Mato Grosso do Sul
Despedida de bebê espancado é marcada por revolta e ausências de pai e mãe
A despedida de Jhemerson de Jesus Belmonte, aos 2 anos e 5 meses, é marcada pela revolta e pela ausência do pai e da mãe do pequeno que morreu na tarde de segunda-feira (12), vinte dias após ter dado entrada na Santa Casa com marcas de agressão. Para a investigação policial, não há dúvidas de que a criança foi espancada, por isso, a mãe e o padrasto serão indiciados por homicídio qualificado.
O velório de Jhemerson acontece na tarde desta terça-feira (13), no Cemitério Jardim da Paz, na BR-060, em Sidrolândia, e conta com presença da avó materna, amigos e vizinhos da família. Cerca de 60 pessoas participam da cerimônia que contou com orações e canções entoadas por quem está no local.
Ao Campo Grande News, a avó e única familiar do pequeno disse estar revoltada com a morte do pequeno e que agora quer vingança, porque, além de tudo, também perdeu a guarda da irmã do menino que foi registrada como filha dela. Para a mulher, o autor das agressões foi o padrasto e ela está inconformada com toda a situação.

Maria Aparecida diz estar muito magoada com toda a situação (Foto: Alex Machado)
“Os vizinhos tinham me contado que ele [o padrasto) era estúpido. Tentei trazer minha filha para casa várias vezes, mas ela sempre voltava para ele. Eu tive seis filhos e nunca deixei ninguém bater neles, porque ela deixou fazer isso? Eu tinha a menina e tiraram ela de mim também. Estou com muita mágoa”, pontuou Maria Aparecida de Jesus, avó das crianças.
Amiga da família, Rosenilda da Silva, 50 anos, contou que conhecia a família do pequeno porque vendia verduras no bairro onde eles moravam. Mas depois de um tempo parou de vê-los na região. Para ela, a situação é uma surpresa porque sempre via as crianças bem cuidadas e jamais imaginou que o menino era agredido.
“Não vou romantizar, porque sou mãe também. Mas eles eram bem cuidados. Quando parei de vê-los, achei que tivessem se mudado do bairro. Jamais pensei que isso pudesse acontecer. O pai também tem culpa, abandonou eles. Precisa ser responsabilizado de alguma forma”, declarou a aposentada.
À reportagem, a fisioterapeuta Letícia Silva, 23 anos, afirmou ser uma vergonha o pai da criança não ter aparecido no velório do menino. Segundo ela, o homem esteve no hospital na tarde de sábado (10) e recebeu a notícia de que os aparelhos seriam desligados na segunda-feira. Desde então, ele não foi mais visto.

Letícia é amiga do pai da criança e ficou indignada com ausência em velório (Foto: Alex Machado)
“A mãe tá presa e ele nem apareceu. É uma vergonha. Ele tinha que ter voltado no hospital domingo para assinar os papéis e não foi. Procuramos em todos os lugares, não encontramos. Não sei se desapareceu ou está só se escondendo”, declarou Letícia.
Uma das pessoas que ajudou a família a realizar o velório também afirmou estar revoltada com a morte. Edileusa Luiz, de 44 anos, contou que os amigos quiseram dar uma despedida melhor para Jhemerson e por isso fizeram a vaquinha para o sepultamento.
“Estamos revoltados. Foi um descaso. Ela deveria ter se posicionado como mãe e o pai não apareceu em nenhum momento. Nos mobilizamos ainda mais quando tiraram a menina da avó. Ela ficou muito fragilizada. Depois do enterro vamos procurar a Defensoria Pública para que ela consiga a guarda de volta”, finalizou.
– CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul fortalece política de turismo acessível e inclusivo com lançamento de material institucional
Mato Grosso do Sul avança na consolidação de uma política pública estruturada voltada ao turismo acessível e inclusivo, reafirmando o compromisso com a promoção de destinos mais preparados, seguros e acolhedores para todas as pessoas. Como parte desse processo, a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS) realizou o lançamento oficial do vídeo promocional do Programa Turismo Acessível e Inclusivo, durante agenda institucional realizada na WTM Latin America, em São Paulo.
O material apresenta vivências reais de pessoas com deficiência, pessoas idosas e pessoas com mobilidade reduzida em experiências turísticas no estado, evidenciando que a acessibilidade é uma prática possível, planejada e essencial para o desenvolvimento do setor. A iniciativa reforça o posicionamento de Mato Grosso do Sul como referência nacional na construção de destinos mais inclusivos.
A coordenadora do programa, Telma Nantes, destaca que a proposta está fundamentada em escuta ativa e responsabilidade social. “Trata-se de uma política pública construída a partir da vivência e das necessidades reais das pessoas. Nosso objetivo é garantir que o turismo seja acessível, com qualidade e respeito, promovendo inclusão de forma efetiva”, afirma.
O gerente de Estruturação e Inovação do Turismo da Fundtur MS, Édson Moroni, ressalta o caráter integrado da iniciativa. “Estamos estruturando um modelo que envolve poder público, iniciativa privada e sociedade, com foco na qualificação dos destinos e na ampliação do acesso ao turismo”, pontua.
Para o diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, o turismo acessível e inclusivo é estratégico para o desenvolvimento do estado. “A acessibilidade deixa de ser um diferencial e passa a ser um eixo estruturante do turismo. Mato Grosso do Sul avança ao alinhar inclusão social e desenvolvimento econômico, fortalecendo sua competitividade no cenário nacional”, destaca.
Além do lançamento do material, a agenda institucional incluiu reuniões técnicas, articulações com especialistas e representantes do setor, e a realização de experiências sensoriais como degustação às cegas, ampliando a discussão sobre inovação e inclusão na promoção do destino.
A iniciativa integra um conjunto de ações contínuas do estado voltadas à eliminação de barreiras e à construção de um turismo mais justo, acessível e alinhado às boas práticas nacionais e internacionais.
Débora Bordin, Comunicação Fundtur
Foto: @visitmsoficial
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Para fortalecer o atendimento aos pacientes oncológicos em MS, Governo e HCAA inauguram mais uma ala
Para fortalecer o atendimento aos pacientes oncológicos em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado e o HCAA (Hospital de Câncer Alfredo Abrão) inauguraram mais um pavimento da unidade, que oferece 32 leitos de internação de adultos. O governador Eduardo Riedel participou da entrega da nova ala – projetada para garantir conforto e qualidade assistencial aos pacientes e familiares –, realizada nesta segunda-feira (27).
“A gente tem a participação da sociedade nesses processos, da construção e da condução do hospital, que é o maior custo. A construção está sendo estruturada e eu acredito que até o fim do ano que vem esteja completamente finalizado os nove andares, desde o subsolo até o sétimo andar. Para o funcionamento, o Estado tem a condição de oferecer um equipamento de altíssima qualidade de tratamento para a pessoa que é beneficiária do SUS”, explicou Riedel.
A unidade III – Nelson Buainain é a expansão mais recente do HCAA. O anexo possui nove andares no total e está sendo inaugurado em etapas para ampliar o atendimento oncológico via SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado.
A finalização da obra do 5° andar – denominado “Ala Famílias do Agro” – é resultado de uma mobilização conjunta entre o poder público, instituição hospitalar e o setor produtivo. No total, 25 famílias ligadas ao agronegócio sul-mato-grossense contribuíram para viabilizar a obra – cada uma destinou R$ 50 mil, somando R$ 1,25 milhão, valor aplicado integralmente na finalização do pavimento.
A iniciativa reforça o papel da solidariedade como vetor de transformação social. O gesto coletivo traduz o compromisso direto com a vida, ao viabilizar uma estrutura que impacta milhares de pacientes em tratamento.
“Novos leitos para o Sistema Único de Saúde são sempre uma boa notícia. Mas eu gostaria de ressaltar a importância da participação da sociedade civil organizada no financiamento de leitos hospitalares do SUS”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.
Com a inauguração desta segunda-feira (27), cinco andares já estão em pleno funcionamento, oferecendo suporte de diagnóstico e de internação com setor de imagens (tomografia, raio x, mamografia, ultrassom), UTI (Unidade de Terapia Intensiva), ambulatório médico e leitos para internação. O 4° andar, entregue em setembro do ano passado, recebeu R$ 1,2 milhão em recursos do Estado.
Outros quatro andares ainda precisam ser concluídos – 1°, 2°, 6° e 7°. As obras do 2° andar – “Ala Sicredi” – já estão em andamento com recursos doados pela cooperativa de crédito e assim que finalizado o pavimento contará com 20 leitos de UTI.
O Governo do Estado disponibilizou R$ 35 milhões para custeio e atendimento na unidade III do hospital, desde janeiro de 2024, por meio de emendas parlamentares e convênios.
O HCAA, uma instituição privada filantrópica gerido pela Fundação Carmem Prudente de Mato Grosso do Sul (FCPMS), é o maior hospital exclusivamente oncológico de Mato Grosso do Sul. A unidade conta com uma equipe de 500 colaboradores especializados. No ano passado o hospital realizou mais de 230,4 mil procedimentos, uma média de 19 mil atendimentos/mês.
“Todo o funcionamento do hospital só é possível devido as parcerias, inclusive com o Estado”, afirmou a presidente do HCAA, Sueli Lopes Telles.
A inauguração também contou com a participação da primeira-dama Mônica Riedel e do secretário Rodrigo Perez (Segov).
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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