Notícias da Região
CESP incentiva o empoderamento feminino no campo em Rosana-SP
Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a companhia reafirma o compromisso com o Projeto Impulsionando Mulheres, que visa promover a geração de trabalho e renda e o protagonismo das mulheres do Assentamento Porto Maria
São Paulo, 8 de março de 2022 – Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) reafirma o seu compromisso de incentivar o empoderamento feminino dentro e fora de suas usinas hidrelétricas. Com o objetivo de promover o protagonismo das mulheres e a geração de trabalho e renda no campo a companhia neste ano, dá continuidade aos trabalhos iniciados em 2021, no Projeto Impulsionando Mulheres no Assentamento Porto Maria, em Rosana/SP.
A iniciativa faz parte da Plataforma de Sustentabilidade e agenda de ESG da companhia, e tem o objetivo de, por meio de capacitações e consultorias especializadas voltadas para o público feminino, dar mais autonomia para as mulheres do campo, fortalecer o desenvolvimento local, a produção de alimentos e impulsionar o turismo rural na região.
“A CESP acredita e defende a igualdade de gênero dentro e fora de suas operações e o Projeto Impulsionando Mulheres veio ao encontro desse tema prioritário para a empresa. Ele surgiu por meio do diagnóstico participativo elaborado pela companhia, que detectou um grupo de mulheres organizadas em Porto Maria. Este grupo nos chamou a atenção pelo potencial que essas mulheres têm e pela vontade delas de se desenvolverem. O projeto foi iniciado em 2021 e, em poucos meses de atuação, os resultados estão nos mostrando que estamos no caminho certo”, destaca Paula Keiko Takeda Nakayama, analista de Sustentabilidade da CESP.
Entre as conquistas do grupo, está o aumento considerável de integrantes. Quando iniciado, o projeto contava com a participação de cerca de cinco mulheres. Hoje, este número saltou para 21 participantes do sexo feminino. Outro marco foi a criação e regularização da Associação das Mulheres Assentadas de Porto Maria (AMAPOMA), o que deverá abrir portas para novos mercados consumidores e oportunidades de captação de recurso.
“A pandemia trouxe um contexto de fragilidade para todos, e com este grupo de mulheres não foi diferente, porém viram no projeto, mais um incentivo para seguir em frente. Todas as atividades e oficinas realizadas no ano passado foram definidas em parceria com elas, visando atender o que elas precisam. Os resultados foram tão positivos que elas ingressaram como grupo estratégico do Desafio Voluntário da CESP, ação desenvolvida no ano passado para que colaboradores promovessem oficinas dentro de suas áreas de atuação. E dentre os participantes, esteve o CEO da CESP, Mario Bertoncini”, completa Karina Ferreira dos Santos, analista de Sustentabilidade companhia.
A palestra ministrada pelo diretor-presidente da CESP teve como foco gestão. Além disso, as mulheres participaram de oficinas sobre comunicação e ferramentas digitais de divulgação, segurança, associativismo, legislação, combate a incêndios florestais, coleta correta de resíduos, entre outros.
EXPECTATIVA
Atualmente, o grupo de mulheres atua com a produção de hortaliças, leite e derivados (queijos, doces caseiros, pães e massas), além de artesanatos. A expectativa para este ano é aumentar a produtividade local, fortalecer as vendas de alimentos e ganhar novos mercados consumidores.
É o que espera também Rosani Bolduan, tesoureira da Associação. Aos 47 anos, ela mora no assentamento desde 2008 e viu no projeto a injeção de ânimo que precisava. “Sempre fui dona de casa, tirava leite, etc, do lar mesmo. Daí comecei a bordar chinelos e depois veio a ideia de preparar o macarrão com massa caseira. Com o projeto, estou me sentindo mais corajosa e otimista. Acredito que virão muitas coisas boas. A nossa expectativa é de muito trabalho e luta para este ano, o que vai ser muito bom para todas nós”, ressalta.

A formalização da Associação possibilita que o grupo participe de programas de compras públicas do governo federal, como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), o que irá colaborar com o aumento das vendas. Paralelamente, o Projeto Impulsionando Mulheres deverá atuar para fomentar o turismo rural na região. Colaboradores da CESP, também por meio do Desafio Voluntário, apoiaram o grupo fazendo pequenos reparos na pousada da Associação.
“Este espaço antes era um restaurante, que foi adaptado para uma pousada. No ano passado, a CESP nos ajudou com uma pequena reforma do telhado, compra de tintas, reposição de algumas portas e janelas danificadas e vazamentos”.
Sobre a CESP
A CESP – Companhia Energética de São Paulo – atua na geração e comercialização de energia elétrica. Fundada em 1966, a Companhia detém a concessão de duas usinas de geração hidrelétrica, instaladas nas bacias hidrográficas do Rio Paraná e do Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Juntas, as unidades Engenheiro Sergio Motta (Porto Primavera) e Paraibuna somam 1.627 MW de capacidade instalada.
Em 2020, as usinas geraram 9.064 GWh de energia, montante este que sustenta o objetivo de eficiência e que garante padrão de qualidade e de competitividade no setor. Faz parte da cultura da CESP gerar valor sem deixar de cumprir seu papel no âmbito socioambiental. Por isso, são desenvolvidos projetos de recuperação e conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, assim como iniciativas com as comunidades das localidades em que a Companhia atua.
Com o processo de privatização da CESP, desde dezembro de 2018, a Companhia é controlada por uma joint venture formada pela Votorantim Energia e pelo Canada Pension Plan Investments (CPP Investments)
Notícias da Região
Projeto para instalação de 40 usinas solares em escolas do litoral paulista é apresentado ao Governo de São Paulo pela Neoenergia Elektro
A Neoenergia Elektro apresentou, nesta segunda-feira (17), ao Governo do Estado de São Paulo, por meio das Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e da Educação (Seduc), o plano de trabalho que prevê a instalação de 40 usinas solares em escolas da rede estadual de ensino em 12 cidades da área de concessão da distribuidora no litoral paulista. Com a iniciativa, estima-se reduzir em até 75% o consumo de energia elétrica das unidades beneficiadas. Serão investidos cerca de R$ 6 milhões por meio do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia Elektro, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A estimativa é de que as usinas solares beneficiem mais de 29 mil estudantes, professores e demais profissionais nas instituições de ensino contempladas. Os sistemas fotovoltaicos totalizam 1,3 MWp de potência instalada. A geração anual de energia das 40 usinas é estimada em 1,7 GWh, o suficiente para suprir o consumo de 770 residências por um ano. Os municípios cujas Escolas Estaduais receberão as usinas solares são: Bertioga, Cananéia, Guarujá, Ilhabela, Ilha Comprida, Iguape, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Registro e Ubatuba.
“A instalação das usinas solares fotovoltaicas em 40 escolas públicas transforma a transição energética em um benefício concreto para a população. Além de promover eficiência e reduzir custos, a iniciativa aproxima estudantes, educadores e comunidades dos benefícios da geração renovável e da importância do consumo consciente de energia. O projeto reforça uma trajetória consistente da Neoenergia em eficiência energética, que somente em 2025 investiu R$ 113 milhões em iniciativas que beneficiaram mais de 160 mil unidades consumidoras em todo o país”, destaca Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia.

Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, e Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia, durante apresentação do Plano de Trabalho que contempla instalação de 40 usinas solares em escolas da rede estadual de 12 municípios do litoral paulista dentro da área de concessão da Neoenergia Elektro
O Plano de Trabalho contempla, inicialmente, a realização de diagnósticos completos das instalações de cada unidade escolar. As análises têm como objetivo identificar oportunidades de redução no consumo de energia, incluindo a modernização dos sistemas de iluminação para garantir maior eficiência e conforto nos ambientes educacionais. As avaliações também incluem o estudo de viabilidade técnica para implantação de geração solar fotovoltaica.
Para a secretária da Semil, Natália Resende, a iniciativa se integra às políticas públicas nas áreas de eficiência e transição energética do Governo de São Paulo. “Esse projeto está alinhado com a estratégia climática do Estado, que inclui a expansão da geração local de energia limpa. Nesse desenho, tivemos cuidado com um desafio atual do setor elétrico: como parte das escolas tem um perfil de consumo predominantemente diurno, a geração solar é especialmente adequada, proporcionando eficiência não só para as unidades escolares, mas também para a gestão do sistema”, explica.
Educação Ambiental
Através do Programa de Eficiência Energética, a Neoenergia Elektro desenvolverá ações educativas nas escolas contempladas com a instalação das usinas solares. Essas ações visam promover a conscientização sobre o uso eficiente e seguro da energia elétrica. Por meio de ações inovadoras e parcerias estratégicas, alunos, professores e a comunidade são capacitados para construir um futuro de energia sustentável. Com educação e engajamento, o conhecimento é transformado em atitudes que fazem a diferença.
“Levar energia solar para nossas escolas é unir eficiência, economia e educação ambiental. Além de reduzir custos, o projeto transforma as unidades em espaços de inovação e sustentabilidade, aproximando os estudantes e suas famílias dos desafios e das oportunidades de um futuro mais sustentável”, afirma o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder.
Entre as ações desenvolvidas pela Neoenergia Elektro está a Unidade Móvel Educativa (UME), um caminhão adaptado em sala de aula que circula pelas cidades da área de concessão da distribuidora oferecendo oficinas interativas, palestras e experimentos práticos sobre o uso seguro e racional da eletricidade, além dos conceitos de eficiência energética. Em eventos em parceria com instituições públicas e assistenciais, são realizadas palestras e capacitação de profissionais na aplicação dos conceitos de sustentabilidade, mudanças climáticas e economia circular de forma interdisciplinar na grade escolar.
Em parceria com a Aneel, a distribuidora promove a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE), que é uma competição científica nacional voltada para estudantes do ensino fundamental e médio que estimula o aprendizado sobre o consumo consciente de energia. As inscrições para a ONEE 2026, inclusive, estão abertas no portal: https://onee.org.br/
Foto: Neoenergia / Divulgação
Notícias da Região
Casas Bahia fecha quase 300 lojas e prepara corte de milhares de trabalhadores
O Grupo Casas Bahia iniciou nesta sexta-feira (14) uma nova e ampla etapa de reestruturação de suas operações no país. A companhia decidiu encerrar as atividades de 298 lojas, número equivalente a quase 30% da rede física que permanecia em funcionamento, de acordo com informações publicadas pelo Valor Econômico. A medida deverá ser acompanhada por uma redução expressiva no quadro de funcionários.
O fechamento surpreendeu trabalhadores em diferentes cidades brasileiras. Há relatos de funcionários que chegaram às unidades para iniciar o expediente nesta sexta-feira e encontraram as lojas fechadas. A mudança ocorre em meio a um processo de enxugamento da estrutura da companhia, que deverá apresentar mais detalhes sobre seu plano de redução de despesas nos próximos dias.
DEMISSÕES PODEM CHEGAR A 3 MIL
Os desligamentos começaram antes mesmo do fechamento das unidades. Cerca de 600 funcionários teriam sido demitidos na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos estariam previstos para esta sexta-feira. Considerando outras áreas e etapas da reorganização, o corte total pode alcançar aproximadamente 3 mil trabalhadores.
Caso os números se confirmem, a operação representará uma das maiores reduções de pessoal promovidas pela Casas Bahia em sua história recente e aprofundará um movimento que já vinha sendo realizado ao longo do ano.
REDE JÁ VINHA REDUZINDO NÚMERO DE LOJAS
No balanço referente ao primeiro trimestre, encerrado em março, o grupo havia informado o fechamento de 26 pontos de venda, sendo 12 unidades da Casas Bahia e 14 do Pontofrio. A nova rodada de encerramentos, porém, ocorre em escala significativamente maior e reforça a estratégia de concentrar recursos em operações consideradas mais eficientes.
A reestruturação acontece em um momento delicado para o varejo de bens duráveis. O elevado endividamento das famílias limita a capacidade de consumo, especialmente em segmentos dependentes de crédito e parcelamento, como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos. Ao mesmo tempo, despesas financeiras elevadas e resultados negativos vêm pressionando as contas da companhia.
GRUPO MANTÉM OPERAÇÕES EM DIFERENTES FRENTES
Além das lojas das bandeiras Casas Bahia e Pontofrio, o grupo mantém operações no comércio eletrônico e em outras frentes de negócios. A estrutura inclui a fabricante de móveis Bartira, o Extra.com.br, a solução financeira Casas Bahia Pay e a plataforma logística CBfull.
A situação financeira da empresa já havia exigido medidas extraordinárias. Em 2024, a companhia entrou em processo de recuperação extrajudicial diante de um desequilíbrio em sua estrutura de capital. O processo foi posteriormente equacionado por meio de negociação com instituições financeiras, mas a pressão sobre vendas e os custos financeiros continuaram afetando os resultados.
EMPRESA BUSCA PRESERVAR CAIXA
Outro ponto de atenção está na relação com fornecedores e parceiros comerciais. Conforme apuração do Valor Econômico, o grupo tem buscado ampliar prazos de pagamento a fornecedores e vem adiando repasses a lojistas que utilizam seu marketplace em operações realizadas por Pix.
As medidas estariam relacionadas à tentativa de melhorar o ciclo financeiro e preservar caixa.
Em meio à nova reorganização, a companhia também alterou o calendário de divulgação de seus números. Os resultados referentes ao segundo trimestre, inicialmente previstos para quarta-feira (12), foram transferidos para as 17h desta sexta-feira (14).
MERCADO AGUARDA DETALHES DA REESTRUTURAÇÃO
Em comunicado aos acionistas divulgado na terça-feira (11), a empresa informou que o adiamento permitiria concluir os procedimentos necessários para finalizar as informações contábeis, assim como sua aprovação e posterior divulgação.
A expectativa agora se concentra nos números do segundo trimestre e nas explicações que deverão acompanhar o balanço. A teleconferência para apresentação e discussão dos resultados está prevista para segunda-feira (17), quando o mercado deverá buscar mais detalhes sobre os efeitos do fechamento das lojas, os cortes de pessoal e os próximos passos da estratégia de reestruturação do Grupo Casas Bahia.
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