TRÊS LAGOAS
Pesquisar
Close this search box.

Mato Grosso do Sul

Sob reza de anciões, Governo de MS abre mês indígena celebrando o protagonismo dos povos originários

Publicado em

Debaixo dos cânticos entoados pelo mbaraka, a reza Ñembo’e abençoou a abertura do Abril Indígena, mês voltado ao fortalecimento, valorização e reconhecimento dos povos originários em todo o Estado. Na tarde desta quarta-feira (1), o auditório do Bioparque Pantanal foi tomado por cultura, tradição e respeito aos povos indígenas. Na plateia, representantes das oito etnias que vivem no Estado: Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Guató, Ofaié, Kinikinau e Atikum, celebraram os avanços nas políticas públicas, a promoção da cidadania e a inclusão social que chegou aos territórios.

Realizada pela Secretaria de Estado da Cidadania, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, a campanha Abril Indígena prestou contas acerca das ações executadas pelo Governo do Estado ao longo dos últimos quatro anos, pautadas no respeito à autonomia de cada povo e na escuta ativa das demandas.

Auditório recebeu representantes das oito etnias que vivem em Mato Grosso do Sul em tarde de prestação de contas. (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Durante a abertura, o subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando Souza, destacou o simbolismo do mês de abril para os povos indígenas e a importância de ampliar a visibilidade das culturas e realidades presentes nos territórios.

“Hoje, para nós, é 1º de abril, e esse mês tem um significado muito importante, especialmente pelo Dia dos Povos Indígenas, celebrado no dia 19. Desde 2023, temos promovido atividades ao longo de todo o mês para mostrar o que temos de bonito dentro dos nossos territórios, aquilo que muitas vezes não aparece. Por muito tempo, o que era mostrado eram apenas aspectos negativos, e nós precisamos desmistificar isso”, afirmou.

O subsecretário também ressaltou o esforço de ocupação de espaços institucionais e públicos como estratégia de valorização. “Passamos a levar um pouco da nossa história e da nossa trajetória para dentro do governo, das secretarias, da Assembleia Legislativa, das câmaras municipais e das escolas públicas. Existem muitas coisas acontecendo dentro dos territórios e precisamos mostrar isso”, pontuou.

Subsecretário para Povos Originários, Fernando Souza explicou o simbolismo do mês de abril para a população indígena. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Fernando Souza ainda celebrou a continuidade das ações e o protagonismo dos povos originários.

“Este é o quarto ano dessas atividades e fizemos questão de começar o mês reunindo nossas lideranças para celebrar. Apesar dos desafios diários, seguimos vivos, resistindo, com resiliência, coragem e união. Nossa arte e nossa cultura fazem parte deste Estado e deste país, e jamais vamos deixar isso acabar”, concluiu.

Em sua fala de boas-vindas, o governador Eduardo Riedel ressaltou a importância do mês para as comunidades originárias e para o próprio governo estadual. “Fiz questão de estar aqui neste início do mês de abril, que é um período importante, simbólico e representativo para as comunidades indígenas e tradicionais. É também um dia marcante para o Governo do Estado e para a nossa trajetória”, abriu Riedel.

O governador relembrou que, no início do mandato, a primeira agenda pública foi justamente com lideranças indígenas, quando assumiu o compromisso de ouvir as demandas e construir políticas públicas a partir dessa escuta.

“Montamos uma equipe com sensibilidade, disponibilidade para estar presente nos territórios e, principalmente, capacidade de ouvir mais do que falar. Foi a partir dessa escuta que conseguimos transformar demandas em ações concretas voltadas ao desenvolvimento, ao bem-estar e à cidadania dos povos indígenas”, descreveu.

Governador Eduardo Riedel relembrou trajetória ao comentar sobre escuta dos povos indígenas em 2023. (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

Ao comentar o objetivo do evento, o Eduardo Riedel reforçou a importância da transparência e da prestação de contas como instrumentos de fortalecimento da relação entre o Estado e as comunidades.

“Este encontro tem como propósito apresentar o que foi construído a partir das demandas trazidas por vocês e os resultados alcançados. É um momento de olhar para essa trajetória, entender onde avançamos e reconhecer o caminho percorrido”, disse.

A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, também enfatizou o caráter coletivo das ações e a importância da escuta ativa junto às comunidades. “Muito bom rever amigos, amigas e, principalmente, aqueles que fazem a luta diária. Gostaria de dar as boas-vindas e agradecer o aprendizado que a gente tem dentro dos territórios”, destacou.

Secretária da Cidadania, Viviane Luiza, agradeceu a parceria e a união dos povos indígenas. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Viviane enfatizou que as políticas apresentadas são fruto direto das demandas construídas com os povos originários.

“Tudo o que nós vamos apresentar aqui foi trazido de dentro dos territórios, a partir da fala de vocês, e nós levamos essas demandas para o Governo do Estado para que fossem executadas. Foram quatro anos de muita entrega, de fazer talvez o que nem imaginávamos em tão pouco tempo, desde estrutura para eventos culturais até centros culturais, poços e tantas outras ações que vamos apresentar”, afirmou.

A secretária destacou ainda a importância das parcerias para a efetivação das políticas públicas.

“Essa é uma palavra de agradecimento a todos os parceiros que fizeram isso acontecer. O governo não faz nada sozinho. É a união de todos que permite levar para dentro das comunidades indígenas políticas públicas tão necessárias e importantes”, concluiu.

Ações, programas e projetos para os povos originários em MS

No evento, a SEC apresentou as iniciativas do Governo do Estado voltadas aos povos originários, guiadas por princípios que colocam as comunidades no centro das políticas públicas.

Grafismos que carregam ancestralidade, tradição e cultura nos traços. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Desenvolvimento econômico, empreendedorismo e subsistência

  • Empretec Indígena – realização de cinco edições nos municípios de Miranda, Nioaque, Paranhos, Antônio João e Dourados.
  • Implementação da cesta étnica, respeitando a identidade cultural, os hábitos alimentares e as necessidades nutricionais dos povos originários.

Cidadania, segurança e proteção às comunidades

  • Programa MS em Ação – Edição Indígena (em parceria com a SEJUSP): realização de oito ações nos municípios de Dourados, Caarapó, Amambai, Japorã, Paranhos, Miranda, Bodoquena e Antônio João, com oferta de serviços essenciais, documentação civil e atendimentos diretos; total de 41.921 pessoas atendidas e 8.521 documentos emitidos.
  • Implantação de 18 Conselhos Comunitários de Segurança Indígena nos municípios de Campo Grande, Dourados, Caarapó, Japorã, Douradina, Amambai, Tacuru, Aquidauana, Sidrolândia, Paranhos, Miranda, Nioaque e Antônio João.
  • Reativação do Conselho Estadual dos Direitos dos Povos Originários após 15 anos.

Cultura, identidade e educação

Hall do Bioparque recebeu cultura e arte dos povos originários. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
  • Construção de 10 Centros Culturais Indígenas nos municípios de Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Caarapó, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Paranhos, Ponta Porã e Tacuru.
  • Capacitação para acesso a editais e fomento cultural, com apoio técnico às comunidades.
  • Emissão da Carteirinha do Artesão em Mato Grosso do Sul.
  • Abril Indígena – realização de ações educativas em escolas, com foco na valorização cultural e no enfrentamento ao preconceito.
  • Manutenção de 19 escolas indígenas e um Centro Estadual de Formação de Professores Indígenas.
  • Implantação de novas turmas do curso normal médio intercultural indígena em Paranhos e na Aldeia Passarinho (Miranda).
  • Avanço do programa MS Alfabetiza Indígena para a segunda fase, com sensibilização das redes municipais e elaboração de normativa específica.
  • MS Supera – concessão de benefício equivalente a um salário mínimo a estudantes de baixa renda, incluindo 138 indígenas no ensino superior e 3 no ensino médio.

Saúde, direitos sociais e inclusão

Durante evento, grupo apresentou dança indígena típica dos terena. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
  • Implantação do primeiro SAMU Indígena do Brasil (SAMUI 192), inaugurado em 2025 na Reserva Indígena de Dourados.
  • Aquisição de 21 ambulâncias tipo furgão pela Secretaria de Estado da Saúde, destinadas à SESAI.
  • Programa Autismo Sem Fronteira, com encontros voltados ao diálogo sobre TEA: edição realizada em 2025 na Reserva Indígena de Dourados e prevista para 2026 em Amambai.

Energia

  • Programa Energia Social: Conta de Luz Zero, reorganizado pela Lei nº 6.170/2023.

Moradia e infraestrutura

  • Atendimento a 1.186 famílias indígenas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Rural – etapa Oga Porã, em municípios como Amambai, Aquidauana, Aral Moreira, Bela Vista, Caarapó, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Japorã, Juti, Laguna Carapã, Maracaju, Miranda, Nioaque, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sidrolândia e Tacuru.

Programa Água para Todos – Garantia de acesso hídrico

  • Investimento de R$ 60 milhões para ampliação e melhoria dos sistemas de abastecimento de água em 18 aldeias indígenas.
  • Atendimento direto a 34.688 indígenas, principalmente nos municípios de Amambai, Caarapó, Japorã, Juti, Paranhos e Tacuru.
  • Reserva Indígena de Dourados: assinatura, em janeiro de 2026, do contrato para implantação de sistemas de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com investimento de R$ 48,7 milhões.

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Saul Schramm/Secom-MS

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens de apoio sobre o evento

Fonte: Governo MS

Comentários Facebook

Mato Grosso do Sul

Agendão cultural: fim de semana tem feira criativa, teatro, astronomia e atrações culturais em MS

Published

on

By

O fim de semana em Mato Grosso do Sul terá programação cultural em Campo Grande e cidades do interior, com opções que incluem espetáculos teatrais, dança, feiras criativas, atividades culturais, observação astronômica e atrações para toda a família.

Na Capital, a agenda reúne eventos no Sesc Teatro Prosa, feira gastronômica e de economia criativa, além de uma experiência de observação do céu noturno com telescópios. Já no interior, o projeto Circula Cultura MS segue levando arte e cultura para diferentes municípios sul-mato-grossenses.

Também fazem parte da programação espaços culturais e museus de Campo Grande, que permanecem abertos para visitação ao longo da semana e no fim de semana.

Confira os destaques da programação:

Campo Grande

Sexta-feira (22/05)

Espetáculo de dança “Relicário de Mim” no Sesc Teatro Prosa
A bailarina Frantielly Khadija apresenta o espetáculo “Relicário de Mim”, uma imersão sensível sobre identidade, memória e existência, com direção de Chico Neller.

Horário: 19h
Local: Sesc Teatro Prosa – Rua Anhanduí, 200 – Centro
Entrada: Gratuita via Sympla
Classificação: Livre

Sábado (23/05)

Feira São Bento reúne gastronomia e economia criativa
A Feira São Bento terá opções de gastronomia, artesanato, empreendedorismo e lazer em mais uma edição no Jardim São Bento.

Horário: das 18h às 22h
Local: Praça República do Líbano – Av. Primeiro de Maio, 400
Entrada: Gratuita

Espetáculo infantil celebra a infância e a imaginação
O grupo Fulano di Tal apresenta “A Fabulosa História do Guri-Árvore”, espetáculo inspirado na obra de Manoel de Barros, com palhaçaria e teatro de objetos.

Horário: 16h
Local: Sesc Teatro Prosa
Entrada: Gratuita via Sympla
Classificação: Livre

Observação do céu noturno com telescópios
A Casa de Ciência e Cultura promove uma experiência de observação astronômica, com telescópios e atividades educativas sobre ciência e os astros visíveis no céu.

Horário: das 19h às 21h
Local: estacionamento do Teatro Glauce Rocha
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

Domingo (24/05)

Shopping Bosque dos Ipês promove aulão de dança
Em clima de celebração ao Mês das Mães, o Shopping Bosque dos Ipês realiza um aulão de dança aberto ao público.

Horário: 14h
Local: em frente à Praça Central – Shopping Bosque dos Ipês
Entrada: Gratuita

Feira Bosque da Paz retorna com edição “Brasilidades”
Após adiamento por conta das condições climáticas, a Feira Bosque da Paz realiza mais uma edição com gastronomia, música, artesanato e economia criativa.

Horário: das 9h às 15h
Local: Rua Kame Takaiassu – Carandá Bosque
Entrada: Gratuita

Interior do Estado

Circula Cultura MS segue pelo interior sul-mato-grossense
O projeto Circula Cultura MS continua promovendo acesso à arte e descentralização cultural em municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

Paraíso das Águas – 22/05
Fátima do Sul – 23/05
Naviraí – 24/05

Espaços culturais para visitar em Campo Grande

Museu Casa-Quintal Manoel de Barros
Rua Piratininga, 363 – Jardim dos Estados
Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 14h; sábados, das 10h às 12h

Memorial da Cultura Indígena
Rua Terena, 88 – Aldeia Marçal de Souza
Funcionamento: segunda a quinta, das 7h30 às 17h30; sextas, das 7h30 às 13h30

MIS – Museu da Imagem e do Som
Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559
Funcionamento: segunda a sexta, das 7h30 às 17h30; sábados, das 8h às 18h

Complexo de Museus da UFMS
Cidade Universitária
Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 17h

Museu José Antônio Pereira
Avenida Guaicurus – Jardim Monte Alegre
Funcionamento: terça a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 13h às 17h

Comunicação Governo de MS

Fonte: Governo MS

Comentários Facebook
Continue Reading

Mato Grosso do Sul

UEMS lidera cooperação internacional com a University of Birmingham em imersão acadêmica no Pantanal

Published

on

By

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) será protagonista de uma experiência internacional inédita voltada à sustentabilidade, à ciência aplicada e à cooperação acadêmica global. Em parceria com a University of Birmingham, da Inglaterra, a instituição realizará o programa “Immerse Pantanal: Interdisciplinary Transnational Education for Sustainable Bioeconomy”, que promoverá uma imersão interdisciplinar no Pantanal sul-mato-grossense entre os dias 31 de maio e 11 de junho de 2026.

Coordenado pela UEMS, por meio do CORAL (Centro Observatório das Rotas Latino-Americanas), em articulação com programas de pós-graduação, centros de pesquisa e instituições parceiras, o programa reunirá estudantes e pesquisadores brasileiros e britânicos em atividades de campo, debates científicos e diálogos interculturais voltados aos desafios das mudanças climáticas, da bioeconomia e do desenvolvimento sustentável.

A ação conta com apoio financeiro e logístico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc).

A proposta coloca Mato Grosso do Sul e o Pantanal no centro das discussões globais sobre sustentabilidade. Segundo o prof. Dr. Ruberval Franco Maciel, pesquisador coordenador do CORAL/UEMS, a universidade encara o projeto como “um marco de diplomacia científica”, consolidando a UEMS como um hub de inovação e internacionalização acadêmica.

Pantanal como laboratório vivo internacional

Imagem da notícia UEMS
Comitiva passará pela UEMS/Aquidauana conhecendo a produção científica nas áreas de Agronomia, Engenharia Florestal e Zootecnia.

O roteiro da imersão inclui atividades em Campo Grande, Bonito, Aquidauana, Anastácio e comunidades indígenas da região pantaneira. As ações envolvem experiências em laboratórios vivos, estudos sobre conservação ambiental, produção sustentável, bioeconomia, prevenção de incêndios, agricultura familiar, turismo científico e valorização de saberes tradicionais e indígenas.

Entre os destaques da programação estão as atividades desenvolvidas na Unidade Universitária de Aquidauana da UEMS, considerada estratégica para a pesquisa aplicada em sustentabilidade, conservação do solo, agroecologia, piscicultura e reflorestamento de espécies nativas do Pantanal. Conforme explica Maciel, a unidade oferece uma infraestrutura de “sustentabilidade vivida”, permitindo pesquisas de longa duração e soluções inovadoras para transformação socioeconômica e bem-estar local.

O programa também contempla as Interfaces com Áreas Estratégicas de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, integrando ações relacionadas à educação, saúde, desenvolvimento humano e social, meio ambiente, desenvolvimento econômico, cultura, ciência, tecnologia e inovação.

Tal iniciativa também reforça o papel da universidade na construção de soluções alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), contemplando áreas como educação de qualidade, ação climática, redução das desigualdades, inovação, produção sustentável e preservação da vida terrestre.

De acordo com a University of Birmingham, o programa representa uma nova etapa na cooperação internacional entre as instituições e amplia as experiências iniciadas anteriormente no projeto “Immerse Amazonia”. O material institucional destaca que os estudantes irão “mergulhar” na realidade do Pantanal, um dos ecossistemas mais vulneráveis do planeta diante das secas extremas, incêndios florestais e expansão intensiva da atividade agrícola.

O Dr. Angelo Martins Júnior, Co-Diretor do University of Birmingham Brazil Institute (UBBI), disse: “Estamos comprometidos em oferecer aos estudantes da Universidade de Birmingham as melhores oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal, enquanto usamos nossa expertise e parcerias para ajudar a enfrentar alguns dos maiores desafios das mudanças climáticas e da sustentabilidade”.

“Ao reunir estudantes da Grã-Bretanha e do Brasil, esperamos que ambos os grupos de graduandos mudem sua perspectiva sobre o mundo ao redor. Queremos inspirar a próxima geração de futuros criadores enquanto eles enfrentam os desafios associados às mudanças climáticas”.

O Programa Immerse Pantanal marca uma nova fase no compromisso do UBBI em “criar oportunidades de aprendizagem equitativas, interdisciplinares e de alto impacto em todo o Brasil”, conclui Martins.

Nesse contexto, Maciel explica que a parceria entre UEMS e University of Birmingham surgiu a partir de uma articulação estratégica entre universidade, governo e setor privado, fortalecida após mobilidade acadêmica realizada em 2025 com apoio do CNPq e encontros institucionais promovidos na UEMS com representantes da universidade britânica.

Para além da dimensão acadêmica, a expectativa da UEMS é que o programa deixe um legado permanente para o Estado, fortalecendo a bioeconomia regional, o turismo científico e a articulação entre universidade, poder público e comunidades locais. Conforme destaca Maciel, a proposta prevê a consolidação de um laboratório transnacional permanente e a ampliação da inserção de Mato Grosso do Sul na rota internacional da inovação científica voltada à sustentabilidade.

Estudantes do Reino Unido e a imersão pantaneira

Imagem da notícia UEMS
Jovens estudantes do Reino Unido discutirão com estudantes da UEMS ações para os desafios socioambientais do Pantanal.

Oito estudantes da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, viajam ao Pantanal sul-mato-grossense, para participar do programa Immerse Pantanal. A iniciativa reúne jovens britânicos e brasileiros para discutir os desafios ambientais que ameaçam um dos ecossistemas mais ricos do planeta.

A atividade consiste em uma escola de verão interdisciplinar de duas semanas, com base no Pantanal, considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio Mundial pela Unesco. Os participantes vão realizar imersão na região, combinando conhecimentos científicos, locais e ancestrais para analisar problemas como seca extrema provocada pelo clima, incêndios e avanço da agricultura intensiva.

Durante o programa, os estudantes trabalharão em equipes mistas Reino Unido-Brasil, desenvolvendo soluções para os problemas socioambientais da região. Eles também produzirão ensaios e curtas-metragens sobre o tema.

O Pantanal é a maior área úmida tropical do mundo, com mais de 181 mil km², abrangendo Brasil, Bolívia e Paraguai. A região destaca-se pela grande concentração de onças-pintadas, jacarés, capivaras e mais de 650 espécies de aves.

O Immerse Pantanal faz parte de uma série de programas de imersão da Universidade de Birmingham no Brasil, chamada Immerse Brazil. Após o sucesso de um projeto na Amazônia realizado no ano passado, a universidade britânica amplia agora sua atuação para o Pantanal, com o objetivo de promover aprendizado experiencial e colaborativo entre estudantes de diferentes países.

O programa nasceu a partir de uma visita do prof. Dr. Angelo Martins Junior, codiretor do Brazil Institute da universidade (UBBI), à UEMS em dezembro de 2025. Durante a estadia, foram realizadas reuniões e palestras que resultaram na criação dessa nova edição.

Sobre a Programação e Roteiro

Imagem da notícia UEMS
Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo

O cronograma do Immerse Pantanal 2026 será realizado entre os dias 31 de maio e 11 de junho de 2026, passando por Campo Grande, Bonito, Aquidauana, Anastácio e comunidades indígenas do Pantanal sul-mato-grossense.

  • 31 de maio (domingo) – Campo Grande: chegada da delegação britânica, recepção institucional e logística de acomodação.
  • 1º de junho (segunda-feira) – Campo Grande e Bonito: abertura oficial na UEMS com palestra magna sobre o bioma pantaneiro, políticas estaduais e sustentabilidade, seguida de deslocamento para Bonito.
  • 2 de junho (terça-feira) – Bonito: experiência de laboratório vivo na Estância Mimosa, com foco em gestão da água, problemas ambientais “glocais” e produção sustentável.
  • 3 de junho (quarta-feira) – Bonito: atividades no Recanto Ecológico Rio da Prata voltadas à bioeconomia sustentável, certificações ambientais e transferência de tecnologias entre universidade e setor empresarial.
  • 4 de junho (quinta-feira) – Aquidauana e Anastácio: deslocamento ao Pantanal, briefing sobre produção sustentável, culinária pantaneira e trilha ecológica no Morro Paxixi.
  • 5 de junho (sexta-feira) – Anastácio: dia de campo com visita à Casa da Farinha, passeio guiado pelo Rio Aquidauana, atividades na feira de agricultura familiar e apresentações culturais pantaneiras.
  • 6 de junho (sábado) – Pantanal: atividades na Fazenda São Francisco, abordando conservação do bioma, produção sustentável, prevenção de incêndios florestais, gastronomia e cultura regional.
  • 7 de junho (domingo) – Aldeia Babaçu: imersão intercultural com a comunidade indígena Terena, incluindo oficinas de cerâmica, saberes tradicionais, medicina natural, etnoturismo e debates sobre adaptação climática e resiliência cultural.
  • 8 de junho (segunda-feira) – UEMS Aquidauana: atividades voltadas à conservação do solo, piscicultura sustentável e soluções aplicadas à preservação ambiental no Pantanal.
  • 9 de junho (terça-feira) – UEMS Aquidauana e Terrua Pantanal: ações sobre agroecologia, reflorestamento de espécies nativas, sistematização de dados, workshops colaborativos e elaboração de soluções sustentáveis e roteiro de documentário.
  • 10 de junho (quarta-feira) – Campo Grande: retorno da delegação, elaboração de relatório final, debates sobre cooperação internacional e jantar de encerramento em estilo pantaneiro.
  • 11 de junho (quinta-feira) – Campo Grande: encerramento logístico e partida da delegação britânica.

Comunicação UEMS
Foto de capa: Saul Schramm/Secom/Arquivo

Fonte: Governo MS

Comentários Facebook
Continue Reading

TRÊS LAGOAS

ÁGUA CLARA

CÂMARA DE TRÊS LAGOAS

SUZANO

ELDORADO

Assembléia Legislativa MS

Mato Grosso do Sul

POLICIAL

Mais Lidas da Semana