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Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul completa 45 anos e tem 2,8 milhão de habitantes

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Rodoviária de Campo Grande - Ano 1978

Mato Grosso do Sul completa 45 anos de criação em 2022. Neste período, ganhou 24 municípios e 1,469 milhão de novos moradores, considerando a estimativa populacional de 2021, em 2.839 milhões de pessoas. O Estado foi oficialmente criado em 11 de outubro de 1977, em uma ‘canetada’ do então presidente Ernesto Geisel que dividiu o Mato Grosso em dois.

Os municípios da região sul do Mato Grosso uno eram considerados os mais prósperos e pujantes economicamente na época da divisão. Porém, era Cuiabá quem dava as ordens para os 93 municípios que existiam, causando insatisfação nas lideranças do sul. O impasse terminou com a divisão dos estados.

Corumbá, Porto Murtinho, Ponta Porã, Aquidauana, Miranda e Campo Grande eram os principais municípios de Mato Grosso do Sul em 1977, quando foi criado. A economia era baseada nos grandes latifúndios, que produziam gado e algumas culturas. O plantio da soja só foi inserido no Estado após alguns anos de pesquisa aplicada ao solo, que não era considerado propício na época.

Corumbá

Foto: Prefeitura de Corumbá – Porto de Corumbá foi o terceiro maior porto da América Latina até 1930.

A última série história de PIB (Produto Interno Bruto) levantada pelo IBGE, é de 1991, quando o acúmulo de riquezas do Estado somava 10.172 bilhões. Ao longo de 19 anos, em 2010, o PIB do Estado alcançou 106.943 bilhões. Descontada a inflação, o PIB teve crescimento de 607% no período.

O Governo do Estado estima que o PIB estadual chegue a 134,8 bilhões em 2022. Atualmente, a soma das riquezas de Mato Grosso do Sul é influenciada não mais só pela pecuária, mas principalmente pela produção de grãos, soja e milho, celulose e carnes, entre gado, aves e suínos.

Com o aumento populacional e as riquezas, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) também cresceu consideravelmente. Em 1991, era de 0,488 e o Estado ocupava o 8° lugar no ranking do país. Anos depois, em 2010, o IDH do Estado alcançou 0,729, sendo o 10° maior do país.

Mato Grosso x Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul existe oficialmente há 45 anos, celebrados na próxima terça-feira (11) e, mesmo assim, quase que diariamente, ouvimos gente de outros estados confundir MS com MT. Se é por preguiça de falar o nome completo ou pura ignorância geográfica, não se sabe. Fato é que a rivalidade entre os estados vem de longa data, antes da separação de Mato Grosso do Sul do Mato Grosso “uno”, em 1977.

A história mostra que a separação dos estados foi causada pela insatisfação das lideranças políticas dos municípios da região sul, que atualmente formam o Mato Grosso do Sul. De 1888 vem o primeiro marco do movimento divisionista, que só foi concretizado 88 anos depois com uma ‘canetada’ do então presidente Ernesto Geisel.

No livro “Campo Grande, 100 anos de Construção”, o capítulo sobre a criação de Mato Grosso do Sul destaca a rivalidade. Escrito há 20 anos por Afonso Nogueira Simões Corrêa – engenheiro, pecuarista, escritor e participante da Comissão Especial que supervisionou a divisão do estado – o capítulo fala das origens do Estado.

“A progressiva adesão do povo sul-mato-grossense ao movimento separatista foi consequência da política regionalista e discriminatória, adotada pelos dirigentes de Cuiabá em relação ao sul do Estado (…). Nesse ambiente de permanente disputa pelo poder, as lideranças políticas do norte estimulavam a discórdia, lançando uns contra os outros, com o intuito de enfraquecê-lo e assegurar o predomínio do norte”, diz no livro pertencente ao acervo do IBGE.

O livro ainda revela que também eram impostas dificuldades aos moradores do sul para resolver questões burocráticas, considerando que Cuiabá era a capital na época – apesar dos municípios do sul serem economicamente mais prósperos. “Isso fez crescer o descontentamento e a animosidade dos sulistas contra o governo e os políticos do norte”.

Autoridade da época, Afonso relata ainda que “na consciência coletiva dos habitantes do sul, as palavras ‘Cuiabá’ e ‘cuiabano’ tinham, desde a infância, conotação intimidativa”. O livro ainda compara o cuiabano a alguém de autoridade repressiva, como o professor primário que usava a palmatória, o coletor de impostos e o delegado.

Comemoração estilo Carnaval

Jornais da época relatam a felicidade da população do recém-criado Mato Grosso do Sul com o ato que marcou a divisão. O jornal O Estado de SP, de 12 de outubro de 1977, destacou na capa a festa no estilo ‘carnaval’ promovida pelo novo estado, apesar da cerimônia em que Geisel assinou a lei complementar ter durado apenas 11 minutos.

Da cerimônia, em Brasília, participaram 860 convidados, mas a festa promovida pela população começou às 5h30 do dia 11 de outubro, em Campo Grande. Na capa, o jornal Folha de São Paulo destacou que foi criado o Estado de MT do Sul, destacando os benefícios políticos e administrativos para a separação.

A HISTÓRIA

Antes de ser criado, o sul de Mato Grosso como um estado autônomo já era sonhado. Divisão, criação, fundação. Nenhuma dessas palavras consegue definir de forma abrangente os fundamentos e anseios que pautam o nascimento de Mato Grosso do Sul.

Apesar de ser fruto de um decreto, as fronteiras delimitadas a caneta pelos burocratas governamentais já carregavam dentro de si o DNA econômico, social e cultural que já movia as populações sulistas desde o fim do século XIX.

Mais que o “conflito ideológico” entre sul e norte, a divisão, ou criação, foi levada a cabo por motivos econômicos que beneficiariam ambos os estados, o que de fato ocorreu. E neste “cometa temporão” embarcaram as vidas e desejos de 2,3 milhões de pessoas que habitavam os estados irmãos.

Primeiro governador de MS, Harry Amorim assina termo de posse – Foto: Roberto Higa/Acervo Histórico

Em um bate papo com o historiador e professor Douglas Alves da Silva, especialista em Culturas e História dos Povos Indígenas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, é possível avaliar como, quando e porquê surgiram os sentimentos de efetivação de um estado sul-mato-grossense e as razões desse sonho tornar-se real, afinal, tão tardiamente.

Como era Mato Grosso antes da divisão?

O estado, antes da divisão, tinha um território muito extenso. A economia, de base agrícola, tinha sua maior arrecadação na região sul. Porém, politicamente, o norte possuía mais representantes na capital Cuiabá.

E como era a região sul? O que marcou o início do movimento que dividiu o Estado?

Apesar de a capital ser a cidade de Cuiabá, desde o fim do Império e início do período republicano cidades do sul já se destacavam. Corumbá era a principal. Desde que foi fundada, ainda no período do Brasil Colonial, se tornou o principal entreposto desta região. Corumbá ganha importância com a navegação internacional do rio Paraguai, que era o terceiro maior porto da América Latina até 1930.

Por volta de 1889, políticos corumbaenses divulgaram um manifesto que pedia a transferência da capital de Mato Grosso para a cidade de Corumbá, algo que não deu resultados naquele período. Este ato, porém, pode ser considerado como marco inicial do movimento divisionista.

Na década de 1920 Campo Grande já era considerada a capital econômica de Mato Grosso devido à exportação na estação ferroviária e posição geográfica. Quais motivos levaram a isso?

Dois acontecimentos foram decisivos para a mudança do eixo de liderança comercial de Corumbá para Campo Grande: a instalação da Circunscrição Militar, o hoje chamado Comando Militar do Oeste e a chegada dos trilhos e da estação ferroviária. Esses fatos fizeram com que muitos migrassem para Campo Grande, trazendo novas ideias, anseios e ideologias, mas também potencializando seu crescimento econômico e comercial.

É curioso frisar que estes trilhos que iam rumo a Corumbá tinham um traçado original que previa sua passagem por Cuiabá.

Quais foram os motivos que levaram a divisão de Mato Grosso?

Podemos elencar os seguintes motivos divisionistas: a atuação da Companhia Matte Larangeira e o maior desenvolvimento econômico da região sul, facilitado num primeiro momento pelo porto em Corumbá e depois pela facilidade da estrada de ferro que fazia a ligação São Paulo – Campo Grande – Corumbá.

No entanto, devemos elencar também os motivos do governo federal da época da ditadura militar:estimular a ocupação territorial e o desenvolvimento regional e estreitar relações com os países vizinhos, Paraguai e Bolívia.

Qual envolvimento do Regime Militar nesta questão?

Com a legislação básica para a criação de novos estados e territórios (1974) o governo ditatorial estabeleceu regras para o surgimento de novas unidades federativas. Esse fato motivou o ressurgimento de discussões referentes a limites, fronteiras e mesmo sobre reorganização de estados.

A Liga Sul-Mato-Grossense, presidida por Paulo Coelho Machado, retoma suas ações políticas voltadas à causa divisionista, enquanto o governador do Mato Grosso, José Garcia Neto, fazia campanha contrária aos anseios separatistas.

Quantos municípios Mato Grosso possuía? Quem ficou com a maior área?

Mato Grosso tinha à época 93 municípios e 1.231.549 quilômetros quadrados. A lei dividiu o Estado e deixou Mato Grosso com 38 municípios e Mato Grosso do Sul com 55. Mato Grosso ficou com a maior área: 901.420 quilômetros quadrados.

De que forma o crescimento sócio-econômico do Sul com a pecuária e a exploração da erva-mate marcaram o movimento?

A economia do sul do então Mato Grosso era baseada no latifúndio, a grande propriedade agrícola. Da mesma forma a exploração dos ervais, por meio da Companhia Matte Larangeira, também se destacava. Ambas as situações promoveram a criação de uma elite forte economicamente, com seu poder político emanando da grande quantidade de terras que dominavam.

Com o passar do tempo essas elites do sul buscaram maior participação nos desdobramentos políticos do Estado. A busca por este espaço, já ocupado pelas elites do norte, somada a fatos como a Revolta Constitucionalista de 1932, acabam por alimentar os anseios dos sulistas, fazendo com que criassem a Liga Sul-Mato-Grossense, através da qual passam a fazer uma espécie de lobby político em busca da separação e constituição de um novo estado.

Sobre este movimento de 1932 é interessante frisar a participação do sul do Mato Grosso em apoio aos paulistas, que pleiteavam, entre outras coisas, um governo constitucional para o Brasil, já que vivíamos neste período o chamado governo provisório de Getúlio Vargas, que conquistou o poder por meio da Revolução de 1930.

Foi então instituído em Campo Grande uma espécie de governo revolucionário, com sede no prédio da Maçonaria Novo Horizonte de Maracaju (localizado na Rua Calógeras), motivo pelo qual este governo de curta duração (menos de três meses) ficou conhecido como Estado de Maracaju, sob a liderança de Vespasiano Martins.

É de se esperar que a divisão possua defensores e críticos. Quais são os argumentos favoráveis e críticos que se ouvia na época ou até hoje?

Os argumentos que se ouviam eram de que o sul sustentava o norte, já que era mais desenvolvido economicamente e concentrava maior arrecadação de impostos. Também se falava que o sul era abandonado pelo norte, pois o governo estadual não daria o devido suporte estrutural aos municípios sulistas. Também era recorrente o discurso de que a divisão iria levar o norte à falência e tornar o lado sul um estado rico, devido à concentração de arrecadação. Por outro lado, já próximo da divisão de fato, levantou-se a ideia de que o processo faria com que ambos os estados progredissem economicamente, mesmo que precisassem contar com apoio do governo federal pra isso.

Houve um consenso da população na época? 

A população ficou dividida. No norte eram contrários à divisão, seguindo seus líderes políticos, ao mesmo passo em que a população do sul era partidária da criação de um novo estado. No entanto, essa opinião da população era informal: não podemos deixar de ressaltar aqui que, apesar de ter ocorrido, a divisão acabou ocorrendo sem consulta à população, atendendo anseios políticos apenas.

Chegada das autoridades no Teatro Glauce Rocha para posse do governador Harry Amorim Costa. Armando Falcão, Cássio Leite de Barros e Rangel Reis em 1979

Última eleição indireta para Senador

Início da construção do Parque dos Poderes. Sentido Av.Mato Grosso.

Deputados da 1ª-Legislatura

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Mato Grosso do Sul

Artesanato indígena de Mato Grosso do Sul é valorizado na Casa do Artesão e em feiras nacionais

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O artesanato indígena é valorizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, que proporciona a comercialização na Casa do Artesão, a participação em feiras nacionais e também vai até as aldeias para emitir a Carteira Nacional do Artesão. No estado são nove etnias indígenas catalogadas, todas produzindo artesanato,, cerâmica, fibra e produtos em sementes.

Segundo Katienka Klain, diretora de Artesanato, Moda e Design da Fundação de Cultura, aqui em Mato Grosso do Sul, as etnias indígenas que mais comercializam, mais participam de eventos e de comercialização na Casa de Artesão são as etnias Terena,Kadiwéu e Kinikinaw, que são baseadas na questão da cerâmica.

“Hoje está tendo uma maior venda da material do Guató, do Ofaié, mas ainda de forma muito devagar, mas as maiores vendas são a terena, que é referência cultural, que é patrimônio cultural, e elas vendem muito por associações, também, às vezes, não indígenas, porque tem essa dificuldade de acesso financeiro de participar em alguns eventos”.

Katienka diz que os produtos que mais vendem nas feiras são artesanato indígena. “As feiras nacionais são vendidas, a grande maioria, através de associações de artesanato, nem sempre associações indígenas, também a participação de representação de pessoas não indígenas, e aí essa venda é realizada em grande número expressivo, mas a grande maioria está na cerâmica terena, ainda a gente tem que ter um trabalho maior no estado para aumentar a venda e qualificar mais os outros artesanatos”.

“O artesanato indígena é o primordial, é o que começou, onde tudo começou. Então, assim, está e grande parte quando a gente realiza a Carteira Nacional do Artesanato nas aldeias indígenas. Eles deixam claro que eles vivem do artesanato, então é fundamental o apoio da Fundação de Cultura através de comercialização nos Festivais de Inverno de Bonito, América do Sul, que são espaços próprios para eles. As vagas também nos editais, que também são vagas específicas para a população indígena, para que eles possam escoar essas peças e ter representatividade e também começar a entender o que é o mercado do artesanato”.

O artesanato indígena está presente há mais de 30 anos na Casa do Artesão, com a participação das etnias Kadwéu, Terena e Kinikinau. Segundo a coordenadora da Casa do Artesão, Eliane Torres, o artesanato indígena é “a nossa referência cultural, é a nossa identidade, é patrimônio histórico, tudo isso envolve, por isso que temos aqui nossos artesãos indígenas presentes na nossa casa”.

A artesã Cleonice Roberto Veiga, mais conhecida como Cléo Kinikinau, expõe suas peças na Casa do Artesão, junto com as peças da sua mãe, Ana Lúcia da Costa, há um ano. São peças em cerâmica e argila, além de colares, brincos e pulseiras. Para ela, é muito importante o papel da Casa do Artesão na divulgação do trabalho indígena.

“Para a gente é importante que vocês ajudem a gente a divulgar o nosso trabalho, a nossa cultura e também ajuda no custo financeiro, que isso é uma fonte de renda nossa, que muitas vezes a gente não tem um emprego fixo, não trabalha, e acaba ajudando isso para dentro de casa nossa. É muito importante, depois que a gente conheceu aí a Casa do Artesão, para a gente está sendo ótimo, está ajudando a gente, que de mês em mês, a Casa do Artesão, ela tem mandado para a gente o que tem vendido e valoriza mais o nosso trabalho. E é isso, é muito bom, muito importante mesmo para nós. Nosso artesanato Kinikinau é raro ver em lugares, mas está ajudando muito mesmo a gente”.

Creusa Virgílio, da etnia Kadwéu, disse que conheceu a Casa do Artesão há 14 anos. “Eu seguia minha mãe e minha irmã para vender cerâmica. E hoje eu continuo. Elas partiram e eu continuo na Casa do Artesão. Eu entrego peças para casa do artesão a cada 30 dias. A importância é, para mim, a mulher Kadwéu sobre a valorização do nosso estado, também é o momento de a gente divulgar e fortalecer a arte Kadwéu. O artesanato, para mim, é a renda familiar e a valorização da cultura, para que a cultura Kadwéu sempre viva e seja fortalecida em nosso estado”.

A artesã Rosenir Batista é da etnia Terena e foi homenageada na Semana do Artesão do ano passado. Ela sempre ministra oficinas em escolas, para os alunos conhecerem a cerâmica Terena. Durante a Semana do Artesão deste ano ministrou oficina para alunos na Escola Municipal Governador Harry Amorim Costa.

Rosenir nasceu em 8 de março de 1967. Trabalha com a Cerâmica Tradicional Terena desde a infância, há mais de 49 anos. “O saber ancestral da arte em cerâmica Terena aprendi com minha avó, e das primeiras peças produzidas (Bichinhos do Pantanal, vasos) meu trabalho evoluiu para diversos tipos de peças utilitárias e decorativas, que se transformaram na minha principal fonte de renda. Este conhecimento ancestral que recebi de minha avó já repassei para minhas filhas e netas, e eles já trabalham comigo, e temos o compromisso de manter está técnica viva de geração em geração”.

Rosenir mora na aldeia Cachoeirinha, município de Miranda, e trabalha com cerâmica desde quando tinha 12 anos. “Eu trabalhava com a minha mãe, minha mãe trabalhava já com cerâmica, eu ajudava. Na prática, hoje, eu tenho 25 anos na área de artesanato. A cerâmica para mim é um trabalho que minha mãe me deixou. Então eu não posso deixar morrer a cultura, o trabalho que ela deixou para mim, eu tenho que dar continuidade. É a cultura da aldeia onde eu moro, eu não posso deixar ser esquecido, toda a minha família hoje trabalha na cerâmica”.

Karina Lima, Comunicação Setesc
Fotos: Ricardo Gomes/FCMS

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Três Lagoas: Governo reforça manutenção do Pronto Atendimento do HR após alinhamento com município

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Por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), decisão foi consolidada após reunião com representantes municipais e garante continuidade da assistência à população

O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), informa que o Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, será mantido em funcionamento, após alinhamento técnico realizado com a gestão municipal.

A decisão foi construída de forma conjunta, considerando as demandas apresentadas pelo município ao Governo, bem como diante da necessidade de garantir assistência adequada e contínua à população da região.

Durante reunião realizada na sede da SES, em Campo Grande, na semana passada, equipes técnicas do Estado e do município discutiram o funcionamento da rede e pactuaram a manutenção do serviço, com ajustes que ainda serão detalhados de forma integrada.

Participaram do encontro com a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, e o superintendente de Governança Hospitalar da SES, Edson da Mata, a Diretora-Geral do hospital, Letícia Carneiro; o diretor-técnico Marllon Nunes; a secretária municipal de Saúde, enfermeira Juliana Rodrigues Salim; e a Diretora-geral de Saúde do município, Jamila de Lima Gomes.

“Nosso foco é garantir que a população tenha acesso ao atendimento de forma organizada e eficiente, com diálogo permanente com os municípios e responsabilidade na gestão da rede”, detalhou Crhistinne.

Organização da rede e atendimento

A SES ressalta que o Hospital Regional da Costa Leste segue como unidade estratégica para a rede pública estadual, com atuação no atendimento de urgência e emergência e no fortalecimento de especialidades de média e alta complexidade. A organização dos fluxos assistenciais continuará sendo aprimorada, com apoio do Complexo Regulador Estadual, garantindo que cada paciente seja encaminhado conforme a necessidade clínica e no tempo oportuno.

O diálogo entre Estado e município continuará nos próximos dias, com o objetivo de aprimorar fluxos assistenciais e assegurar maior eficiência no acesso aos serviços de saúde, respeitando as características e necessidades locais.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: André Lima

Fonte: Governo MS

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