Mato Grosso do Sul
Artista campo-grandense Tetê Espíndola comemora 70 anos nesta segunda-feira
Tetê Espíndola é um diamante da Música Popular Brasileira. Com uma história musical incrível, a campo-grandense começou a cantar e tocar com os irmãos em casa, no final dos anos 1960. Em 1978, Tetê chega a São Paulo. Com a craviola nas mãos, vai a uma importante gravadora, canta com sua voz mágica e é contratada imediatamente. Assim começa a sua carreira brilhante, com o disco Tetê e o Lírio Selvagem, junto com seus irmãos Geraldo, Celito e Alzira, pela multinacional Polygram.
Sete anos após lançar o primeiro álbum, Tetê vence com Escrito nas Estrelas o Festival dos Festivais da Rede Globo, em 1985, e fica conhecida em todo o Brasil como a cantora que tem “pássaros na garganta”. Em 46 anos de carreira, Tetê conta com 20 álbuns lançados e várias participações em coletâneas e discos de outros artistas. No cinema cria a trilha sonora e atua como atriz no filme “Mônica e a Sereia do Rio”, de Maurício de Souza.
Neste ano de comemoração de seus 70 anos, Tetê já ganhou um presente raro: a volta ao sucesso, dessa vez com muito mais força impulsionado pela internet e redes sociais. Após uma cena com a ex-jogadora Márcia Fu viralizar no programa A Fazenda, o seu hit Escrito nas Estrelas voltou com tudo! Uma onda incrível que fez Tetê renovar seu público quase que instantaneamente, trazendo a mesma proporção de sucesso que há 38 anos, quando a canção ficou na primeira posição por semanas nas paradas das rádios brasileiras. “Neste momento dos meus 70 anos eu encaro a volta do ‘Escrito nas Estrelas’ na minha vida como um presente do universo”, afirmou.
Atualmente já são mais de 400 milhões de compartilhamentos da música no Tik Tok. Tetê pulou de 60 mil ouvintes para 720 mil no Spotify e o vídeo da música no Youtube foi de 1 milhão para 28 milhões de acessos em apenas 2 meses.
Ao falar sobre a Capital Morena, sua terra natal, Tetê é só emoção e boas lembranças. “Campo Grande é minha cidade natal, adoro porque eu vivi aí até os vinte anos de idade, então eu tenho uma raiz muito forte. Primeiro a raiz musical da minha família, dos meus irmãos, da minha mãe, do meu pai, da família do meu pai, e também pela beleza da minha terra. Quando eu vivi aí eu vivia nos terrenos baldios, eu passeava no Horto Florestal, eu ia para o cerrado catar guavira… É muita inspiração, e isso ficou dentro de mim e não sai mais”.
Aproveitando esse ano festivo, Tetê preparou também um show para comemorar este momento mágico com o público, Tetê Hits! Um espetáculo especialmente para o público cantar com Tetê do começo ao fim, recheado de sucessos que estão no imaginário coletivo e que, na voz da cantora, tornam-se inesquecíveis. Outro show dentro da comemoração de 70 anos é “A Era dos Festivais”, onde Tetê conta e canta esse momento especial da MPB que revelou artistas como Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jair Rodrigues, entre outros, além dela mesma.
O show “A Era dos Festivais” vai ser apresentado em Campo Grande pelo 7º Festival Engepar Viva Campo Grande, no dia 14 de março, às 20h30, no Blues Bar. O show conta com um quarteto de músicos para relembrar os sucessos da época.
“No momento, neste momento eu tenho mais é que fazer muito show por aí, em Campo Grande, em Corumbá, o ano passado eu fiz até, bastante coisa em Corumbá. Mas voltar às minhas raízes neste momento é uma coisa que me alimenta muito, meu público, a minha família que mora aí. E é claro que eu vou apresentar, já está planejado “A Era dos Festivais” para o dia 14 de março agora, e o “Tetê Hits” é um show novo na minha carreira, está sendo montado, e se Deus quiser até maio a gente está apresentando este show aí. Então aguardem”!
Karina Lima, FCMS
Fotos: Bruno Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Membros do conselho do FCO aprovam R$ 131 milhões em investimentos para MS
Membros do CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) realizaram reunião extraordinária na sexta-feira (19), em formato virtual, com aprovação de 69 cartas consultas que perfazem financiamentos no valor de R$ 131.833.258,22.
Na linha FCO Rural foram aprovadas 61 cartas consultas totalizando R$ 103.246.159,16, sendo distribuídas em 34 cartas consultas para compra de máquinas, nove para correção de solo, sete para aquisição de bovinos, quatro para reforma de pastagens, dois para retenção de matrizes e um para os setores de suinocultura, avicultura, energia fotovoltaica, armazenagem e benfeitorias rurais.
Já na linha FCO Empresarial foram aprovadas oito cartas consultas, sendo seis para o setor de comércio e serviços, enquanto os investimentos no turismo regional e em ciência e tecnologia tiveram uma carta consulta aprovada, cada.
No ano já foram aprovadas 525 cartas consultas nas duas linhas de financiamento, atingindo a cifra de R$ 1.000.641.013,12. Mato Grosso do Sul tem disponível para contratar, nesse ano. R$ 3.028.102.274,00, valor dividido ao meio entre as duas linhas de financiamento (Rural e Empresarial).
O CEIF/FCO é um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e composto por representantes de órgãos públicos e entidades de classe produtora e trabalhadora, que têm como objetivo principal contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região, através da aplicação dos recursos tributários definidos em programas de financiamento aos setores produtivos.
João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto: Ana Christina, Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Com Corredor Bioceânico em conclusão, turismo e comércio vivem expectativa de crescimento e transformação em MS
Com impacto direito previsto nas áreas do comércio e turismo, o Corredor Bioceânico de Capricórnio tem a expectativa de transformar a relação entre o Brasil e os demais países – Paraguai, Argentina e Chile – por onde o traçado vai passar, além de influenciar as relações comerciais com a Ásia.
A obra da ponte sobre o Rio Paraguai – que liga as cidades de Porto Murtinho a Carmelo Peralta – está 90% executada, e mesmo antes da conexão terrestre ligar Brasil e Paraguai, moradores e turistas já vivem a perspectiva do corredor
O corredor rodoviário conhecido como “Rota Bioceânica” vai ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Com 3,9 mil quilômetros, ao longo de quatro países, o novo traçado vai contribuir diretamente para a redução do tempo de transporte de mercadorias entre América do Sul com a Ásia.
Mas de forma direta e imediata, o turismo já é o setor mais impactado, mesmo antes da conclusão da obra do acesso terrestre entre Brasil e Paraguai. A previsão do Governo do Estado é de que no primeiro ano de funcionamento do corredor rodoviário o crescimento turístico chegue a 30% e 70% a partir do segundo ano.
“Isso considerando apenas o fluxo rodoviário no turismo, mas o crescimento pode ser maior se houver abertura de voos, por exemplo. E com a mobilização dos municípios o impacto na área turística é o primeiro observado”, explicou a assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva.

O diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, explica que a previsão é de continuidade do crescimento do turismo a médio prazo, após a finalização da obra.
“Sempre que se abrem novos acessos, que é o básico para a conexão entre cidades e destinos, o turismo é impactado. Um ponto muito importante após a ponte ser concluída é a questão das alfândegas, porque vai ser uma rota que o turismo rodoviário vai acontecer muito. Eu entendo que tem chances de desenvolver a área ao longo dos anos”.
A turismóloga Annice Dias criou a primeira agência de turismo de Porto Murtinho e já atua com visitas e atrações no Brasil e outros países que fazem parte da Rota Bioceânica.
“O fluxo de visitantes já tem aumentado. Eu recebo solicitações do Paraguai para o Brasil, de Loma Plata e Filadélfia (colônias alemãs do chaco paraguaio) e Vallemí. Os paraguaios gostam de vir, principalmente, para Bonito. E agora estão descobrindo outros destinos como Jardim, Bodoquena e até Campo Grande”, disse Annice.
Ela já guiou grupos para verem de perto até mesmo a obra da ponte, por terra firme e com vista privilegiada pelo Rio Paraguai. Além disso, em Porto Murtinho novas atividades também surgem, como cicloturismo, eventos de pesca feminino e para casais, contemplação no Rio Paraguai.
“Aproveitamos a estrutura da pesca, com passeio de barco até a ponte da Rota Bioceânica. E no cicloturismo atravessamos o rio de balsa, indo até a obra por Carmelo Peralta, com café da manhã regional numa pousada do município vizinho”, explicou a empresária.
Comércio e negócios
Nas relações comerciais o principal ponto é justamente a redução, em duas semanas, do trajeto para a Ásia. “Quando as questões alfandegárias estiverem concluídas e o corredor estiver funcionando, levar a trazer mercadores vai ser mais célere. É visível o interesse de empresas em se fixar na nossa região, pois vamos atender questões logísticas de maneira global”, explicou Danniele Paiva.
O empresário Luiz Carlos Malacarne, que atua no ramo de distribuição de combustíveis está otimista. Há dois anos ele realiza adequações físicas no prédio da empresa, que fica em Jardim, e gora está preparado para aumentar em 30% o atendimento aos clientes, caso exista a demanda após a finalização da obra rodoviária.

“A rota é uma oportunidade muito grande para nós da região. Temos projetos para serem implantados e estamos nos preparando com investimento em sistema, treinamento, infraestrutura. Estamos acreditando nesta demanda, mesmo com o desaquecimento da agricultura. Aguardo passar o período mais delicado, e vamos adquirir mais caminhões para transportar a mercadoria até os nossos clientes”, disse Malacarne.
O Corredor Bioceânico terá infraestrutura rodoviária ligando o Porto de Santos aos portos de Iquique e Antofagasta – além de outros sistemas portuários públicos e privados na costa do Pacífico, em Mejillones e Tocopilla.
“Tudo isso gera oportunidades para harmonização regulatória e implementação de medidas de facilitação do comércio. Além de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a inclusão econômica de áreas isoladas”, disse o secretário da Semadesc, Artur Falcette.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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