Agronegócios
Horticultura Tecnificada| Com estrutura moderna e prática, hidroponia é opção para otimizar cultivo de hortaliças
No lugar do canteiro, uma canaleta e, ao invés da terra, a água. Estas são algumas das características da hidroponia. O cultivo tecnificado e prático é uma alternativa para quem é adepto à inovação e busca otimização e bons resultados na horticultura. Este é o tema da editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (04).
Com poucas interferências climáticas e muita viabilidade econômica, o sistema hidropônico ganha cada vez mais adeptos em Mato Grosso do Sul. “A água com nutrientes que passa pelas raízes das hortaliças proporciona uma limpeza do local de cultivo, e isso permite que o produto seja colhido e diretamente embalado para a comercialização. O cultivo protegido pode também levar a uma redução do uso de defensivos, e a altura das bancadas facilita o manuseio por parte dos trabalhadores”, explica o técnico do Senar/MS, Murilo Endo.
Mesmo com inúmeras vantagens, de acordo com Endo, antes de optar pelo método, é preciso levar em consideração alguns detalhes. Além do tamanho da área e do perfil do produtor, a água deve ser de boa qualidade, e a rede de energia deve ser estável. A orientação é feita aos produtores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial na olericultura.
“A hidroponia é totalmente dependente de energia elétrica e, na falta da mesma, em duas horas, o produtor pode perder todo o cultivo, o que exigirá uma irrigação manual, se for o caso. No verão existe um risco maior, já que a temperatura da água pode queimar a raiz, e o calor provocar o aparecimento de fungos e insetos”, esclarece.
O custo para implantar um sistema hidropônico, com estrutura completa, moderna e com conforto térmico para as espécies, gira em torno de R$ 150 o metro quadrado. Folhosas como alface, rúcula, agrião, salsinha, coentro e almeirão são as mais cultivadas neste método.
Quer saber mais sobre o mercado de hortaliças do estado? Leia a matéria da editoria #MercadoAgropecuário. Os cursos desta e de outras áreas você encontra em senarms.org.br
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ellen Albuquerque
Foto: Murilo Endo
Agronegócios
Plano Safra amplia crédito e abre novas oportunidades para o agro
O lançamento do Plano Safra 2026/2027 chega em um momento de expansão para o agronegócio acreano. Com linhas de crédito mais amplas, incentivos à produção sustentável e estímulo aos investimentos em infraestrutura, o programa pode acelerar o desenvolvimento de cadeias produtivas que vêm ganhando espaço na economia do estado.
Estudos do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre indicam que o agronegócio continuará entre os setores mais promissores da economia local em 2026, com expectativa de crescimento entre 1% e 6%. O desempenho é sustentado pela expansão de atividades como a cafeicultura, produção de cacau, mel, açaí e pela cadeia de proteína animal, segmentos que têm ampliado investimentos e conquistado novos mercados.
Entre as novidades do Plano Safra está a redução do custo do crédito para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A linha contará com R$ 72,6 bilhões em recursos e taxa máxima de juros de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior. A medida beneficia um público que tem papel relevante na produção agropecuária do Acre e na geração de empregos no campo.
A sustentabilidade também passa a ocupar posição estratégica na política de crédito rural. Produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem práticas de conservação ambiental poderão obter desconto de até um ponto percentual nas taxas de financiamento para operações de custeio, criando um incentivo financeiro para a regularização ambiental das propriedades.
Outro eixo do programa é o estímulo à modernização das fazendas por meio de investimentos em energia renovável. O crédito poderá financiar projetos de geração de energia solar, biomassa, sistemas eólicos e soluções de armazenamento de energia, reduzindo despesas com eletricidade e aumentando a eficiência das atividades rurais.
A infraestrutura de armazenagem também ganhou reforço. O Plano Safra prevê recursos para construção, ampliação e modernização de silos, armazéns e câmaras frias, investimentos considerados fundamentais para diminuir perdas pós-colheita, melhorar a conservação da produção e ampliar a competitividade dos produtores acreanos.
Na gestão de riscos, o governo federal ampliou os incentivos à contratação do seguro rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A intenção é fortalecer a proteção dos produtores diante de eventos climáticos extremos, tornando esses instrumentos parte cada vez mais importante da política de crédito rural.
Com o tema “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, o Plano Safra 2026/2027 busca ampliar o acesso ao financiamento, incentivar a inovação tecnológica e fortalecer a produção agropecuária em todas as regiões do país. Para o Acre, onde diversas cadeias produtivas vivem um período de expansão, as novas condições de crédito podem contribuir para consolidar o crescimento do setor e ampliar sua participação na economia estadual.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Produção de milho deve superar mais de um milhão de toneladas
A produção de milho no Ceará deve apresentar recuperação em 2026, impulsionada pelas boas condições climáticas registradas durante o ciclo da safra. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de uma colheita de cerca de 1,02 milhão de toneladas, um crescimento de aproximadamente 23% em relação às 830 mil toneladas produzidas em 2025.
O aumento da produção reflete principalmente a melhora das chuvas em importantes regiões produtoras, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e elevando a produtividade. O milho é uma das principais culturas agrícolas do estado, com papel estratégico no abastecimento da pecuária, da avicultura e da agricultura familiar.
Além de atender ao mercado interno, o cereal é fundamental para a cadeia de proteína animal, sendo utilizado como principal ingrediente na alimentação de aves, suínos e bovinos.
Segundo a Conab, a recuperação da safra também contribui para ampliar a oferta regional e reduzir a necessidade de importação de milho de outros estados, ajudando a equilibrar os custos de produção dos criadores cearenses.
Apesar do crescimento esperado, especialistas ressaltam que a produção ainda depende das condições climáticas até o encerramento da colheita e do comportamento do mercado, fatores que podem influenciar tanto a produtividade quanto os preços ao produtor.
Fonte: Pensar Agro
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