Mato Grosso do Sul
No MS| Pais de alunos que não voltarem às salas de aulas serão acionados pelo Conselho Tutelar
As aulas presenciais retornam na próxima segunda-feira (2) nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul. A ocupação nas salas de aula será definida conforme a situação do município no mapa de risco do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia). Diferente da rede municipal, os pais ou responsáveis não terão autonomia para definir se as crianças comparecerão ou não às escolas. Os alunos que faltarem sem justificativa serão procurados e o Conselho Tutelar poderá ser acionado.
As informações sobre a volta às aulas foram divulgadas durante a live do Prosseguir na manhã desta terça-feira (27). O ensino será híbrido, com aulas presenciais e remotas, com a alternância entre os alunos. A secretária estadual de educação, Maria Cecília Amêndola, reforçou que a decisão sobre a presença dos alunos nas escolas não será somente dos pais. Para os alunos que estiverem doentes ou com algum familiar infectado, será possível justificar com atestado médico.
“Só vão assinar documento de responsabilização os pais que por algum motivo muito excepcional não queiram levar os filhos na escola, com atestado médico, uma pessoa da família doente, vai ter que comprovar. Se o aluno não comparecer sem justificativa haverá busca ativa, vai ter que saber qual o motivo do não comparecimento do estudante. Se ele não quiser [ir pra escola] sem nenhum motivo, a gente vai usar outros órgãos de controle, como Conselho Tutelar e Ministério Público”, disse. Para o caso dos alunos que não puderem ir à escola e tiverem justificativa, como comorbidades ou até fobia, serão passadas as mesmas atividades que as realizadas nas salas de aula.
A secretária de educação ainda comentou sobre o procedimento para o caso de um aluno com caso confirmado de coronavírus. “Se o aluno está com covid, a turma dele está dispensada até o médico liberar e depois volta. O aluno não vai para a escola, os colegas também não irão por um certo tempo”, comentou.
Professores que recusam vacinação
Durante a live, a titular da SED (Secretaria de Estado de Educação) confirmou que há professores na rede estadual que recusaram a vacinação contra o coronavírus. O levantamento sobre os professores não vacinados está sendo realizado e será divulgado na quarta-feira (28).
No caso dos professores que não quiserem se vacinar, eles terão que assinar um termo. “Existe um percentual de professores que não tomaram vacina porque não querem. Eles devem assinar documento de responsabilização e, caso não queiram assinar, o diretor e o coordenador vão ler e assinar por ele. Isso vai para a vida funcional do servidor”, disse a secretária.
Lotação nas salas de aula
A taxa de ocupação das salas de aula deverá respeitar o mapa de risco de cada município no Prosseguir. No mapa em vigor, a maioria dos municípios está na bandeira vermelha, com risco alto para transmissão do coronavírus. Neste caso, as salas de aula devem respeitar o limite de 30% de ocupação. Como as salas geralmente têm capacidade para 30 alunos, somente 15 estudantes poderão ficar nas salas.
Para cidades com a bandeira laranja, o limite é de 70% para ocupação nas salas de aula. Na bandeira amarela é de 90% e na bandeira verde é liberado, ou seja, todos os alunos poderão comparecer às escolas, sem necessidade de alternância.

Por Midiamax
Mato Grosso do Sul
MS institui política estadual para fortalecer o cuidado hospitalar em saúde mental
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) instituiu a Política Estadual de Incentivo Hospitalar para o Cuidado em Saúde Mental (PEHOSP Saúde Mental), que será executada nos anos de 2026 e 2027. A medida foi estabelecida pela Resolução SES/MS nº 988, de 17 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (18).
A política tem como objetivo organizar e fortalecer o atendimento hospitalar em saúde mental, ampliando a integração dos hospitais com a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) e os demais serviços do SUS (Sistema Único de Saúde). A proposta contempla atendimento a situações de crise e urgência psiquiátrica, com foco na continuidade do cuidado após a alta hospitalar.
Os hospitais que aderirem à política deverão garantir atendimento ininterrupto, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de disponibilizar os leitos pactuados à Central de Regulação Estadual. Entre os requisitos estão a oferta de, no mínimo, quatro leitos exclusivos para internação psiquiátrica em enfermaria geral, equipe multiprofissional, protocolos para manejo de crises e integração com os serviços da RAPS.
A resolução também estabelece medidas para qualificar e humanizar a assistência, como a elaboração de PTS (Plano Terapêutico Singular) para os pacientes internados, reuniões multiprofissionais para discussão dos casos e encaminhamento formal para continuidade do tratamento na rede após a alta.
A PEHOSP Saúde Mental contará com recursos do Tesouro Estadual, transferidos aos Fundos Municipais de Saúde. O teto orçamentário anual previsto é de R$ 1,83 milhão em 2026 e R$ 11,03 milhões em 2027. O financiamento será composto por parcela fixa, vinculada à oferta dos serviços, e parcela variável, conforme a produção registrada e aprovada nos sistemas oficiais do SUS.
Inicialmente, cinco hospitais estão elegíveis para adesão à política, nos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Costa Rica, Dourados e Paranaíba. Os estabelecimentos interessados deverão cumprir os critérios estabelecidos e formalizar a adesão junto às respectivas Secretarias Municipais de Saúde. O Termo de Adesão deverá ser encaminhado à SES até 15 de outubro de 2026.
A resolução também permite a adesão de outros hospitais, desde que sejam apresentados à SES plano de ação e demonstração de viabilidade técnica e assistencial, considerando as necessidades da respectiva Região de Saúde e a disponibilidade orçamentária.
A política prevê ainda o acompanhamento dos serviços por meio de indicadores, produção registrada nos sistemas oficiais do SUS, capacidade instalada, resolutividade, contrarreferência e qualidade da assistência, reforçando a integração entre os hospitais e os demais pontos da Rede de Atenção Psicossocial.
Comunicação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Funtrab integra o Agosto Lilás com ações em Aquidauana e Batayporã unindo conscientização, empregabilidade e acesso a direitos
A programação do Agosto Lilás ganha força nesta semana no interior do Estado com ações que aproximam informação, cidadania e oportunidades de trabalho das mulheres. Em Aquidauana e Batayporã, atividades promovidas com a participação da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) e da Casa do Trabalhador vão abordar direitos, empregabilidade e os caminhos para uma vida profissional mais segura e independente.
Em Aquidauana, nesta quarta-feira (19), a Casa do Trabalhador realiza uma Roda de Conversa com mulheres beneficiárias do Bolsa Família e outros públicos, no CRAS II, localizado na Avenida Mato Grosso do Sul, nº 262, no bairro Nova Aquidauana.
Durante o encontro, serão apresentadas orientações sobre as regras do Bolsa Família para quem conquista um emprego com Carteira assinada, além dos benefícios e da segurança proporcionados pela formalização profissional.
O encontro também vai abordar as possibilidades de atuação como Microempreendedora Individual (MEI), mostrando que a busca pela autonomia financeira pode caminhar lado a lado com a garantia de direitos. A Casa do Trabalhador ainda apresentará seus serviços e as oportunidades que oferece para quem procura emprego, qualificação e novas possibilidades profissionais.
Batayporã também recebe ação nesta quinta-feira
Em Batayporã, a programação continua na quinta-feira (20), com a ação “Entrevista da Empregabilidade – Agosto Lilás”, realizada no Paço Municipal, na Rua Luiz Antonio da Silva, nº 129, das 7h às 17h. Serão abordadas questões relacionadas ao Bolsa Família, trabalho com carteira assinada, MEI e às vantagens da formalização profissional.
Entre uma conversa, uma orientação e uma oportunidade de trabalho, o Agosto Lilás amplia sua mensagem: combater a violência também é fortalecer mulheres, garantir acesso a direitos e abrir caminhos para um futuro com mais autonomia.
Cláudia Yuri, Comunicação Funtrab
Fonte: Governo MS
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