Arapuá
Em Arapuá| Com apoio da Fibria, Redes e Cargill, Assentamento Vinte de Março recebe entreposto de hortifruti
A Associação dos Agricultores Familiares do Assentamento Vinte de Março, no distrito de Arapuá, em Três Lagoas, inaugurou na manhã desta quinta-feira (6) o primeiro entreposto de hortifrúti do assentamento. A nova estrutura foi instalada com apoio da Fibria, por meio do Programa Rede Sustentável e da Fundação Cargill. Estiveram presentes na entrega, Comunidade do Assentamento, Rede Sustentável, Fundação Cargill, Fibria, Agraer e Simbiose Consultoria.
O ENTREPOSTO DE HORTIFRUTI
A comunidade passa a contar com um espaço de 108m² para fazer o recebimento, triagem e expedição dos produtos hortifrúti produzidos pelos agricultores, diminuindo o desperdício e aumentando a produtividade. “O galpão vai ajudar a acessar novos mercados e a trabalhar na higienização e na separação dos produtos. No total, foram gastos R$ 100 mil.
ENVOLVIDOS NO PROJETO
A Analista de projetos sociais – da Fundação Cargill, Perla Steirensis, nos disse que a partir de editais que são abertos anualmente, onde o projeto 20 de Março encaixou aos anseios da empresa, que visava a criação do entreposto para os processamento dos produtos rurais, já que os produtores visavam em ampliar o numero de clientes que já possuíam e manter os contratos vigentes, e por uma questão de higiene e desenvolvimentos eles precisavam da criação do entreposto para poderem avançar. E assim a Fundação Cargill, viu um potencial, em uma alimentação saudável, segura e acessível. No total, foram gastos R$ 100 mil no entreposto, ressaltando que o entreposto ajuda ainda na emissão de licenças e alvarás.
Flavia Tayama, coordenadora de sustentabilidade da Fibria – explica que o Assentamento 20 de Março, foi o primeiro a ser contemplado no PDRT (Programa de Desenvolvimento Rural Territorial) o principal processo de engajamento da Fibria, que trabalha com a gestão da associação, a produção (baixo impacto ambiental) e a comercialização. O galpão entra para fortalecer esse eixo de comercialização, proporcionando um acesso ao mercado, para as famílias beneficiadas no programa.
Luciney Alves Ferreira – Presidente da Associação 20 de Março, conta que desde 2011, os produtores têm apoio da Fibria, através de consultorias e comercialização dos produtos. E hoje estamos recebendo um projeto da Cargill “alimentação de verdade do campo para cidade”, que é a construção do entreposto de Hortifrúti, onde vamos fazer a higienização e a comercialização desses produtos, aumentando nossas vendas, com essa parceria que veio agregar a nossa comunidade.
Para o produtor e vice-presidente da Associação – Wilmar Lacerda Arantes, o entreposto vem de encontro com as exigências sanitárias, agora estamos dentro das normas das escola, creches e Conab. Nossa maior renda é em cima do hortifrúti, e o entreposto representa essa possibilidade. “Novos mercados e espaço para aumentar a produção, agora só tende a crescer, estamos no caminho certo”.
HOMENAGEM
Após o descerramento da placa de inauguração a presidente Luciney homenageou alguns representantes com placas de agradecimento e logo após a associação recebeu os convidados em um delicioso café da manhã.
Arapuá
O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias
Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).
Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.
De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”
A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.
“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.
A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.
Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local
O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:
- Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
- Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).
O Símbolo do Abandono
O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.
Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.
Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS
02.docxPor Campo Grande News
Arapuá
Defesa Civil acompanha recuperação de erosão na MS-459 e reforça segurança no trecho para moradores locais
A Defesa Civil de Três Lagoas segue atuando de forma preventiva na identificação e solução de situações que possam comprometer a segurança da população. Na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, o agente da Defesa Civil, Luiz Fabiano, acompanhado do engenheiro da AGESUL, Mário, esteve na rodovia MS-459, no trecho entre a BR-262 e o Distrito de Arapuá, para vistoriar uma erosão identificada nos últimos dias.
O local, que já havia sido devidamente sinalizado e isolado para garantir a segurança dos motoristas, começou a receber nesta segunda-feira os serviços de recuperação. A intervenção tem como objetivo restabelecer as condições adequadas de trafegabilidade da via, evitar o avanço da erosão e proporcionar mais segurança aos usuários da rodovia.
| Texto por: | Raquel Tozi | Foto por: | Defesa Civil |
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
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