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Mato Grosso do Sul

Governo de MS fortalece diálogo e acompanha potencial produtivo do assentamento Itamarati, em Ponta Porã

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Uma das maiores comunidades rurais do país e importante polo de agricultura familiar em Mato Grosso do Sul, o Assentamento Itamarati recebeu no início da semana o secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) Alex Melotto, acompanhado da secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Nadai.

A visita institucional foi acompanhada pela professora e pesquisadora da UFGD, médica veterinária Juliana Carrijo, e pelo produtor familiar e atual subprefeito do Itamarati.

Criada pelo empresário Olacyr de Moraes, a antiga Fazenda Itamarati tornou-se um dos maiores símbolos da expansão agrícola brasileira nas décadas de 1970 e 1980. Após sua transformação em projeto de reforma agrária, a área deu origem ao Assentamento Nova Itamarati, hoje considerado um dos mais importantes polos de agricultura familiar de Mato Grosso do Sul.

Com aproximadamente 2,9 mil famílias assentadas e população estimada entre 20 mil e 22 mil habitantes, o Assentamento Itamarati consolidou, ao longo dos anos, uma estrutura produtiva diversificada, com atividades ligadas à produção de leite, hortaliças, mandioca, milho, soja, frutas e outras cadeias da agricultura familiar.

A programação teve início com visitas à Subprefeitura do Itamarati, onde a equipe conheceu uma sala do Hub de Inovação implantada com recursos da Fundect e da Semadesc. Em seguida, foram realizadas visitas à Escola do Campo, considerada um espaço voltado à educação e inovação rural, e à Unidade Demonstrativa, iniciativas que unem formação, tecnologia e fortalecimento do desenvolvimento local.

A agenda também incluiu uma reunião com lideranças locais na sede da CooperPorã, em um momento de diálogo voltado ao levantamento das principais demandas da comunidade e à construção conjunta de soluções para o desenvolvimento regional.

Para a coordenadora do projeto do Hub, Juliana Carrijo, a visita da Semadesc teve grande relevância por permitir a apresentação das ações do projeto Centro de Desenvolvimento Regional (CDR) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desenvolvidas no território.

“A Semadesc, por meio do financiamento de editais, possibilitou a aprovação de diversos projetos. Destacamos três iniciativas aprovadas no edital de extensão tecnológica, viabilizado pela Secretaria Executiva de Agricultura Familiar. Entre elas está a criação de um espaço no Hub de Educação e Inovação Rural, voltado ao fortalecimento das escolas do campo. Além disso, estabelecemos um convênio, por meio da Secretaria Executiva de Ciência e Tecnologia, que garantiu aproximadamente R$ 1,4 milhão para implantação do Hub de Educação e Inovação Rural. O projeto-piloto será desenvolvido nas escolas estaduais do campo do Assentamento Itamarati e funcionará como uma vitrine tecnológica para troca de conhecimentos locais e científicos”, explicou.

Segundo a pesquisadora, a proposta busca fortalecer a disciplina Terra, Vida e Trabalho (TVT), considerada central nas escolas do campo por integrar conteúdos relacionados às atividades rurais com disciplinas como biologia, química, física, matemática e língua portuguesa.

“Ao fortalecer a identidade das crianças e jovens com o território, buscamos estimular a sucessão rural, ampliando as possibilidades de permanência desses jovens no campo”, destacou.

A secretária-executiva Karla Nadai ressaltou a importância da visita para acompanhar de perto os resultados das ações desenvolvidas pelo Governo do Estado.

“É muito gratificante poder ver in loco os programas que executamos na Secretaria gerando resultados positivos. Conseguimos perceber, na prática, os efeitos das políticas públicas na vida dos produtores e das famílias que vivem aqui. Foi um dia muito importante de troca e aprendizado”, afirmou.

Pecuária de leite

A produção leiteira da agricultura familiar também foi tema de encontro na CooperPorã, cooperativa de produtores de leite do assentamento. Atualmente, a cooperativa conta com 88 associados que produzem leite in natura e produtos derivados, como queijos, requeijão, iogurtes e doces.

Os produtores aproveitaram a presença do secretário-adjunto Alex Melotto para apresentar demandas relacionadas ao fortalecimento da atividade, como melhorias na patrulha mecânica da região, ampliação da participação no programa Extra Leite e apoio a programas de melhoramento genético, entre outras reivindicações.

“A CooperPorã integra a rede de organização produtiva do Assentamento Itamarati, contribuindo para fortalecer a cadeia leiteira e ampliar a agregação de valor à produção da agricultura familiar”, destacou Alex Melotto.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Ana Christina/Semadesc

Fonte: Governo MS

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Gestoras fortalecidas, mulheres mais protegidas: curso amplia políticas públicas nos municípios de MS

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O curso “Protege MS: Fortalecimento dos Organismos de Políticas Públicas para Mulheres” encerrou sua primeira turma consolidando o objetivo central de fortalecer quem está na linha de frente das políticas públicas para que o atendimento às mulheres sul-mato-grossenses seja cada vez mais qualificado, humanizado e efetivo nos municípios.

Ao longo da formação, gestoras e equipes de diferentes regiões do Estado aprofundaram conhecimentos sobre enfrentamento à violência, elaboração de projetos, articulação institucional e fortalecimento das redes de atendimento. O impacto, segundo as participantes, deve refletir diretamente na vida das mulheres atendidas nos territórios.

Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, ressalta empenho da SEC em fortalecer organismos. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa destacou que o fortalecimento das gestoras municipais sempre foi uma prioridade da atual gestão justamente pela importância que essas profissionais têm na ponta do atendimento.

“Vocês são ponto de referência para essas mulheres. São responsáveis pelo atendimento, pela articulação e pelo fortalecimento das políticas públicas em cada município. O que esperamos é colher os frutos dessa formação em cada território, com políticas mais fortalecidas e mulheres mais protegidas”, afirmou.

Facilitadora da formação, a ex-ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, explicou que o curso foi pensado para criar uma base comum de conhecimento entre gestoras com diferentes experiências e realidades.

“A formação buscou colocar todas na mesma página em relação aos conceitos, à gestão e às estratégias de atuação. Trabalhamos desde violência de gênero até elaboração de projetos e planejamento. Isso fortalece a atuação delas nos municípios”, pontuou.

Facilitadora do curso, ex-ministra Cida Gonçalves analisa que formação impacta diretamente as mulheres de MS. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Cida Gonçalves enfatizou também que uma das metas da formação é fazer com que as gestoras tenham mais autonomia para estruturar ações e buscar recursos capazes de transformar a realidade local.

“Quando você tem projeto, planejamento e metas definidas, consegue construir parcerias, acessar recursos e fortalecer os serviços oferecidos às mulheres. Isso impacta diretamente no atendimento e na proteção dessas mulheres”, destacou.

A percepção de que a formação terá reflexos concretos nos municípios é pontuada nas falas das próprias participantes. Secretária de Governo e responsável pela Coordenadoria da Mulher em Caracol, Maria Odete Leite dos Santos afirmou que o curso ampliou seu olhar sobre as necessidades das mulheres atendidas no município.

“Hoje vejo a necessidade de termos um espaço específico para atendimento dessas mulheres e também ações voltadas à autonomia financeira delas. Muitas permanecem em relações violentas porque dependem financeiramente do agressor”, afirmou.

Para ela, pensar políticas públicas também é criar caminhos para independência e proteção. “Precisamos investir em qualificação profissional, cursos e inserção no mercado de trabalho. A independência financeira faz diferença na vida dessas mulheres”, disse.

Maria de Fátima, de Ivinhema, compartilha experiências e o que vai aperfeiçoar na gestão do município pós-curso.

Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres em Ivinhema, Maria de Fátima Moura destacou que a formação trouxe mais segurança para atuação das gestoras.

“O curso esclareceu muitas dúvidas sobre o papel da coordenadoria da mulher e fortaleceu nosso conhecimento. Isso nos ajuda a trabalhar com mais segurança e também a buscar melhorias para o município”, afirmou.

Ela também ressaltou a importância da troca entre os municípios durante a capacitação. “A gente aprende, compartilha experiências e entende como outras cidades enfrentam seus desafios. Isso fortalece o trabalho de todas nós”, completou.

Integrante da assessoria de gabinete da Secretaria Executiva de Políticas para Mulheres da Capital, Carla Viviane afirmou que a formação também permitiu compreender melhor as dificuldades enfrentadas pelas gestoras do interior do Estado.

“Foi uma virada de chave perceber as dificuldades estruturais dos municípios. Às vezes conhecemos os números da violência, mas não enxergamos os desafios enfrentados por quem está na ponta”, avaliou.

Ela destacou ainda a importância da parte prática da formação, especialmente no planejamento de ações e elaboração de projetos. “Aprendemos que é preciso apresentar dados, planejamento e argumentos para fortalecer as demandas. Isso aumenta as chances de transformar necessidades reais em políticas públicas concretas”, afirmou.

O curso “Protege MS: Fortalecimento dos Organismos de Políticas Públicas para Mulheres” integra as ações permanentes do programa Protege Mulher MS e seguirá com outras quatro turmas voltadas ao fortalecimento das gestoras municipais e da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul.

Segunda turma teve início nesta quarta-feira (20). Ao todo, serão quatro grupos formados, contemplando todas as regiões de MS. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Fotos de capa: Matheus Carvalho/SEC

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Três Lagoas: centro de animais silvestres recebe aves silvestres apreendidas e filhote de tamanduá resgatado

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O Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), unidade vinculada ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), recebeu nesta semana 11 aves silvestres apreendidas durante ação integrada da Polícia Militar Ambiental (PMA). Os animais foram recolhidos após fiscalização que constatou a manutenção irregular de fauna silvestre em cativeiro, sem autorização do órgão ambiental competente.

Entre os animais apreendidos estavam quatro canários-da-terra, quatro coleirinhas, um azulão e um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), espécie protegida internacionalmente e incluída no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES). Durante a vistoria, foi constatado que nenhuma das aves possuía anilhas de identificação ou documentação de origem legal.

Além das aves, um filhote de beija-flor também está sob os cuidados da equipe do Cetas, recebendo alimentação e acompanhamento especializados, conforme as necessidades da espécie. Em decorrência das irregularidades, foram lavrados autos administrativos por crime ambiental.

As penalidades aplicadas somam R$ 9,5 mil em multas, sendo R$ 4,5 mil referentes às aves passeriformes mantidas ilegalmente em cativeiro e R$ 5 mil pela posse do papagaio-verdadeiro. Todos os animais foram encaminhados ao Cetas, onde passam por avaliação clínica, catalogação e acompanhamento técnico para posterior destinação adequada.

A unidade também recebeu um filhote de tamanduá-bandeira, entregue à PMA por um proprietário rural. O animal foi encontrado em uma propriedade da região e, após atendimento inicial, foi encaminhado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, em Campo Grande, onde seguirá sob cuidados especializados.

O fiscal ambiental e chefe da Unidade Regional do Imasul em Três Lagoas, Rafael Alex Barbosa, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos. “Esse tipo de ação demonstra como o trabalho conjunto entre segurança pública e fiscalização ambiental fortalece o combate aos crimes contra a fauna. O resgate e o encaminhamento adequado são fundamentais para garantir a preservação dessas espécies”, afirmou.

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, ressaltou o papel estratégico da unidade. “O Cetas desempenha uma função essencial na reabilitação da fauna silvestre resgatada. Cada animal atendido representa uma oportunidade de conservação e reforça o compromisso do Estado com a biodiversidade”, destacou.

A médica-veterinária do Imasul, Aline Duarte, explicou que o atendimento imediato é decisivo, especialmente em casos envolvendo filhotes. “O filhote de tamanduá recebeu os primeiros cuidados da equipe técnica e seu encaminhamento para reabilitação é importante para garantir o desenvolvimento adequado e futuras condições de retorno à natureza”, explicou.

Infraestrutura

O Cetas de Três Lagoas é uma estrutura inédita na região e resultado de mais de dez anos de estudos, monitoramento ambiental e articulação entre o poder público e empresas instaladas no município. Sua implantação atende à necessidade de suporte à fauna silvestre em uma região de grande relevância ecológica, com áreas de vegetação nativa, reflorestamentos e corredores ambientais.

A unidade foi projetada para o manejo, atendimento emergencial e permanência temporária de animais silvestres, seguindo critérios técnicos de segurança sanitária e bem-estar animal.
O investimento total foi de aproximadamente R$ 1,7 milhão, com recursos de empresas parceiras para execução da obra e aquisição de materiais. O Imasul também forneceu mobiliário, equipamentos, climatização e veículo, garantindo o pleno funcionamento da estrutura.

Com capacidade para atendimento imediato, o Cetas realiza acolhimento, recuperação e destinação da fauna silvestre, permitindo a reintrodução em ambiente natural ou o encaminhamento ao CRAS, quando necessário.

Comunicação Imasul

Fonte: Governo MS

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