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Quando ser fã deixa de ser diversão? Especialista explica o lado ‘tóxico’ dos chamados ‘fandoms’
Acompanhar todos os lançamentos, participar de grupos de fãs, comprar produtos e defender um artista não são, por si só, sinais de comportamento problemático. Comunidades de fãs podem estimular amizades, criatividade e pertencimento. O problema aparece quando a admiração deixa de conviver com autonomia e respeito e começa a interferir na rotina ou justificar ataques a outras pessoas.
Segundo Filipe Duarte, professor de Sociologia da UNIASSELVI, a intensidade da admiração não define, sozinha, um chamado “fandom tóxico”. O principal aspecto está na forma como esse envolvimento se manifesta e nas consequências que produz. “Ser muito fã, acompanhar todos os lançamentos, participar de grupos ou comprar produtos não torna alguém automaticamente tóxico. A linha divisória não está simplesmente na intensidade da admiração, mas na forma como ela se manifesta e nas consequências que produz”, explica.
A situação se torna preocupante quando o fã passa a manifestar comportamentos hostis e até mesmo violentos. “Isso acontece quando o fã não tolera nenhuma crítica ao artista, interpreta opiniões diferentes como ataques pessoais ou acredita que proteger o ídolo justifica humilhar, perseguir ou ameaçar outras pessoas. No plano coletivo, o ambiente se torna tóxico quando o grupo normaliza esse comportamento e passa a premiar quem demonstra mais lealdade atacando rivais”, afirma o professor.
Mais do que classificar alguém como um “fã tóxico”, o professor recomenda observar os efeitos concretos dessa relação. “Se a pessoa perde sono, compromete os estudos, gasta mais do que pode, abandona outras relações ou vive em estado permanente de conflito por causa do artista, a participação deixou de ser apenas uma fonte de prazer”. Duarte ressalta ainda que “fandom tóxico” não é um diagnóstico clínico, mas uma expressão utilizada para descrever dinâmicas coletivas e comportamentos prejudiciais.
A proximidade ilusória das redes sociais
Um dos conceitos que ajudam a entender esse comportamento é o da relação parassocial: vínculo afetivo desenvolvido de maneira assimétrica, geralmente com artistas, influenciadores ou personagens. O fã pode sentir carinho, identificação e familiaridade com aquela figura pública, embora a relação seja assimétrica: ele acompanha diversos aspectos da vida do artista, enquanto o artista não conhece aquele fã individualmente.
Com as redes sociais, esse fenômeno se intensificou. Artistas aparecem todos os dias na tela do celular falando diretamente para a câmera, mostrando bastidores e compartilhando momentos de vulnerabilidade. Comentários, lives e respostas ocasionais podem aumentar a percepção de proximidade, embora a relação continue sendo desigual.
“Isso não é necessariamente negativo. Esse vínculo pode oferecer inspiração, conforto emocional e sensação de pertencimento. O problema começa quando a familiaridade é confundida com reciprocidade e o fã passa a acreditar que possui algum direito sobre a vida, as decisões ou a intimidade daquela pessoa”, ressalta Duarte.
Cancelamentos e hostilidades
“Em muitos fandoms, o artista deixa de ser apenas alguém de quem a pessoa gosta e passa a integrar sua identidade. A música, a série ou a celebridade ajuda o fã a construir amizades, encontrar pertencimento e se apresentar socialmente. Por isso, uma crítica ao ídolo pode ser sentida como uma crítica ao próprio fã e ao grupo do qual ele faz parte”, destaca o professor.
Segundo ele, também existe uma lógica de competição nesses ambientes. “Número de seguidores, visualizações, reproduções, prêmios e posições em rankings passam a ser tratados como provas de superioridade. Assim, fãs de artistas diferentes começam a se enxergar como adversários, mesmo quando não existe uma rivalidade real entre os próprios artistas. Curtidas, comentários e compartilhamentos tornam essas disputas muito visíveis e permitem que o conflito seja transformado em engajamento”.
Uma pesquisa conduzida por acadêmicos da Universidade de Tecnologia de Chemnitz, na Alemanha, com 265 fãs de cultura pop da China e da Alemanha encontrou associação entre relações parassociais e violência. Intitulado ‘The Dark Side of Fandom’ (‘O Lado Negro do Fandom’, em tradução livre), o estudo foi publicado em 2025 e apontou que, quanto mais forte e intensa é a relação parassocial do fã com o seu ídolo, maior é o desencadeamento de três fatores em cadeia: alta na identificação com o grupo; aumento direto do desprezo, preconceito e rivalidade contra comunidades de fãs de outros artistas ou críticos; e disposição para atacar o grupo rival, o que inclui linchamentos virtuais, campanhas de difamação e assédio online.
“As brigas entre fãs ainda podem expor o jovem ao cyberbullying, a ameaças e à humilhação pública. Essas experiências aparecem associadas a tristeza, solidão, sensação de desamparo e outros sinais de sofrimento emocional. Mas é importante afirmar que participar de um fandom não provoca, por si só, problemas de saúde mental. O fandom não é, necessariamente, a causa única de ansiedade, depressão ou qualquer outro transtorno. Muitas vezes, o sofrimento já existe, levando o jovem a buscar refúgio e pertencimento nesses grupos. A participação pode, inclusive, ser positiva. O jovem encontra amigos, desenvolve habilidades criativas, aprende idiomas, participa de campanhas sociais e se sente acolhido. O risco aparece quando essa experiência se torna compulsiva e começa a substituir outras dimensões da vida”, destaca.
O ídolo é responsável pelos seus fãs?
De acordo com o especialista, os artistas e a indústria do entretenimento têm responsabilidade sobre a formação de fandoms tóxicos, mas não devem ser responsabilizados inteiramente pelo que seus fãs fazem. “Um artista não controla tudo o que seus fãs fazem. Porém, a indústria estimula vínculos emocionais intensos porque eles geram engajamento, consumo e divulgação. Metas de visualizações, batalhas de votação, rankings e campanhas competitivas podem alimentar a ideia de que o fã precisa provar sua devoção o tempo todo. Artistas e equipes podem contribuir estabelecendo limites claros, desencorajando ataques e evitando mobilizar fãs contra críticos ou concorrentes”, diz.
O professor da UNIASSELVI aponta que as redes sociais também são parcialmente responsáveis. “As plataformas também têm responsabilidade, porque transformam atenção e conflito em métricas de engajamento. E os próprios fãs continuam responsáveis por suas escolhas. Portanto, não existe um único culpado: o problema nasce da interação entre artistas, empresários, patrocinadores, plataformas e comunidades de fãs”.
Um estudo feito por pesquisadores das universidades de Edimburgo, Leicester e Manchester analisou 17 estudos e 52 medidas de efeito sobre relações parassociais com influenciadores e resultados relacionados à saúde mental. Os pesquisadores encontraram associações tanto com resultados positivos, como bem-estar e pertencimento, quanto com resultados negativos, como uso problemático das redes sociais e sofrimento psicológico. As associações foram mais fortes nos estudos que envolviam adolescentes.
Os resultados reforçam que a relação com uma figura pública não deve ser tratada automaticamente como prejudicial. O ponto de atenção está no equilíbrio e no impacto sobre o cotidiano. “O primeiro passo é não ridicularizar o interesse do jovem. Quando o adulto começa dizendo que o artista é uma bobagem ou que o fandom é perda de tempo, o adolescente tende a se fechar e esconder ainda mais o que faz na internet. É mais produtivo demonstrar curiosidade e tentar compreender o que aquele grupo oferece: amizade, reconhecimento, diversão, identificação ou uma forma de escapar de algum problema”, afirma Duarte.
Caso pais ou responsáveis identificarem situações prejudiciais, é importante estabelecer limites e orientar o jovem. “Os limites costumam funcionar melhor quando são claros, coerentes e acompanhados de diálogo. Em vez de agir apenas por proibição ou confisco, os responsáveis podem combinar horários, preservar o período de sono, acompanhar gastos e estabelecer momentos sem tela. Também é importante conversar sobre algoritmos, publicidade, privacidade e relações parassociais, ajudando o jovem a perceber que sentir proximidade com um artista não significa ter acesso ou direito sobre a vida dele. Mas, se houver prejuízo grave ou persistente nos estudos, no sono, na saúde, nas relações ou no controle dos gastos, é indicado buscar orientação de um profissional, como um psicólogo”, conclui Duarte.
Sobre a UNIASSELVI
A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação e Profissionalizantes, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD), a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,3 mil polos e mais de 16 unidades de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.
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Polêmica! Saiba o real motivo de filho de Káh ter sido expulso de casa pelo marido da influenciadora
Nesta semana, uma notícia abalou os seguidores da influenciadora Káh Felipe, que faleceu no mês de julho, vítima de um câncer metastático que atingiu os ossos, fígado e pulmões. De acordo com a filha mais velha da comunicadora, seu irmão, Gabriel, de apenas 14 anos, teria sido expulso pelo padrasto, Edmilson, da casa deixada pela mãe. A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais, principalmente pela relação que Káh mantinha com os filhos e pela promessa que, segundo familiares, teria sido feita por Edmilson antes da morte da influenciadora.
A alegação é de que ele teria se comprometido a cuidar do adolescente após a partida da esposa. Gabriel vivia com a mãe, o padrasto e a irmã caçula, Zaya, de três anos, que é filha de Edmilson e Káh. A influenciadora, que tinha 36 anos e era acompanhada por mais de 800 mil pessoas nas redes sociais, deixou quatro filhos.
Diante da repercussão, Edmilson se manifestou e confirmou que pediu para Gabriel deixar a residência. No entanto, ele contestou a afirmação de que teria “expulsado” o adolescente. Segundo o viúvo, pediu apenas que o garoto se retirasse e afirmou que as questões relacionadas ao patrimônio de Káh estão sendo tratadas no processo de inventário.
Edmilson também falou sobre a promessa de cuidar do enteado. Segundo ele, embora tenha realmente assumido esse compromisso com Káh, a convivência entre os dois teria enfrentado dificuldades. O adolescente acabou indo morar com os avós.
A situação ganhou novos contornos após a filha mais velha de Káh reforçar, nos comentários de uma publicação, que o episódio realmente teria acontecido. Ela ainda afirmou que aquilo que chegou ao conhecimento público “não é nem metade’ do que teria ocorrido. Outra familiar também declarou que Edmilson havia prometido cuidar de Gabriel, mas que, na visão da família, a promessa não teria sido cumprida.
As declarações representam as versões apresentadas pelos familiares e pelo viúvo nas redes sociais. Atualmente, Gabriel está morando com os avós. Já as questões envolvendo a residência e os demais bens deixados por Káh estão sendo tratadas no processo de inventário, que segue os protocolos e os trâmites previstos pela Justiça.
Por MSN
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Show de Michel Teló no ES vira piada por falta de público
O cantor Michel Teló chamou atenção nas redes sociais após realizar um show para poucas pessoas na noite deste domingo (6), em Vitória, no Espírito Santo.
A apresentação fazia parte das comemorações pelos 475 anos da capital capixaba e foi marcada por chuva e ventos fortes.
O evento aconteceu na Praça do Papa, com início por volta das 19h. Mesmo diante das condições climáticas, o artista manteve a apresentação e cantou sucessos da carreira, além de músicas de outros artistas.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, Teló aparece interpretando “Ana Júlia”, da banda Los Hermanos, diante de um público bastante reduzido.Após a apresentação, o cantor agradeceu às pessoas que permaneceram no local apesar do mau tempo.“Mesmo com chuva, vento e frio.
Obrigado, turma”, escreveu Michel Teló nas redes sociais.A atitude repercutiu entre os internautas, que elogiaram o cantor por manter o compromisso mesmo com a baixa presença de público.
“Artista que é artista, do jeito que faz show para milhares de pessoas, tem que fazer para uma. Máximo respeito”, comentou um internauta.
Outros seguidores também lamentaram que o mau tempo tenha afastado o público. “Com esse tempo, infelizmente, não dá”, escreveu uma internauta.
Outra pessoa comentou: “Que pena o público não ter aparecido”.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Midiamax
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