Agronegócios
Valor da Produção Agropecuária (VPA) atingiu R$ 171,61 bilhões em 2025
O agronegócio de São Paulo encerrou 2025 com um resultado que, embora discreto em termos percentuais, é significativo do ponto de vista econômico e estrutural. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) do Estado atingiu R$ 171,61 bilhões, com crescimento real de 0,55% em relação a 2024, segundo estimativa preliminar do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA). Em um ano marcado por custos elevados, ajustes de mercado e desafios climáticos, o avanço indica resiliência e capacidade de adaptação do setor.
O desempenho foi puxado principalmente pelas cadeias de carnes e café, que combinaram produção consistente com melhora de preços. A carne bovina teve papel central nesse resultado, alcançando R$ 22,64 bilhões em valor de produção, alta superior a 20% em relação ao ano anterior. O crescimento reflete tanto o aumento da produção quanto a valorização do produto, impulsionada pela demanda interna mais firme e pela boa inserção da carne paulista nos mercados externo e doméstico.
Esse movimento não acontece por acaso. O avanço da pecuária em São Paulo está diretamente ligado a fatores como sanidade animal, organização da cadeia produtiva, investimentos em tecnologia, genética e gestão, além da proximidade com a indústria e a logística. Na prática, isso garante maior previsibilidade ao produtor e ajuda a transformar eficiência produtiva em renda no campo.
Outro destaque foi o café beneficiado, que somou R$ 9,60 bilhões em valor de produção e registrou crescimento expressivo, acima de 47%. O resultado foi fortemente influenciado pelo cenário internacional, marcado por restrições de oferta em países concorrentes e por uma demanda global aquecida. Com estoques mais ajustados e safras sem grandes excedentes, os preços reagiram, beneficiando o produtor paulista.
Para quem está no campo, esse movimento ajuda a explicar por que, mesmo sem grandes expansões de área, o café voltou a ganhar peso na renda agrícola. Em momentos assim, gestão comercial, qualidade do produto e timing de venda fazem diferença direta no resultado final da propriedade.
O VPA considera as 50 principais cadeias produtivas do Estado e, em 2025, manteve praticamente estável o ranking de participação. A cana-de-açúcar segue na liderança, seguida por carne bovina, laranja para indústria, carne de frango, café beneficiado, soja, ovos, leite, laranja de mesa e milho. Essa diversidade é um dos principais trunfos da agropecuária paulista, pois dilui riscos e ajuda a amortecer perdas pontuais em algumas culturas.
Embora alguns produtos tenham enfrentado retrações ao longo do ano, seja por clima, custos ou mercado, o resultado consolidado mostra que o agro paulista conseguiu atravessar 2025 com estabilidade econômica. Mais do que crescimento pontual, o VPA revela a capacidade do setor de gerar renda, sustentar empregos e manter sua relevância mesmo em cenários menos favoráveis.
Elaborado desde 1948, o VPA é uma das principais referências para o planejamento do setor agropecuário paulista. Para o produtor, o número não é apenas estatística: ele ajuda a entender tendências, identificar cadeias mais dinâmicas e orientar decisões futuras em um ambiente cada vez mais competitivo.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Governo bloqueia R$ 518 milhões do Seguro Rural antes do novo Plano Safra
O governo federal retirou R$ 56,3 milhões adicionais do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Com o bloqueio de R$ 461,7 milhões efetuado em 9 de junho, o total retido pelo Executivo alcança R$ 518 milhões — mais da metade do orçamento previsto para 2026. A medida tensiona as negociações a sete dias do lançamento do Plano Safra 2026/27, marcado para 1º de julho.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contestou os cortes. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, afirmou que a retenção reduz a proteção financeira do produtor e desconsidera o aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Segundo a entidade, os sucessivos bloqueios evidenciam a falta de prioridade do governo para a resiliência do campo e o descumprimento de expectativas de aporte para o seguro.
O seguro rural atua como o principal mecanismo de transferência de risco para o agricultor. Com a redução da subvenção, o mercado projeta encarecimento das apólices e restrição na oferta de cobertura. Pequenos e médios produtores, dependentes do subsídio estatal para obter financiamento bancário, devem ser os mais afetados pela medida.
O Ministério da Agricultura (Mapa) justificou o contingenciamento como exigência das metas fiscais definidas pela Junta de Execução Orçamentária (JEO), admitindo que a disponibilidade de recursos reduz o alcance do programa para o novo ciclo agrícola.
A oposição ao bloqueio se concentra na tentativa de blindar o orçamento do setor. A FPA pressiona pela votação do projeto de lei da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que proíbe o contingenciamento do PSR. O tema será o principal ponto de embate durante o anúncio do Plano Safra na próxima semana, quando o setor cobrará medidas de recomposição para garantir a viabilidade dos investimentos para a safra 2026/27.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Frente fria traz geada ao Sul e atrasa colheita da safrinha no Centro-Sul
O avanço de uma massa de ar polar de grande magnitude mantém o Centro-Sul do Brasil em alerta nesta quarta-feira (24.06). O que os meteorologistas chamam de “sistema frontal”, se desloca pelo território nacional, provocabo uma queda brusca nas temperaturas e temporais em áreas estratégicas para a produção agrícola, desafiando o cronograma da colheita do milho segunda safra (safrinha), que opera abaixo da média histórica.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio deve levar geadas amplas a partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as mínimas podem atingir valores negativos nas áreas de serra. No Sudeste e Centro-Oeste, o impacto é sentido através de chuvas moderadas a fortes, que elevam o índice de umidade em regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Para o setor, a instabilidade climática chega em um momento sensível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita do milho 2025/26 alcançou 11% da área cultivada. O ritmo atual, embora supere o registrado no mesmo período da safra passada (10,3%), ainda é inferior à média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 15%. A precipitação inesperada nestas áreas produtoras pode retardar a entrada de máquinas nas lavouras e impactar a umidade dos grãos, elevando os custos de secagem pós-colheita.
Além do milho, a pecuária é um dos segmentos mais expostos à virada climática. Em sistemas de produção de aves e suínos, a queda acentuada nos termômetros exige reforço imediato no manejo de conforto térmico para evitar perdas de produtividade e mortalidade de animais jovens.
No Mato Grosso, onde a colheita avançava de forma mais dinâmica, o monitoramento das condições de tráfego nas rotas de escoamento é a prioridade dos exportadores. O solo encharcado, aliado às temperaturas baixas, pode complicar o fluxo logístico para os portos do Arco Norte e do Sudeste.
Enquanto o Centro-Sul enfrenta o frio rigoroso, o Norte e o Nordeste mantêm um cenário meteorológico díspar. No Tocantins, o tempo permanece firme, com termômetros alcançando até 35°C, permitindo a continuidade plena dos trabalhos. No extremo Norte, contudo, a persistência de chuvas volumosas no Amapá e no Pará mantém o estado de alerta para produtores locais.
A meteorologia indica que o núcleo do ar frio deve se posicionar sobre o Sudeste nesta quinta-feira, 25, mantendo o risco de geadas em áreas produtoras de café e hortifrúti em Minas Gerais e São Paulo. Produtores devem focar, nas próximas 48 horas, na proteção de culturas sensíveis ao frio e na gestão da logística para minimizar os efeitos da instabilidade sobre a qualidade final do produto colhido.
Fonte: Pensar Agro
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