Policia Federal
PF investiga cartel e fraude em licitações na área de saúde
Rio de Janeiro/RJ – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (4/7) a Operação Ressonância, que tem como objetivo desarticular organização criminosa voltada à formação de cartel e à fraude em licitações para o fornecimento de equipamentos médicos e materiais hospitalares para a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e para o Instituto Nacional de Traumatologia (INTO).
Aproximadamente 180 policiais federais cumprem 13 mandados de prisão preventiva, 9 mandados de prisão temporária e 43 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela 7° Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e também foi determinada a intimação de um ex secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.
As investigações, que se desenvolvem juntamente com o MPF, decorrem de elementos colhidos na Operação Fatura Exposta, deflagrada pela PF em abril de 2017. Outros dados existentes em inquéritos anteriormente instaurados pela Polícia Federal sobre o assunto, bem como elementos colhidos em processos administrativos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) também subsidiam a apuração que indica a atuação de uma grande empresa do ramo de fornecimento de materiais e equipamentos médicos no sentido de manter sob influência a diretoria do INTO.
O objetivo dessa atuação seria direcionar os vencedores e os valores a serem pagos nos contratos de fornecimento do Instituto. Outras empresas interessadas em participar das licitações precisavam passar a integrar o cartel coordenado por essa grande empresa do ramo para ampliar as chances de sucesso.
Na ação de hoje, são investigadas 37 empresas e os crimes de formação de cartel, corrupção, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O nome da operação é uma referência ao tipo exame médico utilizado para diagnosticar a existência de doenças e a sua extensão.
Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
Contato: (21) 2203-4405 / 4406 / 4407
Policia Federal
Polícia Federal de Três Lagoas combate organização criminosa ligada ao tráfico interestadual de drogas
A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (27), quatro mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas no âmbito da Operação Rota 395, que investiga organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas.
A decisão da Justiça Estadual da Comarca de Brasilândia-MS, distante 68 Km de Três Lagoas também determinou a suspensão das atividades de empresas em nome de investigados residentes em Dourados, Naviraí e Coronel Sapucaia/MS.
Essas empresas apresentavam evolução patrimonial incompatível e vínculos financeiros com pessoas ligadas ao crime organizado em outras regiões do país.
As investigações tiveram início em abril de 2024, a partir de apreensões de drogas na faixa de fronteira, e identificaram movimentações financeiras milionárias em poucos anos, sem justificativa lícita.
Assessoria de Comunicação
Policia Federal
Polícia Federal deflagra Operação Aqueus em Três Lagoas e Água Clara que movimentou 144 milhões
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (14/12), em Três Lagoas/MS, a Operação AQUEUS, com o objetivo de desmantelar grande organização criminosa dedicada ao tráfico ilícito de drogas e à lavagem de dinheiro.
Durante as investigações, que se iniciaram em março de 2020, verificou-se a existência deste grande grupo criminoso liderado por dois indivíduos residentes do município de Três Lagoas/MS. Os líderes adquiriam carregamentos de droga em Ponta Porã/MS e coordenavam, à distância, todo o transporte da droga, a qual era armazenada em um depósito em Campo Grande/MS. Após, seguia para o entreposto três-lagoense, de onde era distribuída para diversos locais do país, principalmente interior e litoral paulistas, Grande São Paulo e interior de Minas Gerais.
Para a movimentação dos valores envolvidos nas negociações, a organização indicava contas bancárias de empresas de fachada para os compradores, fazendo com que o pagamento da droga chegasse diretamente ao fornecedor na região fronteiriça. Estas contas eram administradas por um núcleo especializado em lavagem de dinheiro, que prestava este tipo de serviço ilícito a diversas organizações criminosas. Foi constatado que este núcleo movimentou, em um período de 14 meses, mais de R$ 155 milhões.
O lucro dos líderes três-lagoenses era recebido por meio de veículos, dinheiro em espécie e contas bancárias de parentes próximos, que integravam a organização criminosa. Para ocultar o patrimônio oriundo da infração penal, investiam, principalmente, em imóveis, que eram registrados em nome de terceiros. Em um período aproximado de um ano (entre 2020 e 2021), os líderes da organização criminosa teriam recebido, somente em valores creditados em conta correntes de seus “laranjas”, mais de R$ 3,5 milhões de reais. Estima-se que o lucro obtido com o tráfico tenha sido muito superior, haja vista os valores recebidos em espécie e bens não contabilizados.
Durante a investigação, foram presas oito pessoas em flagrante e apreendidos aproximadamente 500 kg de drogas, além da identificação de outros carregamentos apreendidos pertencentes aos investigados.
Nesta data, estão sendo cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de prisão preventiva, 07 mandados de prisão temporária, além do sequestro de 13 imóveis e do bloqueio judicial de contas bancárias de 33 pessoas físicas e jurídicas. Entre os imóveis sequestrados estão uma Fazenda no município de Água Clara/MS e uma casa de veraneio a beira-rio em Três Lagoas/MS, propriedades com valores estimados em mais de R$ 4 milhões de reais.
As medidas judiciais estão sendo cumpridas nos municípios de Três Lagoas/MS, Água Clara/MS, Campo Grande/MS, Ponta Porã/MS, Ribeirão Preto/SP, Guatapará/SP, Aparecida/SP, Guaratinguetá/SP, Potim/SP, Paulínia/SP, São José do Rio Preto/SP, São José dos Campos/SP, Guarujá/SP, José Bonifácio/SP, São Paulo/SP, Douradina/PR, Sarandi/PR, Maringá/PR, Maria Helena/PR, Colombo/PR, Laranjeiras do Sul/PR e Baependi/MG.
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