Agronegócios
Superando 900 inscrições, Getap comprova bom momento do milho no Brasil
As inscrições para o Getap Inverno encerraram com um marco histórico: mais de 900 áreas inscritas, consolidando a maior edição já realizada pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap). O recorde reforça o bom momento vivido pelo milho no Brasil e a confiança dos produtores em uma safra com elevado potencial produtivo.
As perspectivas positivas para o cereal, impulsionadas principalmente pela força do etanol de milho e pela demanda crescente da indústria, têm incentivado agricultores de diferentes regiões do país a investirem mais em tecnologia e manejo. Esse cenário se refletiu diretamente na adesão histórica ao projeto.
Segundo o coordenador técnico do Getap, Gustavo Capanema, o número recorde de inscrições demonstra a credibilidade conquistada pela iniciativa. “Além da certificação, o grande diferencial do Getap está na entrega técnica. Os relatórios gerados trazem comparativos regionais e nacionais de manejo, permitindo que o produtor utilize essas informações na tomada de decisão para as próximas safras. É muito gratificante ver esse material sendo usado de forma estratégica no campo”, destaca.
De acordo com Capanema, o atual cenário do milho no Brasil também contribuiu diretamente para o aumento do interesse no concurso. “O mercado está aquecido. O produtor enxerga valor na segunda safra, com boas expectativas tanto de preço quanto de produtividade”, afirma.
Desafios superados
Mesmo diante de desafios climáticos em algumas regiões, como a redução antecipada das chuvas e o atraso no plantio, o sentimento no campo ainda é de confiança. “Muitos produtores acreditam que o bom volume de chuva registrado no início da safra ajudará a compensar este período final mais seco. Além disso, o trabalho de nutrição e construção de perfil de solo tem permitido que as plantas atravessem melhor essa reta final do ciclo”, explica o especialista.
Em estados estratégicos, como Mato Grosso, o plantio antecipado favoreceu o aproveitamento das chuvas e elevou as expectativas de produtividade. “As primeiras colheitas da segunda safra já começaram em maio, especialmente com os híbridos de abertura de janela. A tendência é que a colheita ganhe força a partir de junho”, comenta o especialista.
O coordenador também destaca a diversidade produtiva do país como um dos principais pontos observados pelo Getap. “Temos produtores participando desde o Paraná até o Pará, mostrando a dimensão agrícola do Brasil e as diferentes realidades de plantio, manejo e clima. Essa regionalização é um dos pilares da iniciativa e gera um banco de dados extremamente rico para o setor”, ressalta.
Sorgo ganha protagonismo no campo brasileiro
Seguindo a mesma trajetória de crescimento do milho, o sorgo também vem conquistando espaço cada vez maior no agro brasileiro. Segundo análise da Céleres Consultoria, o cereal está entre as culturas com maior potencial de expansão no país. Nos últimos cinco anos, a área plantada cresceu mais de 50%, com avanço médio anual de 10%. Ainda assim, ocupa pouco mais de 2,5 milhões de hectares, menos de 5% da área disponível na segunda safra.
Com a evolução da produtividade e da rentabilidade em sistemas de média e alta tecnologia, o sorgo passou a ser visto pelo produtor como uma alternativa estratégica e complementar ao milho, especialmente nas regiões do Cerrado.
Atento a esse movimento, o Getap lançou a primeira edição do Getap Sorgo, iniciativa inédita voltada ao reconhecimento de produtores que buscam altos tetos produtivos, eficiência e adoção de tecnologia na cultura. As inscrições seguem abertas até 31 de maio em todo o território nacional.
Segundo Capanema, a expansão era um desejo antigo do grupo. “O sorgo possui características extremamente importantes para os sistemas produtivos, além de grande potencial ligado à produção de etanol. Nosso objetivo é mostrar que, com investimento em tecnologia, híbridos de qualidade e manejo nutricional adequado, é possível alcançar excelentes resultados com rentabilidade”, afirma.
Outro diferencial da premiação é o forte engajamento da cadeia produtiva. “Já contamos com importantes parceiros confirmados, como a Advanta e a Oilema, reforçando o interesse do setor em fomentar o desenvolvimento técnico e mercadológico do sorgo no Brasil”, acrescenta ele.
As inscrições podem ser realizadas diretamente pelo site do grupo, por meio de patrocinadores da premiação ou de forma independente, ampliando o acesso de produtores de diferentes perfis tecnológicos. Os vencedores do Getap Sorgo serão anunciados no fim de novembro, durante um evento exclusivo que reunirá produtores, empresas parceiras e especialistas do setor, consolidando o cereal como uma cultura estratégica dentro dos sistemas produtivos brasileiros.
Agronegócios
Estado amplia produção de grãos em 61% e consolida nova força do agro
Tradicionalmente reconhecida pela força na produção de café, leite, frutas e hortaliças, Minas Gerais vive uma transformação silenciosa no campo e avança também como potência nacional na produção de grãos. Em dez anos, o estado elevou sua produção de soja, milho, feijão e sorgo de 11,8 milhões para 18,9 milhões de toneladas, crescimento de 61% que colocou Minas na sexta posição entre os maiores produtores do país.
Os dados fazem parte de estudo da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e mostram uma mudança importante no perfil do agro mineiro, historicamente mais associado à cafeicultura e à pecuária leiteira.
O avanço foi puxado principalmente pela expansão da soja e pelo crescimento do milho segunda safra, a chamada safrinha, movimento que aumentou a produtividade das áreas agrícolas sem necessidade proporcional de abertura de novas fronteiras de cultivo.
A produção de soja praticamente dobrou na última década, passando de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas, consolidando o grão como o segundo principal item da pauta exportadora mineira, atrás apenas do café.
Segundo o secretário estadual de Agricultura, Thales Fernandes, a intensificação tecnológica nas lavouras foi decisiva para o avanço da produção. “Muitos produtores passaram a trabalhar com duas safras na mesma área, utilizando soja no verão e milho na segunda safra. Isso trouxe ganho de eficiência e aumento significativo da produção estadual”, afirmou.
O crescimento também reflete a expansão da agricultura de precisão, o avanço da irrigação e o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas, especialmente nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, hoje entre os principais polos de grãos do estado.
As pesquisas vêm sendo conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que trabalha no desenvolvimento de variedades mais resistentes ao clima e com maior produtividade.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, Minas deverá colher na safra 2025/26 cerca de 9,1 milhões de toneladas de soja, 7 milhões de toneladas de milho, 1,6 milhão de toneladas de sorgo e quase 500 mil toneladas de feijão.
Apesar do avanço, o cenário para a próxima safra ainda inspira cautela. O setor monitora os impactos climáticos do avanço do El Niño, além das incertezas provocadas pelos juros elevados e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que podem afetar os custos dos fertilizantes importados pelo Brasil.
“A questão climática preocupa muito. Existe risco de atraso nas chuvas e o mercado acompanha também os impactos logísticos da guerra na região do Estreito de Ormuz, importante rota mundial para fertilizantes”, disse Thales Fernandes.
Mesmo diante das incertezas, Minas Gerais segue ampliando seu protagonismo no agronegócio nacional. Além da expansão nos grãos, o estado lidera a produção brasileira de café, leite, alho, batata e equinos, além de ocupar posições de destaque em culturas como cana-de-açúcar, feijão, banana, tomate, cebola e tilápia.
A diversificação produtiva transformou Minas em um dos estados mais equilibrados do agro brasileiro, combinando tradição em culturas históricas com avanço acelerado em segmentos ligados à segurança alimentar e às exportações de commodities agrícolas.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Agro tem superávit de R$ 55 bilhões e amplia liderança nas exportações
Impulsionado pelo desempenho do agronegócio, Mato Grosso registrou saldo comercial positivo de aproximadamente R$ 55,2 bilhões entre janeiro e abril de 2026 e manteve a liderança nacional entre os estados com maior superávit da balança comercial brasileira. Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) no Boletim Mensal de Conjuntura Econômica de maio.
O resultado consolida o peso estratégico do estado dentro da economia brasileira e reforça a dependência nacional do desempenho do agro mato-grossense para sustentação das exportações e entrada de divisas no país.
Segundo o levantamento, Mato Grosso já havia encerrado 2025 com superávit comercial de cerca de R$ 137,8 bilhões, valor equivalente a 40,5% de todo o saldo comercial brasileiro no período.
A força do resultado continua diretamente ligada ao agronegócio. Soja, milho e carne bovina seguem como os principais motores das exportações estaduais e sustentam boa parte da geração de riqueza no estado.
De acordo com o Imea, o agronegócio respondeu sozinho por mais de 43% de todo o saldo comercial brasileiro no período analisado, evidenciando a centralidade de Mato Grosso para a balança comercial nacional.
Segundo analistas do Imea, os números refletem o protagonismo crescente do estado no comércio internacional. O resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira.
Além do impacto nas exportações, o boletim aponta avanço também na geração de empregos formais ligados ao agronegócio. Ao final de 2025, o setor contabilizava 437,1 mil empregos formais em Mato Grosso. Em março deste ano, o número avançou para 444,2 mil trabalhadores com carteira assinada, crescimento de 1,61% e geração de pouco mais de 7 mil novas vagas no período.
Com isso, o agronegócio passou a responder por 37,5% de todos os empregos formais do estado, consolidando sua posição como principal eixo econômico de Mato Grosso. O desempenho ocorre em meio a um cenário internacional ainda marcado por volatilidade nos preços das commodities, tensões comerciais e novas barreiras sanitárias impostas por mercados importadores. Mesmo assim, o estado segue ampliando exportações e fortalecendo sua participação na balança comercial brasileira.
Analistas avaliam que a combinação entre alta produtividade agrícola, expansão da infraestrutura logística e crescimento da demanda internacional por alimentos deve manter Mato Grosso como principal potência exportadora do agronegócio brasileiro nos próximos anos.
Fonte: Pensar Agro
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