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Mato Grosso do Sul

‘Junho Violeta’ conscientiza população sobre prevenção do Ceratocone e importância da doação de córnea

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O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e CET/MS (Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul), aproveita a campanha ‘Junho Violeta’, criada para a prevenção do Ceratocone – doença oftalmológica –, para lembrar a população da importância da doação de um tecido essencial para a visão: a córnea.

A córnea é uma camada fina e transparente que cobre toda a frente do globo ocular. É totalmente transparente para que a luz, as imagens possam entrar e chegar no fundo do olho, onde ela é processada e mandada para o cérebro. Comparando o olho a um relógio, a córnea é como se fosse o vidro do relógio.

Conforme o diretor do Banco de Olhos da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, Marcos Rogério Mistro Piccinin, existe várias doenças que podem comprometer a córnea. “Algumas doenças podem deixar a córnea às vezes opaca, às vezes deformada e nessas situações pode ser necessário um transplante de córnea, trocar essa córnea, trocar essa camada do olho para que a pessoa volte a enxergar”, explica Piccinin.

A parte mais importante de todo esse caminho é a família do ente falecido se conscientizar de que ela pode doar a córnea e fazer com que pessoas que não estão enxergando, pessoas que estão vivendo de forma precária pela falta da visão, voltem a ter visão. Então o primeiro passo é a doação.

A córnea é uma camada fina e transparente que cobre toda a frente do globo ocular

O Banco de Olhos da Santa Casa é o responsável no Mato Grosso do Sul pela captação, processamento, conservação e liberação do tecido ocular humano para realização do transplante de córneas. Assim que a família doa as córneas, o banco de olhos é o responsável por todo o processo. Uma equipe médica especializada avalia o tecido ocular doado e são realizados exames de sorologia para verificar se o mesmo não possui qualquer infecção que possa ser transmitida através da córnea para o receptor, para a pessoa que vai receber a córnea.

“Assim que a córnea foi avaliada, foi vista que é boa, os exames estão todos negativos, essa córnea é liberada para a Central Estadual de Transplantes que é quem faz a distribuição das córneas, conforme a fila de espera dos pacientes”.

Entre os meses de janeiro e junho de 2023 foram realizados 79 transplantes de córneas no estado e, de acordo com dados da CET/MS, 427 pacientes ainda aguardam na fila para o transplante de córnea.

“Atualmente estamos em uma situação não confortável, está demorando de um a dois anos para conseguirmos uma córnea para fazer o transplante. Então é fundamental que as pessoas se conscientizem da necessidade de doarem as córneas dos pacientes, dos seus entes queridos que se foram, só dessa forma, através da doação que vamos conseguir novamente zerar a fila, não deixar paciente sofrendo por um, dois anos para conseguir uma córnea e dar uma qualidade de vida melhor a essas pessoas que estão passando tantas necessidades por não conseguir enxergar”, alerta o médico.

E foi em virtude das doações já realizadas que a gerente de Cadastro e Lotação da SES, Josiane Pereira Lima, teve a oportunidade de ter sua qualidade de vida renovada após três transplantes de córneas. Josiane tem Ceratocone, doença oftalmológica causada por fatores genéticos e ambientais que comprometem a estrutura da córnea.

“Eu nasci com uma deformidade genética chamada Ceratocone, fui tratada como Astigmatismo até os 14 anos, em seguida passei por um especialista na doença e iniciei tratamento com lentes rígidas. Mas o meu caso é mais grave e as lentes não paravam e aos 20 anos passei pelo meu primeiro transplante de córnea”.

Segundo o médico oftalmologista, Vitor Montanholi Martins, o Ceratone, em estágio inicial tem controle. “Procedimentos mais simples fazem com que a pessoa enxergue e controle a doença. Agora, em casos mais graves, o transplante de córnea acaba sendo o último tratamento para devolver a visão para esses pacientes”.

A gerente conta que, no estado, só existe mais um caso como o dela, em que a doença não estabiliza após o transplante da córnea. “A tendência é que nosso hormônio do crescimento tenha uma diminuição e no meu caso ele continuou normal, é como a córnea transplantada fosse “empurrada” e acaba criando novamente uma deformidade, ou seja, não estabiliza”, explica.

Os transplantes de córneas deram oportunidade para que ela conseguisse seguir em frente e ter uma vida normal. “Essas doações me proporcionaram possibilidades. Fiz faculdade, tenho pós-graduação, estou terminando o mestrado e trabalho o dia inteiro a frente do computador. Ainda hoje uso óculos com 17,5 graus, não vivo sem o óculo, mas o transplante funciona, é algo que soluciona a vida da pessoa. A minha, não tenho nem o que falar. A minha vida é normal, tiveram uns períodos de convalescência por causa da cirurgia, você precisa passar pelo processo de recuperação, mas não impediu de fazer qualquer coisa”, comemora.

Conforme a coordenadora da CET/MS, Claire Carmen Miozzo, a cada dez entrevistas realizadas, entre sete e oito famílias negam a doação, seja pela falta de conhecimento ou comunicação.

“Quem doa é a família, então a família tem que saber que você é um doador de órgãos e tecidos. Primeira coisa que precisa ser feita é conversar com a sua família, se a sua família não souber que você é doador, ela vai dizer não. Uma única conversa com menos de dois minutos feita em vida, salva várias vidas. Muitas famílias doam mesmo sem saber da vontade da pessoa”, afirma Claire.

Para o diretor do Banco de Olhos, é fundamental que se fale mais sobre transplante, sobre doação. “Como tudo na vida, só conseguimos nos envolver, só consegue, neste caso, fazer as doações se estivermos informados a respeito, se estivermos cientes a respeito da importância do transplante de córnea, da importância de se fazer a doação, do número de pessoas que estão aguardando um transplante, da situação tão ruim que é ficar na situação de aguardar um órgão, um tecido ocular. É de suma importância falarmos o tempo todo sobre doações, sobre a importância de sermos caridosos nesse sentido de doar os órgãos, de doar os tecidos dos nossos entes que vieram a óbito para as pessoas que estão necessitadas”, garante Marcos.

Em decorrência da gravidade da sua doença, Josiane, aos 45 anos, passa por exames para, mais uma vez, entrar na fila para a realização do quarto transplante de córnea.

Josiane Pereira Lima voltou a ter sua qualidade de vida após o transplante de córneas

“Se tivesse a oportunidade de as famílias dos doadores saberem o quanto eu sou grata, o quanto fizeram minha vida melhor, e eu tenho certeza que fizeram a vida de muitas pessoas melhor fazendo a minha melhor. Por essas oportunidades eu comecei a ver a vida de uma forma diferente, essas doações não atingiram somente a mim, elas derrubam barreiras, a gente muda o comportamento, a forma de agir, então essas famílias, às vezes, não têm noção do que uma córnea, que é algo simples, de como pode transformar vidas. Acho que a doação de córnea se torna um pouco mais fácil de convencer a partir do momento que a pessoa entende que é um tecido, é um pedacinho. Se conseguirmos chegar nas pessoas para entenderem que é simplesmente a coleta de um material muito fino, seria muito mais fácil, teríamos muito mais doações”, declara.

Diálogo aberto quanto a doação de órgãos

Um diálogo franco e aberto entre o doador e a sua família, para que manifeste de forma clara e objetiva, a sua vontade à doação. A coordenadora estadual da Central de Transplantes da SES, Claire Miozzo, fala sobre a importância de manter essa conversa e que as pessoas entendam sobre a necessidade de se tornarem doadoras.

“As pessoas não conversam sobre a doação de órgãos e tecidos, quando morrem, cabe a família autorizar a doação. Durante a acolhida entrevistamos o familiar e damos o direito de a família decidir pela doação. Muitas vezes, quando dizem ‘não’, a maioria é porque desconhece a vontade de quem foi a óbito. Se isso for deixado claro em vida com a família, ela vai autorizar”, explica a coordenadora.

Assim, o serviço de acolhimento é feito por pessoas treinadas, que passam por capacitações da Central de Transplantes, a fim da família entender todo o processo de morte encefálica e o direito de autorizar ou não, a de doação órgãos e tecidos. No caso das córneas, elas podem ser transplantadas em até 14 dias após a doação.

Não deixe de informar à sua família o seu desejo de ser um doador de órgãos e tecidos. Doe vida!

Kamilla Ratier, SES

Fotos: Divulgação SES

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Cadastro Ambiental Rural fortalece regularização das propriedades e desenvolvimento do Pantanal

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A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) alerta os produtores do Pantanal de Mato Grosso do Sul sobre a importância da regularização ambiental das propriedades com pendências junto ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é um registro eletrônico obrigatório.

O cadastro tem se consolidado como uma importante ferramenta para garantir a legalidade das atividades agropecuárias.

Coordenado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o CAR reúne informações ambientais essenciais das propriedades rurais, como Áreas de Preservação Permanente (APPs), reserva legal, áreas com vegetação nativa, locais com restrição de uso e áreas já consolidadas para produção.

Além de atender à legislação ambiental, o cadastro oferece uma série de benefícios aos produtores rurais, possibilitando acesso a crédito e financiamentos, maior segurança jurídica, facilitação na comercialização da produção e apoio ao planejamento sustentável das propriedades.

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destaca a importância do cadastro como instrumento estratégico para a gestão ambiental no Estado.

“Mais do que uma obrigação legal, o Cadastro Ambiental Rural representa um avanço na organização ambiental das propriedades rurais. O CAR permite maior transparência, contribui para a preservação dos recursos naturais e fortalece a produção sustentável em Mato Grosso do Sul”, afirma.

O secretário da Semadesc, Arthur Falcette, ressalta que o cadastro também desempenha papel fundamental no desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.

“O Governo do Estado tem trabalhado para fortalecer políticas públicas que conciliem desenvolvimento e preservação. O CAR é uma ferramenta essencial nesse processo, pois auxilia no planejamento territorial, na conservação ambiental e oferece mais segurança ao produtor rural”, destaca o secretário.

Outro ponto importante é que o CAR auxilia os órgãos ambientais no acompanhamento da situação das propriedades rurais, além de apoiar o planejamento ambiental e econômico do Estado. Sem o cadastro, o produtor pode enfrentar dificuldades para desenvolver suas atividades de forma regular.

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) não possui prazo específico de validade ou exigência periódica de renovação. Contudo, sua inscrição e regularidade são indispensáveis para diversos procedimentos relacionados à propriedade rural, especialmente em processos de regularização fundiária, obtenção de financiamentos bancários e acesso a benefícios e descontos tributários previstos na legislação ambiental e fiscal.

O passo a passo para realizar a regularização está disponível em imasul.ms.gov.br

Em caso de dúvidas sobre o acesso ao sistema SIRIEMA ou sobre a inscrição do imóvel rural no CAR-MS, os produtores podem entrar em contato com a Central de Atendimento no (67) 3318-6060 (WhatsApp).

Comunicação Imasul

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados

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Terminal aeroportuário deve ficar pronto em 2027, ampliando segurança e conforto para passageiros e operadores na segunda maior cidade do Estado

Entre embarques e desembarques, uma obra chama a atenção no Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, em Dourados: a construção do novo receptivo de passageiros, investimento executado pelo Governo de MS por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).

O novo terminal promete transformar a realidade logística e econômica da região, beneficiando diretamente cerca de um milhão de habitantes e ampliando o acesso a outros pontos do país. A iniciativa, que prevê investimentos de R$ 38 milhões, é fruto de parceria entre Governo do Estado e União, por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos e da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Com a geração de dezenas de empregos diretos e indiretos, as obras do novo terminal aeroportuário avançam em ritmo acelerado, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027.

“Dourados é a segunda maior cidade do Estado, um polo regional que movimenta negócios, saúde, educação e serviços para toda uma ampla região. Ter uma infraestrutura aeroportuária moderna e compatível com essa importância é essencial para ampliar a conectividade, atrair investimentos, impulsionar o turismo e fortalecer o ambiente econômico”, destaca o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha.

O projeto contempla 3 mil m² de área construída, com um terminal moderno e funcional. Entre os destaques estão a implantação de uma lanchonete, lojas comerciais, uma seção contra incêndio (SCI) e uma Estação Prestadora de Serviço de Tráfego Aéreo (EPTA), ampliando a segurança e o conforto para passageiros e operadores.

“Mais do que uma obra física, estamos falando de um investimento em competitividade e futuro. Um aeroporto estruturado encurta distâncias, aproxima oportunidades e consolida Dourados como um eixo estratégico do desenvolvimento sul-mato-grossense. É essa a visão do nosso governo: investir com planejamento, olhando para aquilo que transforma a vida das pessoas e prepara Mato Grosso do Sul para crescer ainda mais”, completa o vice-governador.

Novo terminal de passageiros começou a ser construído em setembro de 2025, data de reativação do aeroporto para voos comerciais

Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme de Alcântara de Carvalho, o aeroporto entra agora em uma fase decisiva. Segundo ele, com estes avanços concretos a população poderá contar com uma estrutura moderna, segura e preparada para atender ao crescimento econômico da região.

“Esse investimento representa mais desenvolvimento, geração de oportunidades, fortalecimento do turismo e integração de Dourados com os principais centros do país. Logo a população douradense e toda a região terão um aeroporto moderno, seguro e à altura do desenvolvimento que a cidade merece e precisa”, afirmou.

O superintendente logístico e coordenador de transporte aéreo, hidroviário e ferroviário da Seilog, Derick Hudson Machado de Souza, disse que o novo terminal representa um avanço estratégico para a infraestrutura aeroportuária de Mato Grosso do Sul.

“Dourados é uma cidade-polo, que atende toda uma região produtiva, universitária, empresarial e de serviços. Essa obra prepara o aeroporto para uma nova fase, com mais conforto, segurança operacional e capacidade para receber melhor os passageiros e atrair novos voos. É um investimento que fortalece a aviação regional e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico da Grande Dourados”, garante.

Expectativa e projeção para o futuro

Previsão é que novo receptivo seja concluído no primeiro semestre de 2027: mais espaço, segurança e conforto para passageiros e operadores

O investimento também é visto com otimismo pelos usuários do aeroporto regional de Dourados. Na opinião dos passageiros, a nova estrutura terá impacto direto no conforto e até mesmo na atração de mais turistas para a segunda maior cidade do Estado.

A engenheira agrônoma e empresária Lorraine Coutinho, que mora em Caarapó, realiza viagens aéreas com frequência e nos últimos meses, comemora o fato de poder embarcar em Dourados – cidade a apenas 52 km de distância. Agora, com a construção do novo receptivo, segundo ela, a experiência será ainda mais positiva.

“Um terminal de passageiros mais amplo e mais moderno impacta diretamente na experiência de quem utiliza o transporte aéreo. Um espaço mais confortável, mais acessível, que acomode melhor as pessoas, poderá inclusive atrair mais visitantes para a nossa região”, opina.

“Quando se fala de Dourados, a gente está falando de um polo agrícola muito importante para o Cone Sul. Então a possibilidade de ofertas de voo e de um ambiente mais adequado para receber esses visitantes, com certeza também traz mais oportunidades e acessibilidade, proporcionando uma viagem mais ágil”, complementa.

A ampliação também é vista com expectativa pelo casal de médicos Bethânia e José Roberto Manzano. “Vemos as melhorias no aeroporto de Dourados como algo muito positivo. Acreditamos que um terminal mais moderno e estruturado pode contribuir não só para mais conforto e organização, mas também para uma maior sensação de segurança para quem embarca e desembarca”, avalia Bethânia, que é ginecologista e obstetra.

“Uma estrutura aeroportuária mais adequada ajuda a acompanhar o crescimento da região, valoriza a conectividade de Dourados com outros centros e transmite uma sensação maior de acolhimento e eficiência, tanto para moradores quanto para quem chega à cidade pela primeira vez”, conclui.

Dourados conectada com o mundo

Após quatro anos fechado para voos comerciais, o aeroporto regional de Dourados retomou o serviço em setembro de 2025, após passar por obras de infraestrutura com investimentos de R$ 97 milhões. O município é operado pela Latam, com oferta de voos diários que conectam Dourados ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, maior e mais movimentado terminal aeroviário do Brasil e da América Latina.

A operação em Dourados vem consolidando sua relevância desde a reabertura do aeroporto. De janeiro a abril de 2026, a LATAM transportou cerca de 20 mil passageiros somando viagens com origem ou destino em Dourados, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Ana Paula Amaral, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: Victor Arguelho/Vice-governadoria

Fonte: Governo MS

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