Nota de Falecimento
Morre aos 84 anos o humorista e escritor Jô Soares
Morreu na madrugada desta sexta-feira (5), aos 84 anos, o escritor e humorista Jô Soares. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o final do mês passado, em São Paulo, segundo sua assessoria.
O enterro e velório de Jô serão reservados à família e amigos. Por conta da morte, foi decretado luto oficial por três dias na capital paulista.
O corpo do apresentador foi levado do hospital por volta de 10h45, e encaminhado para a cerimônia de despedida restrita.
O Sírio Libanês também informou que a causa da morte não será divulgada a pedido da família, que solicitou discrição, a pedido do próprio Jô.
“O paciente Jô Soares faleceu na data de hoje, 05 de agosto, às 2h20, no Sírio-Libanês. em São Paulo. Ele estava internado desde o dia 28 de julho no hospital, onde era acompanhado pelas equipes do corpo clínico da instituição”, escreveu a assessoria do humorista, em conjunto com o hospital.
Pelo Instagram, a ex-mulher de Jô, Flávia Pedras, foi uma das primeiras a se pronunciar sobre a morte. “Nos deixou no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cercado de amor e cuidados”, escreveu.
“Aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida”, disse Flávia.
Por conta da morte de Jô, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), decretou luto oficial de três dias na capital paulista.
“Perdemos todos, nós brasileiros, um dos mais talentosos artistas do Brasil. Jô Soares encantou gerações no teatro, na televisão, no cinema e na literatura. Além disso, projetou positivamente o nome do Brasil no cenário internacional com a sua notável inteligência, cultura e o seu humor sofisticado”, escreveu o prefeito, em nota.
“Fará muita falta, é inegável, mas a sua obra permanecerá e continuará inspirando os artistas que virão. Em nome da cidade de São Paulo, meus sinceros sentimentos e minha solidariedade à família, parentes e amigos”, acrescentou Nunes.
“Nasceu querendo seduzir o mundo”
Em nota, a Rede Globo destacou que “o humor na ponta da língua, a inteligência aguçada, o raciocínio rápido e o amor pela arte” eram marcas registradas de Jô Soares.
“Chorava pelas coisas boas, nunca pela tristeza. Vaidoso, chegou a dizer que ‘já nasceu querendo seduzir o mundo’. E assim o fez, em mais de 60 anos de carreira, com personagens históricos na TV brasileira, mais de 200 personagens e 14.000 entrevistas”, acrescentou a emissora.
“O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!”, escreveu Zélia Duncan.
Em um post nas redes sociais, Adriane Galisteu agradeceu Jô, de quem era vizinha, por “tantas risadas, tantas conversas e todos os ensinamentos”.
“Meu Deus o mundo sem você… Meu amado amigo, diretor, conselheiro, vizinho que tristeza. Você sempre foi cercado de amor e sempre será assim! Vou seguir te aplaudindo e através de suas obras aprendendo com vc! Obrigada por tantas risadas, tantas conversas por todos os ensinamentos”, escreveu Galisteu.
Biografia
Filho do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e de Mercedes Leal Soares, José Eugênio Soares nasceu em 16 de janeiro de 1938 no Rio de Janeiro. Aos 12 anos, mudou-se com a família para a Europa, onde pensou em seguir a carreira diplomática, mas seu amor pela arte falou mais alto.
Com carreira extensa, foi humorista, apresentador de televisão, escritor, diretor e ator. Seu primeiro papel foi em “O Homem do Sputnik”, filme de Carlos manga de 1958.
Três anos mais tarde, começou a trabalhar na TV Record, onde atuou em programas como “La Reuve Chic”, “Jô Show” e “A Família Trapo”, além de escrever o “Simonetti Show”.
Em 1970, foi para a TV Globo estrelar o “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, programa substituído pelo Satiricom em 1973. Três anos depois, como ator e redator, participou de “Planeta dos Homens” até 1981, quando começou a se dedicar ao próprio programa, “Viva o Gordo”.
Neste, viveu diversos personagens marcantes, como Reizinho, Capitão Gay e Zé da Galera. Jô trocou a Globo pelo SBT em 1987 para realizar um de seus maiores desejos: apresentar um programa de entrevistas.
O “Jô Soares Onze e Meia” foi ao ar entre 1988 e 1999, com mais de seis mil entrevistas com grandes personalidades brasileiras e internacionais. Em 2000, o humorista retornou à Globo para o icônico “Programa do Jô”, encerrado em 2016.
Por CNN Brasil
Nota de Falecimento
Mato Grosso do Sul perde Dácio Corrêa, pioneiro do colunismo social
O jornalismo e a comunicação de Mato Grosso do Sul estão de luto. Morreu na manhã deste sábado (23), em Campo Grande, o colunista social Dácio Corrêa, aos 83 anos. De acordo com informações preliminares, ele faleceu enquanto dormia, em seu apartamento na Capital.
Reconhecido como um dos maiores nomes do colunismo social sul-mato-grossense, Dácio Corrêa construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo e pela dedicação à comunicação. Ao longo de décadas, tornou-se referência na cobertura dos eventos sociais, culturais e políticos de Campo Grande e de todo o Estado.
Nascido em Aquidauana, Dácio passou parte da infância em Corumbá, onde foi criado pelo avô paterno. Ainda jovem, viveu em diferentes cidades, incluindo Cuiabá, Campo Grande e Rio de Janeiro, onde permaneceu por 18 anos. Foi nesse período que ampliou sua experiência profissional e desenvolveu sua ligação com o universo da moda e do entretenimento.
Ao retornar ao então Mato Grosso, destacou-se na produção de moda e na realização de desfiles que se tornaram memoráveis na história de Campo Grande. Sua entrada no colunismo social ocorreu em 1983, quando começou a escrever para o jornal A Crítica.
O grande reconhecimento popular veio com o programa televisivo Gente Fina, que permaneceu no ar por 18 anos em diferentes emissoras. A atração passou pela antiga TV Manchete, TV Record e TV Guanandi, consolidando Dácio como um dos comunicadores mais conhecidos do Estado.
Com sua partida, Mato Grosso do Sul perde uma personalidade que ajudou a registrar a história social da região e influenciou gerações de profissionais da comunicação. Dácio Corrêa deixa um legado de elegância, profissionalismo e pioneirismo no colunismo social sul-mato-grossense.
Nota de Falecimento
Morre em Três Lagoas Ana Garcia Torres, mãe de João Torres, presidente da LTD
Faleceu neste sábado, 16 de maio, em Três Lagoas, Ana Garcia Torres, aos 86 anos. A informação foi comunicada pelo filho, João Torres, presidente da LTD (Liga Três-Lagoense de Desporto) e uma das figuras mais conhecidas do esporte amador do município.
Muito emocionado, João Torres Garcia publicou em suas redes sociais uma mensagem de despedida para a mãe, destacando o carinho, os ensinamentos e o amor que recebeu ao longo da vida. A causa da morte não foi divulgada pela família.
O velório acontece na Cardassi, em Três Lagoas, e o sepultamento está marcado para às 16h, horário de Mato Grosso do Sul.
Conhecido por sua forte atuação no esporte local, João Torres Garcia construiu sua trajetória ligada ao futebol amador desde os tempos em que morava no Distrito de Garcias. Apaixonado pelo esporte, disputou diversos campeonatos, principalmente no Distrito de Arapuá, tornando-se uma figura respeitada entre atletas e dirigentes esportivos.
Ao longo dos anos, esteve ligado ao Comercial Esporte Clube e à Liga Três-Lagoense de Desportos, onde atualmente exerce a presidência da entidade. Em sua gestão, a LTD retomará campeonatos e fortalecendo equipes tradicionais, contribuindo diretamente para o desenvolvimento do esporte em Três Lagoas.
Além da atuação esportiva, João Torres também participa de transmissões esportivas no portal Tudo em Dia MS, mantendo forte ligação com a cobertura do futebol amador e das competições regionais.
O futebol amador em Três Lagoas movimenta centenas de atletas e reúne equipes de diversos bairros, sendo considerado importante ferramenta de inclusão social e integração da comunidade.
Em sua homenagem à mãe, João Torres escreveu:
“Mãe, a senhora foi o amor mais puro que já conheci. Seu carinho, suas orações e seus ensinamentos me guiarão para sempre. A saudade é imensa, mas o amor que sinto jamais terá fim. Saudade que dói, amor que fica, lembranças que o tempo não apaga e um laço eterno que nem a morte pode quebrar. Descansa em paz, meu amor. Te amarei para sempre.”
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