Celulose em Destaque
Dia de Proteção às Florestas: tecnologia e monitoramento ajudam Arauco a prevenir incêndios em Mato Grosso do Sul
A eficiência contra incêndios depende de dois pilares: prevenção rígida para evitar o fogo e resposta rápida para controlá-lo. Por isso, a estratégia da Arauco em seus plantios une o monitoramento contínuo do território e ações de redução de riscos ao planejamento operacional e à capacitação de equipes prontas para agir com agilidade.
Esse trabalho ganha destaque em 17 de julho, Dia de Proteção às Florestas. Em Mato Grosso do Sul, onde a Arauco maneja mais de 200 mil hectares de eucalipto, a Companhia investe em uma estrutura que reúne tecnologia, brigadas especializadas e apoio aéreo para proteger áreas produtivas, propriedades vizinhas e ecossistemas locais.
Monitoramento e atuação integrada
A estratégia baseia-se em cinco frentes principais: monitoramento, comunicação, prevenção, despacho e combate. A atuação integrada conta com uma central de monitoramento que opera 24 horas por dia, utilizando câmeras de alta resolução, sistemas de detecção de fumaça, imagens de satélite, acompanhamento meteorológico e ferramentas que simulam a propagação do fogo em tempo real.
Essas informações permitem compreender o cenário, localizar recursos e acionar a equipe mais próxima. Segundo Ramon José de Souza Santos, coordenador florestal da Arauco responsável pela área de prevenção e combate a incêndios, a rapidez na identificação é determinante.
“Conseguimos acompanhar as áreas continuamente, inclusive à noite, e mobilizar os recursos assim que uma situação é identificada. Quando o incêndio é detectado no início, a resposta é mais rápida e efetiva. Um foco pequeno pode ser controlado em uma ou duas horas, enquanto uma ocorrência que avança demanda mais profissionais, equipamentos e uma operação muito mais complexa”, explica.
Para as ações em solo, a Companhia dispõe de 30 brigadas terrestres, formadas por cerca de 284 profissionais distribuídos estrategicamente. As equipes utilizam equipamentos de comunicação e geolocalização acompanhados em tempo real pela central, facilitando a coordenação dos recursos.
O suporte aéreo é composto por quatro aviões com capacidade para 3 mil litros de água cada, dois helicópteros (de mil litros cada) e uma aeronave de coordenação. A Arauco foi pioneira no Brasil ao adotar esse modelo, no qual o avião de coordenação monitora a ocorrência do alto e orienta, em tempo real, o combate feito pelas outras aeronaves e pelas brigadas em solo.
“O avião de coordenação amplia nossa visão sobre a ocorrência. Com as imagens em tempo real, podemos acompanhar o comportamento e a direção do fogo, definir os pontos prioritários de combate e orientar as equipes. Isso torna a operação mais precisa, melhora o uso dos recursos e aumenta a segurança dos brigadistas”, destaca Ramon.
Preparação antes da temporada de seca
A preparação para enfrentar os períodos mais críticos começa bem antes da estiagem. Em suas áreas próprias e arrendadas, a Arauco planeja as estratégias para a temporada de incêndios, capacita as equipes e realiza ações preventivas constantes — como a manutenção de aceiros, limpeza de divisas, retirada de vegetação em pontos estratégicos e conservação de faixas próximas a redes de energia, rodovias e ferrovias.
Proteção que vai além das divisas
O monitoramento realizado pela Arauco estende-se por uma faixa de até cinco quilômetros além de suas divisas. Ao identificar um foco de incêndio em uma propriedade vizinha, as brigadas são mobilizadas para conter o avanço das chamas, mitigando riscos para comunidades, propriedades rurais, fauna e vegetação locais.
Essa eficiência reflete-se diretamente nos resultados: em 2025, a Companhia combateu 184 incêndios sem registrar danos às suas áreas plantadas. Em 2026, até o momento, foram 43 ocorrências combatidas, mantendo o histórico de zero impacto sobre os plantios comerciais.
“O fogo não respeita limites de propriedade. Quando atuamos no entorno, protegemos não apenas os nossos plantios, mas pessoas, propriedades vizinhas, áreas naturais de Cerrado e a economia local. Esse resultado depende diretamente da integração entre brigadas, tecnologia, parceiros e comunidades”, ressalta Ramon.
Integração com a comunidade: Programa Bom Vizinho
A aproximação com moradores e produtores rurais é outra frente essencial da estratégia. Por meio da campanha do Programa Bom Vizinho, a Arauco compartilha orientações preventivas, reforça os cuidados necessários durante os períodos de estiagem e divulga os canais de contato para acionamento rápido das equipes.
“A prevenção depende da comunicação com quem vive e trabalha na região. Os moradores conhecem o território e são aliados importantes. Quanto mais rápido recebemos a informação de um foco, mais ágil é a nossa avaliação e a mobilização dos recursos necessários”, conclui o coordenador.
O Programa Bom Vizinho conta com canais diretos de atendimento, com a Central de Produção pelo telefone (67) 9 9833-5189 e o SAC pelo número 0800 645 7376.
Conservação ambiental também integra operações de Madeiras
Além das ações de prevenção e combate a incêndios desenvolvidas em Mato Grosso do Sul, a Arauco mantém iniciativas voltadas à conservação ambiental em suas operações de Painéis e Madeiras no Paraná e no Rio Grande do Sul.
As unidades realizam o monitoramento de áreas de preservação permanente, proteção de recursos hídricos, acompanhamento da fauna e programas de conservação da biodiversidade. As equipes passam regularmente por treinamentos voltados à prevenção de incêndios, gestão de riscos e atuação em emergências ambientais. As iniciativas fazem parte da gestão ambiental da Companhia e contribuem para a conservação dos ecossistemas presentes nas áreas onde a Arauco atua.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de estimular a atração de investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
Celulose em Destaque
Arauco abre inscrições em Inocência para nova turma do Programa de Formação de Motoristas
Iniciativa oferece capacitação gratuita para motoristas das categorias B e C avançarem na carreira, além de aperfeiçoamento para habilitados na categoria D; inscrições começam dia 16 de julho
A Arauco abre, no dia 16 de julho, o processo seletivo para a segunda turma do Programa de Formação de Motoristas, em Inocência (MS). A iniciativa oferece capacitação gratuita para homens e mulheres habilitados nas categorias B e C que desejam avançar para a categoria D, bem como para motoristas que já possuem a categoria D e queiram participar do treinamento. Nesta etapa, o programa conta com 100 vagas disponíveis, com o objetivo de preparar a mão de obra regional.
A formação terá 107 horas, com conteúdo sobre Código de Trânsito Brasileiro, ética e segurança viária, além de oferecer bolsa-bônus para os concluintes, no valor de um salário mínimo. Podem participar motoristas com no mínimo dois anos de CNH e que tenham mais de 21 anos de idade. A parceria acontece por meio de um acordo de cooperação entre a Arauco e o Sest/Senat.
A gerente de Gestão de Pessoas da Arauco, Morela Alfonzo, celebra este novo ciclo. “A consolidação do Programa de Formação de Motoristas reflete o momento positivo que vivemos com a expansão industrial e o fortalecimento do setor em Mato Grosso do Sul”, afirma. A gestora também comemora os 45% de participação feminina na primeira turma e espera uma nova participação marcante das mulheres. “Ficamos muito felizes com o interesse das mulheres nesta qualificação e esperamos que muitas mulheres se inscrevam para esta nova oportunidade”, diz.

Morela destaca o sucesso da estreia — que teve 45% de presença feminina — e convida mais candidatas a acelerarem neste novo ciclo. Foto: acervo Arauco
Karen Katiuscia da Silva Medeiros, de 35 anos, é uma das participantes da primeira turma. “Essa conquista significa superar limites e provar que sou capaz. Saber que uma empresa como a Arauco está investindo na qualificação de mulheres mostra que competência não tem gênero”, destaca. Karen afirma que se sente mais preparada para o mercado após vivenciar um ambiente de profundo respeito e incentivo. “Meu recado para outras mulheres é que não tenham medo de tentar. Nosso espaço está sendo conquistado com dedicação, responsabilidade e competência”.
A mudança de perspectiva também marcou a trajetória de Estêvão Enrico de Souza Rodrigues, de 28 anos, que viu no projeto o primeiro passo para realizar o sonho de trabalhar na área florestal com veículos de grande porte. “O maior desafio que superei foi vencer a insegurança e a dúvida. Perguntas como ‘será que vou dar conta?’ estiveram presentes, mas, a cada aula, a cada quilômetro percorrido, fui ganhando confiança”, relata. Além de conquistar a categoria D — com a meta de evoluir para a E no futuro —, Enrico ressalta o aprendizado valioso sobre Transporte de Produtos Perigosos (TPP), tema integrado à base curricular das aulas, e a mudança em sua visão sobre o trânsito. “Hoje, entendo os desafios de quem conduz veículos grandes, como os pontos cegos e o raio de giro. Essa vivência transformou completamente minha forma de enxergar e respeitar os caminhões nas rodovias”.
Como participar
As inscrições podem ser feitas online, pelo link disponível na ‘bio’ do Instagram @projetosucuriu, e também presencialmente no Rotary Club de Inocência, no dia 16 de julho, e no Centro Cultural Lázara Lessonier, também no município, nos dias 23 e 29 deste mês. Em ambos os locais, as senhas para o processo seletivo serão distribuídas das 9h às 9h30. É fundamental que os candidatos apresentem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o comprovante de residência atualizado e tenham disponibilidade para participar das etapas de seleção durante todo o dia.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
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MPMS apura impactos de plantações de eucalipto em municípios da região leste
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar os impactos ambientais causados pela expansão das plantações de eucalipto destinadas à produção de celulose na região Leste do Estado. A investigação é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas e tem como foco principal possíveis prejuízos aos recursos hídricos, à biodiversidade e aos ecossistemas do Cerrado.
Segundo o MPMS, o procedimento foi aberto após o recebimento de representações encaminhadas pela Ouvidoria do órgão e pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, fundamentadas em estudos e relatórios socioambientais produzidos na Costa Leste.
Entre os pontos que despertaram preocupação está a existência de indícios de que mais de 400 nascentes possam ter sido impactadas ou degradadas pela expansão da silvicultura na região, especialmente em áreas de assentamentos rurais localizados nos municípios de Três Lagoas, Selvíria e cidades vizinhas.
De acordo com o promotor de Justiça Antonio Carlos Garcia de Oliveira, a investigação buscará verificar se a atividade florestal vem provocando alterações significativas nos recursos hídricos, considerando o elevado consumo de água desde o cultivo do eucalipto até o processamento industrial da madeira.
Além da possível redução da disponibilidade hídrica, o Ministério Público também irá apurar eventuais impactos sobre a fauna, a flora e a vegetação nativa, em razão da substituição de áreas naturais por extensas plantações de eucalipto.
Com a instauração do inquérito, o MPMS determinou uma série de diligências para esclarecer a dimensão dos impactos ambientais e verificar se as empresas do setor cumprem integralmente a legislação ambiental.
A investigação irá analisar a regularidade dos licenciamentos ambientais, das outorgas para captação e uso da água, dos planos de manejo florestal e das medidas compensatórias e mitigadoras exigidas pelos órgãos responsáveis, como o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
O objetivo é identificar se houve irregularidades na implantação ou operação dos empreendimentos e avaliar se as medidas de proteção ambiental previstas nos processos de licenciamento estão sendo efetivamente cumpridas. A investigação segue em andamento e poderá resultar na adoção de medidas administrativas ou judiciais, caso sejam constatados danos ambientais ou descumprimento da legislação vigente.
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