Mato Grosso do Sul
Periódico internacional publica artigo de grupo da UEMS que estudo impactos da Rota Bioceânica
Grupo de pesquisa da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) publicou artigo no periódico internacional PLOS ONE, classificado com selo Qualis A1, contribuindo com a pauta estratégica do corredor bioceânico na América do Sul.
Assinado por integrantes do projeto institucional UEMS na Rota, coordenado pelo prof. Dr. Ruberval Maciel, a publicação denominada “Dynamics of local productive arrangements in the municipalities of Mato Grosso do Sul considering the transformations of the Bioceanic Corridor”, no original, em inglês, ou “Dinâmica dos arranjos produtivos locais nos municípios de Mato Grosso do Sul considerando as transformações do Corredor Bioceânico”, na tradução, está disponível neste link.
A PLOS ONE é uma revista científica de acesso aberto que publica pesquisas originais em todas as áreas da ciência, sem restrições de campo ou nível de impacto. Todos os artigos submetidos são avaliados por um rigoroso comitê de pesquisadores da área do artigo em questão, garantindo assim sua robustez.
Como o foco é qualidade e transparência, todos os dados dos artigos aprovados são publicados e ficam disponíveis para validação dos dados ou novas pesquisas.
O artigo trabalha com uma metodologia econométrica espacial que foi adotada para determinar a concentração produtiva do Estado, dentro da dinâmica do Corredor Bioceânico, concebido como rota terrestre internacional em implantação, que ligará o estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil, aos portos do Norte do Chile, dentre os quais o de Antofagasta.
Essa nova rota pode encurtar o tempo de transporte entre a América do Sul e a Ásia em aproximadamente duas semanas.
“Foi com enorme satisfação que recebemos a publicação deste trabalho sobre a Rota Bioceânica, talvez numa das mais importantes revistas científicas do mundo. Essa pesquisa foi resultado de um trabalho árduo no levantamento e análise dos Arranjos Produtivos Locais em relação às transformações que a Rota Bioceânica promoverá. Esperamos que esta pesquisa contribua com esse importante debate que certamente resultará em inúmeras transformações para o Mato Grosso do Sul”, destacou o prof. Dr. Mateus Abrita, que assina em conjunto o artigo.
De acordo com ele, é fundamental o agradecimento ao apoio da UEMS, da Sudeco e de todos os parceiros e colaboradores que possibilitaram a execução desta pesquisa. “Ficamos honrados em conseguir uma publicação que coloca o Mato Grosso do Sul em discussão na academia mundial”, relata Abrita.
Além de Mateus Abrita e Ruberval Macial, a publicação é assinada pelos Drs: Angelo Rondina Neto, Rafaella Stradiotto Vignandi, Daniel Amorim Souza Centurião,, Ana Paula Camilo Pereira, Guilherme Espindola Junior, Nelagley Marques e Vanessa Aparecida de Moraes Weber.
“Este projeto possui papel estratégico importante para a UEMS por representar uma inovação em projeto de foco inter/transdiciplinar do ponto de vista acadêmico, bem como do ponto de vista político por responder a demandas específicas da sociedade nos segmentos empresariais e governamentais, nas esferas locais, nacionais e internacionais”, informa Maciel.
Devido à expertise do projeto na captação de projetos externos para construção de estudos técnicos, proposta denominada “A dinâmica dos Arranjos Produtivos Locais nos municípios do Mato Grosso do Sul, sua relação com o Corredor Bioceânico e os Modais de Transporte no Desenvolvimento Local e Regional” foi realizada pelo intermédio do convênio n. 919054/2021 UEMS/Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste).
“O projeto é o resultado de um ano de articulações entre a equipe gestora do Projeto UEMS na Rota, o eixo Território, Negócios e Transportes e a Pró-reitoria de Administração e Planejamento (PROAP) com a Sudeco, sob a intermediação do deputado federal Vander Loubet e sua assessoria, essa parceria resultou na assinatura de um convênio interinstitucional para realização de estudos técnicos sobre os Arranjos Produtivos e Modais de Transportes na Rota Bioceânica”, finaliza o docente da UEMS.
UEMS na ROTA
O Projeto UEMS na Rota Bioceânica reúne 138 pesquisadores da UEMS, 87 bolsistas de PIBIC, PIBEX e Stricto Sensu. É pioneiro no Estado de Mato Grosso do Sul por reunir de forma transdisciplinar significativo, números de pesquisadores voltados para a busca de resultados para a sociedade, com foco no Corredor Bioceânico.
Trata-se de uma iniciativa inovadora para o desenvolvimento de ações, produções de dados científicos, indicadores de investimentos, resultados de estudos, produtos gerados por bolsistas e pesquisadores, bem como de acompanhamento e monitoramento das ações de pesquisa, extensão e ensino, nas mais diversas áreas multidisciplinares.
Mais sobre a PLOS ONE
Os artigos publicados na Plos One são indexados nas principais bases sendo elas: PubMed, Scopus, Web of Science e Google Scholar. A PLOS ONE é uma das maiores revistas científicas de acesso aberto do mundo, com um amplo alcance e uma expressiva base de leitores.
Seus artigos são indexados em vários bancos de dados e motores de busca, o que ajuda a aumentar a visibilidade e o impacto das pesquisas publicadas. Além disso, a PLOS ONE é conhecida por ter uma política de divulgação aberta e ampla de seus artigos, o que pode ajudar a aumentar ainda mais o número de leitores e citações.
PLOS ONE é uma comunidade de revistas inclusivas que trabalham juntas para promover a ciência em benefício da sociedade, agora e no futuro. Fundada com o objetivo de acelerar o ritmo do avanço científico e demonstrar seu valor, acreditamos que toda ciência rigorosa merece ser publicada e deve ser descoberta, amplamente divulgada e livremente acessível a todos.
Com mais de 20.000 novos autores se juntando à comunidade PLOS ONE a cada ano em mais de 200 áreas de pesquisa, PLOS ONE facilita conexões dentro e entre disciplinas. A PLOS é uma editora sem fins lucrativos de Acesso Aberto que capacita pesquisadores a acelerar o progresso na ciência e na medicina, liderando uma transformação na comunicação de pesquisa.
Rubens Urue, Comunicação UEMS
*com informações do Projeto UEMS na Rota
Foto de destaque: MOPC/Arquivo
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Para preservar o Pantanal, podutores rurais têm ações de conservação remuneradas por programa do Governo de MS
Com atuação voltada a conservação do Pantanal sul-mato-grossense, o Governo do Estado incentiva ações de restauração ecológica e adoção de práticas produtivas sustentáveis realizadas em propriedades rurais no bioma, que é a maior planície alagável do mundo.
Para promover a conservação da vegetação nativa, proteção da fauna silvestre, restauração ecológica e ainda fortalecer as comunidades tradicionais, o Governo do Estado mantém o PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação).
O programa faz parte do PSA Bioma Pantanal, iniciativa pioneira no Brasil que abrange o Pantanal sul-mato-grossense e está estruturado em dois subprogramas, além do PSA Conservação, reúne também o PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).
O PSA Conservação, que remunera ações de conservação, é voltado exclusivamente a proprietários rurais do Pantanal que preservam áreas de vegetação nativa além do mínimo exigido por lei.
O produtor rural Diego Vieira, contemplado pelo programa em dezembro do ano passado, é o responsável pela fazenda Jaguarte, localizada na região da Serra do Amolar. A propriedade tem área voltada para a conservação da biodiversidade, com foco na proteção da fauna, bem-estar das pessoas e dos ecossistemas da região, além de respeito a cultura tradicional.
“O PSA é uma ferramenta importante para estimular a conservação, pois reconhece e valoriza economicamente os produtores que mantêm áreas preservadas e adotam boas práticas ambientais. O programa contribui para compensar parte dos custos da conservação e incentiva a proteção dos recursos naturais”, disse Vieira.
Com a conservação tratada como prioridade e já realizada na fazenda, antes da adesão ao PSA, Vieira e os demais proprietários buscavam conciliar a proteção dos recursos naturais com o uso sustentável da área.

“O pagamento do PSA trouxe a possibilidade de ampliar esse compromisso, apoiando financeiramente ações importantes para a conservação. Um exemplo é o custeio da construção e manutenção de aceiros realizados pela Brigada Comunitária da Serra do Amolar, iniciativa criada pela ECOA em parceria com a WWF-Brasil, fortalecendo a prevenção e o combate aos incêndios florestais na região”, explicou o produtor.
Para contemplar as ações em desenvolvimento no bioma, o primeiro edital foi dividido com grupos prioritários – proprietários com autorização de supressão de vegetação nativa vigentes e que optassem pelo cancelamento, pecuaristas tradicionais do pantanal, entre outros.
A classificação das propriedades levou em consideração componentes de proteção, conservação e restrição. A avaliação das áreas foi de acordo com a qualidade da gestão ambiental e da localização estratégica do imóvel, como por exemplo estar próximo ou em áreas de amortecimento de unidades de conservação, estar com a propriedade sobreposta a corredores ecológicos e pelo tamanho da área de vegetação nativa excedente. Além disso, propriedades com ações de prevenção e combate a incêndios florestais também recebem pontuação pelas ações desenvolvidas.
“Também considero que o PSA é um instrumento eficiente para fortalecer sistemas produtivos mais sustentáveis. Quando aliado à assistência técnica e ao acompanhamento dos resultados, ele ajuda a conciliar produção rural e conservação da biodiversidade, gerando benefícios para os proprietários rurais e para toda a sociedade”, afirmou Vieira.
A primeira chamada do PSA Conservação, ocorreu em dezembro do ano passado e contemplou 40 proprietários rurais, com transferência de aproximadamente R$ 3 milhões referente a mais de 112 mil hectares de área de excedente de vegetação nativa protegidos por meio da ação. A segunda chamada está em andamento, na etapa de avaliação das propriedades, com previsão do resultado ser publicado no próximo mês.
“O PSA Bioma Pantanal tem o programa que é voltado para a prevenção e combate a incêndios, o ‘Brigadas’, que é para as Ongs, e ainda tem o ‘Conservação’, voltado para proprietários rurais com propriedades no Pantanal que tenham área descendente de vegetação nativa. Os proprietários aprovados têm perfil diferente, alguns são pantaneiros tradicionais e outros tem a propriedade voltada para conservação”, disse a coordenadora do programa PSA da Semadesc, Letícia Walter.
PSA Bioma Pantanal
O PSA Bioma Pantanal é financiado por recursos provenientes do Fundo Clima Pantanal (Fundo Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Pantanal) – criado pela Lei do Pantanal (Lei Estadual nº 6.160, de 18 de dezembro de 2023) e regulamentado pelo Decreto Estadual n° 16.556, de 6 de fevereiro de 2025 –, com aporte anual do Governo do Estado no valor de R$ 40 milhões. O Fundo tem a finalidade de promover o desenvolvimento sustentável do bioma, gerenciar as operações financeiras dos programas de PSA na planície pantaneira e apoiar ações de conservação de ecossistemas.
No PSA Brigadas, o Governo do Estado já investiu aproximadamente R$ 6,1 milhões. O recurso foi destinado para 13 projetos de sete ONGs que desenvolvem ações integradas de desenvolvimento sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades e da população que vive no Pantanal.
O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 inscrições, sendo 17 projetos classificados com valores de até R$ 500 mil, recursos do Fundo Clima Pantanal, destinados as ações de prevenção e combate a incêndios florestais dentro dos limites do bioma Pantanal, fortalecendo brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de subsidiar ações de educação ambiental em comunidades para conscientização do uso do fogo.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Diego Vieira/Fazenda Jaquarte
Galeria: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
—
Leia mais:
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Festival de Yoga promovido pela Fundesporte será neste domingo no Parque das Nações Indígenas
Em alusão ao Dia Internacional do Yoga, a terceira edição do Festival de Yoga Vida Saudável 2026 será realizada neste domingo, 21 de junho, a partir das 7 horas, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. O evento é gratuito e aberto ao público e reunirá uma programação diversificada, voltada para pessoas de todas as idades. A iniciativa busca promover saúde, bem-estar, integração social e qualidade de vida por meio de práticas corporais, meditativas e atividades recreativas.
Entre as atividades previstas estão caminhada, aula do protocolo indiano, práticas de yoga acessível, yoga adaptado para crianças, abraço coletivo e sorteios.
O evento contará ainda com uma aula especial de yoga infantil, voltada para crianças de três a 12 anos, promovendo a participação de toda a família em um momento de conexão com o corpo e com a natureza. Também será oferecida a prática de yoga acessível, destinada a idosos, pessoas com mobilidade reduzida, usuários de cadeira de rodas e gestantes.
O Festival de Yoga é organizado pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), em parceria com a Embaixada da Índia, Yoga para Todos, Movimento Sadhaka, SES (Secretaria de Estado de Saúde) e Tribunal de Contas.
Rodrigo Duarte, 47 anos, professor especialista em yoga e em respiração consciente, com mais de 20 anos de experiência.
“O protocolo indiano é uma prática tradicional de Yoga desenvolvida para ser acessível a pessoas de diferentes idades e níveis de experiência. Ter uma manhã dedicada a essa vivência é uma oportunidade de promover saúde, bem-estar e integração entre a comunidade. Acredito que respirar é voltar para si. Quando aprendemos a respirar com mais consciência, passamos a nos perceber com mais clareza, equilíbrio e carinho. Essa reconexão reflete diretamente na saúde, nos relacionamentos, no trabalho e na forma como enfrentamos os desafios do dia a dia”.
Sobre o crescimento da prática na capital ele comentou: “Hoje vemos um público bastante diverso, formado por jovens, adultos e idosos. Eventos como o Dia Internacional do Yoga fortalecem esse movimento, ampliam o acesso da população à prática e ajudam a difundir uma cultura de mais consciência, saúde e bem-estar para todos”, frisou.
Milena de Barros Fontoura, de 46 anos, é professora de yoga e diretora-presidente da Associação Yoga para Todos. Ela destacou a importância da prática do yoga na infância, ressaltando os benefícios que a atividade proporciona para o desenvolvimento e a qualidade de vida das crianças.
“A prática de yoga para crianças é conduzida de forma lúdica, onde as crianças realizam posturas de equilíbrio, flexibilidade e força no contexto de histórias e brincadeiras. Também são realizadas respiração consciente e relaxamento, que contribuem para um estado meditativo, reduzindo a ansiedade e a dispersão. Assim, a prática trabalha o corpo e a mente, promovendo bem estar”.
Ela também comentou sobre a prática de yoga adaptado: “O yoga é uma prática de autoconhecimento que vai além da atividade física, por isso ele é acessível à todos os corpos e idades. No yoga adaptado é respeitado a condição e limitações do praticante, com posturas modificadas para que ele possa experienciar momentos de foco, meditação, auxiliando na saúde como um todo, pois as posturas ativam glândulas que melhoram o sistema circulatório, digestivo e respiratório”.
Ela destacou sobre a importância do contato com a natureza: “Hoje a sociedade está conectada a celulares, excesso de informações, o que gera ansiedade, medos, comparações, distanciando as pessoas de sua essência natural. O Yoga visa o resgate dessa essência, com técnicas simples, como respiração consciente que ativam ondas cerebrais que naturalmente acalmam a mente e o corpo”.
Para se inscrever o participante precisa realizar o seu cadastro antecipado na plataforma kmais, garanta já a sua inscrição pelo link: (acesse para se inscrever).
Informações dos kits
As camisetas do evento serão entregues:
Data: 21/06/2026
Local: Parque das Nações Indígenas, na Entrada Guató/ Rua Ivan Fernandes Pereira
Horário: Início às 6h30 da manhã
Programação do Evento
06:30 – Entrega de Camiseta
07:15 – Caminhada
08:15 – Cerimônia de Abertura
08:30 às 10h – Aula do Protocolo Indiano
09h às 10h – Yoga Acessível (prática simultânea em tenda, idosos e PCD’s)
09h às 10h – Yoga Adaptado para Crianças (prática simultânea em tenda)
10h – Abraço Coletivo
10:30 – Sorteio
11h – Encerramento
Bel Manvailer, Comunicação Setesc
Foto de capa: Daniel Reino/Setesc
Fonte: Governo MS
-
Três Lagoas6 dias atrásDefesa Civil de Três Lagoas realiza reunião de alinhamento para atuação na Expotrês 2026
-
Entretenimento6 dias atrásGuardou os versos das figurinhas? Eles podem virar desconto em campanha de perfumaria
-
Suzano6 dias atrásSuzano abre oito vagas de emprego para atender suas operações em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
-
Galeria de Imagens6 dias atrás111 ANOS TL – Prefeito Cassiano Maia participa da inauguração da 70ª Sala Lilás da Polícia Civil e reforça compromisso com a proteção às vítimas de violência



