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Gênero em debate: a busca pela igualdade e valorização da mulher

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Muito embora o direito à igualdade esteja expressamente previsto como direito fundamental de todos os cidadãos, é realidade que a questão da igualdade de gênero só vem sendo palco de maiores debates e evidências nos últimos tempos. Aliás, a própria definição de gênero vem sendo discutida, seja por parâmetros psicológicos, científicos e jurídicos.

Conforme o senso comum, gênero está interligado a ideia de classe, grupo ou família, enquanto que na biologia, a questão de gênero enquadra-se na concepção do que se considera homem e mulher geneticamente. Já na construção social, diversas características psicológicas e culturais são apreciadas e associadas às categorias biológicas, ao ponto de atualmente já se ter discussões quanto à proteção da figura de um terceiro gênero, que pode ou não estar atrelado à orientação sexual. Identificam-se nessa situação os travestis, transexuais, intersexuais.

Por certo, na medida em que a sociedade foi avançando, diversos impactos de ordem econômica, social, tecnológica, dentre outros, fizeram com que as mulheres fossem para as ruas, trazendo consigo o anseio de serem donas de seu próprio destino.

No Brasil, particularmente, o palco das guerras mundiais da primeira metade do século XX trouxe como consequência a escassez da população masculina. E assim, surgiu a necessidade e via de consequência a possibilidade de ingresso da mulher no mercado de trabalho, até como forma de mantença de sua sobrevivência e de sua família.

Inclusive, o principal marco da luta dos direitos femininos no país foi conquistado com a Constituição de 1988, que teve como maior motivador a carta das mulheres aos constituintes de 1987, onde cerca de mil mulheres em carta escrita para a Assembleia Nacional dos Constituintes – Congresso Nacional enumerou diversos direitos a serem inseridos na constituição, como forma de garantir às mulheres a igualdade frente aos homens, e melhor tratamento democrático.

E o tema atinge âmbito global, sendo foco da Organização das Nações Unidas (ONU), que visando quebrar os paradigmas dessa desigualdade, estabeleceu em conjunto com diversas nações, desde o ano 2000, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), sendo uma de suas metas justamente o alcance da igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas no mundo.

Com efeito, algumas dessas metas foram atingidas. Atualmente as mulheres conquistaram espaço em temas como educação, saúde, trabalho, e até em âmbito eleitoral

Mas apesar de tanta luta e conquistas, ainda é alarmante a resistência ao mundo patriarcal e a dificuldade do acesso de mulheres em espaços ocupados em sua maioria pelos homens. Mesmo com seus direitos teoricamente garantidos perante a lei, bem como os avanços de ordem cultural e social, ainda assim, as mulheres são vítimas de discriminação.

Aliás, são ainda vítimas de violência e descaso. O Brasil ocupa uma posição pouco recomendável em um grupo de cerca de 83 países no mundo, vez que está na 5ª colocação como o país com maiores índices de homicídio contra as mulheres no ano de 2015, contabilizando cerca de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, conforme dados do Mapa da Violência no Brasil[1].

Veja-se que a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), apesar de ser referência global, não tem atingido a eficácia almejada. De outro ponto, a recente Lei 13.104/2015, que visa à punição do considerado feminicídio (morte de mulheres em razão da condição de sexo feminino), também se depara com desafios a serem supridos.

É que os homens precisam ser chamados ao debate. A questão de gênero não é assunto a ser tratado apenas em reuniões intituladas “feministas” ou abominadas em círculos “machistas”.

O feminismo nada tem a ver com supremacia feminina. O verdadeiro feminismo luta por direitos e oportunidades iguais, condições iguais. De mesma maneira o machismo precisa ser desconstruído. É utopia acreditar que o machismo ainda não se faz presente em dias atuais.

O machismo mais preocupante é aquele velado, implícito não apenas em homens, mas também em mulheres, ou seja, daqueles que não se percebem machistas, ainda que em pequenos gestos. A questão não será resolvida se todos acreditarem que “ajudando” as mulheres estas estarão protegidas. O impasse é compreender definitivamente e aplicar a cultura de que todos possuem direitos, mas também deveres na medida de suas condições.

Faz-se necessário discutir o assunto por meio de ações afirmativas e políticas públicas voltadas especialmente ao amparo e proteção da mulher e maior diálogo e compreensão do tema pelos homens

No país, ainda há um déficit em legislações específicas que tratam da igualdade de gênero, especialmente em leis estaduais e municipais, que seriam essenciais para trabalhar o tema mais diretamente. Até então apenas os Estados do Rio Grande do Sul e da Paraíba possuem decretos estaduais de fomento ao assunto.

De fato, a luta só logrará êxito com a participação de toda a sociedade e a adoção de comportamentos mais dignos as características de cada gênero.

 

Juliana Miranda Alfaia da Costa
[email protected]
Mestranda em Direito pela UNIMAR
Especialista em Direito Tributário
Professora do Curso de Direito da AEMS / Três Lagoas – MS
Advogada

[1] WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da violência 2015: Homicídio de mulheres no Brasil. Disponível em: <http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/MapaViolencia_2015_ mulheres.pdf>. Acesso em: 21 mar. 2017.

 

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Natura transforma uma verdade da maternidade em campanha e convida o Brasil a sentir o tempo de um jeito diferente

Com trilha inspirada na canção “I Don’t Want to Miss a Thing” reinterpretada por IZA, a campanha nasce de um movimento real e se transforma em uma homenagem para o Dia das Mães

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Toda mãe já sentiu — mesmo sem nunca ter colocado em palavras. Os dias são longos. Mas os anos passam rápido demais. É a partir dessa verdade silenciosa que Natura apresenta sua campanha de Dia das Mães 2026: a Teoria da Maternidade. Um olhar sensível sobre como o tempo se transforma ao longo da jornada de ser mãe e como é no cuidado cotidiano que nascem os vínculos mais duradouros.

“Para esse Dia das Mães, queremos trazer uma reflexão sobre a passagem do tempo. Sabemos que a maternidade é feita de instantes que parecem eternos e anos que passam em um piscar de olhos. Com a campanha, reforçamos nosso papel como uma marca que entende e acolhe essa jornada da maternidade, celebrando o cuidado que permanece e se transforma em memória. É uma homenagem à presença e o afeto que o tempo não apaga”, afirma Diego Costa, Diretor Sênior de Marketing da Natura.

Inspirada por vídeos de mães nas redes, IZA recria clássico internacional para campanha de Dia das Mães da Natura:

Convidada pela marca para interpretar uma nova versão do clássico “I Don’t Want to Miss a Thing” para a campanha de Dia das Mães, IZA se conectou profundamente com a proposta ao associá-la à sua própria vivência de maternidade. A canção, já conhecida do grande público, ganha novos significados ao ser atravessada por esse olhar íntimo e emocional. “Eu estava vendo vários vídeos de mães com seus filhos usando essa música… e aquilo me arrepiou. Porque essa música já é linda, mas quando você vê ela contando a história de mães e filhos, ela ganha outro sentido. Fica ainda mais forte”, comenta a artista. A partir dessa conexão, IZA revisitou a canção, trazendo essa emoção para mais perto da realidade brasileira.

Com um casting composto por mães e filhos reais, o filme percorre diferentes fases da maternidade a partir de momentos cotidianos que ganham novos significados com o passar do tempo. Entre momentos que parecem não acabar e o tempo que passa rápido demais, o conceito se revela: o tempo passa, o cuidado fica.

Para o período, Natura destaca opções de presentes que traduzem esse olhar sobre o cuidado, com foco em fragrâncias e itens que carregam significado, como o perfume Aura Alba, além de produtos das linhas Mamãe e Bebê, Tododia, Essencial e Ilía. Mais do que escolher um presente, a proposta é escolher algo que represente aquilo que realmente permanece.

Criada pela Natura, em parceria com a Galeria.ag, a campanha se desdobra para além do filme, com estratégia digital e de influência que convida o público a compartilhar suas próprias histórias, ampliando a homenagem de forma orgânica e afetiva.

Assista o filme da campanha aqui <link>.

https://www.youtube.com/watch?v=6MaSt8eVM1A

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina. Por 11 anos consecutivos é a companhia de melhor reputação do Brasil e mais responsável em ESG pelo ranking Merco. Há mais de 25 anos, por meio do relacionamento com comunidades extrativistas na Amazônia, a Natura foi pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira. Hoje, essa atuação gera benefícios para milhares de famílias e contribui para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber, em 2014, a certificação de Empresa B pelo B Lab, organização que reconhece globalmente negócios que combinam a geração de lucro ao impacto socioambiental positivo. Com operações em 14 países na América Latina, os produtos da marca podem ser adquiridos através das mais de 3 milhões de consultoras na região, via e-commerce, aplicativo Natura, ou nas mais de mil lojas. Para mais informações, visite www.natura.com.br  ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram.

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Perimenopausa: estilo de vida moderno pode ser responsável por antecipação dos sintomas 

Especialista do Sabin explica sobre a fase de transição para a menopausa, que tradicionalmente se inicia após os 40 anos, e alerta: “desconfortos não podem ser normalizados”

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Insônia, irritabilidade, cansaço extremo, lapsos de memória e, principalmente, irregularidade no ciclo menstrual. Muitos desses sintomas são frequentemente atribuídos à rotina agitada e ao estresse do dia a dia, mas podem ser os primeiros sinais da perimenopausa, a fase de transição que antecede a menopausa. Esse período, que marca o declínio natural da função ovariana, pode começar anos antes da última menstruação e tem se tornado um tema de crescente interesse e debate, quebrando tabus e levando mais pessoas a buscar informação e cuidado.

“É importante que esses desconfortos não sejam normalizados. Uma avaliação clínica detalhada, aliada a exames laboratoriais, pode confirmar a fase da perimenopausa e descartar outras condições, como distúrbios da tireoide, que podem apresentar sintomas semelhantes. Esse diagnóstico permite orientar as melhores abordagens, que vão desde ajustes no estilo de vida até a terapia de reposição hormonal, quando indicada”, detalha Deborah Goulart Ferreira, endocrinologista do Sabin Diagnóstico e Saúde.

A perimenopausa geralmente se manifesta na faixa dos 40 anos, mas especialistas observam que fatores do estilo de vida contemporâneo podem influenciar sua manifestação. “No Brasil, a idade média da menopausa é por volta dos 51 anos. A perimenopausa, por sua vez, é a janela de tempo que a antecede, durando em média de 8 anos antes da última menstruação. Durante essa fase, os níveis de estrogênio e progesterona começam a oscilar de forma imprevisível, causando uma série de mudanças físicas e emocionais que muitas vezes não são imediatamente reconhecidas”, explica a especialista.

Além dos fatores genéticos, que são determinantes, o estilo de vida moderno tem um papel fundamental. “Estresse crônico, má alimentação, sedentarismo, obesidade e tabagismo são fatores que podem desregular o eixo hormonal e, em alguns casos, contribuir para uma transição mais sintomática ou precoce. Hoje, as pessoas estão mais informadas e dispostas a discutir o tema, o que aumenta a procura por um diagnóstico preciso para garantir qualidade de vida”, reforça.

A importância do diagnóstico preciso

A irregularidade menstrual costuma ser o primeiro e mais evidente sinal, com ciclos que se tornam mais curtos, mais longos ou com fluxos variáveis. No entanto, são os outros sintomas, como ondas de calor (fogachos), dificuldades para dormir, alterações de humor e queda de energia, que mais impactam o bem-estar.

Para uma avaliação completa do status hormonal e da saúde geral nesta fase, a especialista recomenda os principais exames, que fazem parte do portfólio do Sabin:

  • FSH (Hormônio Folículo-Estimulante): seus níveis tendem a aumentar com a diminuição da função ovariana.
  • Estradiol (E2): principal hormônio feminino, cujos níveis oscilam e depois caem.
  • Hormônios da tireoide (TSH, T4 livre): para descartar hipotireoidismo ou hipertireoidismo.
  • LH (Hormônio Luteinizante), progesterona, testosterona total e livre, e SHBG: para uma análise abrangente do perfil hormonal.

A endocrinologista finaliza reforçando que a perimenopausa não é uma doença, mas uma fase natural da vida. “Com acompanhamento médico adequado, prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada, é totalmente possível atravessar essa transição com saúde, bem-estar e qualidade de vida, mantendo a produtividade e a disposição.”

Grupo Sabin | Com 41 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.400 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 358 unidades distribuídas de norte a sul do país.

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde – solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

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