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Stalkers: A Obsessão Oculta no Cotidiano
No cotidiano, muitas vezes os stalkers são invisíveis, camuflados como pessoas comuns, ao mesmo tempo em que mantêm uma presença constante e silenciosa na vida de suas vítimas. Esse tipo de obsessão é motivado não pela admiração, mas por um desejo de controle e possessão que ultrapassa os limites saudáveis, envolvendo uma vigilância intensa e ininterrupta.
Antes da era digital, os stalkers dependiam de presença física para monitorar e seguir suas vítimas, seja por meio de encontros em locais públicos ou por correspondências constantes e telefonemas anônimos. Com as redes sociais, no entanto, os limites do “acesso” foram superados. Agora, esses indivíduos têm à disposição um verdadeiro acervo de informações sobre a vida pessoal de alguém — o que permite que o acompanhamento seja ainda mais discreto e persistente.
A perseguição de celebridades é um fenômeno que ajuda a ilustrar a psicologia por trás do stalking. Casos como os da atriz Jodie Foster, que foi perseguida por um fã durante anos, e da cantora Taylor Swift, que também enfrentou stalkers persistentes, exemplificam como a fama pode intensificar o desejo de controle e a posse obsessiva de uma figura pública.
Esses stalkers, ao contrário de admiradores, alimentam uma ilusão de “relação especial” com a celebridade, acreditando que cada informação nova reforça um vínculo imaginário. As redes sociais facilitam ainda mais essas obsessões, permitindo criar uma narrativa de intimidade e proximidade baseada em informações pessoais que ele consome sem que a celebridade tenha ciência disso.
O vínculo entre o stalking e a violência contra a mulher é particularmente alarmante. Em grande parte dos casos, o agressor é um homem que persegue uma mulher, frequentemente motivado por um desejo de controle ou possessividade extrema. A vigilância constante e a tentativa de invadir a vida pessoal de uma mulher constituem uma forma de abuso psicológico, gerando um efeito desestabilizador para a vítima, que frequentemente experimenta medo e angústia diante da invasão.
Os casos de feminicídio frequentemente mostram que o stalking surge após a separação, quando o agressor passa a monitorar e perseguir a ex-companheira como uma tentativa de reaproximação forçada. Esse comportamento possibilita o controle indireto e o acesso frequente a ela, aumentando o risco de novos ataques. O stalking facilita emboscadas em lugares como o trabalho, a residência ou espaços públicos, onde agressões graves ou fatais podem ocorrer, transformando-se em um elemento que amplia significativamente o potencial para atos extremos de violência.
Trata-se de um comportamento que pode ser considerado um tipo de violência silenciosa, capaz de causar graves danos emocionais e psicológicos. Compreender a dinâmica por trás desse comportamento é crucial para nos protegermos e apoiarmos aqueles que possam ser vítimas dessa obsessão. Em uma sociedade cada vez mais conectada, entender como o stalking se manifesta e adotar estratégias de proteção se torna não apenas uma forma de segurança pessoal, mas um meio essencial de preservar a saúde mental diante da exposição digital.

(*) Alessandra Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia, Mestranda em Psicologia Forense e Criminal. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.
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Libertar-se de namoros tóxicos
O Dia dos Namorados costuma ser celebrado com flores, presentes, jantares românticos e declarações de amor. É uma data bonita e importante, mas também pode servir como um momento de reflexão sobre a qualidade dos relacionamentos que estamos construindo.
Independentemente dos casos extremos de violência física, psicológica ou patrimonial — que são crimes e devem ser combatidos com rigor pelas leis e pela sociedade — existem muitos relacionamentos que já apresentam, desde o início, sinais claros de que podem se transformar em fontes permanentes de sofrimento.
São os chamados relacionamentos tóxicos, marcados por comportamentos incompatíveis com o amor saudável, como ciúmes excessivos, controle, manipulação emocional, arrogância, agressividade, desrespeito, mentiras frequentes, egoísmo, infidelidade, vícios, grosseria e falta de compromisso com valores morais e familiares.
Muitas vezes, homens e mulheres ignoram esses sinais por paixão, carência afetiva ou pela esperança de que o parceiro irá mudar. Porém, a experiência demonstra que mudanças verdadeiras dependem da vontade sincera da própria pessoa. Quem fecha os olhos para defeitos graves no início do relacionamento frequentemente acaba enfrentando problemas muito maiores no futuro.
O namoro existe justamente para isso: conhecer profundamente o outro. Não foi criado apenas para momentos de diversão, mas para avaliar compatibilidade de valores, objetivos, princípios e projetos de vida.
Antes de assumir um compromisso mais sério, é importante observar como a pessoa trata os pais, os amigos, os colegas de trabalho e até desconhecidos. Como reage diante das frustrações? Como administra o dinheiro? Qual é sua relação com bebidas alcoólicas, drogas, jogos ou outros vícios? É alguém honesto? Cumpre a palavra? Respeita os sentimentos alheios?
As respostas para essas perguntas costumam revelar muito mais sobre o futuro do relacionamento do que as promessas feitas em momentos de romantismo.
Infelizmente, muitos casais percebem tarde demais que estavam seguindo caminhos incompatíveis. Quando surgem filhos, financiamentos, patrimônio compartilhado e outros compromissos familiares, a separação torna-se mais dolorosa e complexa, afetando não apenas o casal, mas toda a família.
Por isso, terminar um relacionamento que demonstra sinais evidentes de incompatibilidade ou de comportamento abusivo não deve ser encarado como fracasso. Em muitos casos, é um ato de coragem, maturidade e amor-próprio.
O amor verdadeiro não aprisiona, não humilha, não controla e não ameaça. O amor verdadeiro inspira crescimento, confiança, respeito, admiração e paz.
Mais importante do que encontrar alguém bonito, rico ou popular é encontrar alguém de caráter. Uma pessoa que compartilhe valores semelhantes, que respeite seus sonhos, que tenha princípios sólidos e que esteja disposta a construir uma vida baseada na confiança, na lealdade e no companheirismo.
Neste Dia dos Namorados, talvez a pergunta mais importante não seja “quanto amo essa pessoa?”, mas sim: “essa pessoa me ajuda a ser melhor, mais feliz e mais próximo dos meus valores e objetivos de vida?”
Se a resposta for positiva, vale a pena investir no relacionamento. Se os sinais apontarem para sofrimento, violência, desrespeito ou incompatibilidades profundas, talvez seja o momento de refletir e tomar decisões difíceis, mas necessárias. Afinal, uma escolha amorosa acertada pode trazer décadas de felicidade. Uma escolha equivocada, ignorando sinais evidentes, pode gerar anos de dor e arrependimento.
A Palavra de Deus também nos orienta sobre a importância das boas escolhas. O apóstolo Paulo ensina: “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos” (2 Coríntios 6:14), alertando sobre a necessidade de união entre pessoas que compartilhem princípios e valores semelhantes. Já em Gálatas 5, aprendemos que os frutos do Espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. Quando esses frutos estão ausentes e são substituídos por violência, egoísmo, mentira e desrespeito, é sinal de que algo não está bem.
Que cada pessoa tenha sabedoria para escolher não apenas alguém para amar, mas alguém com quem possa construir uma vida feliz, equilibrada e abençoada por Deus.
Wilson Aquino – Jornalista, professor e escritor
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Dia dos Namorados: exames pré-nupciais ajudam casais a planejar o futuro com mais saúde e segurança
Com a chegada do Dia dos Namorados, muitos casais aproveitam o momento para celebrar a relação e fazer planos para o futuro. Para aqueles que estão pensando em casamento e na construção de uma família, o cuidado com a saúde é uma etapa importante dessa preparação. A realização de exames pré-nupciais funciona como um guia preventivo, ajudando a avaliar as condições gerais de saúde, verificar a compatibilidade sanguínea para evitar uma gravidez de risco, auxiliar no planejamento familiar e identificar precocemente Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Segundo a ginecologista do Sabin Diagnósticos e Saúde, Luciana de Paiva Nery Soares, a iniciativa é, acima de tudo, um ato de cuidado mútuo. “Essas avaliações ajudam a identificar possíveis alterações de saúde, permitindo até mesmo uma gestação mais segura e tranquila no futuro, caso seja o desejo do casal”, explica a especialista. Ela reforça ainda que os exames para detectar ISTs deveriam ser um passo inicial em qualquer relacionamento sexual.
Para apoiar os casais nessa jornada de prevenção e cuidado, a especialista destaca alguns exames importantes para fornecer um panorama detalhado da saúde de ambos. Entre os principais estão o hemograma completo, que auxilia na identificação de anemia, infecções e outras alterações sanguíneas e a tipagem sanguínea e fator Rh, fundamental para avaliar a compatibilidade sanguínea do casal e prevenir casos de eritroblastose fetal (Doença Hemolítica do Recém-Nascido) em futuras gestações.
As sorologias para ISTs, que incluem testes para HIV, sífilis e hepatites B e C, e exames de urina (EAS) e fezes, que ajudam na avaliação do sistema urinário e na detecção de parasitas ou infecções intestinais, também estão entre os mais importantes. A médica também menciona exames complementares, como eletrocardiograma, para avaliação cardíaca, e exames de imagem, como ultrassonografias pélvica e transvaginal, voltadas à análise dos órgãos internos e do sistema reprodutor.
“Além desses exames básicos, o médico pode solicitar outros testes tanto para homens quanto para mulheres, de acordo com o histórico clínico e familiar de cada paciente. Em alguns casos, também podem ser indicados exames de fertilidade, especialmente para mulheres com mais de 35 anos, já que tende a diminuir com a idade, ou para aquelas que já apresentam condições que podem impactar a fertilidade, como a endometriose”, finaliza Luciana.
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