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Pantanal sul-mato-grossense pode se tornar patrimônio nacional. Veja como afeta o agronegócio
O Senado Federal iniciou a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 18/2024), que propõe incluir o Pantanal sul-mato-grossense entre os patrimônios nacionais. A iniciativa busca garantir maior proteção ao bioma, que sofreu severamente com incêndios nos últimos anos. Atualmente, a Constituição Federal já reconhece como patrimônios nacionais a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, a Zona Costeira e o Pantanal mato-grossense.
A proposta, de autoria da senadora Tereza Cristina, destaca a necessidade de preservar o meio ambiente e promover o uso sustentável dos recursos naturais da região. O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Jayme Campos (União-MT), deu parecer favorável, ressaltando a importância de equilibrar o desenvolvimento econômico com a conservação ambiental.
Se aprovada, o Pantanal sul-mato-grossense terá proteção legal reforçada, como já acontece com outros patrimônios nacionais. Isso permitirá a criação de marcos regulatórios específicos para assegurar a preservação ambiental e incentivar atividades sustentáveis, como o ecoturismo e a pecuária de baixo impacto.
A PEC prevê que a região será incluída no artigo 225 da Constituição, que estabelece a obrigatoriedade de preservar áreas consideradas patrimônio nacional e define condições para o uso sustentável de seus recursos naturais.
Áreas produtivas – O Pantanal é conhecido por suas áreas alagadas e biodiversidade única, mas também possui atividades agropecuárias importantes, principalmente a pecuária extensiva de corte, praticada de forma sustentável por séculos na região. Essa atividade é amplamente integrada ao bioma e costuma ser realizada em harmonia com os ciclos naturais do Pantanal. Além disso, há áreas de cultivo e outras práticas econômicas associadas, como o turismo rural.
Com a inclusão como patrimônio nacional, a pressão para regulamentar ainda mais o uso da terra pode gerar preocupações, principalmente se forem impostas restrições às atividades agropecuárias ou limitações ao manejo produtivo tradicional.
Impactos para o produtor rural
- Segurança jurídica
A formalização como patrimônio nacional pode trazer maior segurança jurídica, principalmente em relação ao reconhecimento da atividade produtiva sustentável como parte integrante da economia pantaneira. Isso é positivo para os produtores que já adotam boas práticas, pois a legislação pode reforçar o equilíbrio entre preservação e produção. - Possíveis restrições ambientais
Se forem criadas novas regulamentações rígidas, alguns produtores podem enfrentar desafios. Áreas que hoje permitem pastagem ou outras atividades podem ser submetidas a restrições, o que afetaria diretamente a produtividade e os investimentos na região. - Incentivo a práticas sustentáveis
A inclusão do Pantanal como patrimônio nacional pode atrair programas de financiamento, linhas de crédito específicas e subsídios para atividades sustentáveis, como a pecuária de baixo carbono ou projetos de restauração de áreas degradadas. Além disso, o bioma poderia se beneficiar de parcerias público-privadas voltadas à preservação e ao desenvolvimento sustentável.
A valorização do Pantanal pode abrir portas para novas oportunidades econômicas no setor, como:
- Certificação de produtos: A produção no Pantanal, especialmente a pecuária, pode se beneficiar de certificações de origem sustentável, que têm grande valor no mercado internacional.
- Aumento do ecoturismo rural: O turismo ecológico e rural pode se tornar uma fonte de renda complementar para os produtores, reforçando a importância econômica da preservação.
- Políticas de compensação ambiental: Produtores que preservam áreas podem ser beneficiados por políticas de pagamento por serviços ambientais, gerando renda extra sem comprometer a produtividade.
Impacto geral para o setor – Se bem conduzida, a inclusão do Pantanal como patrimônio nacional pode garantir a preservação ambiental sem prejudicar a agropecuária sustentável, que já é uma prática histórica na região. No entanto, é crucial que as futuras regulamentações contemplem as necessidades do agronegócio, permitindo que os produtores continuem contribuindo para a economia nacional e para a segurança alimentar do Brasil e do mundo.
Por ser uma proposta de emenda à Constituição, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão no Plenário do Senado antes da votação em primeiro turno. Após essa etapa, será necessário um segundo turno de votação para aprovação definitiva no Senado, antes de seguir para análise na Câmara dos Deputados.
Fonte: Pensar Agro
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Reconhecimento facial e automação elevam o padrão de segurança em negócios de autoatendimento
Os padrões de segurança em negócios de autoatendimento estão passando por uma transformação impulsionada pelo avanço tecnológico. Soluções antes restritas a grandes redes de varejo e instituições financeiras, como reconhecimento facial, análise de dados e automação, tornaram-se mais acessíveis e passaram a integrar a rotina de operações autônomas. No setor de lavanderias self-service, a Lavô desponta como exemplo desse movimento. A empresa, que lidera o segmento, já investiu cerca de R$5 milhões em automação com foco na eficiência operacional. Como resultado, registrou um aumento de 60% na segurança após implementar o cadastro de usuários por meio de QR Code em suas unidades.
Sistemas de identificação facial e plataformas digitais permitem não apenas autenticar usuários, mas também mapear comportamentos de uso. “A tecnologia possibilita identificar frequência, horários de maior movimento e padrões de consumo, criando uma camada adicional de segurança operacional e reduzindo riscos como uso indevido, fraudes e acessos não autorizados”, explica o CEO da rede, Angelo Max Donaton.
Os benefícios desses recursos vão além da proteção, pois ampliam também a inteligência da operação como um todo. “A partir da coleta e análise de dados, é possível ajustar a dinâmica de funcionamento de cada operação para o que faz ou não sentido dentro de cada realidade. Isso permite decisões mais assertivas, redução de custos e melhor aproveitamento dos recursos disponíveis”, completa o executivo.
Outro avanço considerável é a democratização dessas tecnologias, pois com a redução dos custos e maior oferta de soluções no mercado, ferramentas que antes consideradas complexas passaram a ser implementadas com mais agilidade e elevam o padrão de segurança. Sendo assim, o reconhecimento facial deixa de ser apenas um mecanismo de controle e passa a atuar como peça-chave na construção de operações mais seguras e inteligentes.
Sobre a Lavô
A Lavô é a maior rede de franquias de lavanderias self-service do Brasil. Com mais de 650 unidades em operação e mais de mil comercializadas, está entre as 50 maiores franquias do país. A rede tem a missão de democratizar e simplificar o acesso ao serviço de lavanderia. O modelo dispensa funcionários e pode ser gerenciado à distância, por meio de um sistema online.
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Polícia Civil prende acusado de violência doméstica e tráfico de drogas em Três Lagoas
A Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Três Lagoas, realizou na tarde desta quinta-feira (26), a prisão em flagrante de um homem pelos crimes de perseguição, ameaça e furto, no contexto de violência doméstica, além de tráfico de drogas.
A ação teve início após a vítima comparecer à unidade especializada para denunciar que o ex-companheiro havia invadido sua residência e subtraído seu aparelho celular, além de reiteradas ameaças de morte.
De posse das informações, a equipe da DAM iniciou diligências imediatas.
O suspeito foi localizado em uma residência no bairro Jardim das Oliveiras.
Durante a abordagem, o indivíduo ainda tentou evadir-se subindo no telhado do imóvel, mas foi prontamente cercado e contido pela equipe policial.
No interior do local, a Polícia Civil conseguiu recuperar o celular subtraído e apreender uma expressiva quantidade de entorpecentes, incluindo maconha, haxixe, MDA e pontos de LSD, além de balanças de precisão e materiais que comprovam a comercialização de entorpece
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