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Economia

Dados da indústria impulsionam o crescimento do setor quando bem utilizados

Christian Luciano da Silva, CEO da startup Easy360, fala dos desafios para que o setor industrial deve enfrentar em 2024

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As projeções para o setor industrial brasileiro em 2024 são bastante promissoras, segundo economistas do Banco Itaú. Os especialistas preveem um crescimento de 1,8% para o segmento. Além disso, o Índice de Confiança da Indústria subiu 1,9 ponto em novembro, para 92,7 pontos, na primeira alta após quatro meses consecutivos de queda, segundo o FGV/Ibre. Porém, as indústrias que realmente querem aproveitar esse momento e potencializar o crescimento precisam estar alinhadas ao conceito de “Indústria 5.0”, que incorpora as novas tecnologias ao ambiente fabril, mas também está atenta a questões como conectividade, eficiência, sustentabilidade e flexibilidade da produção. 

O CEO da startup curitibana Easy360, Christian Luciano da Silva, explica que a indústria mundial vem se reformulando muito rapidamente em função dos novos parâmetros tecnológicos e as empresas que não acompanharem esse processo correm o risco de ficar obsoletas. “Até pouco tempo falávamos na Indústria 4.0, na quarta revolução industrial. Hoje os protocolos mudaram. Além dos processos digitalizados em todos os ambientes das fábricas, há uma integração maior entre colaboradores e máquinas”, salienta. 

MOVIMENTO 

O CEO diz que um dos maiores erros dos gestores empresariais é encarar a indústria como algo estático, imóvel. “A indústria precisa acompanhar o ritmo do mercado, que está sempre em constante movimento”, alerta.  

Segundo ele, isso se percebe a partir da leitura dos dados que são importantes para a empresa e que impactam nos resultados da produção. “A partir das informações existentes no banco de dados da empresa, é possível fazer a projeção de cada item produzido a curto, médio e longo prazos. Isso evita desperdícios de matéria-prima, erros de cálculo na produção e até mesmo a incapacidade de atender o cliente no prazo”, pontua. 

Silva salienta que o diferencial das indústrias que estão em fase de expansão e vão realmente aproveitar o potencial econômico projetado para 2024 são aquelas que estão preocupadas em dominar essas soluções de inteligência industrial que permitem a conexão dos dados dos mais diferentes setores. É o caso, por exemplo, das áreas de vendas e operação em tempo real.  

“Diariamente, nós percebemos que muitas indústrias investem milhões em tecnologia. No entanto, boa parte encontra dificuldades para processar a leitura dos dados que interessam no dia a dia, no momento da tomada de decisão”, comenta o CEO. 

DESAFIOS PARA 2024 

O especialista prevê que a virada de ano pode trazer alguns desafios extras para o setor industrial. De acordo com o CEO da Easy360, as pautas geopolítica, econômica e ambiental desenhadas nos últimos meses devem refletir no próximo ano.  

Silva destaca que são três pontos essenciais que devem ficar no radar de todo empresário brasileiro para 2024: a reforma tributária, que pode trazer alterações para toda cadeia produtiva, uma vez que os impostos federais, estaduais e municipais podem refletir na precificação dos produtos e em outras questões que envolvem os custos. 

Outro ponto, enfatiza, diz respeito às mudanças climáticas. Ele lembra que 2023 foi o ano mais quente da história, o que acabou impactando em todo o agronegócio. “Quando o agronegócio vai bem, puxa toda a cadeia produtiva. Quando vai mal, alguns setores industriais têm dificuldades”, analisa.  

Além disso, Silva comenta a possibilidade desse cenário impactar no consumo, mesmo com projeções otimistas para o próximo ano. “Mesmo com um cenário favorável, as pessoas podem ficar com de medo de consumir”, avalia, ressaltando que as alternativas para a indústria estão no aumento da produtividade a partir do uso da tecnologia. “A melhor forma de melhorar a competitividade das empresas é usar a tecnologia para melhorar a previsibilidade da demanda”, ressalta.  

INTERPRETAÇÃO DOS DADOS 

O principal produto que a startup curitibana Easy360 oferece ao mercado é uma solução que contribui para o setor industrial equacionar os principais gargalos: o controle de custos, a gestão de estoque e a eficiência operacional. A Easy360 é uma ferramenta tecnológica alinhada a um processo de mentoria. Nessa solução, a equipe da startup e da indústria avaliam, de forma conjunta, os pontos que merecem atenção para otimizar os recursos e potencializar os lucros e os resultados do negócio. 

Diferentemente de outros softwares de gestão, que associam apenas tecnologia, a Easy360 é um processo que une a tecnologia aos recursos humanos para fazer a leitura mais precisa da realidade de cada empresa. A solução contempla cinco módulos interconectados, trazendo visibilidade para todas as áreas do negócio de forma dinâmica.  

Todo processo resulta num amplo inventário da situação de cada indústria, desde o mapeamento do mercado, a gestão de relacionamento com o cliente, passando pela previsão da demanda, a análise da capacidade produtiva e ainda a gestão da rotina corporativa. 

EASY360 

A Easy360, que é acelerada pelo Habitat Senai na Federação das Indústrias do Paraná (FIEP). A startup oferece uma solução tecnológica completa e integrada de dados para a indústria, que combina inteligência artificial e capital humano para facilitar e agilizar a previsão de demanda, otimização das operações e orientação de estoque de forma simples, rápida e integrada. 

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Economia

Reajuste da Energisa MS é homologado pela ANEEL com efeito médio de 12,11%

Índice aprovado incorpora diferimento solicitado pela distribuidora; Conselho de Consumidores alerta para pressão crescente de encargos

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Foto: Divulgação / ANEEL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou, nesta terça-feira (22), durante a 8ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria, o reajuste tarifário anual da Energisa Mato Grosso do Sul (EMS), com efeito médio de 12,11% a ser percebido pelos consumidores. O novo índice passa a valer a partir da publicação da resolução homologatória.

O percentual aprovado considera o pedido de diferimento apresentado pela distribuidora dentro dos limites regulatórios, no valor de R$ 21 milhões. Sem esse mecanismo, o reajuste médio seria de 12,61%. Com a aplicação do diferimento, o impacto foi reduzido para 12,39% para consumidores em alta tensão e 11,98% para os de baixa tensão.

Relatora do processo, a diretora-geral da ANEEL, Agnes Maria de Aragão da Costa, destacou que a medida contou com a anuência do Conselho de Consumidores, ainda que acompanhada de ressalvas. Segundo ela, o posicionamento do colegiado trouxe uma preocupação recorrente: o acúmulo de componentes financeiros que acabam sendo transferidos para ciclos tarifários futuros, além da necessidade de enfrentamento de questões estruturais no setor.

“O Conselho chama atenção, especialmente, para a ausência de políticas públicas mais estruturais que reduzam a presença desses componentes dentro da tarifa, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)”, pontuou.

Durante a deliberação, o diretor-geral Sandoval Feitosa ressaltou que os reajustes tarifários seguem regras contratuais e refletem decisões que vão além da atuação regulatória. Para ele, a discussão precisa avançar para além de soluções pontuais.

“Esses processos decorrem de obrigações contratuais. Temos, de forma recorrente, ações conjunturais que não resolvem o problema de forma estrutural. É importante que todos os agentes — Congresso, Executivo e o próprio setor — atuem para que se alcance uma tarifa mais previsível, equilibrada e estável ao consumidor”, afirmou.

Posicionamento do Concen-MS

Ao longo da tramitação, o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS) acompanhou o processo e manifestou concordância com o diferimento como medida de mitigação imediata do impacto tarifário. No entanto, a entidade manteve o posicionamento de cautela quanto ao efeito acumulado desses componentes ao longo do tempo.

O Conselho também reiterou a preocupação com o crescimento contínuo de encargos setoriais, especialmente da CDE, e defendeu a necessidade de maior previsibilidade e transparência na composição das tarifas, com atenção à capacidade de pagamento dos consumidores.

“É fundamental que o processo tarifário considere tanto a sustentabilidade do setor quanto os efeitos diretos sobre o consumidor. As decisões precisam ser avaliadas com responsabilidade, especialmente em relação aos impactos futuros que podem recair sobre a população”, pontuou a presidente do Conselho, Rosimeire Costa.

Trâmite marcado por adiamentos e tentativas de redução

A etapa decisiva do processo de reajuste da Energisa MS teve início no começo de abril e passou por uma sequência de análises técnicas, reuniões e articulações institucionais. Inicialmente previsto para deliberação no dia 8, o tema foi retirado de pauta e reavaliado, em meio a negociações do Ministério de Minas e Energia (MME) na tentativa de reduzir o impacto ao consumidor.

Durante esse período, foram discutidas alternativas dentro dos limites regulatórios, incluindo o diferimento de componentes financeiros — mecanismo que acabou sendo incorporado ao cálculo final.

Na última semana (14), o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, pediu destaque para o processo, adiando novamente a homologação para a reunião ocorrida nesta terça (22). O intervalo entre a previsão inicial e a homologação foi marcado por diálogo entre ANEEL, distribuidora e representação dos consumidores, em busca de um índice que, embora ainda elevado, apresentasse alguma moderação frente ao cenário original.

A decisão desta terça-feira encerra o debate, mas mantém o desafio já apontado ao longo de todo o processo: equilibrar a sustentabilidade do setor com tarifas compatíveis com a realidade dos consumidores.

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Economia

13º antecipado do INSS traz alívio imediato, mas exige planejamento ao longo do ano

Pagamento começa neste mês e pode ser oportunidade para organizar finanças, reduzir dívidas e construir reserva

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Freepik

A antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS começa ainda este mês e deve representar um alívio no orçamento de milhões de brasileiros. O valor extra pode ajudar a colocar as contas em dia e trazer mais fôlego financeiro, desde que utilizado com organização.

Segundo o Ministério da Previdência Social, a medida deve injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia, sendo aproximadamente R$ 39 bilhões pagos na primeira parcela, entre 24 de abril e 8 de maio, e outros R$ 39 bilhões na segunda, de 25 de maio a 8 de junho.

O calendário de pagamentos segue o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço. Têm direito à antecipação os beneficiários que receberam, em 2026, aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão.

Dívidas devem ser prioridade

Avaliar a situação financeira atual é o primeiro passo, segundo Daniel Oliveira, coordenador de Produtos de Renda Fixa do Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+. Para quem possui dívidas, especialmente as de juros mais elevados, como cartão de crédito ou cheque especial, a recomendação é priorizar a quitação ou renegociação desses compromissos.

“O 13º pode ser uma ferramenta importante para reequilibrar o orçamento. Quitar ou negociar dívidas costuma ser o melhor caminho, já que reduz o peso dos juros e melhora a saúde financeira no médio prazo”, afirma Daniel Oliveira.

Consumo exige cautela

Além disso, o uso consciente do recurso ajuda a evitar decisões impulsivas. Embora o consumo faça parte da rotina, o ideal é planejar os gastos e evitar comprometer todo o valor de uma só vez.

Outro ponto de atenção é que, como o pagamento ocorre antes do período tradicional, esse recurso não estará disponível no fim do ano, quando as despesas costumam aumentar. “Planejar o uso do 13º é fundamental para não gerar um desequilíbrio mais adiante. Separar uma parte do valor pode ajudar a evitar aperto no orçamento nos próximos meses”, complementa o especialista do Banco Mercantil.

Reserva e aplicações simples

Para quem quer investir, aplicações conservadoras podem ser uma alternativa para preservar o dinheiro e obter algum rendimento ao longo do tempo. Produtos simples, com baixo risco e liquidez, como CDBs com resgate diário, podem ser opções a serem consideradas, desde que estejam alinhados ao perfil do investidor e sejam de fácil compreensão e acesso.

“Organizar o uso do 13º desde o recebimento faz diferença no restante do ano. Para quem conseguir guardar uma parte do valor, aplicações simples, conservadoras e com liquidez podem ajudar a formar uma reserva sem abrir mão do acesso ao dinheiro quando necessário. Pequenas decisões agora podem evitar a necessidade de recorrer a crédito no futuro”, finaliza o especialista do Mercantil.

Sobre o Mercantil

O Banco Mercantil vem passando por uma importante transformação nos últimos anos, pautada no investimento em inovação, dados, tecnologia e pessoas. Contando com mais de 10 milhões de clientes, o banco tem foco no público com 50 anos ou mais, e carrega em seu DNA o propósito de oferecer a seus clientes uma experiência única.

Sustentado por seus talentos, o crescimento dos números vem acompanhado de posições de destaque nos rankings de melhores empresas para se trabalhar em Minas Gerais e na posição de quinto maior pagador de benefícios previdenciários do país.

O banco atingiu o patamar de excelência na pesquisa NPS (Net Promoter Score), que fornece informações sobre fidelidade dos clientes e seu grau de satisfação com crédito e serviços, apurada de forma contínua. A instituição possui uma rede com mais de 350 agências distribuídas em 269 cidades pelo país.

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