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Incêndio no Museu no Rio levou parte da história de MS
O passado é algo abstrato. Quando observado, pode trazer lições. Para ser guardado, se vale de objetos materiais que ajudam a construir a memória. Parte dessa memória perdeu-se, no dia (2), no incêndio que atingiu um dos primeiros polos de pesquisa do Brasil: o Museu Nacional do Rio de Janeiro. No meio dela, a mais de 1,4 mil de quilômetros de distância de Campo Grande, viraram cinzas itens que ajudam a contar como Mato Grosso do Sul surgiu.
Além de vasto material sobre a guerra do Paraguai, incluindo um livro de poemas do ditador Paraguai Francisco Solano Lópes, o museu guardava parte da história indígena do Brasil e de Mato Grosso do Sul. O local abrigava o maior acervo da etnia sul-mato-grossense Guató. Além dos Guató, levantamento apontou que ali ficavam guardadas 265 peças dos Guarani e Kaiowá, entre objetos de cerâmica e artefatos religiosos.
Pesquisadores indígenas de Mato Grosso do Sul tinham, no Museu, além de uma referência, uma conquista: estudar e pesquisar em um dos locais mais caros à história indígena do Brasil e do mundo. Agora, lamentam as perdas, ainda incalculáveis, com o incêndio de grandes proporções.
Jorge Eremites de Oliveira é formado em história e concluiu o estágio de pós-doutorado em Antropologia Social pela Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Jorge afirma que o dia é de luto.
“É muito difícil falar sobre isso, porque está todo mundo entristecido, enlutado com essa tragédia do incêndio no Museu Nacional. O Museu tem vários acervos de valor incomensurável, acervos que dizem respeito à história, arqueologia, antropologia, linguística e várias outras, é um acervo constituído ao longo de 200 anos. Diz respeito à história do Brasil, mas também à história mundial”, comentou.
Eremites conta que o Museu Nacional “é o maior Museu do Brasil”. “Foi construído a partir da década 1810, logo depois que a família real portuguesa veio para o Brasil. Ali também é o berço de onde foi proclamada a república”, conta.
O que o pesquisador relata, é que o incêndio foi uma tragédia anunciada. Há anos e diversas gestões, afirma, recursos eram pedidos para preservar as estruturas. “ A direção do Museu, os colegas estão há vários anos implorando por recursos para restauração e adequação de normas atuais de segurança e governo após governo isso não foi feito”, contou.
Responsável pelo levantamento das 265 peças sobre os Guarani e Kaiowá, Tonico Benites fez o mestrado, doutorado e o pós-doutorado no Museu, que é ligado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). O tema do pós-doutorado de Tonico foi realizar levantamento sobre o acervo do Museu. Benites afirma que havia, na local histórico, mais de 30 mil peças sobre os povos indígenas.
“Na verdade eu fiz meu pós-doutoramento fazendo o levantamento sobre o acervo. Ali tem mais 30 mil peças, específico sobre coleções dos Guaranis tentei fazer levantamento no setor etnologia, etnografia, tentando mapear um pouco sobre o acervo dos Guarani e Kaiowás de Mato Grosso do Sul. Eu consegui pegar o levantamento, 265 peças do povos Guaranis e Kaiowás de Mato Grosso do Sul, que foi levado lá em meados de 1950. Objetos de cerâmica, objetos de rituais, são todas peças dos povos Guarani e Kaiowá”, comentou.
“É lamentável, é muito difícil, porque ali estava toda a origem da história dos Guarani e Kaiowá. É para entender a história do começo do Brasil. O Museu Nacional era muito amplo”, conta. Agora, relata, as perdas podem até dificultar as pesquisas sobre os indígenas.
Advogado Terena, Luis Henrique Eloy faz Doutorado no Museu Nacional. Para ele o dia é triste, já que o doutorado representa uma conquista, além do aprendizado sobre direitos indígenas. “O Museu Nacional tem um significado muito especial pra mim e pra minha família também.
Historicamente, especialmente no período da ditadura, o Museu foi um grande centro de encontro e de agrupamento de pesquisadores que fizeram um enfrentamento à ditadura militar e a opressão que estava naquele momento político no país. Mas o Museu tem um grande acervo do ponto de vista indígena”, comenta.
“Pra mim foi uma oportunidade de conhecer e aprofundar as leituras no que diz respeito à política indigenista, meu orientador lá é o Antônio Carlos de Souza Lima que trabalha muito com essa questão da antropologia do Estado. Nós perdemos, todos os brasileiros e a humanidade, perdeu ali parte do seu passado”.
Maior acervo dos Guató – Gerente de patrimônio da prefeitura de Campo Grande, Lenilde Ramos realizou uma pesquisa sobre um dos nomes responsáveis pelo acervo de todo o Museu, o cientista polonês Stanislao Pryemspki. Convidado para vir ao Brasil e trabalhar no Museu Nacional, ele montou uma base no pantanal sul-mato-grossense. Ali, se apaixonou pelo bioma e acabou fixando residência.
O pesquisador auxiliou a montar o maior acervo nacional sobre a etnia Guató. Além disso, contribuiu para a biologia, já que enviou plantas e animais empalhados para o Museu. “Ele colaborou muito com pesquisa sobre plantas, se tornou taxidermista, mandou muitos animais empalhados que estão no Museu. Recolheu peças dos Guatós, conseguiu mandar uma canoa inteira”, conta.
Jorge Eremites resume o sentimento da memória nacional.“A tragédia é tão grande que a gente não consegue explicar com as nossas próprias palavras. É muita emoção, são muitas lágrimas, pudera essas lágrimas terem apagado aquele incêndio”.
Por Campo Grande News
Arapuá
Ex-Vereadora Sueli Trannin Bernardo, trouxe desenvolvimento ao Arapuá
No dia 18 de Dezembro de 1950 na cidade de Cachoeiras de Macacu – RJ nascia Sueli Trannin, filha do saudoso Altair Cabral Trannin e Terezinha de Jesus Ramos Trannin.
Em 1960 a família Trannin chega a Três Lagoas e ao Distrito de Arapuá, enquanto seu pai Altair Trannin vinha despontando na política do Município como Vereador e Prefeito (Quando, em 1978, o então prefeito de Três Lagoas, Ramez Tebet, renunciou ao cargo para disputar a uma cadeira na Assembleia Constituinte do recém-criado Estado de Mato Grosso do Sul, Altair Cabral Trannin foi indicado pelo governo militar para exercer o cargo de chefe do Poder Executivo municipal por nove meses, entre agosto de 1978 e julho de 1979).
Sueli Trannin vinha exercendo o cargo de Professora voluntária na Prefeitura Municipal de Três Lagoas entre os anos de fevereiro de 1966 – dezembro de 1968 de 2 anos 11 meses, onde dava aula para o pré-primário de forma voluntária.
Em Fevereiro de 1973 há exatos 47 anos e 11 meses, recebeu o cargo de Delegada de Oficio Público no Cartório de Paz de Arapuá.
Casou-se com o ferroviário Antonio de Jesus Bernardo (in Memorian), e passou a ter no nome de Sueli Trannin Bernardo, onde teve 3 filhos, Marcio, Paulo e Marcia, que lhe deram 8 netos e recentemente um bisneto, que completa um aninho no dia 20 de dezembro.
Em 16 de Agosto de 1985, perdemos o vereador Altair Cabral Trannin, após vários dias internado no Hospital Auxiliadora, onde vinha tratando de um câncer na vesícula. Um dia de muita tristeza para os três-lagoenses e principalmente aos moradores do Distrito de Arapuá.
A família precisava de alguém para dar seguimento na política na sucessão de Altair, se pensou em vários nomes, até no esposo de Sueli o Toninho, mas chegaram um consenso que teria que ser Sueli Trannin.
De cartorária a um mundo desconhecido a política, com o nome forte de seu pai, Sueli no ano de 1988, foi eleita a vereadora no PDS com 524 votos, na gestão do Prefeito Miguel Jorge Tabox (PTB). Com ajuda de seu esposo fez um trabalho dinâmico, dando uma nova cara o seu Distrito “Arapuá”.
Reeleita novamente a vereadora do PDS no ano de 1992, com 578 votos, juntamente com o então eleito Prefeito José Pedro Batiston do PST. Uma gestão muito difícil para a Vereadora já que o prefeito Batiston, teve uma administração desastrosa.

Câmara Municipal de Três Lagoas, entrou para história com a quantidade maior de mulheres.
Em 1996, agora pelo PFL, foi reeleita com 628 votos, do saudoso Prefeito Issam Fares do PMDB. Ajudou Fares na votação de vários projetos, entre eles a instalação de fábricas em Três Lagoas, onde tivemos a primeira fábrica da cidade a Mabel.
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Mulheres Trannin uma história de luta por Arapuá
A pedido do então Senador da Republica Ramez Tebet, Sueli vai para o PMDB, onde tentou várias eleições se eleger a vereadora novamente, mesmo com 1.146 votos em 2008, não conseguiu uma das dez cadeiras na Câmara Municipal de Três Lagoas, atualmente esta filiada ao PSDB. e não disputou mais uma vaga a Câmara Municipal de Três Lagoas.
No dia 8 de Agosto de 2015 a Câmara Municipal de Três Lagoas de Três Lagoas em comemoração ao centenário, fez uma sessão solene para entrega da “Comenda Centenário Legislativo” a ex-vereadores e ex-servidores que atuaram nestes cem anos de trabalho em prol da cidadania. Entre as pessoas esteve a ex-vereadora Sueli Trannin Bernardo, onde foi vereadora por 3 mandatos e ocupou a cadeira de Secretária da casa de leis de Três Lagoas.
Está casada a 24 anos com o professor Claudinei Canistro.
Veja alguns trabalhos da ex-vereadora concluídos em Arapuá e Três Lagoas
— 4,5 Km de Asfalto da Rodovia Estadual 459, a qual leva o nome de seu pai, o saudoso “Altair Cabral Trannin”, que liga a BR 262 ao Arapuá em frente a praça, da gestão do Governador Pedro Pedrossian e Deputado Cicero.
— Hospital e Posto de Saúde, equipado com ambulância zero KM, na gestão do saudoso Prefeito Miguel Tabox.
— Praça Municipal
— Campo de futebol com alambrado e gramado
— Equipe mecanizada com uma patrola, uma carregadeira e dois caminhões, para ficarem fixos no Distrito.
— Implantação Agência da CESP, para atender as reclamações e pagamentos de contas de luz, com um técnico e uma auxiliar administrativa, no Arapuá.
— Pagamento de combustível de Kombi escolar, para a vinda de professores todos os dias ao Distrito
— Lutou junto à Comunidade para a implantação do Centro Comunitário, com piscina, e Padaria comunitária, em Arapuá.
— Solicitação ao Deputado Akira, que as firmas:- Techint, Mendes Júnior, tantas outras viessem instalar-se no Distrito, gerando e continuando a gerar inúmeros empregos aos moradores de Arapuá.
— Realização de Campeonatos de Futebol e diversas modalidades esportivas, e apoio a atletas do Distrito.
— Na área social: Doações de óculos, remédios, ajuda a transportes de doentes para outras localidades.
— Asfaltamento das ruas: Afonso Trannin, Eduardo Galvão e Adonias Alves dos Santos.
— Várias homenagens a cidadãos do Distrito, entre a que se destaca o saudoso Sr. Heliodoro Teodoro de Souza, um dos fundadores do Distrito.
— Ampliação dos ônibus escolares para transporte de alunos da zona rural;
— Iluminação pública nas ruas do distrito de Arapuá,
— Solicitação das casas dos Policiais,
— Realização de diversos campeonatos e torneios de futebol, vôlei, truco;
— Solicitação da construção de mais um poço artesiano pela Prefeitura e Funasa,
— Solicitação para implantação da telefonia fixa e torre para Celular;
— Solicitação de uma viatura para o Destacamento de Policia,
— Solicitação de construção do Centro Comunitário e campo de futebol na Vila Piloto.
— Solicitação de construção de asfalto nas ruas da Vila Piloto.
— Solicitação de construção de uma Escola no bairro Santa Rita;
— Pedido de duzentas linhas de telefônicas em Arapuá;
— Colocação de iluminação sobre a ponte do Distrito de Garcias;
— Solicitação da reforma da escola municipal de Garcias.
Mensagem do ArapuáMS
Hoje é um dia especial em nosso calendário finalmente chegou o seu dia é um momento de ser feliz de se alegrar e desejar coisas boas, afinal não são todos os dias que temos um motivo bom pra ser comemorado.
Esperamos que esteja feliz com esta data, tirando proveito de cada momento, cada sorriso que lhe seja direcionado, cada emoção que passar no dia de hoje, curta bastante, alegre-se e divirta-se. Que seu aniversário seja um marco de realizações em sua vida e família, o momento é especial para muitos que com certeza admiram e torcem muito por você.
Você está no auge da maturidade da experiência e tem que se orgulhar muito por isso. Obrigado por fazer parte do nosso Distrito de Arapuá, pediremos a Deus que conserve bons dias em seu viver. Feliz Aniversário que você esteja Feliz com esta data.
Destaques
Dia do Índio: Veja as medidas de proteção aos indígenas
Todo dia 19 de abril é comemorado no Brasil e em vários outros países do continente americano o Dia do Índio ou o Dia dos Povos Indígenas. A data tem como propósito a preservação da memória e a reflexão crítica nas universidades, escolas e demais instituições semelhantes sobre a cultura indígena.
Nesse ano, em meio à pandemia do novo coronavírus, os indígenas precisam estar protegidos ainda. Estudos da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz) atestam que os índios são mais vulneráveis a epidemias em função de condições sociais, econômicas e de saúde mais difíceis do que as dos não índios, o que amplifica o potencial de disseminação de agentes causadores de doenças.
Por conta da atual situação, em março, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena, apresentou aos povos indígenas, aos gestores e colaboradores medidas que podem ajudar a prevenir o contágio com o novo coronavírus.
As iniciativas estão previstas no “Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus (COVID-19) em Povos Indígenas”. Além disso, a Fundação Nacional do Índio (Funai) também se manifestou medidas temporárias de prevenção ao novo coronavírus.
Vejas as medidas:
- Os casos suspeitos de covid-19 tem prioridade no atendimento à população de modo a diminuir o tempo de contato com os indígenas presentes no local de atendimento;
- O registro do atendimento deve ser feito no prontuário do paciente e também deverá ser inserido no Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI) no menor tempo possível;
- Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento devem receber as informações para que possam ajudar na conscientização da comunidade sobre as medidas de prevenção e controle da doença, na identificação precoce de sinais e sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Grave;
- O Acampamento Terra Livre, o maior encontro indígena do país, que ocorreria entre os dias 27 e 30 de abril, em Brasília-Distrito Federal, foi adiado por conta do coronavírus;
- Estão suspensas a concessão de novas autorizações de entrada em terras indígenas , com exceção daquelas necessárias à continuidade de serviços essenciais às comunidades, como ações de segurança, atendimento à saúde, entrega de gêneros alimentícios, de medicamentos e combustível;
- O contato com agentes bem como a entrada de civis em terras indígenas são restritos;
- A entrada de agentes públicos de atendimento à saúde e segurança não será dificultada pela fundação.
Fonte:OImparcial
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