Selvíria
Polícia Civil de Selvíria prende casal que estuprava os próprios filhos
Na manhã de hoje (01), a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia de Polícia de Selvíria, deu cumprimento a dois mandados de prisão, cujo alvo era um casal que, por anos, submetia os próprios filhos a abusos.
OS FATOS
Chegou ao conhecimento da Polícia Civil, por meio do Conselho Tutelar de Selviria, a informação de que, no Assentamento Canoas, um pai estaria praticando abusos contra os filhos. Com o homem (43 anos), conviviam a esposa (36 anos) e quatro filhos (dois meninos de 04 e 17 anos e duas meninas de 11 e 14 anos).
As investigações apuraram que o adolescente de 17 anos era, constantemente, vítima de maus-tratos praticados pelo pai, apresentando, inclusive, lesões pelo corpo. Em escuta especializada, a adolescente de 14 anos relatou, ainda, que sofria abusos sexuais, desde os 11 anos de idade, e o autor também seria o pai. Diante dos fatos narrados, requisitou-se exame de corpo de delito, que confirmou a suspeita. Constatou-se, ainda, que a outra menina, de 11 anos, também tinha sido vítima de abusos sexuais. Durante todos os anos de abusos físicos e psicológicos sofridos pelos filhos, a mãe teve ciência e nunca denunciou, pediu ajuda ou tentou impedir que os crimes acontecessem. A Polícia Civil, então, representou pela prisão preventiva do pai por estupro de vulnerável e maus-tratos; assim como da mãe, pelos mesmos crimes, pois tinha obrigação legal de defender os filhos e, ao se omitir, permitiu a prática reiterada dos delitos.
Em tempo, a Delegacia de Polícia de Selvíria agradece e parabeniza o trabalho exemplar que o Conselho Tutelar vem desempenhando no município, e, em especial nesse caso, garantiu a proteção das crianças e adolescentes.
A Delegacia de Polícia de Selvíria apura ainda outros delitos, da mesma natureza, praticados pelo homem e já localizou outra vítima, hoje adulta, mas que foi violentada quando criança. Por isso, é solicitado que quem tiver informações sobre esse ou outros casos.
Procure a unidade policial ou denuncie através do whatsapp (67)3579-1166, garantimos o sigilo da fonte. Toda a sociedade é responsável pela proteção de crianças e adolescentes.
Qualquer sinal de abuso, DENUNCIE
Selvíria
Polícia Civil de Mato Grosso do Sul conclui que morte em Selvíria foi suicídio, e não feminicídio
A Delegacia de Polícia de Selvíria (MS) informou, por meio de nota oficial, que o caso inicialmente investigado como possível feminicídio foi reclassificado como suicídio após a conclusão das diligências.
De acordo com a investigação, os depoimentos colhidos e o laudo necroscópico indicam que a vítima teria empurrado a faca contra o próprio peito. Segundo a autoridade policial, a lâmina não estava totalmente cravada — característica considerada compatível com casos de autoferimento —, diferentemente do que normalmente ocorre em homicídios ou feminicídios. A angulação do golpe também reforça a hipótese de lesão autoprovocada.
O depoimento do filho da vítima, responsável pelo socorro, corroborou a conclusão dos investigadores. Ele relatou que a mãe enfrentava um tratamento contra câncer e teria manifestado anteriormente a intenção de tirar a própria vida. Conforme apurado, não havia registros de violência envolvendo o casal, e o interrogatório do então suspeito seguiu a mesma linha dos demais elementos coletados.
Diante das evidências, a autoridade policial determinou a exclusão da classificação inicial de feminicídio. Todos os laudos — necroscópico e de local de crime — foram anexados aos autos para os registros finais.
Com isso, a Polícia Civil declarou encerrada a apuração do caso, permanecendo à disposição para eventuais esclarecimentos.
Selvíria
Jovem assentada se matricula na universidade após ação da Defensoria
Maria Eduarda Soares Pereira Leal, assentada de Selvíria, é uma jovem de 18 anos cheia de sonhos… E o caminho para começar a concretizá-los está em outro Estado, mas a apenas 15 quilômetros: em Ilha Solteira/SP. Na cidade paulista, ela cursa o 1º bimestre do bacharelado em Engenharia Agronômica, algo conquistado com uma forcinha dada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.
Leal, após ter sido aprovada no vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), estava impedida de se matricular por causa de uma burocracia. Isso porque só iria concluir o 3º ano do ensino médio em dezembro de 2025 e a escola estadual onde estudava se negava a fornecer antecipadamente o certificado de conclusão da educação básica.
Assistida por Stephany Oliveira Giardini Fonseca, defensora substituta em Três Lagoas, a caloura conseguiu obter na Justiça de 1º Grau a tutela de urgência. Como resultado, a escola foi obrigada judicialmente a emitir o certificado e a jovem pôde, então, matricular-se na universidade. Fonseca, feliz com o resultado do processo, pontua que Leal “será a 1ª a conseguir essa grande conquista [formar-se num curso superior], capaz de mudar a realidade de um núcleo familiar para sempre”.
“Sempre foi um sonho meu entrar em uma universidade pública… Eu tinha 48 horas para fazer minha matrícula e o trabalho da defensora foi muito bem-feito! Nunca vou ser capaz de agradecer à altura”, emociona-se a futura engenheira.
Sobre nós
Há 43 anos, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul acolhe, orienta, faz educação em direitos e promove assistência jurídica integral e de graça a quem mais precisa. Estamos onde a população necessita: na comunidade, na aldeia, na rua, no Fórum… Nossa atuação é pela saúde, por moradia, proteção às mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas, povos indígenas, população em situação de rua, pessoas com deficiência, comunidade LGBTQIAPN+ e demais cidadãos e cidadãs em vulnerabilidade socioeconômica
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