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Mato Grosso do Sul

Polícia Penal treina plano de defesa para enfrentar situações de risco em penitenciárias estaduais

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Com ênfase no aperfeiçoamento dos policiais penais e no reforço da segurança externa das unidades penais de Mato Grosso do Sul, a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), por meio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) realiza exercício simulado do Plano de Defesa – “Combate em Torre”.

Nesta semana, o treinamento aconteceu na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, em Campo Grande. As instruções contaram com apoio dos policiais penais federais, com base em protocolos já adotados pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais).

Presente na simulação, o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, destacou que o treinamento visa melhorar a rotina de segurança das unidades, para manter as torres sempre seguras e com policiais penais preparados. “O intuito é aprimorar os métodos de resposta em caso de problemas externos, como tentativas de fuga, resgate ou lançamentos de itens proibidos”, reforçou.

Treinamento com policiais penais de MS

O treinamento trata-se de planejamento estratégico e apresentação de plano-piloto em razão da modernização da zona de segurança perimetral do Complexo Penitenciário da Gameleira. Além disso, integra aprimoramento do plano de segurança interna para garantir uma resposta rápida e eficaz em caso de emergência, antes da chegada de reforços externos. Durante as atividades, foi simulada uma tentativa de invasão para testar os novos procedimentos.

Treinamento de exercício para ações em presídios

De acordo com o chefe do GAEP (Grupo de Ações Especiais Penais) da Penitenciária a Federal de Campo Grande, Gerson Gameiro, que coordenou os trabalhos, o policial penal vai se sentir muito mais capacitado a trabalhar nesses postos. “O servidor não vai estar apenas presente fisicamente ali, mais ele vai estar habilitado para efetuar uma defesa técnica, segura e eficiente caso a unidade sofra algum tipo de agressão externa”, informou.

Gameiro reforçou, ainda, as técnicas repassadas como o controle do armamento, para que o policial consiga manipular com segurança em um ambiente confiando como é o caso da torre; disparos angulados com eficiência; utilizar a estrutura (torre) como defesa da sua integridade física, movimentações e alguns princípios que vão fazer com que ele se sobressaia diante de uma eventual necessidade.

Com cerca de quatro horas de duração, o plano de ação envolveu policiais penais da penitenciária, da Gisp, do COPE, GEP e de outras forças de segurança, entre elas o Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Rodoviária Federal, o Garras e policiais (penais) federais e estaduais.

O diretor da Penitenciária da Gameleira I, Raul Augusto Aparecido Sá Ramalho, destacou as melhorias estruturais que vem sendo realizadas na unidade, como a readequação da torre com ampliação em mais de 50 metros quadrados, como forma de dar maior visibilidade externa da unidade prisional, especialmente no período noturno.

“Instalamos novos dispositivos de segurança, como seteiras no entorno dessa nova guarita, a fim de proporcionar maior abrigo para os operadores, de forma a se protegerem contra ações adversas”, concluiu.

A unidade está localizada na estrada da Gameleira, saída para Sidrolândia. Durante a ação, policiais ficaram em prontidão na MS-455. A ação também já foi realizada na Penitenciária Estadual de Dourados no final do ano passado e a previsão é de estender o treinamento a outras unidades do Estado.

Texto e Fotos: Tatyane Santinoni, Agepen/MS

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Decreto de emergência ambiental reforça preparação do Governo de MS para enfrentamento a incêndios florestais

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Diante das previsões climáticas que indicam o aumento do risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul ao longo do segundo semestre de 2026, o Governo do Estado publicou nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial, decreto que declara situação de emergência ambiental por 180 dias em todo o território sul-mato-grossense. A medida tem caráter preventivo e busca fortalecer a capacidade de resposta dos órgãos públicos diante de possíveis eventos extremos associados à estiagem, altas temperaturas, baixa umidade do ar e ventos intensos.

O decreto considera o alerta emitido pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), que aponta um cenário de maior risco para incêndios florestais no segundo semestre de 2026. Segundo a nota técnica do órgão, a combinação entre déficit hídrico, temperaturas elevadas, redução da umidade do solo e da vegetação, somada à influência do fenômeno El Niño, que tende a se intensificar no próximo semestre, “favorece a formação de material combustível altamente suscetível à ignição e à rápida propagação do fogo, especialmente no Pantanal”. O cenário reforça a necessidade de ações preventivas, monitoramento contínuo e fortalecimento das estratégias de resposta por parte do poder público.

Segundo o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o decreto é uma ferramenta utilizada em situações em que há expectativa de condições climáticas muito acima da normalidade. “Estamos diante de um cenário que exige atenção e preparação antecipada. O decreto de emergência ambiental nos permite adotar medidas preventivas importantes, reforçando a capacidade do Estado de responder rapidamente caso ocorram eventos extremos relacionados aos incêndios florestais”, afirma.

Uma das principais consequências da medida será a revisão do planejamento operacional para o período crítico de incêndios. O plano operativo elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar e aprovado no início do ano pelo Centro Integrado de Coordenação Estadual (CICOE) foi construído com base em um cenário considerado dentro da normalidade climática.

“Com o decreto, solicitamos que o Corpo de Bombeiros reavalie o planejamento aprovado em fevereiro, considerando as novas projeções climáticas. Isso permite adequar estratégias, recursos e estruturas para um cenário que pode exigir uma atuação mais intensa”, explica Falcette.

Outro objetivo é ampliar a capacidade do Estado de acessar recursos federais e mecanismos emergenciais de apoio, por meio da Defesa Civil e de outros órgãos do Governo Federal. “Caso se confirme o cenário climático previsto, com eventos mais severos, o decreto facilita a adesão a programas federais, o recebimento de recursos, a contratação de serviços e a aquisição de equipamentos necessários para o enfrentamento das ocorrências. É uma medida que traz mais agilidade administrativa em situações de emergência”, destaca o secretário.

Conforme a publicação, o Governo do Estado estabelece uma série de ações preventivas e de preparação, entre elas a articulação coordenada pela Semadesc com a Defesa Civil, Agesul e Corpo de Bombeiros; a abertura e manutenção de aceiros de 50 metros de largura (de cada lado) ao longo de estradas, rodovias e pontes; incumbe o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) de disciplinar o licenciamento da atividade de queima controlada em locais identificados com acúmulo de material combustível; adoção de medidas excepcionais para contratação de pessoal e aquisição de equipamentos voltados ao combate aos incêndios, se necessário.

O Governo do Estado já intensificou a agenda de reuniões do CICOE, estrutura que reúne instituições estaduais, federais e municipais responsáveis pelo monitoramento, prevenção e resposta a desastres ambientais. “Já revisamos o calendário de reuniões do CICOE para fazer um acompanhamento permanentemente da evolução das condições climáticas e das ações do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. O objetivo é garantir integração, planejamento e capacidade de resposta para proteger a população, o meio ambiente e as atividades econômicas do Estado”, concluiu Falcette.

Entre as medidas previstas no decreto publicado nesta quarta-feira, estão também a possibilidade de utilização temporária de propriedades particulares em situações de risco iminente, a dispensa de licitação para aquisições emergenciais relacionadas ao enfrentamento dos incêndios e a autorização para contratação temporária de pessoal, quando necessária. O decreto terá validade de 180 dias a partir de sua publicação.

Marcelo Armôa, Semadesc

Foto: Ewerton Pereira/Secom-MS

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul tem 27 mil pessoas que deixaram Mais Social após melhorar de vida

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Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, mostra com orgulho a carteira de trabalho. Ele está entre 27,6 mil sul-mato-grossenses que, desde 2023, devolveram o cartão do programa Mais Social porque melhoraram de vida e não precisam mais do benefício estruturante.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”, explicou Marcos Gabriel.

Ele entrou no programa em 2018, após perder o emprego que tinha em uma lavanderia. Depois disso, fez curso de barbeiro e começou a trabalhar em casa, mas a renda não era suficiente para sustentar a família. Vivem na mesma residência, no bairro Parati, em Campo Grande, a esposa, quatro filhos e a sogra.

Com a segurança alimentar e nutricional fornecida pelo programa da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), Marcos Gabriel foi atrás de outras oportunidades. Chegou a trabalhar como zelador de uma igreja e hoje é vigilante em uma entidade sindical rural. Os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos, também começaram a trabalhar e a renda hoje já é suficiente para garantir dignidade à família, sem a necessidade do auxílio.

Mato Grosso do Sul é o 5º com menos dependentes de programas sociais. Isso porque o Governo do Estado tem dado uma forcinha para quem quer prosperar. Para as mães “solo” que recebem o Mais Social foi criado o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, que paga um auxílio adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias para que elas possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado nos horários em que precisam trabalhar, mediante a comprovação de vínculo empregatício ou de recolhimento previdenciário.

E tem mais: as beneficiárias que decidirem frequentar ensino regular ou EJA (Educação de Jovens e Adultos) recebem um adicional de R$ 300,00 por mês. Incentivo ao estudo também é com o MS Supera, que paga uma bolsa de R$ 1.621,00 por mês a estudantes de baixa renda de cursos de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas ou privadas.

Os resultados dos programas sociais estruturantes, que garantem oportunidade para quem quer prosperar por meio do estudo e do trabalho, estão na queda vertiginosa dos índices de extrema pobreza. A proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,74% em Mato Grosso do Sul, em apenas dois anos, passando de 2,7% para 1,6%, conforme o IBGE. É o 3º menor índice de extrema pobreza do Brasil. Além disso, 34 mil famílias saíram da condição de insegurança alimentar.

Os dados do CadÚnico também comprovam a redução da vulnerabilidade social no Estado. Nos últimos dois anos (de março de 2024 a março de 2026), 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza em Mato Grosso do Sul.

A pujança econômica também é protagonista nessa história. Mato Grosso do Sul registrou taxa de desocupação de 2,4% no último trimestre de 2025, o menor índice da série histórica do Estado e a 2ª menor taxa do País.

E é por isso que a Sead, em parceria com as demais secretarias, trabalha para que os programas sociais incentivem a educação e a qualificação profissional fazendo com que os beneficiários possam aproveitar cada vez mais as oportunidades de emprego e renda.

Paulo Fernandes, Comunicação Sead
Fotos: Monique Alves/Sead

Fonte: Governo MS

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