TRÊS LAGOAS
Pesquisar
Close this search box.

Celulose em Destaque

Em Três Lagoas| Workshop internacional debate bioeconomia e novos caminhos para a indústria

Publicado em

Biomassa é todo material orgânico, de origem vegetal ou animal, que pode ou não ser um resíduo. Na indústria, esse recurso pode ser usado na geração de energia e em processos térmicos, além de servir de base para novos produtos.

As múltiplas formas de utilização da biomassa na indústria foram discutidas no 4º Workshop Internacional de Inovação em Biomassa, realizado pelo Sistema Fiems. O evento reuniu em Três Lagoas especialistas do Brasil e do exterior para debater inovação, descarbonização, transição energética e o desenvolvimento de novas tecnologias a partir da biomassa.

A programação contou com palestras nacionais e internacionais, painéis temáticos e apresentação de pesquisas.

Na abertura do evento, o diretor-regional do Senai, Rodolpho Mangialardo, destacou o crescimento do workshop ao longo das quatro edições.

“Este é o workshop com maior robustez que já realizamos. Para nós, é um grande orgulho ter mais participantes e apresentar a quantidade de projetos desenvolvidos pelo ISI Biomassa. Temos palestras internacionais e, principalmente, a oportunidade de mostrar o trabalho dos nossos pesquisadores e conectar essas pesquisas às necessidades da indústria”, afirmou.

Um recurso, diferentes possibilidades

Eucalipto e dejetos da produção pecuária são alguns exemplos de biomassa que podem ser transformados pela indústria.

“É um universo ilimitado. A cada momento temos uma oportunidade. Esses ensaios, estudos e novos produtos são criados e desenvolvidos aqui no Instituto Senai de Inovação em Biomassa, em Três Lagoas”, destacou Mangialardo.

Para o superintendente de Inovação e Tecnologia do Senai Nacional, Roberto de Medeiros Júnior, a biodiversidade brasileira coloca o país em posição estratégica para o desenvolvimento de tecnologias e novos negócios ligados à bioeconomia.

“Quando falamos de bioeconomia, estamos falando de uma nova indústria. Ela pode ser um diferencial tanto para a geração atual quanto para as futuras. Projetos nessa área têm grande potencial para gerar renda, gerar negócios, construir uma indústria mais forte e, automaticamente, fortalecer toda a sociedade”, afirmou.

Comentários Facebook

Celulose em Destaque

Parceria entre Arauco, Prefeitura e Senac viabiliza Curso Técnico em Enfermagem em Inocência

Formação gratuita para 25 alunos impulsiona o eixo de saúde e a qualificação profissional no município

Published

on

Para quem mora em Inocência e deseja se qualificar na área da saúde, a formação técnica agora está mais perto de casa. Pela primeira vez, uma turma do Curso Técnico em Enfermagem é realizada no município, permitindo que 25 moradores façam a capacitação gratuitamente sem precisar se deslocar para outras cidades para estudar.

O momento de acolhida aos alunos aconteceu nesta segunda-feira (21), no Centro Cultural Lázara Lessonier. Com duração de dois anos, o curso é viabilizado por uma parceria entre a Arauco, a Prefeitura Municipal de Inocência, por meio das Secretarias Municipais de Educação e de Saúde, e o Senac.

Para a gerente de Desempenho Social da Arauco, Cláudia Belchior, levar a formação para dentro do município amplia as possibilidades para quem quer se preparar profissionalmente.

“Acreditamos que o verdadeiro desenvolvimento acontece quando investimos nas pessoas da região, preparando-as para participar ativamente do crescimento do município e construir, junto com ele, um futuro mais próspero. A educação é o alicerce dessa transformação, pois amplia oportunidades, fortalece talentos e garante que o desenvolvimento econômico seja acompanhado de inclusão e melhores perspectivas para as famílias”, afirma.

A iniciativa integra o Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, construído a partir do diálogo com o poder público e a comunidade para preparar Inocência para as transformações relacionadas ao empreendimento. O plano prevê R$ 85 milhões em investimentos, distribuídos em nove eixos, entre eles saúde, educação, assistência social, saneamento, habitação, trabalho e renda e infraestrutura urbana.

Na área da saúde, além da formação de novos profissionais, o PES contempla ações voltadas ao fortalecimento da estrutura de atendimento do município. Outras ações já estão em andamento em Inocência, como a construção da nova sede do CRAS e da Casa de Passagem e a ampliação da Escola Municipal Professor Olivalto Elias da Silva.

Mais de 100 inscritos

A procura pelo Curso Técnico em Enfermagem mostrou o interesse da população pela oportunidade. Mais de 100 pessoas se inscreveram para as 25 vagas oferecidas, preenchidas por sorteio conforme as regras do processo seletivo.

“Publicamos o edital no Diário Oficial e tivemos uma resposta extraordinária, com mais de 100 pessoas inscritas. Desse total, 25 vagas foram preenchidas por meio de sorteio, conforme estabelecido no processo. Agradecemos a todos que se inscreveram e demonstraram esse interesse. Estamos muito felizes em participar deste projeto e ver nossa população abraçar uma profissão tão honrosa e essencial quanto o Técnico em Enfermagem”, destaca o secretário municipal de Saúde, Cristhiano Leal Araujo.

No modelo de parceria, a Arauco financia integralmente a capacitação, a Prefeitura é responsável pela seleção dos candidatos e pelo acompanhamento da turma, enquanto o Senac realiza a formação técnica.

A cerimônia de acolhida reuniu representantes da Prefeitura, Câmara de Vereadores, Arauco e Senac, além de professores e alunos, marcando o início dos dois anos de formação.

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Arauco Brasil

No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega 3.500 colaboradores e conta com cinco unidades industriais brasileiras.

As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR); e, em 2027, a Companhia prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose branqueada em Inocência (MS).

Todas as florestas de eucalipto plantadas pela Arauco no Brasil são certificadas pelo FSC® (Forest Stewardship Council®), que reconhece o manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente benéfico e economicamente viável. A Companhia também conta com certificações FSC relacionadas à Cadeia de Custódia, Madeira Controlada, operação Multisite e uso da marca, que abrangem a rastreabilidade da madeira utilizada na produção de painéis, inclusive a adquirida de terceiros.

Comentários Facebook
Continue Reading

Agronegócios

Celulose rende R$ 11 bilhões e assume liderança nas exportações industriais

Published

on

By

A celulose tornou-se o principal produto industrial de Mato Grosso do Sul no mercado internacional. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações do segmento renderam aproximadamente R$ 11 bilhões e responderam por 40% da receita industrial obtida pelo Estado no exterior.

Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,11. Os dados são do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), com base no sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as exportações industriais sul-mato-grossenses alcançaram o recorde de R$ 27,5 bilhões, crescimento de 5% sobre os oito primeiros meses de 2025. A indústria respondeu por 66% de tudo o que o Estado vendeu ao exterior.

O avanço da celulose está ligado à formação de um polo florestal e industrial no leste de Mato Grosso do Sul, especialmente na região de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. A cadeia conecta os plantios de eucalipto às fábricas, transportadoras, prestadores de serviços e estruturas de armazenamento e escoamento.

As pastas químicas de madeira concentraram 99,4% das exportações do segmento. O resultado demonstra a especialização alcançada pelo Estado, que deixou de atuar apenas como fornecedor de matérias-primas agropecuárias e passou a abrigar uma das maiores estruturas de transformação de madeira plantada do País.

Para o produtor rural, a expansão abre espaço para contratos florestais, arrendamentos e diversificação de renda. O aproveitamento dessas oportunidades, contudo, depende da proximidade das fábricas, do custo do transporte e do planejamento financeiro de uma cultura com ciclo mais longo que o das lavouras anuais.

A celulose superou o complexo frigorífico, que exportou R$ 9,66 bilhões e respondeu por 35% da receita industrial. A diferença entre as duas cadeias chegou a R$ 1,33 bilhão. Juntas, celulose e carnes concentraram três quartos das vendas industriais externas do Estado.

Outros segmentos também contribuíram para o resultado. As exportações de óleos vegetais renderam R$ 2,97 bilhões; açúcar e etanol movimentaram R$ 1,39 bilhão; e os produtos da indústria extrativa mineral somaram R$ 814,5 milhões.

Somente em agosto, as vendas industriais ao exterior alcançaram R$ 3,6 bilhões, alta de 3% na comparação anual e o melhor resultado já registrado pelo Estado para o mês.

A manutenção desse crescimento exigirá expansão planejada das florestas cultivadas, capacidade logística e disponibilidade de mão de obra. O desempenho até agosto, entretanto, confirma a celulose como novo eixo da economia sul-mato-grossense e mostra como a integração entre produção rural e indústria pode ampliar o valor gerado dentro do Estado.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue Reading

TRÊS LAGOAS

ÁGUA CLARA

CÂMARA DE TRÊS LAGOAS

SUZANO

ELDORADO

Assembléia Legislativa MS

Mato Grosso do Sul

POLICIAL

Mais Lidas da Semana