e combate ao desmatamento e carvoarias irregulares, extração e transporte de madeira e carvão ilegais e outros crimes contra a flora; também combate à caça, tráfico de animais e outros crimes contra a fauna. Transporte de produtos perigosos e outros crimes ambientais. Também foram desenvolvidos trabalhos especiais preventivos aos crimes contra a flora e fauna com visitas preventivas às propriedades rurais.
NÚMEROS
A operação Tiradentes não era executada pela PMA, desde o ano de 2008, por vários motivos. Ou não havia coincidência de feriado prolongado, ou por opção de Comando, ou por realizar operação sem divulgação.
Esta operação, infelizmente, foi recorde de autuados com relação a todas as operações executadas pela Polícia Militar Ambiental em feriados, em 2004, tais como, a própria operação Tiradentes, Semana Santa, Finados, República, Corpus Christi, Dia do Trabalhador, etc, demonstrando a necessidade da PMA em sempre reforçar a fiscalização, em virtude da falta ainda de sensibilização da população.
Foram 68 autuados por crimes e infrações ambientais e 22 pessoas presas em flagrante. Para se ter ideia, durante a Operação Semana Santa concluída no final de março, foram apenas 17 autuados e o máximo de autuações em todas as operações em feriados prolongados, desde 2005, foram 30 infratores.
Apesar de não ter tido um foco em pesca, como em operações anteriores, as infrações e crimes de pesca dominaram. Foram 56 autuados, sendo 22 presos por pesca predatória, 32 por pescar sem licença e 2 (dois) por transporte irregular de pescado, sendo que estes dois últimos tipos de ocorrências, por serem somente infração administrativa, não dão prisão.
Com relação aos demais crimes ambientais diferentes de pesca, foram 7 (sete) autuados por degradação de alguma forma de área protegida de preservação permanente (APP), como matas ciliares e nascentes; 4 (quatro) por exploração ilegal de madeira e 1 (um) por armazenamento de agrotóxicos irregularmente.
Com relação aos petrechos proibidos, a quantidade de redes de pesca apreendidas foi recorde, como na operação semana santa, quando foram apreendidas 28 redes e nesta operação Tiradentes foram 65 redes, medindo aproximadamente 7,5 (sete e meio) km. Nesta operação, foi mais que o dobro em quantidade de redes de pesca apreendidas e, quase o dobro em comprimento, sendo 4 km da operação semana santa e 7,5 km na Tiradentes.
As apreensões de redes têm sido mais comum nos lagos das usinas do rio Paraná. A manutenção da fiscalização e retirada destes petrechos precisam ser constantes, tendo em vista, a grande capacidade de captura e ocasionamento de mortes dos peixes, pois, os elementos armam o material pela madrugada e ficam somente conferindo, quando não observam presença da fiscalização. Os demais tipos de petrechos, as apreensões foram dentro do esperado.
Com relação ao pescado apreendido foi muito superior à última operação Tiradentes (2008), 22 kg, contra 357 kg nesta. Durante a operação semana santa deste ano, foram 168 kg.
De qualquer forma, a PMA cumpriu seu objetivo fiscalizatório, que é prevenir os crimes e infrações ambientais. Com relação à pesca predatória, foram 56 autuados com 357 kg de pescado apreendidos. Ou seja, dividindo a quantidade de pescado pela de autuados, cada infrator capturou apenas 6 kg, o que não dá nem a cota, que é de 10 kg mais um exemplar e cinco piranhas. Em suma, a PMA está conseguindo pegar os infratores antes que retirem grande quantidade de pescado dos rios.
Números Totais Operação Tiradentes 2008 e 2006
APREENSÕES/ Autos e Vistorias |
2008 |
2016 |
| Auto de Infração | 15 | 68 |
| Pescado apreendido (Kg) | 22 | 357 |
| Motores de Popa | 03 | 7 |
| Barcos | 02 | 7 |
| Molinetes | 06 | 24 |
| Carretilhas | – | 10 |
| Armas | 02 | – |
| Munições | 04 | – |
| Lenha (m³) | 20 | – |
| MADEIRA | ||
| Aroeira (lascas) | 58 | |
| Aroeira (toras) | 4 | |
Madeira outras espécies |
||
| Lascas | 200 | |
| Toras | 2 | |
| Agrotóxicos | ||
| Litros | 600 | |
| Kg | 480 | |
| Motosserra | 02 | |
| Caixa de isopor | 01 | 1 |
| Frízer | – | 1 |
Petrechos Proibidos para pesca |
||
| Redes de Pesca | 59 | 65 |
| Tarrafas | 03 | 3 |
| Anzóis de Galho | 90 | 472 |
| Bóias (João Bobo) | 08 | 16 |
| Espinhéis | 03 | 5 |
| Fisga | 01 | 2 |
| Pessoas Presas | 13 | 22 |
| Valor total de Multas (R$) | 15.790,00 | 106.030 |
Ambiental
Operação Prolepse – ações preventivas impulsionam expressiva redução dos focos de calor em MS
A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul desenvolve, de forma permanente, ações de prevenção, fiscalização e proteção dos recursos naturais em todo o território estadual, atuando de maneira integrada com outros órgãos ambientais e de resposta a emergências. Essas ações são fundamentais para a mitigação dos impactos decorrentes das queimadas e dos incêndios florestais, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade ambiental.
Nesse contexto institucional, destaca-se a Operação Prolepse, estratégia preventiva da Polícia Militar Ambiental voltada à antecipação de riscos, à orientação e à conscientização, bem como à presença territorial qualificada em áreas sensíveis. No âmbito do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, responsável predominantemente pelas áreas inseridas na Bacia do Rio Paraguai, a operação foi intensificada como parte do esforço preventivo estadual.
Os resultados obtidos reforçam a relevância dessa atuação articulada. Dados oficiais do sistema TerraBrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, indicam que Mato Grosso do Sul registrou uma redução de 72,7 por cento nos focos de calor, passando de 8.712 registros em 2024 para 2.376 em 2025. Ressalta-se que esses números correspondem ao total de focos registrados em todo o Estado, enquanto as ações da Operação Prolepse aqui analisadas referem-se exclusivamente à área de atuação do 1º BPMA.
No que se refere às atividades preventivas, a Operação Prolepse apresentou crescimento substancial no âmbito do 1º BPMA, com aumento de 84,8 por cento, passando de 289 ações em 2024 para 534 ações em 2025. Esse avanço demonstra o fortalecimento da estratégia preventiva adotada na região da Bacia do Rio Paraguai, em consonância com as diretrizes institucionais da Polícia Militar Ambiental.
É importante destacar que a redução dos focos de calor resulta de um esforço integrado e coordenado, que envolve diferentes órgãos e instituições. Nesse cenário, a atuação da Polícia Militar Ambiental, por meio da Operação Prolepse, soma-se às ações desenvolvidas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul e pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, fortalecendo a governança ambiental estadual.
A integração entre esses órgãos potencializa os resultados alcançados, permitindo que ações preventivas, de fiscalização, resposta e gestão ocorram de maneira complementar e eficiente. No âmbito territorial da Bacia do Rio Paraguai, a Operação Prolepse se destaca como um dos principais pilares preventivos, ao atuar diretamente no território, reduzindo ignições, promovendo mudança de comportamento e fortalecendo a presença do Estado.
A intensificação da Operação Prolepse no âmbito do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental evidencia que investir em prevenção é investir em eficiência, reduzindo danos ambientais, custos operacionais e impactos sociais. A Polícia Militar Ambiental reafirma, assim, seu compromisso institucional com a proteção dos recursos naturais e com a atuação técnica e integrada em áreas estratégicas do Estado.
A Polícia Militar Ambiental segue firme em sua missão constitucional de preservar o Pantanal e os demais biomas sul-mato-grossenses, atuando de forma antecipada, técnica e articulada, em benefício da sociedade e das futuras gerações.
Assessoria de Comunicação do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental
Ambiental
Operação Libertas prende 18 pessoas e resgata quase 800 animais em 11 estados
Nesta quarta-feira (29/10), Ministérios Públicos, Polícias Ambientais e órgãos de fiscalização de onze estados brasileiros deflagraram a Operação Libertas, que mirou alvos do tráfico de animais silvestres. A ação resultou no cumprimento de 116 mandados, na prisão de 7 pessoas preventivamente e 11 em flagrante, além do resgate de quase 800 animais retirados ilegalmente da natureza – em sua maioria aves dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, algumas ameaçadas de extinção –, destinadas a feiras clandestinas e pontos de comércio irregular.
A operação é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), por meio do Projeto Libertas, e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Freeland Brasil e financiamento do Escritório de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação de Lei dos Estados Unidos (INL).
A Abrampa é presidida pelo promotor de Justiça e coordenador do Núcleo Ambiental do MPMS, Luciano Loubet. O Estado foi um dos participantes da operação, junto com Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Maranhão e Bahia.
Ações em MS
Em Mato Grosso do Sul, foram vistoriados 35 locais pelo Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) e pela Polícia Militar Ambiental (PMA), nos municípios de Campo Grande, Bataguassu, Batayporã e Ivinhema. Durante as fiscalizações:

* Uma ave curió foi apreendida;
* Um filhote permaneceu com o criador, como fiel depositário;
* Foi aplicada uma multa de R$ 500,00;
Foram emitidas cinco notificações, envolvendo situações como manutenção de aves exóticas sem nota fiscal e comunicação de óbito de animal.
Além do tráfico de animais silvestres, a operação também revelou a prática de outros crimes associados, como receptação, falsificação de documentos e de sinais públicos, maus-tratos, organização criminosa, entre outros. Durante a operação, também foram apreendidas armas de fogo, veículos, quantias em dinheiro, documentos, celulares e gaiolas.
Entre as espécies apreendidas destacam-se aves como papagaios, coleirinhos, trinca-ferros e tucanos, além de espécies ameaçadas de extinção. Também foram encontrados quelônios, gatos de bengala, entre outros.
Os animais resgatados foram encaminhados a centros de reabilitação do Ibama e de órgãos estaduais, onde recebem cuidados veterinários. Sempre que possível, são devolvidos à natureza; os que não têm condições de sobrevivência permanecem em criadouros conservacionistas ou zoológicos autorizados.
“A operação deflagrada hoje é uma resposta contundente do Estado para proteger nossa fauna, essencial para o equilíbrio ambiental. As investigações seguem para consolidar provas e oferecer denúncia criminal pelos crimes de tráfico de fauna, maus-tratos, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, destacou Luciana de Paula Imaculada, promotora de Justiça do MPMG e coordenadora da operação pelo Projeto Libertas.
“Essa ação integrada demonstra o compromisso sério do Ministério Público brasileiro com o enfrentamento ao tráfico de fauna silvestre, um crime que causa sofrimento a milhões de animais, ameaça espécies inteiras e compromete os serviços ecossistêmicos essenciais à vida. Combater essa prática é também proteger a saúde pública, a integridade ambiental e a própria governança do país”, afirmou Juliana Ferreira, diretora-executiva da Freeland Brasil.
Texto: Marta Ferreira de Jesus
Revisão: Fabrício Judson
Fotos: Imasul e PMA/MS
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