Mato Grosso do Sul
Comitê de Articulação para Efetividade da Política Educacional de MS realiza 2ª reunião presencial
Evento ocorreu na Escoex, no TCE/MS. Foi assinada Carta de Compromisso ao governador eleito Eduardo Riedel, com a finalidade de fixar obrigações para o aprimoramento da Política Pública de Educação de MS.
Na manhã desta terça-feira (22), os representantes de 21 entidades que formam o Comitê de Articulação para Efetividade da Política Educacional no Estado de Mato Grosso do Sul, estiveram reunidos na Escola Superior de Controle Externo (Escoex) do TCE/MS, no Parque dos Poderes, para a segunda Reunião presencial do CAEPE/MS e assinatura de carta-compromisso visando a continuidade das ações na próxima gestão.

A presidente executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti explanou sobre a origem do Gaepe –Brasil, como estratégia de articulação interinstitucional, destacou os importantes resultados alcançados pela SED, em regime de colaboração em Mato Grosso do Sul, “ Hoje temos em todo país 07 GAEPs Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação no Brasil, sua maioria hospedada no Tribunal de Contas de cada Estado, demonstração da participação, colaborativa e articuladora dos TCEs. Reafirmar este compromisso da Educação com a nova gestão, através da Carta de Compromisso é mais um pacto que criamos pensando e colaborando, juntos, em prol da Educação”.
Representando o governador eleito Eduardo Riedel, o membro do Comitê de Articulação para Efetividade da Política Educacional no Estado de Mato Grosso do Sul, Thaner Castro Nogueira, que também é integrante da gestão de transição do novo Governo de MS, falou da importância do comprimisso com Educação, “nosso governador eleito tem um olhar diferenciado para Educação, com a relação custo benefício que vai impactar diretamente o estudante e o CAEPE/MS será imprescindível para elaboração de estratégias e diretrizes nas ações educacionais no âmbito estadual para os próximos anos”.
Criação

Secretária de Estado de Educação Cecilia Motta representou o governador Reinaldo Azambuja, lembrou que os trabalhos do Comitê foram iniciados no dia 05 de agosto de 2020, ainda nomeado como “Comissão Estadual Provisória de Volta às Aulas”, para discutir e definir estratégias e diretrizes para um retorno seguro às aulas presenciais. Com a finalidade de se ter maior abrangência e manter os estudos/análises constantes sobre o retorno às aulas presenciais durante o período da pandemia.
Em 2021 a Comissão foi substituída pelo Comitê de Articulação para Efetividade da Política Educacional no Estado de Mato Grosso do Sul (CAEPE/MS), vinculado à Secretaria de Estado de Educação (SED), por meio do Decreto n. 15.594, de 29 de janeiro de 2021.
“ Nossa luta pela educação é por políticas de Estado e não de Governo, o regime de colaboração é uma marca do governo atual. O grupo formado em 2020 em plena pandemia, com diversas instituições, é consistente e trabalha políticas que atende a sociedade, o cidadão e diretamente nossos estudantes, tanto da rede publica, quanto da rede privada e nosso foco hoje é a recomposição da aprendizagem, tem muito a ser feito e podemos auxiliar os outros estados, pois tivemos 08 anos de política pública e em regime de colaboração, com governo municipalista e terá continuidade com Eduardo Riedel”.
CAEPE/MS
Ao lado da Secretaria de Estado de Educação (SED), o Instituto Articule é responsável pela coordenação das ações do CAEPE/MS que segue com a proposta de ser um canal plural, com participações de representantes do poder público, órgãos de controle e representações sindicais de forma horizontal, com direitos iguais para todos os membros.
O Instituto Articule objetiva a criação de instâncias de pactuação que unem os representantes do governo aos órgãos do sistema de justiça, de controle externo, poder legislativo e sociedade civil para que atuem de forma integrada na construção de soluções mais eficazes e ágeis, em um ambiente de maior segurança jurídica.
Entre os resultados apresentados pelo Comitê nestes dois anos de trabalho, está a criação do Protocolo de Volta às Aulas, documento disponível para acesso no portal da SED e que foi fundamental para nortear as ações das unidades de ensino durante o período de retomada das atividades presenciais das escolas de Mato Grosso do Sul entre os anos de 2021 e 2022.
GAEPE/MS
Na Carta de Compromisso, uma das reivindicações ao governador eleito Eduardo Riedel é de que a articulação interinstitucional promovida pelo CAEPE/MS continue e que seja redefinido o nome do Comitê para Gabinete de Articulação para Efetividade da Política Educacional no Estado de Mato Grosso do Sul (GAEPE/MS), conforme os demais GAEPEs que estão sendo implantados no Brasil.
Adersino Junior, SED
Fotos: Renata Novaes
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul inova com tecnologia que transforma diagnósticos em horas
Único hospital público do Centro-Oeste com MALDI-TOF, o hospital identifica bactérias e fungos em menos de 24 horas — revolucionando o tratamento de infecções graves
Com investimento contínuo no parque tecnológico, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) deu mais um passo na qualidade do atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O Laboratório de Análises Clínicas da unidade passou a contar com o MALDI-TOF — técnica avançada de espectrometria de massa que identifica microrganismos como bactérias e fungos com alta velocidade e precisão. O HRMS é o único hospital público do Centro-Oeste equipado com essa tecnologia.
Se antes a identificação de bactérias e fungos levava até cinco dias, agora o diagnóstico microbiano pode ser liberado em menos de 24 horas. Na prática, isso significa que o paciente inicia o tratamento adequado mais rápido e, com isso, pode até receber alta mais cedo.
Segundo a bióloga Eliane Borges de Almeida, gerente e responsável técnica do laboratório, a grande inovação está na velocidade. “Enquanto os métodos tradicionais de identificação de bactérias e fungos levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência”, explica.
Ela destaca ainda o impacto no uso de medicamentos: com a identificação imediata do agente causador da infecção, a equipe médica pode prescrever o antibiótico exato logo no início do tratamento. Isso evita o uso de medicamentos de amplo espectro desnecessários, combatendo a resistência bacteriana.
Os benefícios vão além do paciente individual. A diretora técnica do HRMS, Patricia Rubini, ressalta o impacto no sistema como um todo. “Quando o paciente recebe o tratamento com o antibiótico específico desde o primeiro dia, sua recuperação é mais rápida e segura. Isso significa alta mais precoce, mais leitos disponíveis para quem precisa e um uso muito mais responsável dos recursos do SUS. O MALDI-TOF é, ao mesmo tempo, uma conquista clínica e uma ferramenta de gestão eficiente para o hospital”, destaca a médica.
Na prática, a redução no tempo de internação permite que mais pacientes sejam atendidos pela unidade, otimizando a fila do SUS.
Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
Fotos: Patrícia Belarmino
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Motor novo, horizonte aberto: como a Agraer mudou a vida de uma família na Serra do Amolar
Na borda mais isolada do Pantanal sul-mato-grossense, a Serra do Amolar se ergue como um recorte de resistência. Ali, o acesso não se mede em quilômetros, mas em horas de navegação. Não há estrada e quem chega, chega pelas águas – ou pelo céu. Para a maioria, a rodovia é o rio.
Entre as pessoas que vivem ali está a família de Edilaine Nogales de Arruda, pescadora profissional e moradora da região. Até então, a burocracia era uma barreira concreta: a distância da cidade tornava quase impossível a emissão de documentos essenciais para acessar políticas públicas.
“Como nós somos ribeirinhos, temos o privilégio de sermos pescadores profissionais. Sou filiada a uma colônia, e por meio dela me orientaram sobre o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar). Para termos a possibilidade de investimento, melhorar os equipamentos de pesca, motor e ter os benefícios’’, afirma.
O problema é que dificilmente a família se deslocava até Corumbá, município mais próximo. Foi então que ano passado a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) entrou na jogada por meio da 10ª Expedição Pantanal, organizada pela PMA (Polícia Militar Ambiental). Na ocasião, o extensionista Isaque Pécora de Andrade passou vários dias embarcado e voltou com 45 novos CAFs na bagagem.
Na vida de Edilaine, o serviço abriu a possibilidade do financiamento via Pronaf B de um motor para o barco da família. “Antes da melhoria, o pescado muitas vezes não passava da porta de casa. A venda dependia de quem chegasse. Agora conseguimos transportar o nosso produto. Só nos trouxe melhoria.”
Além disso, o equipamento também encurtou o tempo. E, no Pantanal, isso é expandir o mundo. Corumbá, que antes consumia um dia inteiro de deslocamento, passou a caber em menos horas. O que era exceção virou possibilidade.
‘’Melhorou muito a nossa logística. Agora em caso de uma emergência, consigo chegar mais rápido com minha família até a cidade’’, diz Edilaine.
Não se trata apenas de velocidade. Trata-se de autonomia. De poder escolher quando ir, para onde ir, a quem vender. De transformar o rio — antes obstáculo — em caminho de escoamento e renda.
A presença da Agraer na expedição não levou soluções prontas; levou acesso a direitos. Em territórios como o da Serra do Amolar, políticas públicas não chegam por inércia. Precisam ir — com planejamento, parceria e disposição para atravessar distâncias reais.
E no fim, a história de Edilaine não é sobre um motor. É sobre o que ele move: dignidade, renda e a possibilidade de ficar — por escolha, não por falta de opção. No coração do Pantanal, onde tudo parece longe, um documento aproximou o futuro.
A Agraer está presente em todos os municípios de Mato Grosso do Sul e segue ao lado de quem faz o campo acontecer. A instituição mantém o compromisso de fortalecer práticas sustentáveis, unindo conhecimento, tecnologia e tradição para que cada propriedade avance com equilíbrio e rentabilidade.
Produtores que desejam iniciar e aprimorar alguma atividade, ou agregar valor à produção, podem procurar um de nossos escritórios e conversar com nossos extensionistas.
Ricardo Campos Jr. e Brennon Quintino, Comunicação Agraer
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
Internas: Agraer
Fonte: Governo MS
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