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Saúde

Alergia emocional na pandemia: o que é e como ela pode afetar a sua pele?

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Não é de hoje que os problemas a serem resolvidos e uma rotina diária estressante influenciam diretamente na necessidade de cuidados para a saúde mental.

Porém, a cada dia se tornam mais conhecidas as consequências físicas. Como os membros, órgãos e sistemas podem ser afetados por conta disso.

E um dos problemas que podem ocorrer é a alergia emocional, também chamada de urticária nervosa, uma condição que desencadeia quando fatores psicológicos e emocionais geram uma reação no sistema imunológico.

O estresse e ansiedade resultam em alterações fisiológicas no organismo devido à liberação de substâncias conhecidas como catecolaminas e o hormônio cortisol, provocando uma inflamação no corpo.

Em resposta, para tentar reduzir os efeitos dessas substâncias no organismo o sistema imunológico reage a elas, causando uma crise alérgica que se manifesta principalmente na pele.

Quais os sintomas da alergia emocional?

A alergia emocional manifesta-se de diferentes formas de acordo com as tendências do paciente, questões como o grau de estresse ou ansiedade vivenciado, a faixa etária e outras variáveis são consideradas no diagnóstico.

Apesar disso, como os sintomas acometem frequentemente a pele, resultam em alterações mais comuns:

  • coceira no corpo;
  • vermelhidão ou ardência na pele;
  • inchaço;
  • manchas vermelhas, conhecidas como urticárias;
  • falta de ar;
  • insônia.

Os sintomas, portanto, são semelhantes ao de outras reações alérgicas, como as que são causadas por alimentos, medicamentos, substâncias, tecidos e outras. No entanto, geralmente o quadro é incômodo e pode ser persistente, mas não como uma crise aguda.

Por que a alergia emocional piorou durante a pandemia?

A alergia emocional não é uma condição recente, mas muitas pessoas têm tomado ciência do problema recentemente devido ao aumento dos níveis de estresse e ansiedade que estão passando.

A pandemia da Covid-19 que teve início em março de 2020 decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou completamente a vida de grande parte da população.

Além do risco à saúde de uma patologia pouco conhecida e com sintomas e complicações difíceis de prever somou-se ainda alterações na esfera familiar, profissional e econômica.

Simultaneamente, muitos pais precisaram adotar o home office enquanto os filhos aderiram os estudos à distância.

Com a necessidade de permanecer em distanciamento social por meses houve uma diminuição drástica das interações sociais, e até mesmo famílias que viram a renda ser reduzida consideravelmente.

O cenário levou muitas pessoas a níveis de estresse e ansiedade que não eram comuns antes, pois uniu preocupações individuais e coletivas (familiares, empresariais, organizacionais, etc.), além de uma incerteza e insegurança quanto à resolução e melhora da pandemia.

Mais tempo em casa e com redução das possibilidades de sair também se refletiu em prejuízos à prática de atividades físicas, menos cuidados com a alimentação e aumento dos problemas de sono.

Portanto, todo um contexto propício às crises de estresse e ansiedade, seja em adultos como também em crianças.

Dessa forma, os casos de alergia emocional também se tornaram mais comuns conforme a pandemia continua e as pessoas sentem ainda mais as consequências psicológicas e emocionais da crise sanitária continuada.

Como é o diagnóstico e tratamento?

Quando se instalam os sintomas da urticária nervosa é importante buscar auxílio médico especializado. Atualmente, isso pode ser feito através de uma teleconsulta, desde que o paciente consiga informar detalhadamente o surgimento e manifestação dos sintomas.

Ao verificar um quadro condizente com crise alérgica é provável que o especialista questione alergias previamente identificadas ou ações que antecederam a crise, como alimentos ingeridos, o uso de um cosmético ou produto de limpeza ou mesmo alguma situação psicologicamente desgastante.

Essa entrevista é muito importante para identificar a origem da alergia. Caso verifique as motivações psicológicas e emocionais para o quadro, o especialista prescreverá a medicação antialérgica apropriada.

Além disso, podem ser indicados alguns hábitos para tentar controlar o estresse e ansiedade do dia a dia, como:

  • melhorar a alimentação, optando por opções naturais;
  • fazer atividades física ainda que em casa, como alongamentos, ioga e outras;
  • tentar ter mais qualidade de sono, como jantando mais cedo, evitando eletrônicos à noite e interrompendo atividades de estudo e trabalho em um horário apropriado;
  • fazer meditação ou outras práticas relaxantes.

Também pode ser aconselhado ao paciente que procure ajuda psicológica especializada. Sessões de terapia podem contribuir para compreender e lidar melhor com os sentimentos e emoções em um momento coletivamente desafiador.

Como a alergia emocional afeta outros tratamentos?

A alergia emocional consiste em uma reação inflamatória do próprio organismo às substâncias liberadas em decorrência das crises de estresse e ansiedade.

Qualquer processo inflamatório exige mais do sistema imunológico e torna o paciente mais suscetível a infecções e doenças em geral, sendo importante melhorar alimentação e sono para recuperação adequada.

Caso esteja em outros tratamentos médicos é importante avisar o médico responsável para que ele possa ajustar a medicação, se necessário.

Quando o paciente com alergia emocional vai fazer uma operação, como a cirurgia plástica de mastopexia, lipoaspiração ou outras, é importante avisar o cirurgião plástico, pois pode ser necessário readequar o cronograma evitando complicações no pós-cirúrgico.

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Saúde

Novo medicamento dobra sobrevida em câncer de pâncreas e traz esperança aos pacientes

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Aproximadamente 11.000 brasileiros são afetados por ano com o câncer de pâncreas, correspondendo a cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e 5% do total de mortes por neoplasias no país. Além disso, no Brasil, o câncer de pâncreas ocupa a 14ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes. Por ser difícil de ser detectado e por ele avançar de forma rápida sem apresentar sinais, este tumor que atinge uma glândula localizada no abdome que é responsável pela produção de enzimas digestivas e produção de hormônios possui poucas opções de tratamento.

Mas os profissionais da área da saúde estão conseguindo mudar este cenário graças à descoberta de novos medicamentos e tratamentos. E essas descobertas só são possíveis através da pesquisa clínica, que é quando são realizados testes em humanos para saber a segurança e a eficácia de novas drogas e vacinas.

Recentemente, durante a sessão plenária da ASCO 2026, o principal congresso mundial de oncologia, milhares de especialistas aplaudiram de pé a apresentação dos resultados de uma nova droga experimental para pacientes com câncer de pâncreas em estágio avançado, que já não respondiam às terapias convencionais. A sobrevida dos pacientes que receberam o medicamento praticamente dobrou: foi de sete para 13 meses. Trata-se de um tratamento oral desenvolvido para bloquear a atividade da proteína RAS, que impede o crescimento do tumor. Apesar de o medicamento não ser a cura, ele traz esperança aos pacientes que achavam que já não tinha mais o que ser feito, e isso tudo só foi possível graças aos estudos clínicos.

“Nenhum novo tratamento chega aos pacientes sem pesquisa clínica. Cada nova terapia aprovada, cada ganho de sobrevida e cada avanço que transforma a prática médica são resultado de estudos cuidadosamente conduzidos, que geram as evidências necessárias para que a ciência se traduza em benefício real para a sociedade”, afirma Fernando de Rezende Francisco, diretor executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO).

Nos últimos anos, a pesquisa clínica tem ganhado destaque no Brasil graças a regulamentação da Lei da Pesquisa com Seres Humanos (Lei nº 14.874/2024). A expectativa é que nos próximos anos o Brasil se consagre como um dos países que mais investem em estudos clínicos. De acordo com a Anvisa, nos últimos cinco anos, mais de 1,4 mil estudos clínicos foram autorizados no Brasil, grande parte direcionada ao tratamento de tumores.

“Essa descoberta apresentada na ASCO 2026 é o resultado de anos de investigação científica, colaboração entre especialistas e participação voluntária de pacientes em estudos clínicos e mostra que nenhuma inovação chega aos pacientes sem pesquisa clínica. Quanto mais investirmos em estudos clínicos, maior a probabilidade de oferecermos qualidade de vida e esperança aos pacientes”, finaliza Francisco.

Sobre a ABRACRO

Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica é responsável pela grande mudança na reputação dessa área tão importante para a saúde no Brasil. Desde 2005, ela representa as ORPCs (Organizações Representativas de Pesquisa Clínica) e contribui para a melhoria dos processos e atividades do setor. Hoje, são fonte para os órgãos reguladores do setor que, pela rigidez dos processos e questões éticas, muitas vezes a consulta antes da publicação de uma nova norma. A ABRACRO também realiza eventos e workshops para aproximar o paciente e o público leigo dos profissionais da área.

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Saúde

CVV oferece escuta e acolhimento gratuito em todo o país

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O CVV (Centro de Valorização da Vida) busca ampliar sua rede de voluntários online em estados que ainda não possuem postos de atendimento da instituição, como Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins. A iniciativa pretende fortalecer o acesso ao serviço de apoio emocional oferecido gratuitamente em todo o país, ampliando a presença da instituição em regiões onde o atendimento presencial ainda não está disponível.

Fundado em 1962, o CVV realiza atendimentos voluntários e sigilosos por meio do telefone 188, chat, e-mail e postos presenciais em diferentes regiões do Brasil. O serviço funciona 24 horas por dia e tem como principal missão oferecer apoio emocional sem julgamentos, críticas ou comparações para todas as pessoas que desejam conversar.

Todo o atendimento é gratuito e realizado por voluntários capacitados por meio de formações promovidas pela instituição ao longo do ano.

A escuta realizada pelos voluntários do CVV parte de princípios fundamentais como o sigilo e o anonimato, garantindo que não seja necessária a identificação e que todas as conversas permaneçam totalmente privadas. Outro valor essencial é a oferta do espaço de acolhimento sem críticas e julgamentos buscando oferecer acolhimento e compreensão.

O trabalho também é pautado pela escuta com foco integral no que a pessoa sente e deseja compartilhar, respeitando o tempo de cada conversa e valorizando a singularidade de cada experiência.

“Estar no CVV é compreender que, muitas vezes, o que uma pessoa mais precisa não é de um conselho ou de uma solução mágica, mas apenas de alguém que a escute de verdade, com respeito e sem julgamentos. A escuta pode transformar pessoas e trazer esperança a quem está passando por um momento de fragilidade. Nosso objetivo ao expandir o voluntariado online é garantir que essa ponte de empatia chegue a cada canto do Brasil, mostrando que ninguém precisa carregar suas dores sozinho”, afirma Eliane Soares, voluntária do CVV.

Mais do que um canal de apoio, o CVV representa um espaço de conexão humana, empatia e valorização da vida, mostrando que conversar com alguém com atenção e respeito pode ser o primeiro passo para que essa pessoa volte a enxergar possibilidades e encontre acolhimento em momentos de vulnerabilidade.

Interessados em participar do voluntariado online podem obter mais informações no site e inscrever-se em: https://cvv.org.br/voluntarios/virtual/

Sobre o CVV

O CVV oferece o serviço voluntário de apoio emocional anônima, gratuita e com empatia. Disponível 24 horas de por dia, 7 dias por semana, pode ser acessado pelo telefone 188, pelo site www.cvv.org.br , via chat e ainda pelo e-mail [email protected] .

Em 2025, foram oferecidos 2 milhões de apoios. A instituição conta com cerca de 3.200 voluntários e, permanentemente, as inscrições estão abertas para quem se interessar por fazer parte desta rede. Os treinamentos são gratuitos e podem ser feitos pelo site, em www.cvv.org.br/seja-voluntario .

O CVV é uma entidade independente financeira e administrativamente, mantendo-se por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. Para colaborar, acesse https://cvv.org.br/doacoes-e-parcerias/.

Sobre o suicídio

O suicídio é um problema de saúde pública e pode ser prevenido. Em 2021, segundo o Ministério da Saude, foram 15.507 mortes.  42 vítimas por dia, a maioria delas do sexo masculino. O movimento Setembro Amarelo, iniciativa brasileira para ampliar o impacto do dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, foi iniciado em 2015 para sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão. Para saber mais, acesse www.setembroamarelo.org.br

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