Agronegócios
Grupo Religioso realiza Natal das Crianças em Três Lagoas
Mais de 4 mil brinquedos estão sendo doados, desde o dia 23 até dia 31 de dezembro
O Grupo da Fraternidade Espirita José Grosso e Maria João de Deus, em Três Lagoas (MS), situado na Viela Francisco Cândido Xavier, esquina com a Rua Allan Kardec, Vila Haro, saída para Campo Grande, promoveu dia 23 de dezembro, o Natal das Crianças Carentes.
Dando início à comemoração natalina, o fantástico Coral Grupo de Canto Notas de Luz, do Grupo Assistencial A Candeia, encantou a todos com a casa super lotada.
Na palestra, a jovem empresária Maria Lima, coordenadora do Grupo da Fraternidade Espírita José Grosso e Maria João de Deus, falou sobre Jesus.
O ponto Alto da Festa foi a chegada do papai Noel trazendo balas, biscoitos e distribuindo centenas de brinquedos.
Mais de 4 mil brinquedos estão sendo doados, desde o dia 23 até dia 31 de dezembro.
Neste ano, o casal Luizinho e Elzi contou com a participação especial do casal de São Paulo Luiz Márcio e Maria Veronica, Leidir Viana, Dr.Paulo Cesar de Figueiredo, Zeila Queiroz, Agua Aquarela, advogados Jefferson Santana de Melo Filho e Luiz Carlos Areco, dr. Roque Delegado da Policia Federal aposentado, Terezinha Trannim, Elza Marchessi, Gilselaine Rosseto Pavan Brioli, Valdir Molina e Antonieta, Senhor Tupy, empresária Maria Lima, Danielle Rodrigues de Lima e família fez doações de 02 enormes bolos, Casal de pecuarista Fernando Garcia de Sousa e Vickie Vituri, e outros.
São 29 anos de historia com amor e festa ás crianças carentes. No começo dos anos 1960, quando Três Lagoas já era bela mas ainda não era a potência industrial e agropecuária de hoje, não havia quem não conhecesse o Luiz Barbeiro. Com sua tesoura, sustentava 11 filhos, e ainda arrumava tempo para ser juiz de paz, o que realizava com seriedade e dedicação, um motivo a mais para ser bem estimado pela cidade. No Natal de 1961, um dos filhos, Luizinho, acordou bem cedo e colocou o sapato perto da cama, acreditando que o Papai Noel viria trazer os presentes. Porém, no dia seguinte não havia presente nenhum.
Na casa em que moravam, na Rua Paranaíba, 1.215, ao lado do posto Texaco, os 11 filhos sempre viam as crianças da vizinhança alegres, divertindo-se com brinquedos, às vezes caros. Um dia, Luizinho viu que sua mãe estava muito triste. Ele perguntou pelo seu pai e a mãe respondeu que estava no fundo do quintal. Naquele dia, presenciou o pai chorando, debaixo de um pé de jaboticabeira, por não ter dinheiro para comprar presentes para os filhos.
Luizinho secou as lágrimas do velho barbeiro, e fez o juramento de que quando fosse adulto iria fazer todos os anos o Natal para as crianças pobres, ação que vem cumprindo anualmente. É o Natal das Crianças Carentes, que vem realizando, com muito amor, desde que se tornou espírita, em 1987, após a desencarnação de sua filha Heleyne.
Seguindo esta tradição, o jornalista Luiz Correa e sua esposa, assistente social Elzi Terezinha Garcia Corrêa, coordenam os trabalhos do Grupo da Fraternidade Espirita José Grosso e Maria João de Deus, de Três Lagoas (MS). Neste mês de dezembro promoveram na sexta-feira, dia 23, às 19 horas, o Natal das Crianças Carentes, distribuição nos bairros segue até dia 31 de Dezembro.
Dando início à comemoração, houve apresentação especial do Grupo de Canto Notas de Luz (Coral do Assistencial Espirita Candeia). A chegada oficial do Papai Noel foi o ponto alto da festa, quando o bom velhinho foi recebido pela palestrante da noite, Alaíde Carneiro Dias, de Jales (SP). Como já se tornou tradição há 22 anos, a festa é sempre um sucesso cada vez maior e um encanto para as crianças carentes, com a entrega de mais de três mil brinquedos.
Luizinho e Elzi também não esquecem aquilo que ouviram de Chico Xavier, na residência do médium, na noite de 14 de dezembro de 1996. Na ocasião, Chico incentivou o casal para preservar com o Natal das Crianças. “Jesus está aqui sorrindo pra vocês”, afirmou Chico Xavier.
Agronegócios
Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%
A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.
Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.
Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.
A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.
Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.
A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.
O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.
A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.
Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.
A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.
A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.
O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.
O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.
Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.
A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Queda dos preços anula avanço da safra e reduz receita do campo em R$ 66 bilhões
O aumento da produção de grãos não deve trazer alívio proporcional ao caixa do produtor rural em 2026. Com os preços agrícolas em queda e os custos ainda elevados, o Brasil poderá encerrar o ano com redução de R$ 66 bilhões no faturamento bruto das propriedades, apesar de colher 8,5 milhões de toneladas a mais.
A combinação lança um alerta para a safra seguinte. Menos recursos disponíveis dentro da porteira significam menor capacidade para comprar insumos, corrigir o solo, contratar seguro, renovar máquinas e adotar tecnologias. Em propriedades endividadas, parte maior da receita também tende a ser direcionada ao pagamento de financiamentos anteriores.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estima que o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária alcance R$ 1,398 trilhão em 2026. O indicador, que representa o faturamento bruto obtido com a produção dentro dos estabelecimentos rurais, havia atingido R$ 1,464 trilhão em 2025. A retração projetada é de 4,5%.
Isan Rezende
“O número que interessa ao produtor não é apenas quanto saiu da lavoura, mas quanto permaneceu no caixa depois da comercialização. Produzir mais exige capital, tecnologia e risco. Quando esse esforço resulta em menor receita, a propriedade perde capacidade para iniciar o ciclo seguinte nas mesmas condições”, afirma Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT).
A perda ocorre justamente quando o país se aproxima de um novo recorde físico. O 11º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê 360,8 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, crescimento de 2,4% sobre a temporada anterior.
A expansão foi sustentada principalmente pelo aumento da área cultivada, que chegou a 83,5 milhões de hectares, 2,1% acima do ciclo passado. A produtividade média nacional foi estimada em 4.322 quilos por hectare, mantendo-se próxima do resultado anterior.
Os dados da safra e do VBP possuem metodologias e períodos de referência diferentes. O primeiro levantamento mede a produção física de grãos ao longo do ciclo agrícola. O segundo calcula o faturamento de 17 lavouras e cinco atividades pecuárias com base na quantidade produzida e nos preços recebidos. Ainda assim, os dois indicadores expõem um movimento comum: o crescimento do volume não está sendo acompanhado pela valorização dos produtos.
A pressão é maior na agricultura. O faturamento bruto das lavouras deve recuar 6% e ficar em R$ 893,331 bilhões. Na pecuária, a previsão é de R$ 504,866 bilhões, redução de 1,7%.
A soja deve permanecer praticamente estável, com R$ 336,028 bilhões, mas outras cadeias importantes apresentam perdas. O VBP do milho foi calculado em R$ 158,408 bilhões, queda de 6,6%. Na cana-de-açúcar, o recuo chega a 8,8%, para R$ 108,746 bilhões. O café perde 11,6%, com previsão de R$ 103,471 bilhões, enquanto o algodão registra redução de 5,7%, para R$ 34,252 bilhões.
As quedas mais acentuadas aparecem no cacau, cujo valor de produção diminui 57%; na laranja, com retração de 41,8%; e no trigo, com perda de 25,4%. Apenas banana, batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate apresentam crescimento entre as lavouras acompanhadas pelo ministério.
“A reação começa no planejamento. Diante de uma margem menor, o produtor revê a área, troca de cultura e corta investimentos que não consegue financiar. O risco é entrar em um processo no qual a baixa rentabilidade reduz o uso de tecnologia e essa redução compromete a produtividade futura”, diz Rezende.
O trigo já apresenta sinais desse ajuste. A área plantada com o cereal diminuiu 20,4%, enquanto a produção deve cair 26,2%, para aproximadamente 5,8 milhões de toneladas. A retração está relacionada às condições de mercado, que levaram produtores a reduzir a exposição a uma cultura de custo elevado e rentabilidade incerta.
O aperto também alcança os demais elos da cadeia. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), elaborado em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A maior retração ocorreu no segmento primário, de 4,15%. Também houve perdas nos insumos, nos serviços ligados ao agronegócio e na agroindústria. A participação estimada do setor na economia brasileira caiu de 25,2% em 2025 para 22,8% em 2026.
O resultado reforça a necessidade de políticas voltadas não apenas à expansão da colheita, mas à proteção da renda rural. Crédito acessível, seguro, armazenagem, logística e melhores condições de comercialização podem determinar se o recorde atual será convertido em capacidade produtiva para os próximos anos.
“Uma agricultura forte não pode ser medida somente pela quantidade que embarca ou entrega ao mercado. É necessário garantir condições para que o valor gerado permaneça na propriedade e seja reinvestido. Sem renda, até uma safra recorde pode deixar como herança endividamento, redução de tecnologia e menor disposição para plantar”, afirma Rezende.
Fonte: Pensar Agro
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