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Agosto Lilás: servidoras da SES participam de campanha contra violência doméstica e sexual

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Agosto é o mês em que foi sancionada a Lei Maria da Penha e com o objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher e divulgar a lei, o Governo de Mato Grosso do Sul instituiu a campanha ‘Agosto Lilás’.

Em alusão à data, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) reuniu seus colaboradores na sexta-feira (11) para reforçar a importância do profissional de saúde durante o processo de identificação e condução de casos de violência contra a mulher.

O secretário de Estado de Saúde, Dr. Maurício Simões, destacou a relevância do tema e se demonstrou contrário a qualquer tipo de violência.

“Se tem algo que eu nunca aceitei é com relação a covardia. Diante da motivação do dia de hoje, acho que o que nós homens podemos fazer é ficar calado. Ao mesmo tempo que acho que os homens devem se calar, as mulheres devem fazer exatamente o contrário, não se calem”.

A superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES, Karine Cavalcante da Costa, lembrou do papel do profissional de saúde diante dessas situações e a importância do atendimento humanizado às vítimas de violência sexual na rede de saúde.

A atuação do SUS (Sistema Único de Saúde), por meio das equipes de atenção primária, tem grande valor na identificação de violências.

“A nossa missão como profissional de saúde é o bem-estar, a qualidade de vida das pessoas. Vamos trabalhar, lutar, poder defender, advogar pela luta contra a violência contra as mulheres, não podemos nunca nos acostumar com isso”.

Conforme a socióloga e responsável pela área de pessoas em situação de violência da SES, Jadir Dantas, a secretaria realiza um trabalho com os gestores e profissionais que atuam nas unidades de saúde referência para atendimento às mulheres vítimas de violência sexual e demais fluxos para acolhimento e abordagem dessas demandas.

“Usamos de todos os recursos disponíveis para sensibilizar gestores e profissionais dos serviços que devem compor a rede de atenção às mulheres em situação de violência, objetivando ter em cada um dos 79 municípios, profissionais que atuem de forma oportuna, acolhedora e resolutiva cada vez que chegar ao serviço uma mulher buscando ajuda para minorar o sofrimento causado pela violência sexual”.

Defensora Pública e coordenadora do Nudem (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher), Thaís Dominato através de vídeo desejou aos colaboradores da SES que agosto seja um mês de reflexões, mas, principalmente, de concretização de ações efetivas na busca pela igualdade de gênero.

“Há muito ainda para se fazer. Coisas grandiosas como políticas públicas de moradia, de emprego, de saúde que mantenham a mulher longe do ciclo da violência. Uma justiça que aplique integralmente a Lei Maria da Penha, mas não esqueçamos da nossa parte, aquilo que está ao nosso alcance no dia-a-dia. Não julguemos as mulheres que estão em situação de violência doméstica, sejamos rede de apoio, façamos a denúncia por ela e, definitivamente, deixemos de curtir e propagar as piadas machistas que lá na frente vão autorizar e justificar os feminicídios. Isto serve tano para as mulheres quanto para os homens. Violência doméstica contra a mulher é violação dos direitos humanos e, portanto, é responsabilidade de toda a sociedade esse enfrentamento”.

Durante a abertura da campanha de enfrentamento à violência doméstica e sexual contra a mulher, todos foram convidados a fazer um minuto de silêncio em respeito à memória de todas as mulheres que perderam as suas vidas, vítimas do feminicídio, e também a todas as mulheres que sofrem violência, muitas vezes, caladas.

Lei do Minuto Seguinte

Além do amparo da ‘Lei Maria da Penha’ às vítimas de violência, a ‘Lei do Minuto Seguinte’ como ficou conhecida a Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 2013, garante atendimento completo, gratuito e imediato a vítimas de estupro em hospitais e postos de saúde do SUS sem antes precisar ir à delegacia ou registrar boletim de ocorrência, porque a palavra da vítima é suficiente para fazer valer a lei.

A ‘Lei do Minuto Seguinte’ dispõe sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos de saúde que atendam pelo SUS oferecerem atendimento emergencial, integral e multidisciplinar às vítimas de violência sexual. A lei considera violência sexual qualquer forma de atividade sexual não consentida.

A violência sexual compreende:

· Estupro dentro de um relacionamento;
· Estupro por pessoas desconhecidas ou até mesmo conhecidas;
· Tentativas sexuais indesejadas ou assédio sexual, que podem acontecer na escola, no local de trabalho e em outros ambientes;
· Violação sistemática e outras formas de violência, particularmente comuns em situações de conflito armado (como a fertilização forçada);
· Abuso de pessoas com incapacidades físicas ou mentais;
· Estupro e abuso sexual de crianças;
· Formas “tradicionais” de violência sexual, como casamento ou coabitação forçada.
· As formas comuns de atos de assédio ou violência em espaços públicos são:
· Ofensas, dizeres ou gestos ofensivos/inapropriados;
· Tocar, apalpar, segurar, forçar beijo, segurar o braço, impedir a saída;
· Colocar mão por dentro da roupa da vítima sem consentimento, iniciar ou consumar ato sexual sem consentimento.

Caso seja vítima de abuso ou violência sexual, acione a Polícia Militar (190), Disque-Mulher (180) ou, em casos de crianças ou adolescentes, Disque Direitos Humanos (100).

Não se cale, denuncie!

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Kamilla Ratier

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Encontro de Gestores de Pessoas debate inovação, estratégias e o futuro da gestão pública em MS

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De 22 a 24 de junho, o Governo do Estado promove palestras, paineis e apresentação de casos que focam na transformação da Administração Pública através do desenvolvimento de pessoas

A Secretaria de Estado de Administração (SAD), por meio da Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Suged), realiza o 5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS, entre hoje (22) e quarta-feira (24), no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.

O evento, que chega à quinta edição, neste ano conta com correalização do TCE (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), e abre um espaço de integração, aprendizado e troca de experiências entre profissionais que atuam na área de gestão de pessoas em diferentes instituições públicas.

Com o tema “Tendências, estratégias e inovação”, o encontro tem como proposta fortalecer a atuação dos gestores públicos, ampliar conhecimentos e estimular práticas que contribuam para a modernização dos processos e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à sociedade.

A programação reúne palestras, cases e momentos de reflexão sobre desafios atuais da gestão de pessoas, abordando temas como saúde mental, cultura de pertencimento, liderança, clima organizacional, inteligência artificial, people analytics, bem-estar e estratégias para o desenvolvimento dos servidores públicos.

O Secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, destaca a importância de ter a gestão de pessoas no centro da estratégia da Administração Pública. “Fortalecer a gestão de pessoas significa aprimorar a capacidade do Estado de desenvolver seus servidores, qualificar seus processos e promover uma Administração Pública cada vez mais eficiente, integrada e alinhada às necessidades da sociedade, com foco nas demandas do futuro do mundo do trabalho”, afirma Gurgel.

Encontro em 2025 reuniu diversos servidores e especialistas em Campo Grande

Com a proposta de promover o desenvolvimento dos servidores e ampliar a atuação estratégica dos profissionais da área, o encontro contará com a participação de palestrantes e especialistas reconhecidos nacionalmente, além da apresentação de experiências bem sucedidas desenvolvidas por órgãos públicos de Mato Grosso do Sul.

Entre os convidados está Dany Suzuki, que fará o encerramento do evento com a palestra “O Futuro é Humano”, trazendo uma reflexão alinhada ao movimento de transformação da gestão pública.

A programação também contará com a participação de nomes como Izabella Carmargo, Marina Dias, André Mazinni, Vanessa Weber, Renisson Araújo, Myrelle Jacob e um painel sobre liderança feminina com Ana Carolina Ali, Ana Paula Martins, Luciana Ferreira e Patrícia Sarmento, que irão compartilhar conhecimentos e perspectivas sobre os novos desafios da gestão de pessoas e o papel estratégico dos profissionais que atuam no desenvolvimento de equipes e organizações públicas.

Focado no desenvolvimento e transformação da gestão de pessoas, o encontro está alinhado às ações estratégicas previstas no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, com foco no desenvolvimento dos servidores, modernização da gestão e construção de soluções inovadoras para a Administração Pública.

Como órgão central da estrutura institucional do Poder Executivo Estadual na área de Gestão de Pessoas, a SAD, por meio da Suged (Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas), tem entre suas atribuições a proposição de políticas estratégicas, a supervisão e o gerenciamento de ações voltadas à valorização e ao desenvolvimento dos servidores públicos.

Nesse contexto, a Suged atua no fortalecimento das competências dos servidores e na integração das unidades de gestão de pessoas dos diferentes órgãos, buscando soluções que preparem a Administração Pública para os desafios do futuro.

“Este encontro representa um movimento estratégico para fortalecer a gestão de pessoas no serviço público de Mato Grosso do Sul. É um momento de integração entre os órgãos, de troca de experiências e de construção coletiva de caminhos que contribuam para a evolução dos processos, o desenvolvimento dos servidores e a mudança de comportamentos necessários para uma gestão de pessoas mais inovadora e preparada para os desafios do futuro”, pontua Lea Maria Ribeiro, superintendente de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas.

O evento é destinado aos profissionais da área de Gestão de Pessoas da Administração Pública Estadual, Tribunal de Contas, Poder Judiciário, Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, prefeituras do Estado e estudantes universitários.

A expectativa é reunir aproximadamente mil participantes. Na edição de 2025, o encontro alcançou 1.300 inscrições e teve 1.215 certificados emitidos pela Escola de Governo de Mato Grosso do Sul (Escolagov-MS), demonstrando a relevância da iniciativa para a formação e integração dos profissionais da área.

Ao promover a troca de experiências e estimular novas práticas, o 5º Encontro de Gestores de Pessoas reafirma o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com uma gestão pública mais estratégica, inovadora e centrada nas pessoas.

Serviço
5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS
Data: 22 a 24 de junho de 2026
Abertura: 22 de junho, 13h30.
Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo

Laiana Horing Nantes, Comunicação SAD
Fotos: Cleython Vasconcelos/SAD/Arquivo

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Ressonância no Hospital Regional de Dourados reduz viagens e anos de espera por diagnóstico no SUS

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Tecnologia na rede pública amplia o acesso a exames de alta complexidade para pacientes de 34 municípios do Cone Sul

A viagem de Adelina Sales começou quando a maioria das casas ainda dormia. Moradora da zona rural, ela levantou à meia-noite e saiu de casa por volta das três da manhã para conseguir chegar ao Hospital Regional de Dourados quase às sete. O cansaço da estrada se somava a uma espera bem mais longa: havia cerca de quatro anos que ela aguardava a realização de uma ressonância magnética pelo Sistema Único de Saúde.

Em tratamento por causa de artrose no joelho, Adelina já havia passado por consultas, encaminhamentos e até feito um exame anterior fora de Mato Grosso do Sul. Ainda assim, seguia à espera de uma nova avaliação que pudesse ajudar na continuidade do tratamento. A chamada para realizar o exame no HRD representou, para ela, mais do que a marcação de um procedimento. Foi a interrupção de uma espera que atravessou anos.

“Levantamos meia-noite para poder estar aqui. Saímos de casa às três da manhã e chegamos quase às sete. Foi cansativo, mas graças a Deus deu tudo certo”, contou. “A gente mora na roça e ficava esperando, esperando, e nunca saía. Agora saiu, graças a Deus.”

A instalação do primeiro aparelho de ressonância magnética da rede pública no Hospital Regional de Dourados começou a alterar a rotina de pacientes como Adelina, especialmente moradores de cidades do interior, distritos e comunidades rurais. O equipamento entrou em funcionamento no dia 27 de abril e passou a atender a macrorregião do Cone Sul, formada por 34 municípios. Com capacidade estimada para cerca de 500 exames por mês, o serviço diminui a necessidade de deslocamentos para outros centros e aproxima exames de alta complexidade de pacientes que dependem exclusivamente da rede pública.

No caso de Adelina, a mudança não se resume à distância percorrida. O atendimento recebido também ficou marcado em sua memória. Acostumada à vida no sítio, ela relata que nem sempre se sentiu acolhida nos serviços de saúde por ser moradora da zona rural. No Hospital Regional, segundo ela, a experiência foi diferente.

“Tem lugar que parece que a gente é tratada diferente porque é da roça”, desabafou. “Cheguei e já vieram pegar meus documentos, me encaminharam rápido, os médicos atenderam muito bem. Fui muito bem tratada.”

A história de Luciene de Medeiros, moradora de Itaporã, também ajuda a dimensionar o peso da espera por exames especializados no interior. Ela convive com bursite e rompimento dos tendões dos ombros e aguardava uma ressonância magnética desde 2019. O pedido de cirurgia veio em 2023, mas o exame seguia como etapa necessária para a continuidade do tratamento.

“Esse exame que vim fazer hoje já estava esperando há mais de dois anos”, afirmou.

Para quem depende do SUS, a demora em um exame pode significar dor prolongada, dificuldade de trabalhar, perda de mobilidade e adiamento de decisões médicas. A ressonância magnética é fundamental em diferentes áreas, especialmente na ortopedia, por permitir uma avaliação detalhada de articulações, músculos, tendões, ligamentos, coluna e outras estruturas do corpo. Sem o exame, muitos pacientes permanecem em uma espécie de corredor de espera entre a suspeita clínica e a definição do tratamento.

Luciene avalia que a chegada do equipamento ao Hospital Regional pode encurtar esse caminho para outras pessoas que enfrentam o mesmo percurso. “Se depender de pagar, muita gente nunca consegue fazer. Então isso aqui faz diferença demais para a população”, disse. Ela também destacou a estrutura da unidade e o atendimento recebido. “Já é a terceira vez que venho aqui e continuo achando maravilhoso. A estrutura é muito boa e os aparelhos ajudam bastante.”

O aparelho instalado no Hospital Regional de Dourados recebeu investimento de R$ 7,5 milhões da Secretaria de Estado de Saúde. A incorporação do serviço amplia a capacidade diagnóstica da rede pública na região e atende a uma demanda antiga de pacientes que, até então, precisavam esperar por vagas em outras localidades ou enfrentar viagens longas para realizar o exame.

Para o médico João Hoffmann, profissional da unidade, a ressonância magnética tem impacto direto em especialidades que dependem do exame para definir diagnósticos e condutas. Segundo ele, o novo serviço fortalece a ortopedia de alta complexidade, com atendimentos voltados a problemas de coluna, ombro, joelho e lesões ligamentares, além de auxiliar em cirurgias do aparelho digestivo e em outros métodos diagnósticos necessários dentro da rede.

“A ressonância vem para somar à ortopedia de alta complexidade, com atendimentos voltados para coluna, ombro, joelho e lesões ligamentares, além de auxiliar em cirurgias do aparelho digestivo e outros métodos diagnósticos necessários dentro da rede”, explicou.

Na prática, a presença do equipamento em Dourados altera uma etapa decisiva do cuidado em saúde: o tempo entre a dor, a suspeita médica e a confirmação do diagnóstico. Para pacientes do interior, esse intervalo costuma ser atravessado por deslocamentos, custos indiretos, perda de dias de trabalho e dependência de transporte. Quando o exame passa a ser oferecido mais perto, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso hospitalar e se transforma em acesso concreto.

Para Adelina, depois de anos esperando, o significado é simples e direto. A ressonância não elimina sozinha a doença nem encerra o tratamento, mas abre uma porta que permaneceu fechada por tempo demais. Entre a madrugada na estrada e a chegada ao hospital, o exame representou uma chance de seguir adiante com mais clareza sobre o próprio corpo e com a sensação de que, desta vez, a espera encontrou resposta.

Juliana França, Comunicação HRD

Fonte: Governo MS

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