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Economia

Como superar a falência? CEO explica as principais estratégias para dar a volta por cima

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Superar a falência é uma das maiores dificuldades dos empreendedores,  já que ter um negócio saudável e lucrativo requer não apenas talento no segmento, mas preparo para driblar os problemas diários. A falta de conhecimento e gestão é um dos grandes motivos que levam os empreendedores a quebrarem, mas como fazer o caminho de volta? Ycaro Martins, é CEO e sócio-fundador da Vaapty, líder do franchising no segmento de intermediação de venda de veículos do Brasil. Antes de criar uma rede de franquias que movimenta bilhões, com mais de 350 unidades comercializadas, faliu e precisou ressignificar sua empresa.

Aceitação e autoanálise
A falência é um marco financeiro, temporário e não define seu futuro. Aceite a situação, mantenha a calma e revise todas as suas dívidas, despesas e fontes de receita. Saber exatamente onde você está é essencial para planejar os próximos passos. Identificar suas falhas e buscar ajuda também é um passo de extrema importância para se reestruturar.

“No meu primeiro negócio, antes da Vaapty, eu era um ótimo gestor, mas um péssimo controlador. Achei que conseguiria minimizar essas falhas sozinho, no entanto não consegui e cheguei à falência. Depois que eu quebrei e consegui me reerguer, foi que entendi que para o negócio dar certo, eu precisava identificar e suprir as minhas fraquezas com pessoas competentes para me auxiliar nas áreas que eu não dominava”, disse. Além disso, para o negócio funcionar, é preciso ter constância, persistência e um nível de capacitação e resiliência muito acima, explica o CEO da Vaapty.

Reorganização financeira
Crie um orçamento realista com base em suas necessidades essenciais e compromissos financeiros. Eliminar gastos desnecessários, buscar opções mais econômicas para reduzir custos fixos também é importante. Mantenha um diálogo com os credores para renegociar condições de pagamento ou obter descontos e seja fiel aos prazos.

Ycaro Martins explica que honrar o lugar que você está, de forma justa, sem caminhos alternativos e cumprir os prazos acordados é importante principalmente para esse empreendedor não perder sua credibilidade.

“Para quem está em um modelo de negócio que não é integralmente honesto e age com mau caratismo, pode ter certeza que uma hora vai cair e perder tudo. Não cometa infrações, seja íntegro, com certeza você vai prosperar, crescer e evoluir. O caminho tem que ser reto, claro e correto”, aconselha o CEO.

Educação financeira
Aprender sobre controle de orçamento, investimentos e criar hábitos financeiros saudáveis pode ajudar a evitar os erros do passado. Busque por orientação profissional como um consultor financeiro, que pode ajudar a criar um plano personalizado para a recuperação.

Ter um negócio de sucesso exige equilíbrio financeiro, saber diferenciar a conta pessoal da jurídica, trabalhar muito mais horas, buscar conhecimento, ter preparo para gerir o negócio e auto responsabilidade para entender que qualquer falha que venha ocorrer na empresa, a responsabilidade é do empreendedor.

“É preciso se capacitar para dominar todas as áreas e colocar pessoas específicas para suprir as suas fraquezas. Vender é arte, empreender não, pois é preciso ter conhecimento, habilidades e técnica”, disse o CEO da Vaapty.

Mude sua mentalidade
Redefinir o sucesso é entender que a falência não é o fim. Grandes empreendedores já quebraram antes de se reerguer. Use isso como uma oportunidade para recomeçar.

Todo esse processo pode ser emocionalmente exaustivo, por isso é importante buscar apoio em amigos, família ou em profissionais de saúde mental, se necessário. Assim que se recuperar e começar a planejar o futuro, não deixe que tudo fique apenas na sua mente, explica Ycaro:“Um bom plano tem que sair da mente para o papel e em seguida para a execução, sem delongas. Quando estiver tudo pronto, execute. Mas isso não significa que você vai executar sem saber o que está fazendo, não é isso, mas sim colocar em prática algo que já estava planejado. As mudanças precisam acontecer e logo. Durante a execução, nem tudo vai sair conforme o programado, mas é preciso que tudo seja feito com maestria”, diz.

Empenho e dedicação
Muitas pessoas fazem grandes projetos, têm grandes objetivos, mas às vezes a execução é falha e isso pode ser fatal para o negócio. “As pessoas costumam procrastinar as suas decisões, os seus sonhos, então quem quer ser um homem ou uma mulher de sucesso, é preciso dar o seu máximo. É preciso honrar e se dedicar ao plano, ao  projeto, mesmo que as circunstâncias não sejam favoráveis”, aconselha o CEO da Vaapty.

Tenha paciência
A recuperação financeira pode levar tempo, por isso é importante ser paciente e seguir com disciplina no plano traçado. Quando as contas começarem a estabilizar, estabeleça uma reserva de emergência e se prepare para futuras adversidades financeiras.

Sobre a Vaapty
A Vaapty é a líder do franchising no segmento de intermediação de venda de veículos do Brasil. Fundada em 2020 pelo CEO Ycaro Martins, com mais de 20 anos de experiência no setor automotivo, a empresa busca inovar, tornando a negociação de carros mais segura e sem burocracia. Em 2021 virou a chave com franquias e hoje já alcançou a marca de mais de 100 lojas abertas e mais de 250 unidades vendidas em todo o país.  A marca foi chancelada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) com o selo de excelência 2024,  já movimentou mais de R$ 1 bilhão em vendas de veículos e planeja dobrar o número de unidades.

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Economia

Presidente do Concen-MS participa de reunião na ANEEL sobre regras que afetam a tarifa de energia

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Representantes de associações e entidades de defesa dos consumidores de energia elétrica participaram nesta quinta-feira (25), em Brasília, de uma reunião promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para discutir propostas de aperfeiçoamento da metodologia do Fator X, componente utilizado nos processos de reajuste e revisão tarifária das distribuidoras de energia elétrica. A iniciativa faz parte das discussões preparatórias para uma futura consulta pública sobre o tema.

Entre os participantes esteve a presidente do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa Mato Grosso do Sul (Concen-MS) e também do Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen), Rosimeire Costa, que representou os consumidores nas discussões sobre os impactos da metodologia tarifária e a necessidade de ampliar os mecanismos de participação social nas decisões regulatórias.

O Fator X é um dos componentes considerados pela ANEEL nos reajustes tarifários e tem como objetivo compartilhar com os consumidores os ganhos de produtividade obtidos pelas distribuidoras ao longo dos ciclos tarifários. Atualmente, o mecanismo também incorpora indicadores relacionados à qualidade do serviço prestado e à satisfação dos consumidores.

Durante a reunião, Rosimeire Costa destacou a importância de que as futuras alterações continuem fortalecendo o papel do consumidor dentro do modelo regulatório brasileiro.

“É fundamental que os indicadores utilizados pela ANEEL reflitam cada vez mais a experiência real do consumidor. A qualidade do fornecimento, a eficiência dos serviços prestados e a percepção dos usuários precisam estar no centro das discussões tarifárias”, afirmou.

A dirigente também ressaltou que os conselhos de consumidores acompanham de forma permanente os processos tarifários em todo o país e têm papel estratégico na tradução dos temas regulatórios para a sociedade.

O encontro foi conduzido por técnicos da agência reguladora e integra uma série de discussões com os diferentes segmentos envolvidos no setor elétrico. Segundo a ANEEL, o objetivo é aprimorar a metodologia do Fator X para que os ganhos de eficiência das distribuidoras sejam compartilhados com os consumidores de forma mais equilibrada e transparente. Uma consulta pública deverá ser aberta nos próximos meses para receber contribuições da sociedade, distribuidoras, especialistas e entidades representativas.

A discussão ocorre em um momento em que a agência vem ampliando o peso dos indicadores de satisfação do consumidor na composição das tarifas. Em janeiro deste ano, a ANEEL aprovou mudanças que reforçam a influência da avaliação dos consumidores sobre a receita das distribuidoras, por meio de indicadores como o Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) e mecanismos relacionados ao atendimento das demandas registradas pelos usuários.

Para Rosimeire Costa, a participação das entidades de consumidores nesse processo é essencial para garantir que as mudanças regulatórias resultem em benefícios concretos para a população.

“Nosso papel é assegurar que as decisões regulatórias considerem não apenas os aspectos técnicos e econômicos do setor, mas também os impactos diretos na vida dos consumidores que pagam suas contas de energia todos os meses”, concluiu.

Foto: Divulgação / ANEEL

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Economia

Brasileiros já convivem com o dólar no dia a dia, mas ainda investem pouco na moeda

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Mesmo quem nunca comprou um único dólar já convive diariamente com os efeitos da moeda americana. Combustíveis, medicamentos, eletrônicos, passagens aéreas e parte dos alimentos consumidos no Brasil possuem preços influenciados pelo câmbio. A diferença é que, para a maioria das pessoas, essa exposição acontece apenas do lado das despesas — e não do patrimônio.

“O brasileiro já está dolarizado sem perceber. O problema é que essa exposição normalmente acontece apenas quando os preços dos produtos consumidos sobem. Ter parte do patrimônio em ativos atrelados ao dólar pode funcionar como um mecanismo de proteção e diversificação”, afirma Pedro Fontes, Analista de Research do MB | Mercado Bitcoin.

Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), entre 16% e 18% da cesta de consumo dos brasileiros sofre influência direta ou indireta do dólar. O levantamento sugere que uma exposição semelhante a ativos dolarizados pode ajudar a neutralizar parte do impacto cambial sobre o poder de compra da população.

Acesso simplificado ao dólar com Stablecoins

Durante décadas, investir em dólar exigia abrir contas internacionais, realizar remessas bancárias, converter moedas e aguardar processos de liquidação que podiam levar dias. O avanço das stablecoins — criptomoedas lastreadas em moedas fiduciárias, como o dólar — vem mudando esse cenário.

Com ativos como USDT e USDC, o acesso ao dólar ocorre de forma digital, com negociação disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, liquidação praticamente instantânea e maior transparência nos custos de conversão.

“A tecnologia eliminou grande parte da burocracia associada à dolarização. Hoje é possível acessar o dólar em segundos, sem depender dos processos tradicionais do sistema financeiro internacional”, afirma Pedro.

O crescimento das stablecoins reflete essa transformação. Juntas, USDT e USDC já somam mais de US$ 260 bilhões em circulação, movimentando volumes superiores à base monetária de diversos países. As reservas que lastreiam esses ativos são compostas majoritariamente por títulos do Tesouro americano, colocando suas emissoras entre os maiores financiadores da dívida pública dos Estados Unidos.

Dólar digital também possibilita rendimento

Outro diferencial das stablecoins é a possibilidade de combinar exposição cambial com geração de renda. Enquanto recursos mantidos em contas internacionais frequentemente permanecem sem rendimentos, algumas soluções do mercado permitem que investidores obtenham ganhos adicionais sobre seus ativos dolarizados.

No Mercado Bitcoin, por exemplo, investidores podem adquirir dólar digital por meio de stablecoins como USDT e USDC e utilizá-las em soluções de staking que atualmente oferecem rendimentos de até 5% ao ano em dólar.

Na prática, isso permite reunir três características em um único ativo: exposição à moeda americana, liquidez praticamente imediata e potencial de rendimento em uma moeda forte.

“O debate sobre dolarização não deveria estar restrito à expectativa sobre o câmbio. O ponto principal é reconhecer que parte relevante da vida financeira dos brasileiros já depende do dólar. A questão é se os investimentos acompanham essa realidade”, conclui Pedro.

Sobre o MB | Mercado Bitcoin

Com 4,5 milhões de clientes em 13 anos de operação, o MB | Mercado Bitcoin é a plataforma de investimentos em ativos digitais líder na América Latina, a partir da atuação como corretora de criptomoedas, tokenizadora de ativos e banco digital. Primeiro unicórnio cripto brasileiro, tem sedes no Brasil e em Portugal e opera com os mais altos padrões de transparência e integridade financeira, sendo auditada pela KPMG, uma das maiores empresas de auditoria do mundo.

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