Ambiental
Polícia Militar Ambiental autua 11 infratores e aplica 57 mil em multas durante a operação Padroeira do Brasil
A Polícia Militar Ambiental concluiu às 9h00 de ontem (13) a operação Padroeira do Brasil, que teve como foco a fiscalização à pesca predatória no feriado prolongado, quando se precisa destinar ainda mais policiais nos rios. Essa operação de reforço à fiscalização nos rios do estado é importante, tendo em vista a proximidade do período de piracema e, portanto, quando vários cardumes já se encontram formados. Por esta razão, a quantidade de turistas e pescadores se intensifica, exatamente, em razão das facilidades de captura do pescado neste período, aproveitando ainda os feriados prolongados. Dessa forma, a fiscalização, que já está sendo efetuada com bastante intensidade, será aumentada nos rios, com uso de todo efetivo administrativo.
RESULTADOS
Essa foi a operação Padroeira do Brasil mais tranquila desde o ano de 2009 relativamente à pesca. Pela primeira vez não houve nenhuma autuação por pesca ilegal e nem pescado apreendido, enquanto na operação (2021) foram três autuados por pesca, número que já foi 91% menor de autuados por pesca, com relação a 2020, que foram 35 autuados. Porém, em 2020, foram 45 autuados por infrações ambientais, o maior número desde o ano de 2009.
De qualquer forma, embora aparentemente está havendo uma tendência de redução daqueles que se arriscam a praticar diretamente a pesca predatória, ainda está havendo o uso de petrechos ilegais de pesca armados nos rios que é uma das maiores preocupações da PMA. Houve um aumento significativo na retirada de redes de pesca que são os petrechos mais preocupantes, pelo seu alto poder de captura. Foram apreendidas 33 redes nesta operação e somente 5 (cinco) na operação anterior. Quanto aos demais petrechos os números foram semelhantes. A fiscalização intensificada é fundamental para a retirada desses petrechos proibidos, com alto poder de dizimação de cardumes.
CRIMES AMBIENTAIS ADVERSOS À PESCA
Todos os autuados nesta Operação Padroeira do Brasil de 2022 foram por crimes contra a flora e fauna terrestre, poluição e armazenamento ilegal de produtos perigosos. Nesta operação foram 11 autuados por crimes ambientais adversos à pesca e 7 (sete) autuados em 2021. Dos 11 autuados, 4 (quatro) foram por crimes contra a flora: 2 (dois) deles por desmatamento ilegal, 1 (um) por incêndio e 1 (um) por exploração e transporte ilegal de madeira. 5 (cinco) foram autuados por caça ilegal de jacaré e com minhocoçus ilegais; 1 (um) por poluição ao derramar combustível ao solo e 1 (um) por armazenamento irregular de produtos perigosos do tipo embalagens de agrotóxicos.
As multas aplicadas foram R$ 57.719,00 nessa operação e R$ 92.640,00 em 2021. Multas com valores diferentes entre as operações dependem dos tipos de ocorrências, pois alguns tipos infracionais ambientais preveem multas elevadas.
Tabela 1- Números totais – 2009 a 2013 e 2016 a 2022
| APREENSÕES/Autos e Vistorias | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 |
| Auto de Infração | 20 | 26 | 30 | 31 | 25 | 28 | 46 | 15 | 21 | 45 | 10 | 11 |
| Pescado apreendido (Kg) | 59 | 291 | 289 | 312 | 131 | 157 | 300 | 48 | 35 | 106 | 02 | 0 |
| Iscas vivas (um) | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 200 | 0 | 2.500 | 0 | 0 | 0 |
| Motores de Popa | 06 | 5 | 6 | 3 | 10 | 4 | 13 | 2 | 2 | 6 | 2 | 1 |
| Tanques/Comb. Para motor | 01 | 1 | 6 | 3 | 10 | 4 | 13 | 2 | 1 | 6 | 1 | 0 |
| Barcos | 05 | 5 | 5 | 3 | 9 | 4 | 13 | 2 | 1 | 6 | 2 | 1 |
| Lancha | – | – | – | – | 1 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 1 |
Petrechos Proibidos para pesca |
||||||||||||
| Redes de Pesca | 09 | 7 | 39 | 34 | 21 | 43 | 20 | 33 | 13 | 21 | 5 | 33 |
| Tarrafas | 07 | 3 | 4 | 6 | 3 | 2 | 3 | 2 | 3 | 6 | 3 | 0 |
| Anzóis de Galho | 264 | 175 | 385 | 692 | 479 | 394 | 514 | 357 | 326 | 387 | 90 | 157 |
| Espinhéis | 12 | 2 | 1 | 3 | 4 | 10 | 10 | 6 | 5 | 6 | 5 | 4 |
| João-bobo (boias) | – | 13 | – | 4 | – | 0 | 0 | 2 | 4 | 0 | 0 | 0 |
| Petrechos de pesca permitidos | ||||||||||||
| Molinetes | 14 | 18 | 5 | 9 | 17 | 11 | 13 | 4 | 10 | 12 | 3 | 8 |
| Carretilhas | 02 | 06 | 4 | 3 | 3 | 8 | 14 | 2 | 4 | 8 | 0 | 0 |
| Pessoas Presas (delegacia) | 12 | 23 | 25 | 19 | 9 | 4 | 27 | 2 | 10 | 14 | 4 | 5 |
| Valor total de Multas (R$) | 216.840 | 328.703 | 55.460 | 40.600 | 78.800 | 246.627 | 38.290 | 77.820 | 161.768 | 209.990 | 92.640 | 57.719 |
Tabela 2 – APREENSÕES RELATIVAS A OUTROS CRIMES E INFRAÇÕES AMBIENTAIS – Total – 2009 a 2013 e 2016 a 2022
| 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | |
| Desmatamento (autuação) | 01 | – | 1 (15ha) | – | 3 (85ha) | 1 | 0 | 5 (19ha) | 0 | 4
(8ha) |
1
(1ha) |
2 (6,71ha) |
| Lenha (m³) | 06 | 1 | 2 | – | 13,20 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Carvão m³ | – | – | – | – | 13,80 | 0 | 0 | 0 | 120 | 0 | 33 | 0 |
| Madeira serrada (m³) | – | – | 11 | 5 | – | 0 | 0 | 0 | 0 | 71 | 0 | 8 |
| Postes/estacas/Mad. M³ | – | – | – | – | 308 | 0 | 0 | 0 | 15,48 | 0 | 0 | |
| Toras | 537 | 10 (m³) | 27,6 m³ | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | |||
| Motosserra | 01 | – | – | 2 | – | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Freezer | – | 1 | – | 2 | – | 1 | 1 | 0 | 0 | 1 | 0 | 0 |
| Incêndio | – | 1 (10ha) | – | 1 (1ha) | – | 0 | 0 | 0 | 1 | 1 (100ha) | 0 | 1 |
| Animal | – | – | 1 (ave) | – | – | 13 (ave) | 1 (jac) | 0 | 9(ave)
1 jacaré |
0 | 7(ave)
3(tatu) 1 (cutia) |
1 jacaré
12 minhocoçus |
| Veículos | 06 | 9 | 1 | 2 | 3 | 3 | 6 | 0 | 4 | 8 | 0 | |
| armas | – | – | – | 2 | – | 0 | 1 | 0 | 2 | 2 | 1 | 0 |
| munições | – | – | – | 33 | – | 0 | 4 | 0 | 5 | 11 | 12 | 0 |
| Combustível (L) | – | – | – | – | 47.520 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
Ambiental
Em Campo Grande| Homem de 29 anos é preso em flagrante pela Polícia Civil por maus-tratos a animais
Um homem de 29 anos, foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (14), no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. A prisão foi efetuada por policiais da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat) após denúncia enviada via Ciops.
Ao chegarem ao endereço indicado, os agentes da DECAT e a equipe de perícia cientifica constataram que duas cadelas, de porte similar à raça Pitbull, estavam em situação extrema de maus-tratos. Os animais apresentavam magreza severa (escore corporal extremamente baixo), lesões espalhadas pela pele e unhas excessivamente grandes.
O cenário no imóvel também revelou graves problemas de higiene e negligência: havia fezes no quintal e três vasilhas disponíveis para os animais, das quais duas estavam completamente vazias e a terceira continha apenas resíduos de água suja.
O morador compareceu à residência durante a diligência e autorizou a entrada da Polícia Civil e da Perícia. Ele confirmou ser o tutor das duas cadelas, sendo uma de pelagem marrom, de aproximadamente 5 anos, e outra marrom e branca, de cerca de 3 anos, ambas não castradas.
Em depoimento aos policiais, o suspeito admitiu que os animais apresentavam sinais de debilidade há pelo menos três meses. Ele alegou ter levado apenas uma das cadelas ao veterinário há dois meses, mas sem realizar exames clínicos ou laboratoriais. O homem disse ainda que forneceu vitaminas as cadelas, mas que o produto teria acabado há cerca de dez dias. Sem apresentar a embalagem dos medicamentos, o tutor mostrou apenas cartões de vacinação desatualizados e declarou não possuir condições financeiras para garantir os cuidados básicos e a saúde dos cães.
Diante da gravidade da situação e da constatação dos maus-tratos, as duas cadelas foram recolhidas e encaminhadas ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e o autor foi conduzido com o apoio da Polícia Militar à delegacia, onde autuou-se a prisão em flagrante, ficando o investigado à disposição da Justiça.
Assessoria de Comunicação Polícia Civil
Ambiental
Operação Prolepse – ações preventivas impulsionam expressiva redução dos focos de calor em MS
A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul desenvolve, de forma permanente, ações de prevenção, fiscalização e proteção dos recursos naturais em todo o território estadual, atuando de maneira integrada com outros órgãos ambientais e de resposta a emergências. Essas ações são fundamentais para a mitigação dos impactos decorrentes das queimadas e dos incêndios florestais, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade ambiental.
Nesse contexto institucional, destaca-se a Operação Prolepse, estratégia preventiva da Polícia Militar Ambiental voltada à antecipação de riscos, à orientação e à conscientização, bem como à presença territorial qualificada em áreas sensíveis. No âmbito do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, responsável predominantemente pelas áreas inseridas na Bacia do Rio Paraguai, a operação foi intensificada como parte do esforço preventivo estadual.
Os resultados obtidos reforçam a relevância dessa atuação articulada. Dados oficiais do sistema TerraBrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, indicam que Mato Grosso do Sul registrou uma redução de 72,7 por cento nos focos de calor, passando de 8.712 registros em 2024 para 2.376 em 2025. Ressalta-se que esses números correspondem ao total de focos registrados em todo o Estado, enquanto as ações da Operação Prolepse aqui analisadas referem-se exclusivamente à área de atuação do 1º BPMA.
No que se refere às atividades preventivas, a Operação Prolepse apresentou crescimento substancial no âmbito do 1º BPMA, com aumento de 84,8 por cento, passando de 289 ações em 2024 para 534 ações em 2025. Esse avanço demonstra o fortalecimento da estratégia preventiva adotada na região da Bacia do Rio Paraguai, em consonância com as diretrizes institucionais da Polícia Militar Ambiental.
É importante destacar que a redução dos focos de calor resulta de um esforço integrado e coordenado, que envolve diferentes órgãos e instituições. Nesse cenário, a atuação da Polícia Militar Ambiental, por meio da Operação Prolepse, soma-se às ações desenvolvidas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul e pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, fortalecendo a governança ambiental estadual.
A integração entre esses órgãos potencializa os resultados alcançados, permitindo que ações preventivas, de fiscalização, resposta e gestão ocorram de maneira complementar e eficiente. No âmbito territorial da Bacia do Rio Paraguai, a Operação Prolepse se destaca como um dos principais pilares preventivos, ao atuar diretamente no território, reduzindo ignições, promovendo mudança de comportamento e fortalecendo a presença do Estado.
A intensificação da Operação Prolepse no âmbito do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental evidencia que investir em prevenção é investir em eficiência, reduzindo danos ambientais, custos operacionais e impactos sociais. A Polícia Militar Ambiental reafirma, assim, seu compromisso institucional com a proteção dos recursos naturais e com a atuação técnica e integrada em áreas estratégicas do Estado.
A Polícia Militar Ambiental segue firme em sua missão constitucional de preservar o Pantanal e os demais biomas sul-mato-grossenses, atuando de forma antecipada, técnica e articulada, em benefício da sociedade e das futuras gerações.
Assessoria de Comunicação do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental
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