Mato Grosso do Sul
‘Perifeirarte’ estreia neste fim de semana levando cultura e cidadania a Bandeirantes
Cultura, cidadania e cooperativismo vão se encontrar no chão da feira livre neste sábado (6), na cidade de Bandeirantes. Projeto da Subsecretaria de Assuntos Comunitários, pasta ligada à Setescc (Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), o ‘Perifeirarte’ vai até as comunidades levando inserção cultural e conceitos de cidadania aos municípios de Mato Grosso do Sul.
O encontro com a população começa antes mesmo da feira livre ser montada, com equipes da subsecretaria passando nas comunidades rurais, escolas, associação de moradores, comercial e religiosas.
“Nós vamos até as cidades com menor índice de desenvolvimento humano levando encontrar a comunidade na sua base, na sua origem ministrando conteúdos de cidadania, associativismo e comunitarismo”, explica o subsecretário de Assuntos Comunitários, Jairo Luiz da Silva.
“Perifeirarte” surgiu da mistura entre periferia, feira e arte, e segundo o subsecretário, é desse “caldo” que sai o fortalecimento de políticas públicas.
“A gente define a feira livre como o ambiente mais popular e democrático de uma comunidade, e é através deste nome que levaremos conceitos de cidadania, associativismo, e comunitarismo para essas comunidades, tanto urbanas quanto rurais”, enfatiza Jairo.

Atrações
Com apoio da Fundação de Cultura do Estado, artistas de Campo Grande e do município visitado se apresentaram juntos na feira livre. “Este também é um dos objetivos do “Perifeirarte”, de identificar as manifestações culturais e aproximá-las do público para gerar este sentimento de pertencimento naquela comunidade”, destaca o subsecretário.
Nesta primeira edição, o “Perifeirarte” estará neste sábado (6), na Feira municipal da Praça Germiniano Ribeiro, em Bandeirantes, a partir das 18h. Além de uma sessão de cinema no ônibus da PRF, o público também vai conferir a apresentação do grupo Maracangalha.
Os municípios que quiserem chamar o “Perifeirarte”, basta entrar em contato com a Subsecretaria de Assuntos Comunitários, pelo telefone: (67) 3316-9204, ou no e-mail: [email protected].

Paula Maciulevicius, Comunicação Setescc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
MS 49 anos: combate à pobreza vira marca do estado líder em crescimento
Líder do País no crescimento da economia, Mato Grosso do Sul completou 49 anos comemorando o resultado do combate à extrema pobreza e à insegurança alimentar, que foi reconhecido com o prêmio nacional Excelência em Competitividade 2026, concedido pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Com a iniciativa “Sem Deixar Ninguém Para Trás”, do Governo do Estado, a extrema pobreza caiu 40,72% em dois anos, de 2,7% para apenas 1,6% – o terceiro menor índice do País.
Desenvolvida pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), a iniciativa reúne programas e soluções de proteção social, entre eles o Mais Social, Energia Social, Cuidar de Quem Cuida e MS Supera, combinando atendimento imediato às famílias em vulnerabilidade com ações capazes de ampliar autonomia e inclusão.

Quando mais precisava, Quitéria Bernado da Silva, de 58 anos, contou com a ajuda do Mais Social – um dos programas mais importantes de segurança alimentar e combate à pobreza. “O Mais Social foi uma ajuda no momento em que eu mais precisava, quando minhas crianças eram todas pequenas e eu estava desempregada. Eu só tenho a agradecer ao programa, que me acolheu quando precisei”, contou.
Com a conquista de emprego fixo em um prédio na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, e uma renda suficiente para seguir sem o benefício, ela deixou o programa, permitindo que outra família em situação de vulnerabilidade pudesse ser atendida. “Quando a minha situação melhorou, eu decidi abrir mão do programa para que outra pessoa pudesse receber o Mais Social”.
Desde 2023, mais de 27 mil pessoas deixaram o Mais Social porque melhoraram de vida e não precisam mais do benefício. O Mais Social é um auxílio por meio de um cartão exclusivo para compra de alimentos, produtos de higiene e limpeza e gás de cozinha, sendo proibida a aquisição de bebidas alcoólicas e produtos à base de tabaco.
Enquanto isso, o Estado inverteu a lógica dos programas sociais indo atrás das pessoas em situação de vulnerabilidade e sem nenhum benefício. Utilizando o cruzamento de informações de diversos bancos de dados e o georreferenciamento, os servidores do Mais Social foram atrás dos chamados “invisíveis” para incluir essas pessoas no programa.
Para o governador Eduardo Riedel, o trabalho para erradicar a extrema pobreza continua. “Esse projeto é fruto de uma indignação: um estado que cresce como Mato Grosso do Sul não pode pensar em deixar alguém para trás. Essa indignação nos fez mudar o eixo e trabalhamos juntos e o programa funcionou muito bem, tanto que saímos de 2,7% de pobreza extrema em 2022 para 1,6% agora, e vamos continuar trabalhando para erradicar a pobreza extrema no nosso estado”, disse.
Outros números comprovam a inclusão das pessoas no crescimento do Estado. De acordo com os dados do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza em Mato Grosso do Sul nos últimos dois anos (março 2024/março 2026). Além disso, 34 mil famílias no Estado saíram da condição de insegurança alimentar, conforme o IBGE/Pnad Contínua.
A secretária da Sead, Patrícia Cozzolino, explica que os resultados foram alcançados por meio de uma transformação dos programas sociais e da dedicação dos servidores. “Uma das coisas que mais nos angustiava eram as pessoas à margem de tudo, que a gente denominou de invisíveis sociais. Uma das nossas tarefas foi a de encontrar essas pessoas. Além disso, nós transformamos todos os programas em programas estruturantes. Então, hoje não se transfere só a renda”, conta.
Um exemplo é a integração do Mais Social com outros programas que incentivam o trabalho, a autonomia e o estudo. O Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família: Criança na Creche, por exemplo, concede apoio financeiro às mães solo beneficiárias do Mais Social para fornecer aos filhos um local seguro e de cuidado, nos horários em que as beneficiárias precisam trabalhar. Além disso, o MS Qualifica reserva vagas exclusivas para que as pessoas que estão no Mais Social possam aprender uma profissão.
Os programas estruturantes e a economia pujante, com geração de empregos e oportunidades, estão levando Mato Grosso do Sul para um resultado de inclusão nunca visto no Brasil. “Nós estamos caminhamos para ser o 1º estado do País a erradicar a extrema pobreza”, finaliza Patrícia Cozzolino.

Paulo Fernandes, Comunicação da Sead
Fotos: Monique Alves (capa) / Saul Schramm (premiação)
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Habitação que transforma vidas: Agehab fortalece o direito à moradia nos 49 anos de MS
Uma casa é muito mais do que uma construção. É um lugar de segurança, estabilidade e pertencimento, onde famílias constroem histórias e planejam o futuro. Por isso, a habitação é um dos pilares do desenvolvimento social e uma condição essencial para que o cidadão viva com dignidade e exerça seus direitos.
Na trajetória de Mato Grosso do Sul rumo aos seus 49 anos, a política habitacional tem papel importante na construção de um Estado que busca ampliar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população.
Com 17.366 unidades habitacionais entregues e em execução e 13.073 títulos de regularização fundiária entregues – entre 2023 e 2026 -, política habitacional amplia o acesso à moradia digna e à segurança jurídica das famílias sul-mato-grossenses.
Nesse cenário, a Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul) desenvolve ações para ampliar o acesso à casa própria, melhorar as condições de moradia e garantir segurança jurídica às famílias.
Os números demonstram a dimensão das ações habitacionais, que envolvem desde o planejamento e a contratação até a conclusão das obras e a entrega das moradias. Cada iniciativa representa uma possibilidade de ampliar o acesso à casa própria e oferecer às famílias melhores condições de segurança e estabilidade.
Entre as iniciativas de maior alcance está o Bônus Moradia, que contabiliza 5.712 unidades habitacionais entregues na modalidade principal e outras 2.789 vinculadas à modalidade de emendas, totalizando 8.501 unidades.
Os recursos estaduais registrados são de R$ 141,7 milhões para o Bônus Moradia e R$ 74,1 milhões para o Bônus Moradia Emendas.
Por meio de subsídios destinados à aquisição de imóveis, conforme os critérios de cada modalidade, o programa auxilia famílias a viabilizar a compra da casa própria. O apoio financeiro pode reduzir parte do valor necessário para a aquisição, contribuindo para que mais pessoas tenham condições de conquistar um imóvel e construir seu patrimônio.
A política habitacional estadual reúne modalidades que consideram as diferentes necessidades das famílias, tanto nas cidades quanto no campo. Além do subsídio para aquisição de imóveis, as ações incluem produção habitacional, construção em lotes urbanizados, substituição de moradias precárias e parceria com programas federais.
As modalidades possuem regras, públicos e formas de financiamento distintos, podendo envolver recursos estaduais, federais, municipais e de outros agentes, conforme cada projeto. Essa diversidade permite estruturar soluções para diferentes realidades socioeconômicas e ampliar as possibilidades de acesso à moradia digna.
Regularização fundiária garante segurança às famílias
A política habitacional também contempla quem já possui um imóvel, mas ainda não tem a documentação definitiva da propriedade. Entre 2023 e 2026, a Agehab contabiliza 13.073 títulos de regularização fundiária entregues.
A iniciativa contribui para que famílias que vivem há anos em seus imóveis conquistem maior segurança jurídica sobre o patrimônio. Além do benefício individual, a regularização fundiária favorece a organização territorial e pode contribuir para o planejamento urbano e a integração dessas áreas à dinâmica dos municípios, observados os requisitos legais.
O trabalho reforça que o direito à moradia vai além da construção de uma casa: envolve também a segurança de viver em um imóvel regularizado e a possibilidade de preservar um patrimônio construído ao longo dos anos.
Nesses 49 anos de história, Mato Grosso do Sul tem a oportunidade de reconhecer as conquistas que contribuíram para sua trajetória e refletir sobre os desafios das próximas décadas. Nesse processo, a habitação ocupa um lugar fundamental, por estar diretamente relacionada à segurança, à convivência familiar e às oportunidades de desenvolvimento.
Os resultados registrados pela Agehab entre 2023 e 2026 — 17.366 unidades habitacionais entregues e em execução, 13.073 títulos de regularização fundiária entregues e R$ 478,7 milhões em recursos estaduais vinculados à produção habitacional — dimensionam parte desse esforço.
Mais do que números, as ações representam diferentes caminhos para ampliar o acesso à casa própria, melhorar as condições de moradia e garantir segurança jurídica às famílias sul-mato-grossenses.
Construir um Estado também significa criar condições para que as pessoas construam suas próprias histórias. E, nessa trajetória de cinco décadas, garantir o direito de ter um lar é parte essencial da construção de um futuro com mais dignidade e oportunidades para todos.
Edyelk dos Santos, Comunicação Agehab MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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