Tecnologia
Armazenamento ou backup em nuvem: qual a melhor opção para sua empresa?
Compare as opções e escolha a ideal para suas necessidades
A cada dia que passa, os dados adquirem mais valor. Prova disso são as notícias que imediatamente surgem quando uma empresa sofre interceptações e ataques de hackers, o que pode prejudicar sua imagem e até mesmo afetar seu valor de mercado.
Para evitar que isso aconteça, companhias de todos os portes e segmentos podem optar pela nuvem, mas há dois diferentes serviços oferecidos, os quais também variam em relação às características e especificidades: armazenamento e backup.
Vamos entender melhor a importância de manter os dados seguros e de tê-los em uma fonte externa e, então, conhecer as variações entre as alternativas, de modo que sua empresa possa escolher a ideal.
É realmente importante manter os dados seguros?
Sim. Afinal de contas, nunca se sabe quando eles podem ser interceptados, o que é passível de acontecer mesmo mediante a aplicação de técnicas avançadas de segurança.
As seguintes estatísticas são algumas das que corroboram para a importância dos backups, as quais estão acompanhadas de suas respectivas fontes:
- 21% dos arquivos de empresas não estão protegidos por nenhum tipo de proteção. Além disso, 88% das companhias com mais de 1 milhão de pastas possuem 100.000 pastas que podem ser acessadas por todos os colaboradores (2018 Global Data Risk Report, da Varonis).
- 46% das empresas de pequeno e médio porte no Reino Unido não possuem um plano de backup e recuperação de desastres (Riverbank IT Management).
- 23% das empresas nunca testam seu plano de recuperação de desastres, o que é essencial para se assegurar de seu funcionamento (Spiceworks).
- Quase 15 bilhões de registros de dados foram perdidos ou roubados desde o ano de 2013, o que corresponde a mais de 7 milhões de registros perdidos por dia. Além disso, apenas 4% foram consideradas “brechas seguras”, em que os dados roubados eram criptografados e, portanto, se tornaram inúteis para quem os interceptou (Breach Level Index).
Logo, fica comprovado que os dados precisam ficar inteiramente seguros. Caso contrário, os prejuízos podem ser muito difíceis de serem corrigidos, podendo até mesmo colocar a empresa em uma situação irreparável.
Por que optar pela nuvem?
Pelo fato de que os dispositivos físicos, que foram (e ainda são) muito utilizados no passado, também possuem suas limitações, o que pode colocar tudo a perder.
De acordo com o Google Labs, 140 mil discos rígidos, os famosos HDs de computadores, notebooks e afins, param de funcionar, considerando apenas os Estados Unidos. São quase 14 dispositivos que deixam de funcionar por minuto para os norte-americanos.
Além da interrupção de seu funcionamento, que pode ser resultante de causas naturais, impactos, derramamento de líquidos, oxidação ou outras situações, os discos rígidos podem ser perdidos ou roubados, junto com todos os dados que ali estavam.
Também é importante ressaltar que os dados e arquivos salvos em dispositivos físicos, onde também se enquadram os pen drives, HDs externos e afins, só podem ser acessados quando em posse deles. Se uma empresa só tiver backups físicos guardados na casa do diretor, por exemplo, qualquer problema provavelmente só poderá ser resolvido quando o diretor em questão estiver em posse deles.
É aí que entra a nuvem, com toda a praticidade e segurança que já faz parte de nosso cotidiano, a qual também pode (e merece) ser escolhida para tal finalidade.
Uma estatística divulgada pela Cybersecurity Insiders, em seu “Cloud Security Report 2018” mostrou que 49% das empresas pretendiam aumentar o investimento em segurança na nuvem nos próximos 12 meses do relatório, o que representa uma alta de, em média, de 28%.
Um ponto que pode suscitar dúvidas em quem não conhece tanto sobre o sistema diz respeito aos enormes Data Centers, locais que abrigam os imensos discos rígidos dos serviços na nuvem, mas estes são dotados de medidas de proteção e segurança que vão muito além das usadas pelos consumidores finais.
Algumas das medidas adotadas em tais espaços são as seguintes:
- Zero Trust Architecture: o termo, com tradução livre “arquitetura de confiança zero”, trata todas as transações, movimentos ou interações com dados como suspeitos, o que ajuda a identificar interceptações antes que elas aconteçam.
- Localização: não é à toa que os Data Centers não são instalados em qualquer local, já que é preciso se assegurar da atividade geológica, presença de indústrias de alto risco, rota de aviões, enchentes ou quaisquer outros riscos geológicos no local.
- Construção e estrutura: os servidores possuem acesso autorizado apenas a algumas pessoas. Além disso, os prédios possuem mais de uma fonte de energia e serviços de telecom, bem como sistemas de segurança reforçados.
Portanto, optar pela nuvem não é apenas possível como também altamente recomendável.
Armazenamento ou backup?
Pois bem, depois de tantos esclarecimentos, chegou o momento de entender qual é a melhor solução para sua companhia. Vamos às definições:
- Armazenamento em nuvem: atua como um HD virtual, onde é possível armazenar seus arquivos e acessá-los remotamente de onde estiver, como Google Drive, Dropbox, OneDrive e outros. É preciso que o usuário faça o upload dos arquivos desejados.
- Backup na nuvem: diferente do que acontece com o armazenamento, aqui os arquivos são copiados na nuvem, ou seja, ficam disponíveis também em seu local original. Pode-se definir uma frequência diária, mensal, semanal ou em outros períodos de tempo, de acordo com as necessidades e preferências da empresa.
Embora ambos serviços se beneficiem da computação em nuvem, a finalidade é diferente. O armazenamento é uma ferramenta manual, em que é preciso carregar os arquivos desejados, ao passo que o backup cria uma cópia e mantém o original.
O armazenamento permite que os arquivos sejam compartilhados com outras pessoas, como planilhas, apresentações e documentos de texto, de modo que a colaboração ocorra de maneira mais simples e prática.
O backup, por sua vez, atua como uma camada de segurança adicional para caso a fonte original dos dados e arquivos seja interceptada, roubada ou sofra qualquer tipo de problema, o que possibilita uma recuperação simples, rápida e eficiente.
Os backups se posicionam como alternativas de proteção, mas nada impede que a empresa conte também com o armazenamento em nuvem. Afinal de contas, é muito mais fácil e prático fazer o upload de um arquivo do que ter que salvar uma cópia em um HD externo, além do fato de que seu acesso pode ser compartilhado.
Em relação à segurança, é fundamental escolher uma empresa especializada, experiente e capacitada, seja para o armazenamento ou o backup. Assim, o cliente terá certeza de que seus dados e arquivos estão devidamente seguros.
De grandes players do mercado de tecnologia a serviços de inteligência cibernética e usuários finais, a adoção da computação em nuvem cresce a cada dia que passa e sua empresa só tem a ganhar com essa decisão.
Tecnologia
Instagram e Facebook apresentam instabilidade e usuários relatam dificuldade de acesso
Usuários de diferentes regiões relataram instabilidade no Instagram e no Facebook na manhã desta sexta-feira (12). As reclamações começaram por volta das 10h40 e foram registradas em grande número na plataforma Downdetector, que monitora falhas em serviços online.
Entre os principais problemas relatados estão dificuldades para acessar perfis, fazer login e utilizar normalmente os aplicativos. Alguns usuários afirmaram que suas contas foram desconectadas automaticamente e não conseguiram entrar novamente.
As reclamações rapidamente migraram para outras redes sociais, onde internautas passaram a questionar se a falha era geral. “Instagram caiu? Minha conta deslogou e não consigo logar de novo”, publicou um usuário. Outro perguntou: “O Insta e o Facebook de mais alguém caíram também?”.
Até o momento, os aplicativos seguem apresentando instabilidade para parte dos usuários. A Meta, empresa responsável pelas plataformas, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a causa do problema.
Tecnologia
Mercado solar brasileiro avança com tecnologia que reduz dependência das concessionárias
Com capacidade instalada de 17.7MWp, Solarprime é uma das empresas que aposta em tecnologias de armazenamento e gestão energética
O Brasil segue entre os mercados mais promissores para energia solar e armazenamento em 2026. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar, é um dos países mais ensolarados, com a oportunidade de se tornar uma nação líder no setor. De acordo com a ANEEL, as fontes renováveis já representam 84,63% da matriz elétrica nacional, um dos maiores percentuais do mundo, (considerando as fontes eólica, solar e hídrica), e crescem os investimentos em tecnologias capazes de ampliar a eficiência energética, como sistemas de armazenamento e soluções inteligentes de gestão de energia. Diante desse cenário, empresas como a Solarprime, uma das maiores redes de franquias de energia solar do país, têm avançado no desenvolvimento de soluções voltadas ao armazenamento. Em parceria com fabricantes chineses, a empresa vem implementando sistemas baseados em baterias que reduzem a dependência das concessionárias de energia. Com capacidade instalada de 17.7MWp e atuação consolidada em diferentes regiões do país, a rede posiciona o armazenamento energético como um dos pilares estratégicos da sua oferta para os próximos anos.
Entre as tecnologias adotadas está o Battery Energy Storage System (BESS), voltado principalmente para clientes comerciais e industriais de alto consumo (C&I). Segundo Raphael Brito, Diretor Executivo da empresa, a tecnologia surge como uma alternativa estratégica para reduzir custos com energia, especialmente em regiões onde a variação tarifária pode ser significativa. “Esse sistema permite armazenar energia em horários de tarifa mais barata, fora do horário de pico, para utilização nos momentos em que o custo da eletricidade é mais elevado, podendo chegar a ser mais de seis vezes maior em alguns estados”, explica.
Nos últimos anos, essa opção energética deixou de ser apenas uma alternativa sustentável para se tornar uma estratégia de eficiência operacional e redução de custos. Se antes o foco estava principalmente na instalação de painéis fotovoltaicos para geração própria, o mercado agora evolui para soluções mais completas. São sistemas de monitoramento inteligente que fazem a integração entre diferentes fontes de energia, com tecnologias de armazenamento que permitem a utilização da eletricidade de forma estratégica, equilibrando consumo e tarifas.
O executivo afirma que esse mercado ainda se encontra em fase inicial no Brasil, mas que é apontado como o próximo grande ciclo de crescimento do setor. “Tivemos no mercado o primeiro momento marcado pela popularização da energia distribuída. Agora entramos em uma etapa impulsionada por tecnologias mais eficientes. Esse movimento amplia o uso da energia solar e de armazenamento não apenas como alternativa sustentável, mas como ferramenta estratégica de eficiência e competitividade para empresas que adotam essa alternativa”, afirma Brito.
Sobre a Solarprime
Fundada em 2014, é uma das maiores redes de franquias de energia solar do Brasil. Além da geração solar tradicional, oferece sistemas híbridos e soluções de armazenamento por baterias, voltadas aos segmentos comercial e industrial, que permitem acumular energia fora do horário de pico e ampliar a eficiência energética. Com uma estratégia focada em expansão sustentável, a rede estima R$100 milhões em faturamento em 2026.
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