Arapuá
Saudade eterna de Patrícia Bernardo que completaria 58 anos hoje (26), veja a homenagem à rainha da noite Bauruense
No dia 27 de maio de 2020, noticiávamos com muita tristeza o falecimento da trans Patricia Bernardo de 57 anos, ex-moradora do Distrito de Arapuá, filha dos saudosos José Bernardo Filho (José do Brejo) e Aparecida.
Patricia estava internada a oito dias no Hospital Auxiliadora de Três Lagoas com um AVC, e há dois dias entrou em coma e as vinte e três horas desta terça-feira (26) de maio veio a óbito, com causa morte insuficiência renal.
Patricia Bernardo, passou sua juventude no Distrito de Arapuá no Município de Três Lagoas-MS, lugar esse que fez grandes amizades, de coração humilde, uma pessoa do bem, muito querida por todos.
Patrícia é irmã da Lurdinha do Rodeio que faz vários eventos no Município. Além de Lurdes Bernardo, deixa a irmã Eunice e o irmão Neto.
Em sua rede social havia muitas mensagens de apoio, para sua recuperação e superação, após sua internação.
Henrique Perazzi de Aquino em sua rede social fazia uma homenagem a Patricia Bernardo, contando sua história nas noites bauruenses.
Patricia, rainha da noite e liderança entre as travestis em Bauru se foi e deixará eterna saudade
Quando morre algum importantão aqui da cidade de Bauru-SP, o obituário do jornal ou da TV se encarregam de fazer as devidas despedidas, com todos os salamaleques devidos e indevidos. São bons nisso. Já quando morre alguém oriundo dos embates populares, gente com declarada exposição e enfronhada no meio do seio popular, talvez uma breve nota, sem cartas para o jornal e tudo em pouquíssimas linhas.
Ontem faleceu alguém a merecer um baita destaque e não se pode passar em branco diante de tão valorosa pessoa humana. PATRICIA BERNARDO, 57 anos, reinou nesta cidade no mundo trans por décadas, sendo uma das mais respeitadas personagens a levantar a bandeira LGBT por essas bandas.
Travesti, exerceu liderança incontestável junto aos seus e, querida pela legião no seu entorno, deixa um legado que não pode ser esquecido e nem passado em branco. Décadas de liderança, conquistada na sapiência de como conduzir as questões envolvendo a rua e quem nela atua.
Tempos atrás, quando atuei ali na Secretária de Cultura, final da primeira década dos anos 2000, ela imperava ali na esquina, dando também proteção para todos nós.
Fui me aproximando, a conheci e das conversas surgiram bons textos, conhecendo um pouco mais do mundo onde ela estava, atuava e sabia se impor. Aprendi com ela a respeitar mais e mais todas as travestis.
A cada reencontro, ela sempre sorridente, me contava histórias de todo tipo, desde as de violência, envolvendo drogas e mesmo os gigolôs que por ali circulavam, como muitas belas, de gente que para aqui veio, se instalou, batalhou, suou muito o corpo na beira da calçada e conseguiu ser alguém na vida com sangue, suor e lágrimas.
A esquina ali no cruzamento das Nações com a Ezequiel Ramos merece uma estátua da Patrícia, com ela, ou encostada na parede do teatro ou sentada na muretinha do posto de combustível. Dali ela vigiava tudo, não só suas meninas, sempre com a devida atenção, carinho quando sentia a reciprocidade e mais dura, para não deixar a noite desandar. Fez mais, impunha respeito e não deixava a região fenecer. Era aquilo de ter uma luz mais que própria ali debaixo do poste.
Hoje pela manhã chega a notícia que ela se foi e algo me chamou a atenção. Ela conseguiu tempos atrás uma morada definitiva, após décadas pela aí pagando aluguel. Foi morar num conjunto habitacional e diziam, sua casa sempre foi um brinco. Impecável. Pois bem, quando sentiu algo baqueando dentro de si, um enfraquecimento, até por instinto, arrumou as malas e se foi para sua Arapuá, um pequeno distrito bem perto de Três Lagoas MS.
Olha a imensidão do contido neste gesto, o dela perceber que se algo lhe acontecesse, que fosse na sua aldeia. E por lá se deu o desenlace. Não me perguntem o motivo, pois não sei e nem me interessei em saber. Vale mais olhar pra trás e dar a devida importância para uma que, ciente de sua condição, não se deixava vergar, estava toda noite, linda, lépida e fagueira nas esquinas noturnas desta cidade e ali reinou de forma absoluta.
Perguntem para todas as que estão hoje por aí e vejam a resposta de quem foi de fato e o que representou na vida de todas elas a Patriciona, como alguns a chamavam, pois tamanho não lhe faltava.
Patrícia é dessas a merecer um livro. Histórias não lhe faltaram. Passou poucas e boas, mas também teve hilariantes e bons momentos. Grande figura humana, hoje com muitas fotos espalhadas pelas redes sociais, todas e todos de sua convivência deixando registrado algo, um carinho, relembrando algo passado juntas.
Ela vai permanecer para todo o sempre no panteão das batalhadoras de rua desta insólita e complicada Bauru. Outro dia, pouco antes de falecer, outra grande desse cenário, a cabeleireira Sarah Fernandes, quando a homenageamos e saiu no bloco carnavalesco Bauru Sem Tomate é Mixto, se vendo ali na praça Rui Barbosa, me disse no reservado: “Ah, se essa praça dissesse o que já passei por aqui”. Relembro isso com todo o carinho, me ponho a imaginar o que as esquinas de Bauru já presenciaram de histórias tendo Patrícia como personagem, roteirista, protagonista e também atriz principal. Hoje ela já representa algo mais que saudade e aquela esquina nunca mais será a mesma sem sua presença física.
HPA – Bauru SP, quarta, 27 de maio de 2020.
Arapuá
Em Arapuá | Ponte da Japonesa é substituída por linhas de tubos para garantir mais segurança à população
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio do Departamento de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), em conjunto com o Departamento de Manutenção do Distrito de Arapuá e da zona rural, realizou a substituição da antiga ponte de madeira sobre o córrego Arapuá, conhecida como Ponte da Japonesa.
A estrutura é fundamental para o acesso ao Distrito de Arapuá/MS e também às comunidades Piaba, Limoeiro e região da Ponte do Rio Verde.
Os trabalhos foram executados sob a coordenação do encarregado Marco Antonio Dantas, atendendo a uma demanda considerada urgente pelos moradores da região. Segundo informações repassadas pelas equipes responsáveis, a antiga ponte de madeira apresentava constantes problemas e necessitava de frequentes manutenções, comprometendo a segurança de motoristas e produtores rurais que utilizam o trecho diariamente.
Durante as obras, a passagem permaneceu interditada por 13 dias para a retirada completa da antiga estrutura e implantação do novo sistema de drenagem e travessia.
No local, foram instaladas duas linhas de tubos de 1.000 milímetros, proporcionando mais segurança, durabilidade e melhores condições de tráfego, principalmente em períodos de chuva.
Após a conclusão dos serviços, a Ponte da Japonesa já foi liberada para o trânsito de veículos e, conforme a equipe responsável, o trecho se encontra em perfeitas condições de uso, com o fluxo normalizado para moradores, produtores rurais e demais usuários da estrada.
Arapuá
LUTO NO ESPORTE | Morre Valdemir Machado Leonel, o “Lona”, ex-jogador do Arapuá, aos 53 anos
Três Lagoas (MS) — Faleceu em Três Lagoas, aos 53 anos, Valdemir Machado Leonel, conhecido carinhosamente como “Lona”, ex-jogador do Arapuá. A notícia causou forte comoção entre familiares, amigos e a comunidade esportiva da região.
Valdemir foi encontrado sem vida no último sábado, 2 de maio, em sua residência localizada no Condomínio Novo Oeste. De acordo com informações, a causa da morte foi cirrose hepática.
A despedida foi marcada por grande comoção. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santo Antônio, em Três Lagoas. Ele deixa seis filhos.
TRAJETÓRIA NO ESPORTE E NA COMUNIDADE
Muito conhecido no Distrito de Arapuá, Valdemir construiu uma história marcada pelo trabalho e pela paixão pelo futebol. Atuou em fazendas da região, como Água Limpa, Rodeio e Lobo, e nos finais de semana se dedicava ao esporte, defendendo equipes locais.
Foi no time do Arapuá que “Lona” deixou seu maior legado. Vestindo a camisa da SERA (Sociedade Esportiva Recreativa Arapuá), atuava como volante — posição em que ficou conhecido como o “xerife” do time. Com a camisa número 20, seu número preferido, destacou-se como um dos jogadores mais firmes e respeitados que passaram pela equipe.
Valdemir integrou o time por vários anos e também participou da equipe de veteranos. Sua última aparição em campo foi em julho de 2023, durante o jogo de inauguração da iluminação de LED do Campo Municipal José Rodrigues, no Distrito de Arapuá, em uma partida entre veteranos.
HOMENAGENS E DESPEDIDA
Nas redes sociais, amigos, familiares e ex-companheiros de equipe prestam homenagens, relembrando momentos vividos e destacando o legado deixado por “Lona” dentro e fora de campo.
Moradores do Distrito de Arapuá também manifestaram gratidão pela dedicação de Valdemir ao futebol local:
“Só temos a agradecer por todos esses anos de dedicação ao nosso time. Vá com Deus, nosso irmão Valdemir.”
Neste momento de dor, amigos e familiares se unem em solidariedade, desejando força e conforto a todos que conviviam com Valdemir Machado Leonel.
MENSAGEM
É difícil encontrar palavras diante de uma perda tão sentida. Valdemir Machado Leonel, o querido “Lona”, parte deixando não apenas saudades, mas um legado de amizade, companheirismo e amor pelo futebol que jamais será esquecido.
Que Deus o receba de braços abertos e conceda descanso eterno. Que conforte o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele, transformando a dor da despedida em lembranças eternas de momentos vividos com alegria.
“Lona” seguirá vivo na memória de cada jogo, de cada história compartilhada e em cada coração que teve sua vida marcada por sua presença.
Nossos mais sinceros sentimentos.
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