Gospel
Peixe é tradição no almoço da Sexta-Feira Santa
Cardápio à base de peixe é a escolha de muitas famílias no feriado
A Sexta-Feira Santa é um dos dias mais importantes do calendário cristão, marcando o último dia da Semana Santa e o dia em que Jesus Cristo foi crucificado. É também um dia de muitas tradições, especialmente, a de comer peixe. Muitas famílias ainda seguem este costume, sendo comum aos restaurantes oferecerem no cardápio pratos especiais de peixe para esta época do ano.
Supermercados e atacarejos também se preparam para a data e dispõem de diversas opções de pescado e produtos típicos da época, como azeites, vinhos, milho de canjica e chocolates, em especial, ovos de Páscoa.
Além de ser um prato tradicional, o pescado também é muito saudável, atesta a nutricionista do Fort Atacadista, Rafaela Curcino Moreira. “O peixe é rico em proteínas, ácidos graxos e vitaminas, e é uma ótima opção para quem deseja manter um estilo de vida saudável”, aponta a profissional.
Em muitas culturas, incluindo o Brasil, o bacalhau é um dos peixes mais apreciados nesta época. Outros peixes populares incluem sardinha, salmão, atum, linguado, robalo e, na região centro-oeste, pintado, piraputanga, matrinchã, pacu, cachara e tambaqui.
Para um almoço típico da Sexta-Feira Santa, a nutricionista do Fort Atacadista sugere a receita de arroz de bacalhau e, para a sobremesa, casca de chocolate nobre.
Receita de Arroz de Bacalhau
1kg de lombo de bacalhau dessalgado ou 2kg de posta de bacalhau dessalgado
1 pote de azeitonas pretas tipo gordal
1 pote azeitonas verdes tipo gordal
200g de tomates cereja cortados ao meio
1 alho poró cortado finamente
6 limões Taiti
1 maço de salsinha picada
1 cebola grande picada
1 dúzia de ovos
1 vidro de azeite
1 tablete de manteiga extra com sal
1kg de arroz
200g de farinha Panko
1kg de banha de porco
Modo de fazer
Cozinhe o arroz normalmente com alho e cebola, reserve.
Cozinhe 2 ovos por 7 minutos. Reserve
Com uma laminadora, fatie os alhos e frite em azeite. Retire os chips de alho e coloque para secar em papel toalha; reserve o azeite.
Coloque o bacalhau em uma assadeira e cubra à banha. Coloque em forno baixo, sem ferver, por, aproximadamente, 25 minutos.
Retire o bacalhau, escorra e desfie grosseiramente.
Em uma frigideira, usando o azeite onde o alho foi frito, refogue cebola, alho, alho poró e os dois potes de azeitonas picadas. Coloque as lascas de bacalhau e, em seguida, o arroz já cozido. Empane 6 ovos com farinha Panko e frite em óleo quente.
Finalize com manteiga gelada e salsinha picada.
Montagem
Coloque o arroz de bacalhau em um refratário e regue com bastante azeite; decore com os ovos empanados, azeitonas, tomates e raspas de limão.
Sobremesa
Casca de chocolate nobre
Pique o chocolate nobre de sua preferência (branco, ao leite ou meio amargo). Derreta 2/3 do chocolate no micro-ondas de 30 em 30 segundos em potência baixa, mexendo nos intervalos. Após derreter todo o chocolate, acrescente o 1/3 picado, até atingir uma temperatura média de 28 graus, ou que ao toque esteja frio. Coloque na forma do ovo. Leve à geladeira até a cristalização completa do chocolate, em média 5 a 10 minutos, somente ate o chocolate endurecer.
Recheio
Coloque na panela leite condensado, creme de leite, chocolate em pó. Leve ao fogo e deixe cozinhar em média 5 minutos após ferver, em ponto de brigadeiro mole. Depois do brigadeiro pronto, reserve e deixe esfriar. Após o recheio frio, retire o ovo da forma e recheie, lembrando de adicionar uma camada fina de chocolate em cima do recheio para fechar o ovo.
Simples e fácil, podendo ser uma renda extra. Lembrando que todos esses produtos são encontrados em todas as unidades do Fort Atacadista (Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e DF/Brasília).
Em Mato Grosso do Sul são dez unidades do Fort Atacadista: Loja Cafezais, Cônsul Assaf, Coronel Antonino, Getúlio Vargas, Guanandi, Parati, Norte Sul Plaza, Tiradentes, Três Barras e União. Para quem precisa abastecer a casa com produtos tradicionais para a celebração da Sexta-feira Santa e domingo de Páscoa, a dica é aproveitar o Vuon Card, cartão exclusivo do Fort Atacadista, com descontos em centenas de itens e condições especiais de parcelamento.
No site do Fort Atacadista estão todos os endereços, telefones e horários de funcionamento das lojas disponíveis em: wwwfortatacadista.com.br/nossas-lojas/
Sobre a rede Fort Atacadista — Criada em 1999, com a abertura de sua primeira unidade na cidade de Joinville, em Santa Catarina, a rede Fort Atacadista é a bandeira de atacarejo do Grupo Pereira, um dos maiores varejistas de alimentos do Brasil. Com 52 unidades distribuídas nos estados de Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal, o Fort Atacadista se destaca pelos preços competitivos, pela excelência em produtos perecíveis e pela arquitetura moderna de suas lojas, que oferece layout planejado para facilitar a jornada de compra do cliente, além das facilidades de pagamento e benefícios oferecidos pelo Vuon Card, cartão de crédito próprio do grupo.
Fundado em 1962, em Santa Catarina, o Grupo Pereira é detentor ainda de redes de varejo alimentar, atacado de distribuição, farmácias e dois postos de combustível, além do braço financeiro Vuon e de logística Perlog. Com mais de 16 mil colaboradores, está presente nas regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Saiba mais em www.fortatacadista.com.br e www.grpereira.com.br
Gospel
Diocese de Três Lagoas recebe Relíquia de Primeiro Grau de São Padre Pio entre os dias 14 e 17 de maio
A Diocese de Três Lagoas vive, neste ano de 2026, um momento especial de fé e espiritualidade com a peregrinação da Relíquia de São Padre Pio. A iniciativa partiu do Padre Fábio Alves, pároco da Paróquia Santa Luzia, com o objetivo de proporcionar que a Relíquia percorresse todas as paróquias da Diocese, incluindo a Área Pastoral Santa Dulce dos Pobres.
A Relíquia é composta por cinco fios de cabelo de São Padre Pio, preservados como sinal de devoção, oração e proximidade espiritual com um dos santos mais queridos da Igreja Católica. Neste ano, a Diocese de Três Lagoas torna-se a 14ª diocese do Brasil a receber a Relíquia, totalizando, desde o início de sua peregrinação, 63 dioceses visitadas em todo o país.
A peregrinação da Relíquia acontecerá entre os dias 14 e 17 de maio, período em que os fiéis poderão participar de momentos especiais de oração e veneração nas paróquias da cidade.
Embora a visita não esteja ligada a uma festividade específica, a presença da Relíquia mobilizou a comunidade católica da cidade. Foram organizados dias e horários especiais para visitação dos fiéis em todas as paróquias de Três Lagoas, oferecendo momentos de oração, veneração e fortalecimento espiritual.
Segundo o Padre Fábio Alves, a chegada da Relíquia representa uma oportunidade concreta de renovação da fé para toda a Diocese. “A relíquia nos recorda que a santidade não é algo distante, mas um chamado para todos os cristãos. A presença de São Padre Pio aproxima os fiéis de um testemunho profundo de oração, penitência e confiança na misericórdia de Deus”, destacou.
O sacerdote também ressaltou que esse momento fortalece a comunhão da Igreja e desperta nos fiéis o desejo de conversão e de uma vida espiritual mais intensa. Conhecido por sua dedicação ao confessionário, à Eucaristia e ao cuidado com os enfermos e sofredores, São Padre Pio continua sendo uma referência de fé e esperança para milhões de pessoas ao redor do mundo.
“Receber essa Relíquia em nossa Diocese é acolher também um convite à reconciliação, à esperança e à vivência profunda da fé católica. Tenho certeza de que muitos encontrarão conforto, fortalecimento e renovação espiritual diante desse sinal da presença de Deus na vida dos santos”, afirmou o pároco.
A peregrinação da Relíquia pelas paróquias deve reunir fiéis de diversas comunidades, fortalecendo a devoção popular e proporcionando experiências profundas de espiritualidade e encontro com a fé.
Gospel
A Paixão como plenitude do ser: a Páscoa com sentido mais profundo
A recente celebração da Sexta-feira Santa nos trouxe essas reflexões: que elas transcendam o rito e nos convoquem a essa urgência do ser.
A Sexta da Paixão é a data que relembra e indica o percurso imposto a Jesus, precedido pela flagelação, em que carrega a cruz com a qual seria crucificado no Monte Calvário. Paixão, neste contexto, significa sofrimento e a Sexta-feira Santa seria, assim, um dia de luto e comoção.
Paixão em seu significado comum quer dizer um conjunto de sentimentos que se opõem à razão e é um termo que vem do latim arcaico “passio”. “Passio” era um termo importante para a escola estóica do século III a.C., porque traduzia a ideia de “perturbatio”, ou seja, tudo aquilo que perturbava a alma do filósofo, que deveria ser “impassibilis”, vale dizer, deveria manter-se livre de qualquer perturbação ou inquietação, para fazer uso da tranquilidade da razão. Desta noção deriva-se o significado hoje atribuído comumente ao termo paixão.
Todavia, “passio” deriva da expressão grega “pathos”. Para os gregos, não havia nenhuma conotação pejorativa para o termo. Não era nenhuma perturbação ou inquietação, mas indicava a ideia de disposição da alma, que hoje pode ser traduzida por sentimento, entendida como uma disposição emocional complexa, a princípio, nem negativa, nem positiva. Sentimento pode ser de afeto, de tristeza, de amor, de aversão.
Não havia conotação pejorativa à priori que indicasse qualquer “perturbatio” para a razão. Ao contrário, podia mesmo servir de apoio para esta. “Pathos” para os gregos era algo suportado pela alma e a colocava em certa disposição, desta ou daquela maneira, dependendo de como era dado esse algo.
Somente no latim tardio e com os primeiros autores cristãos, “passio” começa a receber o sentido de submissão, principalmente submissão à injustiça. Com a ideia de submissão, o termo passa a ser sinônimo do verbo latino “suffrero”, que dá origem ao atual verbo “sofrer”. Com o caminhar da literatura cristã, paixão e sofrimento passaram a ser utilizadas largamente com o mesmo significado. Para os autores cristãos, porém, sofrimento era um mergulho apaixonado e fervoroso na direção da Graça divina.
O advento das chamadas escolas literárias após o renascimento, principalmente o Barroco e o Romantismo, conformaram a ideia de sofrimento à sua conotação negativa de padecimento, como um suportar de dores, injúrias e injustiças. O sofrimento tornou-se, assim, a experiência quase insuportável de algo que infundadamente se tem de carregar, com todo peso amargo e desprazeroso que isso provoca. Nos tempos modernos e atuais, em que a felicidade é um consumir e usufruir constantes, o sofrimento é quase uma maldição execrável e abominável e, mais ainda, injustificável.
Por conta disto, atualmente, somos inclinados a ver na Paixão de Cristo um dia de mortificação, no qual o enlutar-se é a conduta mais adequada e o entristecer-se o sentimento mais elocuente.
O exame acima mostra o contrário. O sofrimento de Cristo busca indicar um encontro. Um encontro da paixão como resgate daquela disposição da alma que nos leva ao sentido máximo de nossa existência. O sentido da existência de Cristo se deu na morte, porque com ela foi revelada sua natureza divina, seguida da ressurreição.
O sentido de nosso viver não é dado com a morte. Esta pode nos revelar o momento da nossa finitude. E essa angústia do fim pode vir a apontar para o real sentido da nossa existência. Aqui também reside o exemplo da Crucificação de Cristo.
Apartado do luto, o significado da Paixão pode ser pensado como uma reflexão sobre o sentido de nosso existir. A morte de Cristo foi sua finitude, mas foi também a plenitude de realização de seu existir, como promessa anteriormente dada. Na morte, ele se efetivou como ser que era possível ser.
Na morte, não efetivamos nosso existir. Ao contrário, é no existir que efetivamos nosso ser a cada possibilidade que se nos abre e é realizada. Na existência realizamos nosso poder-ser.
A Paixão de Cristo não é um dia para o luto, mas uma oportunidade de refletir e nos lançarmos perguntas. Qual a plenitude de meu existir? Quais as possibilidades de minha existência? Consigo vislumbrar aquilo que posso ser? Minha disposição de alma, meu “pathos”, é a que me permite encontrar-me com meu poder-ser?
Se a Paixão é a disposição da alma diante do destino, a Páscoa é a passagem — o movimento que atravessa a finitude para inaugurar o novo. Ela representa a vitória da possibilidade sobre a estagnação, confirmando que a plenitude do ser não se encerra no sofrimento, mas se realiza na capacidade de ressurgir.
Nesse horizonte de possibilidades, a Páscoa surge não apenas como um feriado no calendário, mas como o símbolo máximo dessa transição. Se a Paixão é o ‘pathos’ que nos coloca em movimento, a Páscoa é a celebração da vida que se renova, o instante em que o ‘power-ser’ finalmente desabrocha, vencendo a estagnação do luto e a paralisia do medo.
É sob essa perspectiva de renovação que a Páscoa ganha seu sentido mais profundo. Celebrar a Páscoa dentro desta reflexão é, portanto, assumir o compromisso com a própria existência. É compreender que, após o mergulho fervoroso na direção da Graça e o encontro com o sentido de nosso viver, o que nos resta é o florescimento constante desse ‘poder-ser’ que a vida, em sua face mais vibrante, nos oferece.
Celebrar a Páscoa, portanto, é validar o percurso da Paixão. É compreender que a plenitude do ser exige a coragem de atravessar os próprios desertos para, enfim, experimentar a ressurreição cotidiana de nossos propósitos e sonhos mais elevados.
Que essa disposição nos acompanhe para além do calendário.
João Ibaixe Jr. Advogado criminalista e ex-Delegado de Polícia. Doutor em Filosofia (UERJ) e mestre em Direito (PUC/SP), é coordenador do Grupo de Criminologia Filosófica (GCRIMFIL).
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