Agronegócios
Qualificação é o caminho para aproveitar oportunidades do agro e conquistar vagas diferenciadas na área
Mão de obra qualificada é um dos maiores desafios no campo, especialmente nesse momento de tantas oportunidades para o setor agropecuário. Com inovação e comprometimento, o Senar/MS vem fazendo a diferença ao oferecer, gratuitamente, capacitações no formato presencial e EaD para produtores e trabalhadores rurais. Esse é o tema do #MercadoAgropecuário desta segunda-feira (19).
“O agronegócio brasileiro e sul-mato-grossense tem alcançado resultados expressivos ao longo dos anos, sendo destaque em diversas culturas e segmentos. Com isso, o setor precisa constantemente de profissionais qualificados, com condições para auxiliar no desenvolvimento das atividades de uma propriedade rural. Quem tem interesse em aproveitar oportunidades do agro precisa estar atualizado nas questões técnicas e ambientado com as inovações do mercado. As propriedades rurais estão operando cada vez mais como empresas rurais, com tecnologias de pontas; máquinas de última geração”, analisa o diretor do Centro de Excelência, Francisco Paredes.
“Saindo do forno”
Neste ano, será formada a primeira turma do curso Técnico em Agropecuária, do Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte do Senar. São 56 alunos prontos para o mercado de trabalho.
Dentre os formandos, muitos já estão empregados em empresas locais e até nacionais, ou auxiliando na gestão de propriedades familiares.
“Temos exemplos de alunos que passaram em vagas concorridas de estágios em Campo Grande, disputando até mesmo com alunos de graduação. Há casos de alunos que receberam propostas de emprego antes mesmo de terminarem o curso”, ressalta Paredes.
O resultado da capacitação e da transformação do aluno em um profissional de excelência é demonstrado também na remuneração. “A capacitação técnica, aliada a habilidades comportamentais e conhecimento prático, aumenta significativamente as chances do profissional se destacar no mercado de trabalho e, consequentemente, obter maiores ganhos”, complementa.
Atualmente há 10 turmas em andamento de aulas no Centro de Excelência, totalizando 220 alunos. “O grande diferencial do Centro de Excelência está justamente na formação dos nossos alunos. Além de um quadro de instrutores composto por mestres e doutores com vasta experiência no campo, buscamos desenvolver habilidades comportamentais exigidas pelo mercado de trabalho. Além disso, os alunos têm à disposição cursos extracurriculares, palestras, visitas técnicas e contato direto com a pesquisa, visto que o Centro de Excelência está localizado na sede da Embrapa Gado de Corte”, detalha.
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Leandro Abreu
Agronegócios
Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro
Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.
Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.
A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.
Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.
O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Agro atinge PIB recorde de R$ 279 bilhões e 24% da economia estadual
O agronegócio de Minas Gerais consolidou em 2025 o seu maior Produto Interno Bruto (PIB) desde o início da série histórica, em 2010. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realizado em parceria com o Sistema Faemg e a Fundação João Pinheiro (FJP), o valor do setor atingiu R$ 279 bilhões. O montante representa um avanço nominal de R$ 42 bilhões em relação ao ano anterior.
Com esse desempenho, o agronegócio mineiro passa a representar 24% de toda a economia do Estado. A performance é atribuída à resiliência da cadeia produtiva frente a desafios climáticos e à capacidade de diversificação da matriz agrícola e pecuária.
Dados técnicos apontam que o resultado foi impulsionado tanto pelo ganho de escala na produção de grãos, como soja e milho, quanto pela manutenção da liderança estadual na cafeicultura e na pecuária leiteira e de corte. O setor agropecuário mineiro demonstra, segundo os institutos, um efeito multiplicador que movimenta desde a indústria de insumos e máquinas até o setor de serviços e logística regional.
O recorde reflete o fortalecimento da posição de Minas Gerais como protagonista no cenário nacional. A representatividade de quase um quarto do PIB estadual sublinha a importância da competitividade do campo para o desenvolvimento econômico local, garantindo não apenas a balança comercial, mas a geração de emprego e renda em centenas de municípios mineiros que têm na atividade rural o seu principal motor de crescimento.
Fonte: Pensar Agro
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