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Mato Grosso do Sul

MS lidera inovação regulatória em resíduos sólidos com o primeiro Selo de Sustentabilidade do Brasil

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Modelo criado pela Agems para avaliar municípios e emitir Declaração de Sustentabilidade incentiva eficiência, reconhece desempenho e alcança todas as dimensões ambientais, sociais e de governança

Mato Grosso do Sul deu um passo pioneiro no País ao implantar uma metodologia inédita para avaliação da Declaração de Sustentabilidade em Resíduos Sólidos. O trabalho, desenvolvido pela Agência Estadual de Regulação (Agems), estabelece critérios técnicos, econômicos, sociais e ambientais para a concessão do Selo de Sustentabilidade, garantindo segurança jurídica e fortalecendo a capacidade dos municípios de acessar recursos federais para o setor.

“Esse é um marco histórico para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Estamos oferecendo todas as condições para que cada prefeitura municipal conveniada avance na gestão dos resíduos. A Agems cumpre sua missão de regular de forma moderna, sempre com foco no usuário e na sustentabilidade dos serviços públicos”, destaca o diretor-presidente da Agência, Carlos Alberto de Assis.

Com a publicação hoje (28) da Portaria nº 298, que institui oficialmente o Selo, Mato Grosso do Sul se torna o primeiro estado a implantar uma regulamentação abrangente da Declaração de Sustentabilidade, exigida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

“É um trabalho inédito no Brasil que oferece segurança jurídica para que os municípios possam comprovar a eficiência no manejo de resíduos e enviar seus projetos em busca por recursos, como os do PAC ou da Caixa”, explica a Diretora de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos, Iara Marchioretto.

Sustentabilidade em todas as dimensões

O Selo de Sustentabilidade nasceu da necessidade de adequação às Normas de Referência da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A NR 01 estabelece que todo serviço deve ser regulado e que, anualmente, a agência reguladora responsável deve emitir uma Declaração de Sustentabilidade.

Mais que o cumprimento de uma obrigação, a metodologia da Agems é inteiramente voltada para incentivar que os serviços se tornem cada vez mais eficazes. Para isso, o método também alinhou a NR 07 da ANA, que trata das Condições Gerais da Prestação dos Serviços.

“É a aplicação prática da regulação responsiva. Não buscamos punir os municípios, mas orientar para a eficiência e à melhoria contínua”, completa a diretora Iara.

A Agems, ao regulamentar a matéria, criou uma avaliação abrangente que contempla aspectos técnico-operacionais, econômico-financeiros e de ESG – Ambiental, Social e Governança, como explicam as coordenadoras técnicas do programa do Selo, a engenheira ambiental Danielle Adma Vendimiati (coordenadora da Câmara Técnica de Resíduos Sólidos) e a contadora Lucélia Tashima (coordenadora da Câmara de Regulação Econômica de Saneamento).

“Não é possível conceituar sustentabilidade apenas como equilíbrio financeiro ou apenas como operação. É preciso integrar todas as dimensões. Na prática, um município pode ter suficiência financeira, mas não destinar corretamente os resíduos. Por isso, nosso Selo considera a eficiência econômica, a qualidade técnica e o compromisso ambiental e social”, reforça Lucélia.

Auto avaliação e auditoria

O processo de avaliação para concessão do Selo de Sustentabilidade reúne mais de 400 itens analisados. Entre os critérios, estão:

  • implantação de taxa de coleta de resíduos para assegurar sustentabilidade financeira;
  • elaboração de Manual de Prestação de Serviços e Plano Operacional, alinhados às exigências da ANA;
  • parâmetros de execução, manutenção, atendimento ao usuário e destinação ambientalmente adequada.

O método definido pela Agems combina duas etapas complementares, em que o próprio gestor olha para todo o seu processo de gestão de resíduos, analisa e verifica onde se encaixa sua pontuação:

  1. Autoavaliação do município – 78 questões, com pontos de 1 a 5, que permitem ao gestor identificar seus pontos fortes e onde precisa melhorar. Essa etapa representa 60% da nota final.
  2. Auditoria da Agems – análise documental e técnica feita pela Agência, responsável por 40% da nota.

O resultado é consolidado no Índice de Sustentabilidade em Resíduos Sólidos (ISRS), que define a categoria do Selo recebida anualmente: Diamante, Platina, Ouro, Prata e Bronze.

Para ter chance de obter o Selo, é preciso obter pontuação acima de 3 em ao menos metade dos 78 itens autoavaliados. “Como o foco é a regulação responsiva, se o índice não for positivo, o município tem seis meses para apresentar plano de ação e, no ano seguinte, pode voltar a solicitar o Selo”, explica a coordenadora Danielle Adma.

Resultados iniciais, impactos e benefícios

O modelo foi testado de forma piloto em alguns Municípios. Maracaju conquistou o Selo Platina, com pontuação de 49,96, e Alcinópolis recebeu o Selo Prata, com 28,3 pontos. Mais do que a certificação, o processo mostrou a cada cidade como avançar.

É esse caminho de conformidade regulatória e de melhoria em direção à excelência que Agems propõe para os Municípios ao estabelecer o Selo. Além da habilitação a acessar recursos federais, a iniciativa traz ganhos estratégicos:

  • padronização nacional dos serviços de resíduos;
  • transparência na gestão e prestação de contas;
  • melhoria da qualidade dos serviços oferecidos à população;
  • incentivo à inovação e regionalização.

Gizele Oliveira, Comunicação Agems

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Frente fria derruba temperaturas em Três Lagoas nesta terça-feira

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Uma frente fria que avança sobre Mato Grosso do Sul promete mudar o tempo nos próximos dias e trazer uma queda nas temperaturas em Três Lagoas. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (CEMTEC-MS), o fim de semana será marcado por aumento da nebulosidade, chuva e possibilidade de tempestades em diversas regiões do Estado.

Para Três Lagoas, a previsão para terça-feira (14), indica temperatura mínima de 6°C e máxima de 33°C, com predomínio de sol entre nuvens e condições de tempo mais estável ao longo do dia. Apesar disso, o CEMTEC alerta que ainda não estão descartadas pancadas isoladas de chuva e tempestades em áreas do leste e nordeste do Estado, devido à permanência de umidade na atmosfera.

Na segunda-feira (13) e na terça-feira (14), as temperaturas permanecem mais amenas, especialmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã. As mínimas devem variar entre 5°C e 7°C, principalmente nas regiões sul, sudeste, leste e nordeste do estado.

A partir da metade da semana, observa-se uma gradativa elevação das temperaturas, com máximas previstas entre 30°C e 36°C. Paralelamente, a umidade relativa do ar tende a apresentar valores baixos, variando entre 20% e 30%, caracterizando condição de atenção para o tempo seco. A combinação de manhãs mais frias e tardes quentes favorece elevada amplitude térmica, que poderá superar os 15°C em algumas localidades.

Diante desse cenário, recomenda-se reforçar a hidratação, evitar a exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e secos do dia e adotar cuidados adicionais com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Além disso, a persistência do tempo quente, seco e com baixa umidade relativa do ar aumenta significativamente o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, exigindo atenção redobrada da população.

Os ventos atuam predominantemente do quadrante norte com velocidades entre 40 e 60 km/h, com possibilidade de rajadas pontuais acima de 60 km/h.

Em relação a previsão de temperaturas por regiões:

Regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: Mínimas entre 5-17°C e máximas entre 20-32°C.

Regiões Pantaneira e Sudoeste: Mínimas entre 11-25°C e máximas entre 24-35°C.

Regiões Bolsão, Norte e Leste: Mínimas entre 9-20°C e máximas entre 22-33°C.

Campo Grande (Capital): Mínimas entre 11-20°C e máximas entre 22-30°C.

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Mato Grosso do Sul

Paciente denuncia abuso sexual durante internação em UTI de hospital público de MS

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Hospital Regional de Mato Grosso do Sul — Foto: Governo de MS

Uma mulher de 27 anos denunciou ter sido vítima de violência sexual enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. O caso, registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), é investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da denúncia.

Segundo o boletim de ocorrência, a paciente estava hospitalizada desde meados de junho devido a complicações relacionadas à gestação e ao período pós-parto. Ela relatou que o suposto abuso teria ocorrido durante um plantão noturno, após receber medicação, momento em que estaria com a capacidade de reação reduzida. A vítima afirmou ter despertado durante a ação e identificado o suspeito, que deixou o quarto em seguida.

 

Ainda conforme o registro policial, a mulher comunicou o ocorrido à equipe de enfermagem logo após o episódio. A informação foi repassada à enfermeira responsável e ao serviço de psicologia da unidade. Posteriormente, a paciente foi transferida da UTI para um quarto da maternidade, onde passou a permanecer acompanhada por familiares.

O suspeito é um técnico de enfermagem, de 52 anos. A Polícia Civil solicitou à Justiça medidas protetivas para impedir qualquer contato entre ele e a paciente, além do afastamento de atividades que envolvam pessoas em situação de vulnerabilidade enquanto o caso é investigado.

Em nota oficial, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul informou que acompanha a investigação, afirma estar colaborando com as autoridades e prestando acolhimento e assistência à paciente. A direção da unidade declarou ainda confiar que os fatos serão esclarecidos e que eventuais responsáveis serão identificados e responsabilizados conforme a legislação.

O caso segue sob investigação da Deam. Até o momento, não há decisão judicial definitiva nem conclusão do inquérito sobre a denúncia.

 

Por Rádio Caçula

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