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Ibema reforça ações para conter as emissões de gases de efeito estufa e combater o aquecimento global

Empresa investe em ações ambientais como o uso racional da água e a certificação Aterro Zero, além dos esforços pela redução das emissões de carbono

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As mudanças climáticas vêm provocando uma série de eventos extremos ao redor do mundo. A responsabilidade por garantir que não haja piora significativa neste cenário é de toda a sociedade, incluindo as indústrias. Com esse foco, a Ibema, 3ª maior produtora de papelcartão do Brasil, aposta em pesquisa e desenvolvimento para criar soluções que reduzam o impacto ao meio ambiente e ajudem a combater o aquecimento global.

Só no Brasil, em pouco tempo, aconteceram enchentes no Sul, seca severa no Norte e diversas cidades fizeram alertas de ondas de calor. Para o CEO da companhia, Nilton Saraiva, não é exagero dizer que o mundo está à beira de uma catástrofe nesse sentido. “As mudanças climáticas representam um desafio crítico global, resultante das ações humanas no planeta. É por tudo isso que a indústria precisa colocar a sustentabilidade como um dos seus pilares”, reforça.

Além da gestão de fornecedores e da eficiência energética, a empresa adota práticas como o uso racional da água e já conquistou a certificação Aterro Zero, que mapeia empresas que tratam os resíduos e garantem o reaproveitamento e a redução máxima de lixo gerado. “Proativamente, buscamos reduzir emissões de carbono e promover a economia circular. Exploramos maneiras de desenvolver produtos eficientes, usando materiais reciclados e incentivando o consumo consciente”, resume Saraiva.

Atenção às mudanças climáticas é prioridade nos próximos anos

Em 2023, a Ibema apostou em ações tanto para conter as causas quanto para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. De acordo com Saraiva, a preparação para combater esse cenário é uma jornada contínua que exige flexibilidade, inovação e um compromisso firme com práticas sustentáveis.

Entre as medidas, estão o investimento em projetos de novas tecnologias para as fábricas e o desenvolvimento de soluções que reduzam os impactos ambientais, além da busca de parcerias estratégicas com organizações, governos e comunidades para garantir maior efetividade nos resultados.

Para clientes e brand owners, são oferecidas soluções sustentáveis, como as embalagens de papelcartão, uma alternativa às embalagens plásticas de uso único, renováveis e altamente recicláveis. Junto às comunidades locais, as iniciativas trazem benefícios diretos, como a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento econômico e educacional das regiões.

As parcerias com as empresas também geram benefício para a comunidade. Entre os destaques, está o projeto “Estação Preço de Fábrica”, realizado na planta de Embu das Artes (SP), com os parceiros Grupo Boticário e Green Mining. Pelo projeto, um contêiner recebe vidro e papel reciclável em troca de uma remuneração acima do mercado.

A Ibema também promove o projeto “Ciclo Bom”, que garante a reciclagem dos copos de papel com parceiros. “É um grande exemplo de logística reversa e reintrodução dos materiais no ciclo produtivo. Um legado de conscientização sobre a gestão de resíduos, tema crucial para o setor industrial”, diz o CEO.

Inovação para garantir um futuro mais sustentável

Para os próximos anos, a empresa também planeja ações para sensibilizar os parceiros em relação à problemática dos plásticos e microplásticos nos oceanos, uma vez que já é possível encontrar partículas desse material em tecidos humanos e de animais, o que pode vir a trazer consequências graves à saúde, um estudo realizado pela Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, publicado na revista Environment International.

“Buscamos conscientizar o entorno trazendo o papel como alternativa ao plástico de uso único. Isso também inclui fomentar a reciclagem, promover o consumo responsável e desenvolver produtos com menor impacto ambiental”, enumera Saraiva. Ao adotar uma abordagem proativa em relação às mudanças climáticas, a Ibema acredita que é possível não apenas mitigar impactos negativos, mas também criar oportunidades para um crescimento sustentável a longo prazo.

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Eldorado Brasil reúne mais de 400 mulheres em evento e reforça protagonismo feminino no campo

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Três Lagoas, 30 de março de 2026 – A Eldorado Brasil Celulose, referência global em sustentabilidade e eficiência no setor, reuniu mais de 400 mulheres nesta quarta-feira (24), em Três Lagoas, para celebrar a diversidade e a presença feminina no campo. Na quarta edição, o encontro Mulheres em Campo, promove palestras, talk show e, principalmente, a promoção de troca de experiências entre profissionais que desafiam limites e rompem barreiras diariamente nas operações da companhia e no setor florestal de Mato Grosso do Sul.

De desafiar padrões, Milena da Silva Melo, 27 anos, entende bem. Mecânica na Eldorado Brasil Celulose, ela deixou por muito tempo o diploma na gaveta de casa até participar de uma seleção na empresa. “Desde criança eu sempre fui diferente das outras meninas. Enquanto elas brincavam de barbie e boneca, eu já era o tipo de criança que gostava de montar e desmontar brinquedos para ver como era. Adulta, eu fiz o curso técnico de Mecânica Industrial e como eu trabalhava, era casada, tinha minha casa, acabei deixando de lado”, relembra.

Durante uma seleção da Eldorado Brasil Celulose, um dos recrutadores pediu para analisar o currículo de Milena e deu a sugestão para que ela tentasse a vaga de mecânica da Florestal.

“Foi uma oportunidade que surgiu na hora certa, e eu a abracei da melhor forma possível. Quando cheguei ao campo, tive receio de ser deixada de lado por ser mulher em uma área predominantemente masculina, mas fui muito bem recebida pelos colegas, tanto da mecânica quanto pelas lideranças da manutenção. Posso não ter a mesma força física que um homem, mas tenho a minha força e a minha inteligência, que uso a meu favor no dia a dia no campo”, pontua.

Milena integra o quadro de colaboradores da Eldorado desde 2025 e faz parte de um movimento crescente de ampliação da presença feminina nas operações da companhia. No comparativo entre 2023 e 2024, a Eldorado registrou um aumento de 14% no número de mulheres em seu quadro de colaboradores. Na área administrativa, elas já são maioria.

Marilu Ramos, coordenadora de Treinamento Operacional e da equipe Nossa Gente Florestal, destaca a importância da iniciativa. “Estamos na quarta edição das Mulheres em Campo. É um evento pensado com muito carinho, ele é desenhado para ser um dia de celebração, de festa, de valorizar a presença feminina e o trabalho que cada uma delas desempenha”, ressalta.

Engenheira florestal, Marilu também reforça as transformações no setor. “Historicamente, essa é uma área predominantemente masculina, mas, nos últimos anos, o número de mulheres nesse setor tem aumentado, a presença feminina tem crescido — e eu sou um exemplo disso. A diversidade é fundamental para o mercado de trabalho, seja de gênero ou de qualquer outra natureza. Podemos contribuir com nosso jeito, com nosso preciosismo e qualidades”, pontua.

Sobre a Eldorado Brasil Celulose

A Eldorado Brasil Celulose, empresa do Grupo J&F, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 6 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

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Pós-Carnaval sem perrengue: o que fazer (e o que não fazer) para melhorar da ressaca

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Foto de Pixabay

Depois de dias de folia, pouca água e sono bagunçado, é comum a manhã seguinte pesar. Dor de cabeça, enjoo, boca seca, tontura e cansaço intenso são sinais frequentes no pós-Carnaval, e não é exagero: a ressaca tem explicação fisiológica.

“A ressaca alcoólica é definida, sob o aspecto farmacológico e fisiológico, como um conjunto de sinais e sintomas resultantes dos efeitos tóxicos do etanol e de seus metabólitos”, explica Denise Basílio, coordenadora do curso de Farmácia da Estácio. Segundo ela, mesmo quando a concentração de álcool no sangue cai, o organismo segue com alterações metabólicas e inflamatórias.

O principal fator é o acetaldeído, substância formada no fígado durante o metabolismo do álcool. “O etanol é metabolizado principalmente no fígado pela ação da enzima álcool desidrogenase, resultando na formação de acetaldeído, um metabólito altamente reativo e tóxico”, afirma Denise. “Esse composto está amplamente associado a manifestações como náuseas, cefaleia, rubor e mal-estar geral.”

Além disso, o álcool ativa processos inflamatórios. “O consumo provoca a ativação de vias inflamatórias sistêmicas, levando ao aumento de citocinas pró-inflamatórias”, aponta. Isso ajuda a explicar a fadiga, dores no corpo e a sensibilidade maior a luz e som.

Por que a ressaca dá tantos sintomas? – A desidratação é um dos mecanismos principais, já que o álcool aumenta a perda de líquidos e eletrólitos. “Isso aumenta a diurese e provoca a perda de água e eletrólitos”, destaca Denise. Com isso, aparecem sintomas como dor de cabeça, tontura, boca seca e fraqueza.

Já o enjoo e a dor no estômago costumam ser consequência da irritação gástrica. “Estão mais relacionados à irritação da mucosa gástrica e ao aumento da secreção ácida provocados pelo álcool”, explica.

“A sensibilidade à luz e ao som, além da cefaleia pulsátil, também tem relação com alterações no cérebro. ‘Estão associadas à vasodilatação cerebral e à inflamação neurovascular’, acrescenta Denise.

E há ainda um agravante importante: o sono. O álcool diminui a qualidade do sono REM,  fase considerada essencial para a recuperação do cérebro, ligada à consolidação da memória e ao descanso mental. “Quando esse ciclo é prejudicado, a pessoa pode acordar mais cansada, irritada e com dificuldade de concentração, mesmo tendo dormido por várias horas”, pontua.

O que melhora – Quando a ressaca já chegou, não existe milagre. “A recuperação da ressaca baseia-se, essencialmente, em medidas de suporte”, orienta Denise.

A principal delas é beber água. “A hidratação adequada, de preferência com água e associada a soluções eletrolíticas, é essencial”, diz. Alimentação leve também contribui, especialmente com carboidratos, e o repouso ajuda o corpo a se recuperar do estresse metabólico.

O que piora – Na tentativa de melhorar rápido, muita gente se automedica e isso pode trazer risco. “O alívio dos sintomas deve ser feito com cautela, evitando a automedicação inadequada”, reforça Denise.

Ela alerta para o paracetamol: “Seu uso após a ingestão de álcool aumenta o risco de hepatotoxicidade, que é quando o órgão sofre dano por estar sobrecarregado ao metabolizar substâncias, como álcool e alguns medicamentos”. Anti-inflamatórios também exigem cuidado, pois podem agravar a irritação gástrica e aumentar riscos renais. Já medicamentos depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, podem ser perigosos quando associados ao álcool.

“A abordagem mais segura consiste em garantir hidratação, alimentação adequada, um ambiente tranquilo e descanso”, afirma Denise. “O uso de medicamentos deve ser reservado apenas para quando for estritamente necessário e sob orientação.”

Além disso, ela alerta que alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica. “Vômitos persistentes, confusão mental, dor abdominal intensa, sonolência excessiva, convulsões ou icterícia não são sinais de uma ressaca comum.”

Como prevenir – Para evitar a ressaca, Denise reforça que medidas simples funcionam melhor. “Evitar o consumo em jejum, alternar bebida alcoólica com água, alimentar-se adequadamente e respeitar os limites individuais são medidas embasadas em evidências”, orienta.

Ela também chama atenção para práticas comuns que podem aumentar riscos. “O uso preventivo de medicamentos e a combinação de álcool com bebidas energéticas carecem de fundamentação científica e podem piorar os danos à saúde”, conclui.

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